sábado, 31 de julho de 2021

GRUPO THOLL - CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO

 


.O Grupo Tholl estará amanhã fazendo uma campanha para arrecadar agasalhos, alimentos e rações. A arrecadação começará no Centro de Treinamento Tholl e irá em direção do Colégio Pelotense, então se você mora nesse trajeto poderá receber a visita do Grupo Tholl. Separe as tuas doações e venha fazer parte dessa corrente do bem! 

O trajeto será o seguinte:

Saída: Garibaldi 630, CT Grupo Tholl a partir das 15h

General Telles

Álvaro Chaves

Dr. Cassiano

XV de Novembro

Senador Mendonça

Marcílio Dias

Chegada: Col. Municipal Pelotense 

Se você não reside nesse trajeto, poderá fazer a sua doação diretamente no Grupo Tholl (entre 14h e 15h) ou no Colégio Pelotense.

terça-feira, 20 de julho de 2021

terça-feira, 13 de julho de 2021

COMO MONTEVIDÉU PROTEGE SEU PATRIMÔNIO COM ARTE

 

A cada cinco anos, coincidindo com as eleições municipais, artistas e profissionais ligados à arquitetura e ao design da cidade de Montevidéu participam de uma campanha artístico-política paralela às eleições. Partindo de uma perspectiva ancorada nas artes, o projeto conclama a participação da sociedade para reimaginar como pode ser a vida na cidade.

Inspirador é um projeto que está repensando cidades sustentáveis ao identificar e compartilhar iniciativas inspiradoras e políticas de mais de 32 cidades em todo o mundo. A pesquisa está sistematizando esses casos e essas ideias em categorias, representadas por hashtags.
 
#imaginação_política
Questões que já eram importantes na vida cotidiana agora se mostram urgentes, e algumas ideias desenvolvidas podem nos inspirar a lidar com o que se apresenta da melhor maneira possível. Campanhas criativas e políticas de emergência foram criadas para disputar o futuro do ponto de vista do desenvolvimento cultural. Nesta categoria, apresentamos laboratórios de design e sustentabilidade, cultura do cuidado, fóruns e plataformas de discussão filosófica sobre esperança, transformação e imaginação política.

O projeto Ghierra Intendente, que pode ser traduzido como “Ghierra Prefeito”, é uma performance-exposição que discute beleza, memória e patrimônio arquitetônico na cidade de Montevidéu. O grupo apresenta propostas que usualmente são deixadas de lado em campanhas tradicionais pela prefeitura, chamando a atenção para que entrem na agenda dos políticos. O coletivo traz uma outra visão sobre a cidade, ressaltando o papel dos habitantes de Montevidéu neste ambiente.

“O nosso projeto tem a ver com a recuperação do tempo e do espaço da cidade para os cidadãos, e da consciência de que a cidade somos nós.”

Alfredo Ghierra

PRESERVAR O PATRIMÔNIO HISTÓRICO CONTRIBUI PARA A QUALIDADE DO ESPAÇO PÚBLICO

Montevidéu não tem nem 300 anos, mas, no contexto da América Latina, parece ser uma cidade mais antiga do que outras por conta do seu incrível acervo de arquitetura. No entanto, nem a população nem os gestores políticos acabam dando atenção para esse tesouro, e a falta de políticas públicas nas cidades se torna uma ameaça à preservação da memória.
 
“Tudo começou há dez anos pela minha preocupação com a destruição sistemática do patrimônio arquitetônico da cidade”, conta Ghierra. De início, o projeto realizava denúncias, e foi então que Ghierra percebeu que os problemas com que estavam lidando eram muito mais complexos.
 
Essa problemática incide sobre a identidade urbana. A preservação do patrimônio cultural contribui para a qualidade do espaço público e para a coesão geral da sociedade, além de ser uma indústria criativa e cultural enorme que gera muitos empregos.
 
O projeto foi se desenvolvendo organicamente. No primeiro ano foi realizada uma mostra de ideias e olhares para a cidade de Montevidéu, e o sucesso foi muito grande. Mas foi só cinco anos depois, com o auge das redes, que o projeto realmente estourou. Para cada campanha, o grupo tem uma frase emblemática. Em 2015 foi “A cidade que a gente quer” e, em 2020, sob o lema “Somos a cidade”, a mostra foi dividida em três eixos: patrimônio, ecocidade e periferia.

“Quando você rompe esse elo com o que foi feito pelas gerações anteriores, você corre o risco de perder a noção histórica do que é a construção de uma cidade.”

Alfredo Ghierra


“Montevideo: las dos ciudades” (Montevidéu: as duas cidades) da BMR Productora Cultural para a exposição do Ghierra Intendente de 2020.“Montevideo: las dos ciudades” (Montevidéu: as duas cidades) da BMR Productora Cultural para a exposição do Ghierra Intendente de 2020. | © BMR Productora CulturalO Ghierra Intendente hoje reúne muitas pessoas. Uma de suas maiores preocupações ao convocar artistas, arquitetos e designers para o projeto foi criar espaço para que novas vozes e perspectivas fossem ouvidas. “Os governos dificilmente contam com o artista ou com o olhar das artes, e raramente você vê essas profissões fazerem parte dos quadros de governo”, conta Ghierra.

A BELEZA COMO FORMA DE AÇÃO

A principal questão com a qual o projeto trabalha é a imaginação, tanto no sentido da criação de outro mundo possível quanto como forma de encorajar a participação das pessoas na construção da cidade. Através das mostras e outras iniciativas, o grupo busca criar ideias que provocam as pessoas a agir.

Ghierra diz que para governar uma cidade ou um país é necessário lidar com a realidade do dia a dia e também programar o futuro. Esta é uma tarefa muito difícil, e que demonstra a complexidade envolvida no funcionamento público. “O que não consigo perdoar é a falta de imaginação. É nisso que queremos insistir: na imaginação e também em muito humor”.
 
A cidade, se abandonada às regras do mercado, fica privada de processos democráticos. No Uruguai há uma forte tradição democrática, mas parte da sociedade civil acha que é suficiente votar a cada eleição e, no meio tempo, só pagar os impostos. “Os governos não são capazes de abranger o espectro inteiro do que significa uma cidade”, afirma Ghierra, ressaltando que, para ele, a cidade é um esforço coletivo, no qual a sociedade civil, cidadãos e artistas desempenham um papel decisivo. Se a sociedade não participa, a cidade não funciona. O projeto Ghierra Intendente revela como os artistas podem usar seu olhar como uma ferramenta que pode mudar a realidade.
 

O PROJETO INSERE NA AGENDA DA CIDADE TEMÁTICAS QUE ERAM IGNORADAS

Em 2020, a performance aconteceu pela terceira vez. Ghierra nos conta que, surpreendentemente, as últimas eleições representaram a primeira vez em que todos os candidatos incluíram o reconhecimento, a preservação e a valorização do patrimônio histórico em suas agendas políticas. “Isso antes não existia, sabe? Todos incluem transporte, mobilidade, resíduos... mas dessa vez também incluíram patrimônio. Toda mudança cultural é muito lenta, não é imediata. É difícil dimensionar, mas vale a pena”.
 
Ao ocupar esse lugar que estava vago, o grupo se transformou em um interlocutor para as autoridades. Ghierra ressalta que demorou até que eles criassem esse vínculo de confiança com o poder político e que sua maneira de trabalhar fosse vista não como uma brincadeira, mas como uma voz importante.

“É realmente sério, mas seriedade não quer dizer falta de imaginação e muito menos falta de humor.”

Alfredo Ghierra

A mobilização nas redes também chamou a atenção do poder político. Uma publicação no Facebook feita pelo grupo sobre a demolição de uma casa foi apoiada por 150 mil pessoas. Para Montevidéu, que tem uma população de cerca de 1,3 milhão de habitantes, isso é muita gente: esse número de pessoas pode mudar uma eleição. “Eu acho que esse é o nosso poder: ter descoberto que esses temas que pareciam laterais, desimportantes, realmente importam para muita gente”, explica Ghierra.
 

sexta-feira, 9 de julho de 2021

DECLARAÇÃO DE PEDRO HALLAL A RESPEITO DA COVID, CONSIDERAÇÕES - Lúcio de Almeida Hecktheuer

 

Fazendo uma análise puramente técnica, sem meandros políticos, do número de mortes por covid que poderiam ter sido evitadas, queria fazer algumas observações a respeito de declaração divulgada pele Rede Globo feita pelo pesquisador e ex-reitor da UFPel Pedro Hallal .
Ele afirma na CPI da Covid (dia 24 de junho de 2021) que das 500.000 mortes por covid, 400.000 poderiam ter sido evitadas ou seja, 4 de cada 5 mortes.
Chega a esta conclusão comparando os números da população mundial e brasileira com os números de mortes por covid no mundo e no Brasil.
 E, aplicando uma proporcionalidade entre eles, chegou ao número de 400.000 mortes. 
Essa mesma metodologia de cálculo, se aplicada para os Estados Unidos onde tem vacinas e testes em abundância, resultaria em 453.914 mortes que poderiam ter sido evitas de um total de 619.343 mortes. Pedro Hallal fez uma análise contemplando apenas os números de mortes e população desconsiderando o comportamento das variantes dos vírus nos diferentes países e as suas situações econômicas, sociais e culturais. 
Somente para lembrar, a primeira variante do vírus, na China, tinha um poder de disseminação bem menor que as variantes da Índia e de Manaus.
 Entendo que o assunto em questão deve ser abordado com maior profundidade, considerando todos os fatores que estão presentes nesta pandemia. 
Parece que, na pressa de apresentar números, o pesquisador deixou de analisar todos os fatores envolvidos pela covid para estimar o número de mortes que poderiam ter sido evitadas.