segunda-feira, 26 de abril de 2021

DIÁRIO DE UM EX-MACHISTA

 

          O artista visual, terapeuta e cantautor Gilberto Isquierdo lançou há poucos dias nas redes digitais o seu mais recente trabalho literário, o livro impresso independente "Diário de um ex-machista. 

          Impresso pela Editora Pallotti de Santa Maria, o livro tem projeto gráfico desenvolvido pela Nativu Design/Valder Valeirão, com Prefácio de Léo Jaime da Silva, Mestre em Enfermagem/Saúde Mental e Contracapa da Professora Delcira Estrella.

         A obra convida o leitor a participar de uma reflexão sobre o machismo estrutural, que é complexa, emblemática, e de difícil abordagem, porém o autor nos sugestiona a mudanças através de questionamentos diários, uma transformação contínua conforme as vivências e as experiências de cada indivíduo.

         O livro contém 143 páginas e foi escrito no verão de 2014/2015. O artista revela que em tempos de reclusão e distanciamento em que vivemos pela pandemia, achou pertinente e coerente refletir sobre o tema "Machismo" que se instala em nossas casas e em nós mesmos em função da convivência visceral familiar. 

         "É interessante ver as pessoas olharem para si e perceberem como é tênue e frágil nossas vidas e que o tempo não deve e não pode ser desperdiçado." , afirma o autor..


sexta-feira, 23 de abril de 2021

COMO E ONDE ENCONTRAR O QUE RESTA DA ALMA DE RIBEIRÃO - Geraldo Hasse


Uma certa unanimidade aponta o Pinguim como o grande ponto da gastronomia de Ribeirão Preto. Não há como questionar o charme desse septuagenário bar-restaurante-choperia, mas é indiscutível que lhe falta alguma coisa. Impossível saber se foi simples extravio ou perda definitiva.

Parece que o tempo conseguiu prender no Quarteirão Paulista apenas um pedaço da alma da velha capital do velh’oeste brasileiro. O resto está espalhado pela cidade. Num simples giro pelo centro é possível juntar alguns fragmentos dessa lenda brasileira.

A cidade precisava dar uma parada no ritmo de crescimento. Volta-se ao centro em busca de uma referência que nos linque com o passado, mas os detalhes vão se apagando a cada reforma e a gente como que perde o fio da meada nesse emaranhado de fios e fachadas mutantes.

Sobrou a praça, reduto de frescor e serenidade. E resta o Pedrão solene com sua estatura de cimento, mas nem ele com sua clássica sobriedade é capaz de absolver os que deixaram a Estrela d’Oeste apagar-se na queima impune do Cerrado Paulista.

Sem chorar, baixe os olhos e preste atenção nos paralelepípedos que cobrem o chão generoso do espaço entre a praça e o teatro. Foram colocados aqui há 100 anos, são os patronos de um plano diretor que jamais se concretiza. Por pouco não foram cobertos pelo manto negro do progresso. Salvou-os uma turma de saudosistas.

As pedras ficaram expostas para embalar as caminhadas e sustentar as conversas fiadas.

Lembre-se: não importa qual seja o palocci de plantão na cadeira de prefeito, quem manda na cidade são os cupins, as lesmas e os chopins. As andorinhas são testemunhas.

Mas veja que nem tudo se perdeu. Repare quantos bares põem cadeiras nas calçadas e sinta se aí não está presente um pedacinho da alma da cidade.

Sim, a beleza mora na simplicidade. A riqueza, na diversidade.

Esse brilho fugaz no rótulo úmido das garrafas suadas, esse raio fúlgido no colarinho generoso dos copos de cerveja, essa fartura nas porções que enfeitam as mesas -- carne seca, queijo provolone, filé no palito e lambari frito...Tudo isso são cacos brilhantes daquela alma varonil que se extraviou na poeira e na lama de tantas temporadas.

Nesses bares, nessas mesas simples o povo brinda o trivial sem maiores ilusões. Sente-se, peça uma também. Mesmo sozinho, saúde a memória dos que criaram, mantiveram e frequentaram os grandes pontos da gastronomia e da boemia ribeirãopretana, esconderijos onde a alma de Ribeirão busca refúgio. Beba e você verá que mesmo de porre um filho teu não foge à luta. Complete a lista dos pontos mortos da gastronomia ribeirãopretana:

Cassino Antarctica

Lanches Paulista

Caneca de Prata,

Três Garçons

Restaurante Jangada

Chopão

(Crônica publicada em 2018 no Guia do Centro de Ribeirão Preto (240 páginas) ; Geraldo <ghasse@th.com.br> - Achados & Perdidos )

 


(...)

quinta-feira, 22 de abril de 2021

O OUTONO É MUITO CURTO E O INVERNO MUITO LONGO - P.R.Baptista

                                                                                                                                    foto P.R.Baptista

.Com a proximidade do inverno, dos dias gelados que costumamos ter com temperaturas rondando 0ºC, a crise de moradia agravada pela pandemia, a fome e o desemprego, anuncia um quadro de extrema gravidade. 

Momento, portanto, não só dos órgãos públicos em princípio responsáveis mas a sociedade como um todo estarem atentos e se organizarem para enfrentar o que vem pela frente. 

E é preciso pressa. 

O outono é muito curto e o inverno muito longo.

A seguir iremos identificando e numerando  órgãos e grupos que atuam na questão >>>

DOAÇÃO NA PANDEMIA PELOTAS >>>> 

AJUDA DA COMUNIDADE >>>




domingo, 18 de abril de 2021

A INVASAÕ DO ASFALTO, REFLEXÃO NECESSÁRIA- P.R.Baptista

 

O asfalto como um invasor implacável agente de um tipo de agressão cultural chega em pleno centro histórico de Pelotas, diante da Praça Coronel Pedro Osório na entrada do Grande Hotel, um símbolo da maior importância de nosso Patrimônio, e ali estaciona deixando um rastro de betume. Parece, ao se deter, estudar se pode avançar, talvez fazer a volta na praça e se encontrar do outro lado com uma parte que está asfaltada há muitos anos para servir de passarela no desfile de Carnaval em frente de outro monumento da cidade o Theatro Sete de Abril. Pela Félix da Cunha, bem ao lado, a mesma coisa, o asfalto chegou às portas do Casarão ocupado pela Secretaria de Cultura.  Na foto se tem um dos limites do asfaltamento de um trecho anteriormente pavimentado com paralelepípedos até à rua Tiradentes. 

Que palavras podemos encontrar para definir o que temos diante de nossos olhos? Esta blitz agora se volta para a Rua Gen.Telles no trecho entre as ruas Barroso e Gonçalves Chaves no qual se encontram várias casas inventariadas . Há um movimento para deter o asfaltamento neste trecho que se decidiu denominar ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO. no qual, além do próprio café histórico, tem-se um conjunto de casas inventariadas que concedem àquele trecho uma característica muito própria digna de ser preservada (https://ametadesul.blogspot.com/2021/02/a-beleza-deve-perdurar.html)  
Parece estar passando o momento de se ter, assim como ocorre com os prédios inventariados e tombados, critérios que possam se aplicar as estas questões de forma que nosso Patrimônio tão rico e dono de um potencial muito grande para gerar turismo e beneficiar nossa economia.,      .    
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RUAS DE PEDRA - UM ROMANCE DE SILVIA KING JECK

 

Silvia King Jeck é pelotense mas morou durante muito tempo em Niterói .Agora está de retorno a Pelotas e guarda muitas lembranças da rua Telles, no ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO, onde viveu por um longo tempo.

Neste momento escreve um romance no qual a riqueza das pedras da cidade são um elemento central.

E se agrega, com sua visão e sua sensibilidade , à defesa da preservação deste patrimônio de Pelotas ameaçado, cada vez mais, pelo asfaltamento

As pedras, juntas, formam uma base onde todas se unem para uma finalidade. Não sendo somente somente paralelepípedos, são diferentes na forma mas não na essência. O arruamento é irregular, fazendo com que se transite com mais vagar. É como se as pedras conspirassem para que as pessoas se encontrem e tenham mais tempo para conversar.

Natércia ama essas ruas de pedras! Quando passa uma carroça o cloc, cloc dos cascos dos cavalos fica ressoando, ressoando, até desaparecer ao longe. E ela fica ali, na assimetria desses caminhos de pedras, como que também se reportando à aassimetria do interlúdio de água e céu da costa doce.

Perdida neste devaneio não nota que alguém se aproxima na calçada estreita. E são novamente dois olhos castanhos que a fitam.

“Lembras de mim?” Egon pergunta. “Lembro sim, foi no baile do Clube Hervalense,,,” E a mesma onda de calor a invade.”Tenho encontrado com os guris da tua casa. Vocês moram por aqui, não é?” “Sim, na esquina. Vês a casa de sobrado? É lá.” E mais não disse pois a timidez impediu.

“Eu te estava observando” continuou Egon. “Olhavas para as pedras do calçamento com tanto carinho! Eu sou originário da zona rural, sem ruas de pedras mas com muito chão de terra e muita vida. Conheces a Colonia das Coxilhas?” “Conheço sim”, disse Natércia, “é de lá que vem nossa manteiga”. “Provavelmente de nossa propriedade. Minha família possui um laticínio. Coisas de quem tem origem alemã. Bem, já vou indo, preciso fechar alguns negócios. Até uma próxima vez”. Até, então”, e Natércia fica acompanhando a partida dos louros cabelos de Egon."


sábado, 17 de abril de 2021

CASA PRISMA, UM ACESSO À MORADIA DIGNA - Cassius Baumgarten


Nova vida
O acesso a moradia digna é um direito básico, porém negado a muitos brasileiros. Apenas em Pelotas, são 995 famílias que vivem em condição de precariedade habitacional, caracterizada pela má condição da moradia, pela falta de infraestrutura básica, como distribuição de água, rede de esgoto, energia elétrica, pavimentação, entre outros. Procurando alternativas para superar-se  o problema, o arquiteto e urbanista Cassius Baumgarten tomou a iniciativa de construir uma nova moradia para uma dessas famílias, através do seu programa Casa Prisma.
Um casal com dois filhos, de cinco e dez anos, viviam em uma pequena peça feita com restos de materiais diversos, chão batido, sem água, luz e banheiro. A situação precária configurava uma violação de direitos e gerava riscos à saúde dos moradores, além de ameaçar a permanência dos filhos na escola. Ambos sofriam bullying devido ao mal cheiro causado pela falta de higiene adequada, o que tirou deles a vontade de ir à escola.
Em dezembro de 2020, a nova moradia foi entregue à família. A Casa Prisma foi projetada de modo a permitir uma aplicação rápida e de baixo custo. Sua estrutura é composta de vários módulos iguais que se encaixam, o que permite que o espaço interior venha a ser expandido de acordo com necessidades futuras. Baumgarten inclusive já projetou a casa do casal prevendo esta mudança para que, quando as crianças forem maiores, cada uma possa ter seu quarto. Agora, a família conta com uma cozinha e sala integradas, um banheiro, um quarto para o casal e um para os dois filhos, além de um jardim e um espaço nos fundos do terreno, onde o pai pode exercer seu trabalho de separar o lixo sem que interfira na salubridade da casa.
Baumgarten teve ajuda do empresário Ricardo Nanini na execução da casa e na busca pela viabilidade financeira do projeto, que teve o custo total de R$ 8 mil em materiais de construção. O trabalho foi concluído em 50 horas. A família também participou de algumas etapas do processo de montagem da casa, o que gerou maior sentimento de pertencimento. A assistente social Josana Pires já acompanhava de perto a situação, e trabalhou para criar oportunidades para o desenvolvimento da família. A parede do banheiro ganhou uma pintura da artista Patrícia Wilker.
O direito à moradia
O direito à moradia está previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, no Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966, e também na Constituição Brasileira de 1988.
Para que uma moradia seja considerada adequada, há uma série de condições que devem ser atendidas. Segundo o Comentário Geral nº4 do Comitê sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, são elas: a segurança da posse, a disponibilidade de serviços, materiais, facilidades e infraestrutura, o custo acessível, a habitabilidade, a acessibilidade, a localização e a adequação cultural.
O programa
A Casa Prisma foi idealizada por Baumgarten em 2016 para buscar garantir o acesso a moradia digna e possibilitar o desenvolvimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, motivado pelo caso de uma família que havia perdido a casa em um incêndio. Desde então, já atendeu a quatro famílias no total. Anteriormente, ainda durante a graduação no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), o arquiteto já havia trabalhado com famílias de baixa renda no Programa de Extensão Sustentabilidade no Habitat
Social, além de projetar e executar a Casa Pallet, uma moradia de baixo custo feita somente com materiais reaproveitáveis como pallets e caixas Treta Pack. Atualmente, é sócio proprietário da startup Omnis Arquitetura para Todos, onde presta consultoria e assessoria técnica para a elaboração de políticas e programas habitacionais.
O nome Casa Prisma faz alusão à descoberta do físico Isaac Newton, na qual a luz branca incide sobre um prisma e é dividida em todas as sete cores que a compõe. Assim, o conceito do projeto é pegar o direito à moradia adequada e colocá-lo sob a perspectiva de cada um dos sete critérios que ela deve atender.
Para saber mais sobre a Casa Prisma, basta entrar em contato pelo telefone (53) 8163-0010 ou pelo e-mail cassiusbaumgarten@gmail.com.


quinta-feira, 8 de abril de 2021

CHARGE-

 


FLÁVIO NUNES REELEITO REITOR DO IFSUL

 

Na votação para a gestão da Reitoria, candidato Flávio Nunes foi o mais votado, obtendo 41,71% dos votos contra 20,62% de votos da candidata Dadá Curcio. No pleito, estudantes e servidoras/es também definiram seus representantes para as direções-gerais de 13 câmpus do instituto; no câmpus Pelotas-Visconde da Graça, a disputa seguirá em segundo turno. Confira.

Em um processo eleitoral atípico, com debates e votações totalmente virtuais, a comunidade acadêmica do IFSul escolheu quem irá representá-la na gestão da Reitoria e dos câmpus do instituto no período de 2021 a 2025. A votação em primeiro turno teve início nessa terça-feira (6) e terminou na tarde desta quarta-feira (7), quando imediatamente começou a apuração dos votos, que contou com transmissão ao vivo.

Para a gestão da Reitoria, o candidato Flávio Nunes foi reeleito, obtendo 41,71% dos votos contra 20,62% dos votos da candidata Dadá Curcio. No pleito, estudantes e servidoras/es também definiram seus representantes para as direções-gerais de 13 câmpus do instituto; no câmpus Pelotas-Visconde da Graça, a disputa seguirá em segundo turno. Finalizadas as etapas do processo eleitoral, o prazo limite para homologação do pleito pelo Conselho Superior é o dia 6 de maio.

Participação - Ao todo, a eleição contou com 22.292 votantes, sendo 971 votos de docentes, 20.544 votos de estudantes e 777 votos de técnicos-administrativos.

Processo eleitoral

Por conta da pandemia e da suspensão das atividades presenciais no IFSul, a eleição, organizada pelas Comissões Eleitorais (COE) central e locais, ocorreu de forma online, através do sistema Helios Voting. Participaram da votação servidoras e servidores pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente do IFSul e estudantes regularmente matriculados/as no instituto.

Segundo turno

Diferentemente da Reitoria e dos outros 13 câmpus, que tiveram os resultados das suas eleições definidos em primeiro turno, o câmpus Pelotas-Visconde da Graça (CaVG) terá uma nova votação, em segundo turno. Neste caso, a campanha na unidade acontece entre os dias 14 e 21 de abril, e a eleição começa no dia 22 de abril, terminando às 16h do dia seguinte, dia 23.

terça-feira, 6 de abril de 2021

ENFRENTANDO A PANDEMIA IFSUL ELEGE OS DIRIGENTES - P.R.Baptista

Fotos da campanha dos candidatos

 

 
Chegamos no IFSul , em pleno meio de uma pandemia, a uma nova etapa de um processo eleitoral que reafirma uma longa tradição de democracia da instituição.com eleições marcadas para 6 e 7 de abril.

As candidaturas postas para a Reitoria são de Flávio Nunes, atual reitor, e Daniela Curcio ambos do campus Pelotas,  oriundos dos cursos de Eletrônica e de Edificações respectivamente.

A chapa da situação aposta no slogan DIALOGANDO SEMPRE  procurando sublinhar o perfil de negociador do atual reitor enquanto a oposição com o slogan PODEMOS MAIS busca pontos que considera que estariam a exigir ações mais marcantes. 

O processo abrange também as eleições para diretores de todos os campi do IFSul. .

Em Pelotas os candidatos são  Carlos Corrêa e Ricky Boas no campus Pelotas e Fabiola Pereira , Marcos Betemps e Maria de Fátima Jorge no CAVG

Nos demais campi chama a atenção campus com um único candidato e um único com mais de 2 candidatos.

Historicamente as eleições  começam em 1986 no momento em que o diretor Platão Louzada da Fonseca, indicação do governo militar, se afasta depois de um longo mandato e  surge uma onda de democratização 

Era um momento novo ,de abertura, e a comunidade reagiu com a apresentação de 5 candidatos num clima em que o ar que se respirava era de plena participação . 

Eleição de 1986, votando Jandir Barreto, na mesa como fiscal Lúcio Heckteuer mais tarde Pró-Reitor de Pesquisa e candidato a Reitor. Ao fundo Edelberto Kruger.

Os candidatos foram João Manoel Peil, eleito, que ocupava o cargo de diretor de ensino e se apresentava, de um certo modo, como candidato da situação e, os demais, Mário Franco, Mabel, Coelho e Enio Sallaberry se apresentavam como representando a  oposição.

Depois se sucederam como dirigentes  Edelbert Kruger, Antonio Brod, Marcelo Bender e , por último, o atual reitor Flávio Nunes.

Durante o mandato de Brod o CEFET foi transformado em Instituto Federal juntamente com a criação de dois outros institutos no Rio Grande do Sul

Uma conquista importante nesta transição foi a definição das eleições serem diretas, ou seja, sem lista tríplice conquista que as universidades até hoje não alcançaram.

Eu participei durante quase todos estes processos, em alguns momentos na organização através do Sinasefe, em outros participando como coordenador da campanha de candidatos..

Algumas vezes, também, enquanto editor de O Megafone, encaminhei edições históricas dedicadas às eleições

As eleições mais enriquecedoras sempre foram as que tinham mais de dois candidatos e se abria, portanto, uma gama mais diversificada de alternativas e um debate mais amplo..

Não é o nosso caso este ano na eleição para a Reitoria com 2 candidatos o que concorre  para uma certa polarização.

Mas o processo apesar desta polaridade e de altercações pontuais , decorre de forma perfeitamente normal embora o momento difícil que se atravessa.

A pandemia  e o consequente distanciamento tira do processo um de seus aspectos mais ricos que são as ações presenciais e, especialmente, os debates..

Nos processos que mencionei acima os debates eram o ponto alto das campanhas. 
Quando realizados no amplo auditório do campus Pelotas a plateia ficava lotada e tinha-se um clima marcadamente eleitoral.


segunda-feira, 5 de abril de 2021

SER DE ESQUERDA - Reginaldo Bacci

 

Ser de Esquerda não é ser militante do PT, do PSOL, do PCO, do PCB, do PCdoB, do PSB, etc. Na verdade, ser de Esquerda sequer requer uma filiação partidária.

Ser de Esquerda não me obriga a votar nos candidatos desses partidos. Mas ser de Esquerda me faz querer votar no ideal de fraternidade e solidariedade que cada homem e mulher traz consigo.

Ser de Esquerda não é ser contra o empresário. Mas ser de Esquerda é ser contra o desrespeito às leis trabalhistas e previdenciárias, que foram criadas para garantir, minimamente, a igualdade de armas entre aqueles que têm o capital e a imensa maioria que tem somente a sua força de trabalho para vender e assim resguardar a dignidade humana.

Ser de Esquerda não é ser contra a família tradicional. Porém, ser de Esquerda é ter a consciência de que famílias diferentes da tradicional também são famílias e que todas as formas de AMOR merecem o respeito de todos e valem a pena.

Ser de Esquerda não é querer que você ou seu filho sejam gays, mas, sim, querer que todos respeitem aqueles que são.

Ser de Esquerda não é estar a favor do aborto. Mas sim, de amparar a mulher orientando como evitar a gravidez e em que situação pode-se não querer ter um filho. 

Ser de Esquerda não é ficar contra os ricos. Mas contra os que acreditam que por terem mais dinheiro têm mais direitos do que os pobres.

Ser de Esquerda não é ser contra a fartura. No entanto, ser de Esquerda é lutar contra a fome de cada criança, de cada ser humano em qualquer lugar do planeta. Não haverá felicidade enquanto houver fome no planeta.

Ser de Esquerda não é defender bandidos. Porém, ser de Esquerda significa defender que todas as ações tramitem dentro da lei e dos direitos humanos. 

Ser de Esquerda não é ser contra o fato de você ter uma mansão. Ser de Esquerda é ser contra as pessoas morarem nas ruas ou em casebres caindo em pedaços, logo, ser de Esquerda não é ser contra o capitalismo, mas ser de Esquerda é ser contra as desigualdades sociais.

Ser de Esquerda não é ser contra o consumo, mas sim contra o consumismo. Afinal, ser de esquerda é ser contra a destruição do meio ambiente. Nosso planeta, nossa casa. Sem ele a humanidade não terá futuro. Assim ser de Esquerda é garantir que nossos filhos e netos ainda tenham um planeta, mesmo depois de nossa partida.

Ser de Esquerda não é ser contra a “igreja”, independente de sua matriz ou denominação, mas sim contra todo e qualquer discurso de ódio, de preconceito ou de supremacia. Todos somos iguais diante de Deus.

Enfim, ser de Esquerda é lutar pelo direito dos que realmente precisam na busca incessante por mais igualdade material para garantir que os trabalhadores possam viver com dignidade num planeta vivo que poderá ser desfrutado pelas futuras gerações.  

São de Esquerda e democráticos os que têm coragem de lutar pelos direitos dos outros, amparados e respeitando a Constituição, compromissados com a construção permanente do Estado Democrático de Direito.

Ser de esquerda não é uma opinião política, uma posição política dentro de um espectro político possível, ser de Esquerda é uma FILOSOFIA DE VIDA.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

ENFRENTANDO A PANDEMIA IFSUL ELEGE OS DIRIGENTES - P.R.Baptista

 

 
Chegamos no IFSul , em pleno meio de uma pandemia, a uma nova etapa de um processo eleitoral que reafirma uma longa tradição de democracia da instituição.com eleições marcadas para 6 e 7 de abril.

As candidaturas postas para a Reitoria são de Flávio Nunes, atual reitor, e Daniela Curcio ambos do campus Pelotas,  oriundos dos cursos de Eletrônica e de Edificações respectivamente.

A chapa da situação aposta no slogan DIALOGANDO SEMPRE  procurando sublinhar o perfil de negociador do atual reitor enquanto a oposição com o slogan PODEMOS MAIS busca pontos que considera que estariam a exigir ações mais marcantes. 

O processo abrange também as eleições para diretores de todos os campi do IFSul. .

Em Pelotas os candidatos são  Carlos Corrêa e Ricky Boas no campus Pelotas e Fabiola Pereira , Marcos Betemps e Maria de Fátima Jorge no CAVG

Nos demais campi chama a atenção campus com um único candidato e um único com mais de 2 candidatos.

Historicamente as eleições  começam em 1986 no momento em que o diretor Platão Louzada da Fonseca, indicação do governo militar, se afasta depois de um longo mandato e  surge uma onda de democratização 

Era um momento novo ,de abertura, e a comunidade reagiu com a apresentação de 5 candidatos num clima em que o ar que se respirava era de plena participação . 

Eleição de 1986, votando Jandir Barreto, na mesa como fiscal Lúcio Heckteuer mais tarde Pró-Reitor de Pesquisa e candidato a Reitor. Ao fundo Edelberto Kruger.

Os candidatos foram João Manoel Peil, eleito, que ocupava o cargo de diretor de ensino e se apresentava, de um certo modo, como candidato da situação e, os demais, Mário Franco, Mabel, Coelho e Enio Sallaberry se apresentavam como representando a  oposição.

Depois se sucederam como dirigentes  Edelbert Kruger, Antonio Brod, Marcelo Bender e , por último, o atual reitor Flávio Nunes.

Durante o mandato de Brod o CEFET foi transformado em Instituto Federal juntamente com a criação de dois outros institutos no Rio Grande do Sul

Uma conquista importante nesta transição foi a definição das eleições serem diretas, ou seja, sem lista tríplice conquista que as universidades até hoje não alcançaram.

Eu participei durante quase todos estes processos, em alguns momentos na organização através do Sinasefe, em outros participando como coordenador da campanha de candidatos..

Algumas vezes, também, enquanto editor de O Megafone, encaminhei edições históricas dedicadas às eleições

As eleições mais enriquecedoras sempre foram as que tinham mais de dois candidatos e se abria, portanto, uma gama mais diversificada de alternativas e um debate mais amplo..

Não é o nosso caso este ano na eleição para a Reitoria com 2 candidatos o que concorre  para uma certa polarização.

Mas o processo apesar desta polaridade e de altercações pontuais , decorre de forma perfeitamente normal embora o momento difícil que se atravessa.

A pandemia  e o consequente distanciamento tira do processo um de seus aspectos mais ricos que são as ações presenciais e, especialmente, os debates..

Nos processos que mencionei acima os debates eram o ponto alto das campanhas. 
Quando realizados no amplo auditório do campus Pelotas a plateia ficava lotada e tinha-se um clima marcadamente eleitoral.