sábado, 31 de janeiro de 2015

Podemos !

 La dirección de Podemos ha convertido este sábado la llamada marcha del cambio, una movilización abierta a todos y convocada en Madrid para escenificar la ruptura con “la vieja política”, en el arranque de su campaña electoral. Pablo Iglesias y su núcleo de confianza han intentado afianzar sus principales mensajes y estrategia ante decenas de miles de personas congregadas en la Puerta del Sol, después de un recorrido de menos de un kilómetro entre Cibeles y la plaza que simboliza los entusiasmos del 15-M. Según los cálculos de este diario, a la una de la tarde había unos 153.000 manifestantes —100.000 para la policía y 300.000 según la estimación de los organizadores—.
Iglesias saluda al início de su intervención /PACO CAMPOS(EFE)

La dirección de Podemos ha convertido este sábado la llamada marcha del cambio, una movilización abierta a todos y convocada en Madrid para escenificar la ruptura con “la vieja política”, en el arranque de su campaña electoral. Pablo Iglesias y su núcleo de confianza han intentado afianzar sus principales mensajes y estrategia ante decenas de miles de personas congregadas en la Puerta del Sol, después de un recorrido de menos de un kilómetro entre Cibeles y la plaza que simboliza los entusiasmos del 15-M. Según los cálculos de este diario, a la una de la tarde había unos 153.000 manifestantes —100.000 para la policía y 300.000 según la estimación de los organizadores.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Tempestade de neve em New York: vai encarar?

IV Festival Internacional de Música de Pelotas




Pouco tempo após a realização exitosa do Festival de Jazz, Pelotas volta a ter uma promoção de nível internacional dedicada à música, desta vez, música erudita.
Trata-se do IV Festival Internacional de Música de Pelotas do SESC

Festival do Sesc leva repertório erudito e popular à periferia de Pelotas
Quarteto de Cordas se apresentou para um pequeno público no Centro de Convivência da vila Castilho

Por: Cíntia Piegas (Diário Popular)

A rotina no Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, na vila Castilhos, em Pelotas, foi quebrada no final da manhã desta segunda-feira (26).
De repente, pequenos frequentadores são convidados a embarcar durante 20 minutos em um cenário musical um pouco distante da realidade de cada um.
As peças apresentadas pelo quarteto de cordas invadiram a imaginação do seleto público.

A uma temperatura de quase 30ºC, em uma garagem de 12 metros quadrados, o espetáculo teve Aria de Bach, Primavera de Vivaldi e Let It Be, dos Beatles, ao som de instrumentistas que participam do 5º Festival Internacional Sesc de Música, que ocorre até dia 30 deste mês na cidade.
Para a apresentação ficar mais familiar, os músico explicaram seus instrumentos: violino, viola e violão celo.

De acordo com uma das coordenadoras do Sesc, Iná Eloísa Gabin, a ideia é fazer com que as pessoas das comunidades saibam que não precisa de salto alto para apreciar a música clássica.
À tarde, o quarto de corda estará no Hospital Espírita.

Acesso
Anael Dias, de 11 anos, assistia atento à apresentação. Não muito familiarizado com as primeiras melodias, reconheceu logo Let It Be e comemorou. Ele diz acreditar que não ser capaz de aprender a tocar um instrumento como violino. Mas a instrumentista porto-alegrense Gabriela Bock garante que sim. Confira o vídeo feito por Michel Farias:


  

E daí? Aí, acabou.

Captando água como no deserto
São Paulo prestes a decretar racionamento de 5 dias sem água na semana.
Não é o momento, gravíssimo para São Paulo, de politizar mas segundo os analistas, entre as causas que concorreram para esse desastre de repercussões dantescas, aponta-se entre as principais o descaso de sucessivas administrações e das empresas privadas responsáveis em investir no setor e, de forma muito séria, mais recentemente o procedimento de Geraldo Alckmin negando até o último momento a gravidade da situação.
Nisto foi acompanhado, de certa forma, pela população, especialmente paulistana, mais preocupada em se concentrar na avenida Paulista a promover passeatas por impeachment ou em combater o sistema de ciclovias implantado pelo prefeito Haddad do que se preparar para o pior.

A METADE SUL

 Já se esperam protestos. Em Itu, vizinho de São Paulo, até donas de casa colocaram fogo nas ruas. Aqui em São Paulo, vai haver um escalonamento de manifestações e de violência porque a água mexe com a questão da dignidade. Quantos dias nós aguentamos sem poder dar descarga?

O que aconteceu na prática foi uma negação da crise hídrica por parte do governo do Estado até dezembro de 2014 —uma negação que vai levar para outras instâncias de responsabilização.

A falta d’água afeta a dignidade humana, tem implicações de saúde pública, desespera, paralisa a atividade econômica. Pois prepare-se: 2015 começou sob a sombra da crise hídrica. O cenário que se está montando é gravíssimo.

Já quase terminado janeiro, constata-se que choveu muito menos do que era esperado.
No Sistema Cantareira, choveu 35% da média histórica.
No Sistema Alto Tietê, meros 26% da média histórica.
 E o quadro não encontra alívio nos demais mananciais, também deficitários.

A própria Sabesp admite que o que existe de água em todos os sistemas, considerando o padrão de consumo atual, vai dar pra 50 dias, ou seja, março.
E daí? 
Aí, acabou. 
Não é que vai faltar um pouco de água. 
É que não tem água; não tem para onde correr.

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Em jogo a soberania do País

"Nos anos 1990s perpetraram-se as privatizações, nas quais se entregaram e desnacionalizaram, em troca de títulos podres de desprezível valor, estatais dotadas de patrimônios materiais de trilhões dólares e de patrimônios tecnológicos de valor incalculável.
A Petrobrás, sob a denominação Petrobrax, seria o ataque final .
Hoje  permanece como  último reduto de estatal produtiva com formidável acervo tecnológico − bem como as grandes empreiteiras, último reduto do setor privado, de capital nacional, capaz de competir mundialmente".




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Meio ambiente: ética ou etiqueta















Nei Alberto Pies 

"... a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos depredando todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhe foi sequestrado". (Leonardo Boff)

Estamos diante de uma crise ambiental real. 
O mundo inteiro se conscientiza e se mobiliza em defesa da sobrevivência planetária.
 A diferença está entre os que pregam a ética e os que pregam a etiqueta como formas de colaborar com a sobrevida do planeta, entre quem se dispõe a promover mudanças na organização econômica e social e entre aqueles que buscam compensar o planeta com "atitudes politicamente corretas". 
O que muda é se assumimos compromissos a partir das nossas ações humanas no planeta ou se estamos preocupados somente com o status social que recomenda "dosar" e qualificar nosso consumo como mais sustentável.
O fundamento das diferenças acima descritas está alicerçado em conceitos bem distintos, historicamente construídos pelo ser humano a partir de suas relações com a natureza e com o mundo: o conceito de sustentabilidade e o conceito de interdependência. "Sustentável" provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). 
Já interdependência " é um conceito que rege as relações entre os indivíduos onde um único indivíduo é capaz de, através de seus atos, causar efeitos positivos e/ou negativos em toda a sociedade. 
Ao mesmo tempo, esse mesmo indivíduo, por sua vez, é influenciado pelo todo. 
Com isso, é possível dizer que todas as pessoas e coisas que rodeiam a vida dos seres humanos estão interligadas e afetam a vida de todos de forma significativa".(Wikipedia)
Arriscamos afirmar que o conceito de sustentabilidade está mais ligado ao Ocidente, enquanto o conceito de interdependência ao mundo oriental. 
Que o conceito sustentabilidade está associado à necessidade de compensar o já destruído; que o conceito interdependência está associado a um modo de vida e de relação entre os indivíduos e os seres vivos. 
Que a tentativa de transformar ética em etiqueta nada mais é do que apequenar a responsabilidade que o ser humano tem diante do "clamor" e do sofrimento do planeta.
A ética diante da vida e do planeta inscreve-se no compromisso com a vida no seu conjunto, seja ela a própria vida da gente e a vida dos demais seres vivos. 
A ética do cuidado, proposta por Boff, está embasada em quatro princípios fundamentais: o amor universal e incondicional, o cuidado, a solidariedade universal e a capacidade e a vontade de perdoar. Estes princípios ensejam mudança de posturas e comportamentos do ser humano com relação à natureza e o mundo, tornando o mundo mais do que sustentável: interdependente; onde os seres vivos possam ser considerados na relação de um para com o outro sem juízos de valor ou de importância.
A mudança que devemos fazer implica em re-significar a relação conosco mesmos, com a natureza e com o mundo. 
O exercício de reciclar algo que descartamos é pedagógico, uma vez que nos faz repensar a nossa existência diante dos demais seres vivos. 
Como escreveu Leonardo Boff, ao falar de ethos, palavra que dá origem à ética: "Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para que todos possam se sentir bem. 
Hoje a casa não é apenas a casa individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o planeta Terra como casa comum. 
Sejamos, pois, responsáveis pela vida que compartilhamos juntos. 
Se não há compromisso concreto com a vida, só há etiqueta.

Nei Alberto Pires - Professor e ativista de direitos humanos.



domingo, 25 de janeiro de 2015

Yriza ganha as eleições na Grécia

Yriza ganha as eleições na Grécia e promete acabar com a austeridade

Alexis Tsipras chegando a sede do seu partido. / VÍDEO: ATLAS / AFP



O partido de esquerda Syriza ganhou as eleições na Grécia e se situa às portas da maioria absoluta, com 63% dos votos apurados.
 De acordo com os resultados parciais, o partido de Alexis Tsipras teria 36,09% dos votos e 149 cadeiras no Parlamento, faltando apenas duas para a maioria absoluta.
Em segundo lugar, a conservadora Nova Democracia do primeiro-ministro Andonis Samarás, chegaria aos 28,1% dos votos (77 cadeiras).
O partido de extrema direita Aurora Dourada se situa em terceiro lugar, com 6,3% dos votos, e em quarto, o centrista To Patami, com 5,9%.

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Após eleição, grupo de Marina se dissolve

Por: Folha de S. Paulo
25/01/2015
Bernardo Mello Franco

Três meses após a eleição presidencial, a ex-senadora Marina Silva, que chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto, submergiu e viu o núcleo político de sua candidatura se esfacelar.

Os dois coordenadores da campanha de Marina, Walter Feldman e Luiza Erundina, afastaram-se da candidata e do esforço de criação de seu futuro partido, a Rede Sustentabilidade.

A equipe que organiza a fundação da Rede também sofreu baixas. Um grupo de militantes rompeu com Marina e agora tenta criar outro partido, o Avante, inspirado no Podemos espanhol.

A ex-presidenciável não é vista em público há mais de um mês. Sua última aparição foi no lançamento de um conjunto de propostas do Instituto Democracia e Sustentabilidade, em 12 de dezembro.
   

Parte do isolamento de Marina deve-se à decisão de apoiar o tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial, caminho que dividiu os marineiros. Para Erundina, a opção foi "equivocada" e "incoerente".

"Marina criticava a polarização entre PT e PSDB, mas decidiu aderir a um dos polos. Foi uma contradição com o discurso que ela fez na campanha", afirma a deputada, que se aproximou dos dissidentes da Rede engajados na organização do Avante.

Erundina também critica o sumiço de Marina, que não compareceu nem às posses de aliados, como a do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB).

Para a deputada e ex-prefeita de São Paulo, quem recebeu 22 milhões de votos em outubro não deveria se omitir no momento em que o governo anuncia medidas impopulares, como o aumento de impostos e o corte de benefícios sociais.

"A Marina está muito silenciosa, muito calada. A conjuntura é grave, mas não ouço ela se manifestar", critica. "Ela criou a expectativa de que enfrentaria as questões nacionais, mas lamentavelmente a sociedade está sem resposta", completa.

Feldman, que foi o principal escudeiro de Marina em 2014, afastou-se dela após o segundo turno.

Ele se desfiliou do PSB e diz ter abandonado a política para virar cartola de futebol. Em abril, assumirá o cargo de secretário-geral da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a convite do presidente eleito Marco Polo Del Nero.

O ex-deputado não quis opinar sobre o futuro de Marina. Questionado sobre o sumiço da ex-aliada, desconversou: "Não tenho falado com ela. A Marina tem uma lógica temporal muito própria".

A ex-senadora, que não dá entrevistas desde a primeira metade de dezembro, não quis falar com a Folha. Segundo sua assessoria, ela passou os últimos 45 dias em férias, junto à família.

Marina deve reaparecer em público nesta segunda-feira (26), no Rio de Janeiro, em ato pela criação da Rede.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou a primeira tentativa de registro do partido, em outubro de 2013.

A ex-presidenciável havia apresentado o pedido sem atingir as cerca de 500 mil assinaturas exigidas em lei.

A decisão levou Marina a se filiar ao PSB, então comandado pelo governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Charges, Política e Honestidade Intelectual

Recentemente no dia 7 de janeiro a sede do jornal satírico francês Charlie Hebdo foi atacado por terroristas resultando na morte, no local, de 11 integrantes da equipe.
O motivo: as charges produzidas pelo jornal satirizando a figura de Maomé.
Abriu-se desde então uma acirrada discussão a respeito da liberdade de expressão e os limites que ela pudesse ter.
Em outra oportunidade pretendo retomar essa questão.
Nesse momento queria, apenas, mencionar a existência , no campo da crítica política, além da caricatura, do emprego de imagens com mensagens de propaganda.
Exemplificando:


As duas primeiras imagens, que na realidade não constituem charges, são maus exemplos, infelizmente produzidos e reproduzidos na internet, de se pretender fazer crítica e humor com política.
Em muitos casos essa forma de "fazer piada" é de muito mau gosto traduzindo a pouca qualificação intelectual e desonestidade, tanto de quem a produz quanto, talvez ainda mais acentuadamente, de quem a divulga.
A última (8)  também com o emprego de imagem tem, pelo menos, um senso de ironia que , sem agressividade, concede-lhe um sentido.
As demais imagens (3,4,5,6 e 7) nas quais se faz presente o emprego do desenho, é que poderiam ser melhor caracterizadas como charges ou cartoons.
A qualidade sempre vai depender do desenho do cartunista e de seu senso crítico e humor.
Seja como for a charge é parte integrante da cultura política e cultural podendo, contudo, tanto se apresentar como manifestações de talento e criatividade quanto, infelizmente, de mau gosto e desonestidade.

P.R.Baptista


sábado, 17 de janeiro de 2015

Soldados italianos em retirada


Retirada das tropas italianas do front oriental ( União Soviética) em 10 de janeiro de 1943.
Em 10 dias 120 km percorridos sobre a neve em condições climáticas extremas.
Cem mil soldados perecem nesse esforço.
Ao retornarem muitos dos soldados sobreviventes se incorporam à resistência italiana.
Apenas um episódio dramático que a Europa, que apontamos como possuindo uma civilização superior, nos dá de sua irracionalidade.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Política, PSB e corrida eleitoral para prefeito

Câmara de Vereadores
Notícias divulgadas pela imprensa local de Pelotas na coluna Espeto dão margem a algumas considerações.
Uma delas, a da saída do vereador Vitor Paladini do PSB, tem várias interpretações.
Como a saída se deu por processo de expulsão, após incidente de repercussão com registro policial, e acabou em acordo, permitindo ao vereador manter o mandato, perde parte do teor político que poderia ter.
Na verdade o PSB , após eleger o vice-prefeito de Marroni (Mário Filho) e desde a derrota do mesmo Marroni na eleição seguinte com vice novamente do PSB ( Otávio Soares), vem num processo cheio de incidentes que foram, progressivamente, enfraquecendo a estrutura partidária.
Foi durante esse período, ainda em seu início, que o partido se dividiu em facções e se afastou do partido Marcus Cunha.
Nem a eleição de Catarina Paladini como deputado estadual mudou esse quadro como tampouco a eleição de dois vereadores.
Ou seja, resultados eleitorais que poderiam ter servido para fortalecer a estrutura partidária ao contrário, não tiveram, na prática, este efeito.
Com a saída de Vitor Paladini, ao custo de se perder um vereador, pois migraria para o PMDB, o partido volta a ter no entanto, espera-se, condições de retomar sua trajetória.
Incidentalmente cabe lembrar que o vereador Vitor Paladini foi autor de uma proposta de alteração do nome do plenário da Câmara deVereadores, apoiada pelo outro vereador do PSB, retirando o de Bernardo de Souza.
Na ocasião nos manifestamos publicamente contrários a esse propósito que consideramos inoportuno.
A retomada de trajetória  não se dará, contudo, sem que estabeleçam linhas mais claras de atuação de suas lideranças e participação de filiados e simpatizantes.
Em particular coloca-se já, como um assunto a ser pautado, a postura política que, como partido, pretende adotar em todas as instâncias nas quais vem se mantendo omisso.
Na instância local, quando já surgem cogitações relativas à próxima eleição municipal, é fundamental que isto seja estabelecido.
Na votação de aumento do IPTU os dois vereadores, Vitor Paladini e Toninho Peres, agindo à revelia de qualquer discussão partidária, votaram favoravelmente ao projeto numa decisão, portanto, que só pode ser interpretada como individual.
Estes procedimentos mereceriam uma análise partidária.
No tocante às eleições, por outro lado, algumas cogitações iniciam a serem feitas.
Entre elas de que Marcus Cunha poderia vir como candidato pelo PDT.
Trata-se de uma liderança importante que ajuda a resgatar o papel da Câmara de Vereadores mas, nesse momento, deve explicações mais claras quanto ao seu voto favorável ao aumento do IPTU.
A justificativa que tem apresentado, de que votou "de acordo com sua consciência" deixa em aberto muitas questões que até agora não vimos ser abordadas.
Outros nomes cogitados seriam , além do próprio Eduardo Leite para a reeleição, Jurandir Silva e Fetter Júnior.
O candidato do PT não sai da alternativa Fernando e Miriam Marroni.
Resta saber se o PMDB, mais uma vez, deixa de apresentar candidato próprio e quais outros candidatos surgiriam de outros siglas entre elas o PSB.
Nem bem, portanto, sentou a poeira do recente processo eleitoral e os partidos e os candidatos já se perfilam para uma nova corrida.
Sendo que nessa corrida interesses partidários e individuais nem sempre coincidem.

P.R.Baptista

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Aumento do IPTU : os partidos se posicionaram?

Vereadores de Pelotas
Um ponto que merece atenção na discussão sobre o aumento do IPTU é o papel dos partidos.
Não pretendemos entrar no mérito da proposta embora entendendo que foi muito pouco discutida e seria mais adequado promover o aumento, possivelmente necessário em alguns casos, de forma gradativa. 
O que queremos evidenciar é a participação dos vereadores até porque o Prefeito não aprovou o aumento, apenas propôs.
Conforme foi divulgado o voto dos vereadores foi o seguinte
Votaram a favor

Anderson Garcia (PTB), Antonio Peres (PSB), Edmar Campos - Gaúcho (DEM), Idemar Barz (PTB), Luis Henrique Viana (PSDB), Marcus Cunha (PDT), Professor Adinho (PPS), Rafael Amaral (PP), Roger Ney (PP), Salvador Ribeiro (PMDB), Vicente Amaral (PSDB), Vitor Paladini (PSB) e Waldomiro Lima (PRB).

Votaram contra 

Ademar Ornel (DEM), Anselmo Rodrigues (PDT), Beto Z3 (PT), Conceição Monsahm (PT), Ivan Duarte (PT), José Sizenando (PPS), Marcos Ferreira – Marcola (PT) e Ricardo Santos (PDT).

Observando essa relação vemos que votaram a favor os vereadores de partidos que estão aliados com o governo e contra os que fazem oposição. Essa é a lógica.
Mas há casos que chamam a atenção. 
José Sizenando , do mesmo partido que a vice-prefeita, vota contra. 
Marcus Cunha (PDT), enquanto seus companheiros de bancada Alselmo Rodrigues e Ricardo Santos votam contra, vota a favor.
Segundo suas palavras seu voto foi de "consciência".
Mas chama ainda mais a atenção os votos dos vereadores Vitor Paladini e Antonio Peres ambos do PSB. 
A unidade de votação dá a idéia de uma posição de partido.
Isto, no entanto, não procede pois o partido não teve nenhuma participação ou influência em seus votos.
Pelo contrário, o PSB em fase de reestruturação, pretende manifestar seu posicionamento de oposição ao atual governo municipal.

Esta situação, portanto, chama a atenção para a fragilidade da composição, em termos partidários, existente na Câmara de Vereadores.
Os mandatos, frequentemente, acabam por ser como propriedade individual de seus detentores sem referência partidária. 
Sem levar em conta esses aspectos tem-se dificuldade de entender os fatores que fazem com que  um processo como o do aumento do IPTU , cercado de polêmica, possa ser aprovado ou não.
Os vereadores Marcus Cunha, Vitor Paladini e Antonio Peres, em especial, deveriam deixar melhor explicitados os motivos que os levaram a votar pelo aumento.
O mesmo poderia valer para o vereador Sizenando.
Se não foram partidários, quais foram?
De consciência, como sustenta o vereador Marcus Cunha?
No caso de Vitor Paladini e Antonio Peres, fique claro, não foram partidários.
Ou seja a sigla do PSB precisa publicamente manifestar-se a respeito. 
E esses vereadores explicarem tanto à população quanto ao próprio partido, em que se basearam para tomar seus posicionamentos. 

Aumento do IPTU: Censura?

Acabamos de averiguar que uma postagem feita por A METADE SUL no mural do vereador Marcus Cunha do PDT poderia ter sido deletada.
A postagem refere-se aos comentários feitos nessa página com relação ao aumento do IPTU que, conforme sabemos, teve seu voto favorável .
Por termos entendido que o mural é aberto a manifestações da comunidade tomamos a iniciativa.  
Como conhecemos o vereador e sabemos de sua prática democrática queremos também supor que possa se tratar de algum problema qualquer ou, até mesmo, de precipitação de algum assessor em não sendo o próprio vereador o responsável por acompanhar as postagens. 
Acesse o link para acompanhar os pontos que foram apresentados.

A charge e os chargistas


A discussão sobre as "reais" intenções de Charlie vai longe.
O fato é que a questão tomou dimensões inesperadas até imprevisíveis para um episódio gerado a partir de publicações de um jornal de pequena circulação que, num desfecho trágico, ganha projeção mundial. 
Mas pelo menos serve para provocar reações as mais diversas e expor e explicitar pontos de vista e ideológicos subjacentes.
Alguns talvez esperados, outros surpreendentes enquanto outros ainda inquietantes e até assustadores.
A charge acima, fugindo de um certo estereótipo, que os próprios cartunistas correram a reproduzir, de adesão ao "Je suis Charlie", talvez um pouco até como consequência de um "espírito de corpo"  ( difícil não condenar o massacre de companheiros de profissão) mostra uma interpretação mais crítica e se apresenta, de certa forma, como uma charge dentro da charge.
Isto, ocorre-me, poderia eventualmente se aplicar a Charlie na medida em que entre as coisas que se possa refletir talvez caiba incluir não só as charges, mas também os chargistas.
Afinal duas dezenas de mortos e uma convulsão nacional.de implicações humanas e políticas ainda imprevisíveisnão é exatamente o que se espera como resultado da produção de humor que um cartunista de espírito crítico e traço inspirado é capaz de produzir em segundos.

P.R.Baptista

domingo, 11 de janeiro de 2015

Marta faz duras críticas a Dilma e ao PT


A senadora Marta Suplicy (PT-SP) voltou a fazer duras críticas ao governo de Dilma Rousseff e ao seu próprio partido que afirma só se importar em se manter no poder. Adotando o tom que usou ao pedir demissão do Ministério da Cultura, ela concedeu entrevista ao jornal Estado de S. Paulo e citou até o ex-presidente Lula, que segundo a ex-ministra atacou o atual governo em jantar que ela promoveu com os 30 empresários mais ricos de São Paulo.

“Eles [empresários] fizeram muitas críticas à política econômica e ao jeito de Dilma. E ele [Lula] não se fez de rogado, entrou nas criticas, disse que era isso mesmo. Naquele jeito do Lula, né? Quando o jantar acabou, todos estavam satisfeitíssimos com ele”, afirmou Marta, que também afirmou ter articulado a candidatura de Lula à presidência em 2014, o que segundo ela era um desejo do ex-presidente.

Claramente incomodada com Dilma, Marta afirmou que sempre se colocou à disposição para ajudar. Mas, ao mesmo tempo, diz sempre ter tido consciência de que ficaria de fora das decisões “talvez por sua origem, talvez por ser loura de olhos azuis”.

Além das críticas ao governo Dilma, Marta fez duras afirmações sobre o partido e alguns de seus integrantes. Por exemplo, chamou Rui Falcão, presidente nacional do PT, de traidor e afirmou que o ministro Aloizio Mercadante é arrogante e mente quando diz que Lula será candidato em 2018 — segundo ela, o próprio ministro traça seu caminho para concorrer ele mesmo ao cargo nas próximas eleições.

“Hoje [o PT] é um partido que não tem mais nada a ver com suas estruturas. É um partido que luta apenas para se manter no poder e no qual estou há muito impossibilitada de concorrer aos cargos para os quais estou habilitada”, completou Marta.

Mesmo adotando o tom ríspido e de despedida, a senadora não confirmou que deixará o PT. Ela, no entanto, afirma ter recebido propostas para integrar vários partidos, com excessão do PSDB e do DEM.

Redação Yahoo Notícia

Manifestação na França ( transmissão direta)

Imagens diretas da França da manifestação em nome dos ataques terroristas

http://www.dailymotion.com/video/xigbvx_en-direct-toute-l-actu-france-24-en-francais_news

JE SUIS CHARLIE


sábado, 3 de janeiro de 2015

A placa da discórdia


Um leitor chama a atenção para a placa do carro Rolls-Royce (1952)  que conduziu Dilma Roussef na sua posse e vê, no fato do emprego do termo "presidenta", uma espécie de abuso e agressão á língua portuguesa.
Entre as discussões e polêmicas surgidas ultimamente essa tem ocupado bastante o tempo de muitos, nesse momento já exaustivamente.
Confesso que, num primeiro momento, como alguém que dá atenção ao emprego correto da língua, estava concordando com a incorreção do feminino.
Mas pouco a pouco, lendo aqui e ali, passei a entender que a expressão não é indevida.
Esse entendimento, contudo, só surge a partir de uma leitura mais ampla da questão que envolve não só aspectos linguísticos mas até outros, correlatos, como históricos e culturais.
Por outro lado o que mais justo e, dir-se-ia, correto, até porque parece não haver uma regra indiscutível sobre a questão,  do que nos referirmos à primeira mulher a ocupar o cargo da presidência, eleita por duas vezes, como "presidenta"?
Há argumentos razoáveis, embora haja contrários, a justificar o emprego e remeto logo abaixo a um deles.
Não se pode, por outro lado, deixar de perceber que a discussão saiu do plano linguístico e se tornou política.
E, nesse caso, ela perde seu foco e, certamente, nunca se chegará a um acordo.

P.R.Baptista

Presidente ou presidenta?
Lei, tradição do idioma e visão de mundo entram em conflito na definição do termo a ser usado para referir-se a Dilma Rousseff
Luiz Costa Pereira Junior
http://revistalingua.uol.com.br/textos/62/presidente-ou-presidenta-248988-1.asp

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

IPTU, política e políticos....


O aumento do IPTU, aprovado nesse final de ano, mostrou-se um fato capaz de tornar amargo o Natal e o Ano Novo da grande maioria dos pelotenses.
Embora reconhecendo a necessidade de atualizar em muitos casos o valor do imposto, a forma da proposta e a sua aprovação,acabou sendo agressiva, tecnicamente falha e valendo-se de barganha política.
No terreno político a votação mostrou-se, a grosso modo, dividida entre a bancada situacionista, que apóia o prefeito Leite, e a de oposição.
Mas chama a atenção, contrariando essa lógica, os votos de Vitor Paladini, Antonio Peres e Marcus Cunha.
Os dois primeiros pertencentes ao PSB e que se posicionaram favoráveis ao aumento independentemente de qualquer decisão partidária, 
A informação é que esses vereadores estariam passando a apoiar o governo Leite a partir da contemplação, já ocorrida ou vir a ocorrer, com cargos na Administração Municipal.
Por sua vez Marcus Cunha, ex-PSB, que justifica seu voto como sendo um "voto de consciência" contraria a posição de seus colegas de bancada e de partido PDT, Alselmo Rodrigues e Ricardo Santos.
Sem entrar, nesse momento, no mérito da forma como se posicionaram, observa-se, nesses casos, que as siglas partidárias pouco valor tem.
Lamentável que sob a pressão imposta pela Prefeitura de aprovar o aumento nesse final de ano, pouco se tenha discutido e amadurecido a proposta de modo a evitar os conflitos e os resultados negativos que vemos ocorrer. 
Quanto ao aspecto do aumento em si, reproduzo, como elemento de referência para essa discussão, argumento do Prof. Antonio Ernani Pinto Silva Filho que tem se mostrado um atento crítico do processo. 

"A Administração Municipal optou por buscar no bolso do contribuinte uma solução para a falta de recursos. No ano de 2013, a receita arrecadada da Prefeitura foi R$ 480.160.389,60. Agora, em 2014, faltando um mês para o fim do ano, a receita arrecadada está em R$ 484.671.391,04. Desse total, R$ 387.158.443,31 são transferências de outros poderes, constituídas por verbas destinadas, em geral, com exceção ao FPM (R$ 48.500.680,00). A solução dada pela Administração é injusta. Somos uma cidade pobre. O contribuinte é pobre. A grande maioria é de assalariados, que tiveram apenas correção monetária no salário. Corrigir a planta de valores dos imóveis pelo valor venal, numa região em que impera a especulação imobiliária provocada pelos poucos ricos, no auge dessa especulação, e dessa forma socar no rabo do contribuinte pobre essa correção que só beneficia os ricos, que possuem mais de um imóvel destinado à especulação, é muito injusto. Disso, eu não tenho dúvida! A lógica da Administração na questão do IPTU é a seguinte: se você morava numa casa cujo o valor venal era R$ 100,00 e passou para R$ 1000,00, você tem que pagar o IPTU sobre este valor atualizado. Nessa lógica, o Administrador tem que ser como uma máquina de calcular: coloca os números e ela dá a resposta aritmética. O problema é que em lugar de números há pessoas, com maior ou menor capacidade contributiva. Se o sujeito possui um único imóvel, onde reside, e este imóvel se valoriza 10 vezes, não significa que sua capacidade contributiva aumentou na mesma proporção. Ora, vir com o raciocínio de que, se não pode pagar o IPTU, então tem que vender o imóvel é de uma insensibilidade atroz, próprio de uma máquina de calcular. O momento próprio para a Administração cobrar o seu tributo sobre o real valor venal do imóvel é quando da venda deste, isto é, na cobrança do ITBI. Aí, a conta é matemática. No IPTU, que é um imposto anual, o raciocínio deve ser diferente, pois a capacidade contributiva não aumenta na mesma proporção do aumento do valor venal do imóvel, que oscila, posto que é dependente, em muito, da especulação imobiliária provocada pelos ricos proprietários e não pelos proprietários de um único imóvel residencial. Além disso, os inquilinos é que acabam pagando pelo IPTU nos imóveis alugados dos ricos proprietários. É! O raciocínio de máquina de calcular do Senhor Prefeito não lhe permite avaliar estes aspectos. Lamentável para um político! "
E acrescenta noutro momento:
"Quando o Prefeito Municipal diz que quem não pode pagar o IPTU, que incide sobre o seu imóvel em razão da valorização que teve, deve vendê-lo, ele justifica a existência de guetos sociais destinados a pobres distantes daqueles destinados aos ricos. Como o meritocrata é um sujeito insensível! "

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Punta del Este, branca e sofisticada, sonho de consumo de muitos brasileiros.


A cada poucos dias surge uma discussão nova na mídia e nos grupos sociais.
A mais recente relaciona-se com o texto de Paulo Santana sobre Punta del Este que, em alguns momentos, lembra um anúncio mostrando as vantagens. sob uma ótica muito presente dentro do mercado turístico e imobiliário,  de se visitar e, eventualmente, investir no balneário uruguaio.
Ressalta, na verdade,  aspectos que frequentemente em nossa sociedade são tidos como positivos e aparecem incorporados, embora não de forma assim , obviamente, tão escrachada, em´propaganda de venda de condomínios, por exemplo.
frequentadoras de Punta del Este
E são exatamente esses aspectos que leva para Punta del Este um contingente de argentinos e brasileiros à procura de seu ambiente sofisticado e europeizado , uma espécie de Côte d´Ázur sul-americana,  assim como, um pouco segundo aspectos semelhantes, Gramado atrai turistas.
Também , até agora, já se disse muita coisa, de certa forma praticamente tudo que se podia dizer, sobre a natureza racista e xenófoba do texto.
Quase sempre levantando críticas, críticas fortes, procedentes se diria.
A única defesa com um certo alcance partiu de Marcos Coimbra que afirma, inclusive, ser desafeto de Santana.
Surgiu muito, também, a acusação do cronista estar senil.
Não é de duvidar, embora não seja demais ressaltar que senilidade não é exatamente algo a ser atacado, do ponto de vista médico é um processo ao qual todos nós, sem exceção, podemos estar sujeitos com a idade avançada.
Só não caberia, claro, alguém nessas condições ter o espaço que tem para escrever publicamente.
Hotel e Cassino Conrad, símbolo da cultura de Punta del Este
Mas , a  todas essas,  Paulo Santana fica exatamente no ponto onde sempre quis estar e que lhe permitiu ter a notoriedade que tem.
No centro de uma polêmica, do tipo falem mal de mim, mas falem.
Até hoje, porque há leitores que apreciam, o estilo deu certo.
Ou seja,  para ele e para o jornal que o emprega, parece ter sido um bom negócio.
Temos hoje na imprensa brasileira vários exemplos de jornalistas e de programas que, um dia sim outro não, dão voz a um discurso com diferentes graus de golpismo e racismo , para ficar por aqui, com público certo.
Pelo menos, hoje, os blogs e as redes sociais, criam uma alternativa para a expressão de idéias, um contraponto que tem conseguido neutralizar um pouco os efeitos desse tipo de jornalismo.
Mas, para situar melhor a questão, para quem não leu, transcrevemos ( e vejam, lhe dando mais publicidade) o texto de Paulo Santana.

P.R.Baptista

Paulo Sant'Ana: o céu de Punta

Punta del Este é um paraíso encravado no inferno do Uruguai.

Punta del Este foi erguida pelos argentinos para gozar as delícias da praia, a delicadeza do trânsito e, principalmente, a vantagem enorme de não conviver com os uruguaios. Há gente de todo o mundo em Punta, menos uruguaios. Por isso, os argentinos se refugiaram lá.

***

Mas, aos poucos, os argentinos estão cedendo terreno em Punta del Este para os brasileiros, em breve haverá mais brasileiros em Punta do que argentinos.

É que as sucessivas crises financeiras que assolaram a Argentina pós-Perón foram empobrecendo os portenhos e eles passaram a vender suas casas e apartamentos em Punta del Este.

***

Não vou a Punta del Este por sua beleza natural e arquitetônica, que é indiscutível. Vou por dois motivos: os cassinos e os pêssegos.

São os pêssegos mais deliciosos do mundo, os de Punta, mais doces que as tâmaras do Líbano e mais suculentos que as laranjas de Taquari.

Pena que os pêssegos de Punta não dão nas quatro estações. Mas na única estação que vicejam já me bastam para comer centenas deles em apenas 60 dias.

Não é preciso dizer que tanto o Oceano Atlântico quanto o Rio da Prata, que banham as duas margens da península em Punta, têm águas geladas, nem sei como alguns turistas se atrevem a mergulhar nelas.

Se Punta del Este tivesse as águas das suas praias quentes como as de Jurerê, seria a cidade mais frequentada do mundo.

Mas a água é gelada, nem pinguim conviveria com ela.

Mas as ruas e avenidas de Punta são limpíssimas, arejadas por árvores inúmeras e têm um trânsito pacífico e convidativo como não há igual em nenhuma cidade do planeta.

Eu nunca vi um acidente de trânsito em Punta del Este. Dizem que já houve, mas eu nunca vi. É de admirar isso, afinal é estreita a península, mas acontece que o trânsito só é intenso no verão. No inverno, parece trânsito destinado exclusivamente aos pedestres, tão suavemente se comportam os motoristas em Punta.

***

Finalmente, é incrível, mas não há sequer um negro em Punta del Este. A 150 quilômetros de Punta, em Montevidéu, há milhares de negros.

Mas em Punta nenhum empregado, nenhuma empregada doméstica negra, nem camareiras de hotel.

Foi feita em Punta uma segregação racial pacífica e não violenta.

Há mais negros na Dinamarca e na Noruega do que em Punta del Este.

Ou melhor, não há sequer um só negro ou uma só negra em Punta.

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domingo, 28 de dezembro de 2014

Escrever, por Lilian Velleda Soares

Entre os escritores e escritoras que vivem em Pelotas, às vezes encontro Lilian Velleda Soares.
Considerando a desatenção existente com relação aos escritores locais, imagino que ainda pouco conhecida.
No entanto mostra-se uma escritora muito sensível e talentosa, apenas à espera dos leitores.
Transcrevo da autora uma crônica publicada na "Palavraría" sobre o ato de escrever, tema que tem em "Cartas a um Jovem Poeta" de Rilke uma importante referência.

P.R.Baptista
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Escrever

Diz-me por que escreves, pediu a minha querida Hilda Simões Lopes. 
Não hoje, nem agora. Mas quero partilhar o motivo. 
Um dia encontrei Ernesto Sabato. 
Ele cochichou no meu ouvido haver “provavelmente, duas atitudes básicas que dão origem aos dois tipos fundamentais de ficção: ou se escreve de brincadeira, para entretenimento próprio e dos leitores, para passar e fazer passar o tempo, para distrair ou procurar alguns momentos de evasão agradável; ou se escreve para investigar a condição humana, empresa que não serve de passatempo nem é uma brincadeira nem é agradável”. 
Eu li e reli, alternando dias e meses, esta passagem de O Escritor e Seus Fantasmas. 
E a pergunta feita se insinuou em mim entre um escrito e outro. 
Ela me pertubou por agulhar a necessidade de uma resposta – se eu escrevia para satisfazer minha vaidade, ou por necessidade. 
Eu fugi da resposta, descobrir-me incapaz de contar histórias desconcertava. 
Dor doida.  
Aos poucos descobri que a escrita provedora da vaidade não resiste ao tempo, não suporta a crítica, não enxerga seus limites. 
Narcísica, é incapaz de ver beleza e verdade na escrita alheia – sim, o narcisista desqualifica o que não é seu, por ser incapaz de compreender. 
Acalmei minhas dores ao perceber que sempre se rediz o já dito, cada escritor com uma resposta para  essa indagação. 
E que escrever é difícil, um auto-imolamento. 
Eu me imolo nas canetas e papéis que diante de mim vou amontoando, no pensamento que persigo durante o dia e enquanto durmo em sono profundo. 
Eu me rasgo nesse ato simples e rotineiro de dizer.  
Escrevo atrás de significado para a vida minha e de outros Eus, para repousar os ossos dos dias e entender a calmaria ou o furacão do infinito de dentro. 
Mergulho nessas letras todas, acolherando signos (resiste à tentação de amontoar palavras, adverte-me o escritor!).  
Eles falam de mim e do mundo, e então sinto uma coceira desde os pés até o olho, e vou me entregando endemoniada ao branco da página em branco diante dos olhos turvos pela urgência de dizer. 
O fato é que às vezes sei o início, geralmente sei o fim, busco um meio de caminho, uma ponte que reinstale a minha inteireza e me dê um pouco de paz pelo menos até o próximo rebento. Sim, são meus filhos os meus escritos, eles re-significam a vida. 
Talvez eu não deva, talvez não tenha nada a dizer ao Outro. 
Mas se eu disser apenas para mim (também outro um instante depois), está bom. Posso, pela escrita, me salvar.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Cidade argentina proíbe concursos de beleza por considerá-los sexistas

A questão do feminismo, ou seja, da luta por parte da mulher por direitos com destaque para a dignidade de seu papel dentro da sociedade, tem ganhado, ultimamente, aspectos novos. 
Há muito, por exemplo, são contestados eventos nos quais a mulher se expõe de forma, muitas vezes, discutível . 
Mesmo considerando que são situações, em grande parte,  às quais  a própria mulher se submete  aparentemente de bom grado, cabe sua discussão.
E a notícia, a seguir reproduzida, de recente proibição em uma cidade argentina parece ser um pretexto bem interessante para isso. 

P.R.Baptista
Editor de A METADE SUL


Com desfiles e exibições dos atributos físicos femininos, os concursos de beleza discriminam a mulher e são sexistas, considerou a Assembleia municipal de uma cidade dos Pampas argentinos, que decidiu proibir eventos deste tipo.
A medida foi adotada pelos vereadores de Chivilcoy, 160 Km a oeste de Buenos Aires, uma cidade situada em meio a verdes campos cultivados de soja e que tem uma população de 60.000 habitantes.
"Estes concursos de beleza entre meninas, adolescentes e jovens reforçam a ideia de que as mulheres devem ser valorizadas e premiadas exclusivamente por sua aparência física", diz o texto da lei, aprovada por ampla maioria.
A casa legislativa é controlada pela peronista Frente para a Vitória, no poder em nível federal, e a iniciativa é a primeira do tipo adotada em uma cidade argentina.
Os concursos para eleger a mais bela se baseiam em "estereótipos, promovendo assim, em muitos casos, uma verdadeira obsessão pela beleza física, por um ideal de perfeição que nunca se alcança", prossegue a resolução.
Os parlamentares consideraram, inclusive, que os concursos "desatam doenças como bulimia, anorexia e outros transtornos alimentares".
"A beleza não é um fato objetivável. Portanto, qualificá-la e organizar um cenário de competição é uma situação discriminatória e violenta", acrescenta a norma.
No lugar do concurso, os legisladores aprovaram que a festa municipal de Chivilcoy seja substituída por "uma convocação que reconheça pessoas de 15 a 30 anos que, de forma individual ou coletiva, tenham se destacado em atividades solidárias, com vistas a melhorar a qualidade de vida de bairros desta cidade ou localidades de campanha".
Fonte AFP 

sábado, 20 de dezembro de 2014

A vingança dos coronéis - Roberto Amaral

Empolgado pela candidatura de Eduardo Campos, o PSB após sua morte enveredou por um caminho determinado por circunstâncias momentâneas. Primeiro a candidatura de Marina que demonstrou uma fragilidade rapidamente percebida pelo próprio eleitorado e, a seguir, o apoio a Aécio Neves no segundo turno que foi o epílogo desta curta e equivocada trajetória que colocou a perigo uma longa e honrosa trajetória política do PSB de Arraes.. Roberto Amaral que discordou desse projeto ao final derrotado expõe sua visão.

P.R.Baptista
Editor de A METADE SUL

Uma das mais belas características da militância de esquerda, na realidade um dos seus valores mais caros, é a solidariedade. Perseguidos em seus países, ameaçados em sua sobrevivência material ou mesmo sua integridade física, socialistas, comunistas, progressistas em geral muitas vezes puderam contar com a imprescindível ajuda dos seus pares. Outras tantas vezes, foram abrigados por gente simples, trabalhadores pobres, camponeses, ignorantes de quase tudo mas não desse valor universal, que antecede e transcende o embate político: a solidariedade humana.
Justiça seja feita, militantes perseguidos pelo ‘crime’ de pensar e opinar encontraram abrigo, inclusive, no seio da burguesia. Durante a última ditadura militar, grupos empresariais os mais poderosos, incluída a emissora de televisão que começava a tornar-se um império em conluio com o regime castrense, contaram com o talento e a criatividade de jornalistas, escritores e artistas de esquerda perseguidos pelo regime. Oduvaldo Viana Filho e Dias Gomes, por exemplo, mantiveram o sustento de suas famílias escrevendo telenovelas para a vênus platinada.
Na França conturbada pela guerra da Argélia, oficiais de seu Estado-Maior pediram ao presidente De Gaulle que perseguisse Jean-Paul Sartre, por incitar os argelinos à luta pela independência. O general reagiu com sabedoria: “- Não se prende Voltaire!”
Faço essas observações para contestar o mais novo gesto lamentável da troika que tomou de assalto o PSB: exonerar funcionários ligados a mim, todos de competência jamais contestada, como forma de punição pelos meus ‘crimes de opinião’. Partem, agora, para destituir os presidentes de regionais provisórias que guardam a independência e a dignidade, que deveriam ser o apanágio de todo presidente. Começaram pelo Rio de Janeiro e pelo deputado Glauber Braga. Em vez do debate, em vez da salutar contraposição de reflexões, de argumentos, que faz a vida de qualquer agremiação digna do nome “Partido” (e muito especialmente dos partidos ditos de esquerda)… em vez disso, a reprimenda obtusa, com ranço de coronelismo.
E assim depõem as respectivas digitais no crime de desconstruir um partido. Quem viver, verá.
Após a surpreendente (fiquemos com o suave adjetivo) guinada do segundo turno da última disputa presidencial (guinada que de há muito vinha sendo costurada pelos setores mais atrasados do partido), em que optou por aliar-se à direita dita social-democrata que sempre combatera – quando sob as lideranças vigorosas de Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o ainda PSB encontra-se numa espécie de limbo do qual dificilmente poderá sair. Renegando seu Programa, seu Estatuto, as decisões do seu último congresso, o Partido afastou-se da esquerda, mas reluta em integrar-se, de corpo e alma, às fileiras da oposição reacionária e de direita ao governo Dilma. Tampouco apresentou à sociedade brasileira suas credenciais de catalisador de uma ‘terceira via’ alternativa à dicotomia PT-PSDB. Nessas condições, vai-se assemelhando – e aproximando, como é natural – tanto ao camaleônico PSD quanto ao minguante PPS, melancólica contrafação do PCB, entre outras agremiações do estilo. Agora, o partido que sempre integrou e muitas vezes liderou blocos de esquerda, constitui na Câmara Federal um bloco bem à feição da troika, pois integrado pelo nosso PSB, pelo famigerado Solidariedade do Paulinho da Força e o citado PPS. Isso – pasmem! – sem a devida consulta à bancada atual, e menos ainda à que tomará posse em fevereiro próximo.
O PSB é conhecido do eleitorado pelas administrações municipais e estaduais que comandou, no geral com bom êxito. Mas que projeto defende, hoje, no plano nacional? Que compromissos assume (não se iludam: não se faz política sem assumir compromissos)? Está comprometido com a inovadora emergência das massas, com a superação da estrutura ‘Casa-Grande e Senzala’ que ainda molda a nossa sociedade? Ou, pelo contrário, filia-se ao velho projeto do patronato brasileiro, de fazer as mudanças necessárias para que tudo permaneça como está?
E no plano internacional? O Partido afastar-se-á, doravante, da causa palestina e árabe em geral que tanto empolgava Miguel Arraes, do compromisso com a integração latino-americana e do diálogo com países amaldiçoados pelo Departamento de Estado dos EUA, rasgando de novo toda a sua história?
Tudo isso são questões fundamentais, para as quais é fundamental haver respostas, ainda que tentativas. Trata-se, claro, de um desafio. É pena que a nova direção do ainda PSB se mostre incapaz de enfrentá-lo, e tente intimidar, com exonerações sumárias, quem o propõe.
Em lugar da Política, em lugar do debate, o gesto espúrio, a iniquidade. Ao invés da grande Política de que nos falava Gramsci, a pequena política, rasteira, pedestre.

Roberto Amaral

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Escritores Brasileiros - Manoel Magalhães

Observo, com alguma tristeza, que de um modo geral dá-se muita atenção ao que vem de fora, de preferência de Paris ou Londres, e pouca ao que é local ou até mesmo nacional.
Diria que isto se aplica a Manoel Magalhães, escritor de grande talento, mas que nem sempre recebe a atenção que lhe seria devida.
Até bem pouco mantinha o blog Cultive-Ler, de grande qualidade, mas que optou por encerrar em parte devido exatamente ao aspecto que levantei.
Aproveito para transcrever um texto de sua autoria dentro do espírito de A METADE SUL  de criar espaços de contraponto às formas de dependência.

P.R.Baptista
Editor



O silêncio é bom filósofo. E conselheiro.
 Em uma sociedade barulhenta como a nossa, a maioria das pessoas sentem-se desconfortáveis com ele. Geralmente deseja comunicar-se com nosso interior, com o intuito de ouvir-nos e recomendar-nos instantes de reflexão. 
Entretanto, fechamo-nos a ele, ouvidos atentos ou não aos ruídos característicos da vida contemporânea. 
Confesso-lhe, amigo leitor, que gosto muito do silêncio e de estar em silêncio.
Criei-me numa zona da cidade onde à noite ouvia-se claramente o coaxar dos sapos nos charcos, o estalar da madeira da casa, o piar da coruja, o vento confessando mistérios às árvores e outros fenômenos causados pela falta de barulho. Tudo isso reforçado pela luz do lampião a querosene, aumentando o sossego e diminuindo a fronteira entre o visível e o invisível. À noite tudo me parecia mágico. 
À cabeça do menino que fui havia a certeza de que a quietude causava a magia que se desenrolava à minha volta. Sem pressa, quase como num ritual, pegava lápis e papel na tentativa de relatar as sensações oriundas do momento.
 O relato, em letras praticamente ilegíveis, ia brotando de meu interior, aquecendo-me o peito, tornando o silêncio absurdamente palpável. 
Hoje, ao sentir-me sacudido pelas inquietações, fecho os olhos e tento materializar a mesma paz.
 Aos poucos sobrevém o sossego, o coração se desacelera e sou capaz de ouvir, de forma tímida inicialmente, a sinfonia dos sapos, o piar da coruja, o segredar do vento às árvores, o estalar de tábuas...
E no fundo dos olhos brilha a chama do lampião.

Manoel Magalhães

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domingo, 7 de dezembro de 2014

Aécio vs Alckmin, golpismo vs. jogo político, a disputa dentro do PSDB




Enquanto Aécio Neves, procurando manter o espaço obtido nas eleições, com ar meio tresloucado envereda por uma estratégia kamikaze de incentivar manifestações na avenida Paulista. sob o vão do Masp, que pregam o impeachment de uma presidenta que acabou de ser eleita e a volta dos militares ao poder, seu  oponente dentro do PSDB, o governador eleito Geraldo Alkmin toma um caminho diverso no qual, inclusive, tece elogios à presidenta Dilma.     

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), marcou um gol político ao criticar os pedidos de impeachment da presidente Dilma e de intervenção militar no governo. Ele se distanciou de um segmento mais radical, que não aceita o resultado da eleição e que não tem apreço pela democracia.

A democracia é tão boa que permite que haja uma manifestação em que se defenda o seu fim. Quem pede intervenção militar deveria se lembrar de que, se estivesse numa ditadura, não poderia estar na rua defendendo o golpismo. Portanto, Alckmin acertou.

O senador Aécio Neves (MG) e Alckmin certamente vão disputar a indicação do PSDB para concorrer à Presidência em 2018. E têm estratégias diferentes para atingir seus objetivos. Aécio vai assumir uma linha mais radical do que Alckmin. Ao condenar o golpismo,o governador de São Paulo saiu na frente do senador mineiro.

Alckmin também deverá dialogar com a presidente Dilma sobre a oferta de ajuda para combater a falta de água em São Paulo. Como tem de governar um Estado  e não terá de enfrentar Dilma em 2018 se for candidato à Presidência, ele pode fazer uma oposição mais moderada ao governo federal.



A página do Facebook “Vem pra rua Brasil!” fez campanha ao longo de toda a semana para reunir pessoas. Em posts, a página pede para que todos os seguidores participem do ato marcado e que, de verde e amarelo, também convidem outros manifestantes para participar.

Na rede social, foram postados vídeos de políticos e personalidades, tais como dos senadores Aécio Neves (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM) e Aloysio Nunes (PSDB), além do ex-candidato Eduardo Jorge (PV), e o cantor Paulo Ricardo, que chamavam as pessoas às ruas.

Aécio Neves, aparecendo em vídeo um tanto descomposto, como se estivesse sem dormir, afirma que  "mais do que nunca devemos estar mobilizados. Essa é a arma que nós temos, a nossa mobilização e a nossa capacidade de indignarmos com tudo o que aconteceu e acontece no Brasil”,



Fonte : BLOG DO KENNEDY
 DANIELA MARTINS