quarta-feira, 16 de agosto de 2017

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

Orçada em 220 mil reais a Prefeitura propõe a construção de uma passarela a 20 metros da lagoa entre a praia do Santo Antônio e o Barro Duro com escadas para descida até a areia.
A construção seria sob a responsabilidade da Secretaria de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana (SGCMU) que precisa enviar o projeto à Secretaria da Qualidade ambiental (SQA).
Segundo a notícia o processo até o início das obras é longo.4 meses de espera até a decisão da SQA ser aprovada e as construções poderem começar em 2018.
Segundo acredita o secretário Jacques Reydams,  o projeto "é um sonho que pode trazer mais comércio, turismo, caminhadas e uma forma de valorizar a área, ter mais pessoas circulando".
No entanto a reação dos moradores do Laranjal, mergulhados em problemas crônicos e críticos, de segurança, alagamentos, iluminação, transporte, poluição para citar só alguns, foi frontalmente contrária ao projeto considerado como uma fantasia, quase um delírio da administração da prefeita Paula (PSDB)
A propósito , se a ideia é criar um atrativo para a praia, por que não recuperar o Camping Municipal.na praia do Totó, que foi abandonado no governo do ex-prefeito Eduardo Leite?


terça-feira, 15 de agosto de 2017

TE AMO PAI - Ana Maria Pinheiro

Meu pai tinha um canivete, com ele descascava laranja e sorria quando eu pedia:
─ Faz biquinho na tampa, pai...
Meu pai tinha um canivete e com ele cortava minhas verrugas, o sangue escorria mas não doía porque o canivete do meu pai era mágico.
Meu pai tinha um canivete e com ele cortou a franja que me incomodava os olhos.
Com aquele canivete ele podia tudo, podia ser médico, cabeleireiro e gourmet. ...
Com o canivete/espada ele me ensinou a cortar até as dores da vida.
Te amo pai.


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

OS CACHORROS DA PAULA

A prefeita Paula procura marcar um estilo pessoal de exercer o seu cargo o que, também, acaba se constituindo numa forma de fazer marketing político.
Como mora a pouco metros da prefeitura parece fazer da função uma extensão de sua casa.
Gosta de usar tênis All Star no que foi acompanhada pelo vice-prefeito que até então só usava sapato de bico fino bem lustrado.
Não se sabe se a prefeita não vai ocupar uma dependência do prédio da Prefeitura para ter um espaço privativo e ficar ainda mais à vontade em seu local de trabalho.
Mas isto seria um exagero, supõe-se que não.
A propósito contam-se a respeito do uso de prédios públicos para fins de interesse pessoal histórias bem picantes como a finalidade que um ex-prefeito encontrou para o museu da Baronesa.
Não sabemos se a prefeita tem outros animais domésticos que pudesse levar para o gabinete.
Algum pássaro, um hamster, peixinhos de aquário.
O que é imperdoável é não ter gatos ou, se tem, não lhes dar o mesmo privilégio.
Aliás, a respeito de privilégios, o mais criticável de tudo da parte da prefeita é não conceder a todos os funcionários da Prefeitura o mesmo direito de levarem seus bichinhos de estimação para o local de trabalho.
Está lançada a proposta.

P.R.Baptista

sábado, 29 de julho de 2017

QUANDO SETEMBRO VIER : RETRATOS DA INCOMPETÊNCIA - P.R.Baptista

Há um ditado que diz, quem não tem competência que não se estabeleça.
Pois bem, quem pode explicar o que  está acontecendo com a obra de pavimentação na avenida Espírito Santo?
Afora uns curtos momentos de pirotecnia com a intenção de demonstrar eficácia e seriedade, a obra tornou-se um campo de guerra, uma zona de terra arrasada.
Não por falta de dias com bom tempo que acabaram predominando
O canal , justamente por onde escoam as águas, obstruído; árvores arrancadas, os acessos por terra com obstáculos e, muito pior ainda, a certeza que com a chegada da chuva, tudo ficará alagado.
Não sei quem possa defender a forma de execução desse projeto.
E quem possa com um pouco de honestidade defender, conforme a previsão, que a obra vai terminar em setembro.




quinta-feira, 27 de julho de 2017

ELES TESTAM A ANESTESIA GERAL - Nei Alberto Pies  

A direita está certa de que não acontecerá nada de mais grave.
Que o Brasil continuará inerte, amorfo, anestesiado.
E, continuando assim, que se prepare então o novo golpe.
O Brasil amorfo talvez não tenha eleição para presidente em 2018.

A direita que controla o Brasil, em todas as áreas e instâncias, calibra suas ações pensando nas reações ao que faz. Sérgio Moro avisou que chegou a pensar em mandar prender Lula, mas depois decidiu ser prudente. Poderia haver um trauma político. Foi o que disse na sentença de condenação.
Moro aplicou a dose mais ‘branda’ do veneno que tem à mão, fez o previsível e condenou Lula. Até poderia prender, mas a condenação já seria suficiente para o primeiro teste. Condenou e não percebeu reação fora das redes sociais e de algumas ‘análises técnicas’. Quase ninguém foi às ruas.
E se tivesse mandado prender, o que aconteceria? Moro não quis pagar pra ver, até porque poderia perder o apoio dos ‘liberais’ do meio jurídico, todos tão quietinhos (com as exceções de sempre).
O que importa é que Sérgio Moro, o jaburu, os tucanos, o Ministério Público, todos estão calibrando o que fazem pensando sempre na possibilidade de contestação popular. E não há contestação nenhuma, por enquanto. Há as reações das controvérsias variadas e só.
O jaburu vai manobrando como quer e rearticulando forças táticas, para sobreviver à semana seguinte, porque sabe que não há reação além da virtual.
Ninguém reage a mais nada desde o golpe de agosto. Daqui a pouco, teremos mais um teste, com a revalidação ou não da condenação de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região em Porto Alegre. Se a condenação for reafirmada e Lula se tornar inelegível (podendo até ser preso), o que acontecerá? É o que a direita se pergunta.
E a direita está certa de que não acontecerá nada de mais grave. Que o Brasil continuará inerte, amorfo, anestesiado. E, continuando assim, que se prepare então o novo golpe. O Brasil amorfo talvez não tenha eleição para presidente em 2018.
Se a economia reagir, se a Globo conseguir restabelecer seus pactos com quem estiver no poder, se as perspectivas forem de retomada da ‘normalidade’, a direita se dedicará ao grande projeto sonhado desde agosto.
O Brasil não terá Lula, não terá eleições e não saberá mais com o que poderá contar, depois de perder leis trabalhistas, previdência e, quem sabe, até o SUS como existe hoje.
Quem duvidar, quem acha que nada disso seja possível estará apenas repetindo a postura dos que duvidavam do golpe e duvidavam até que o jaburu chegaria ao poder e que o povo continuaria calado.
A direita empresarial e política e a direita do Ministério Público e do Judiciário acham que o povo não é de nada. E o povo não reage e não diz nada que possa fazê-los pensar o contrário. Seremos governados pelo pato amarelo.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

REVITALIZAÇÃO DO CANALETE DA ARGOLO - Maria Rosania Almeida

Meu projeto está se tornando uma realidade, diante da insatisfação de olhar diariamente o descaso com nosso patrimônio e em respeito aos estudos do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito, resolvi iniciar uma campanha de revitalização do " Canalete da Argolo ", o qual com sua eficácia na drenagem, também ornamenta a Rua General Argolo, na qual tenho meu escritório; e portanto com o apoio dos moradores da referida rua, comecei aos poucos uma conscientização de limpeza e renovação das floreiras e hoje já estamos com novo visual.
Aqueles que queiram participar dessa campanha podem me procurar através do telefone 3225- 4362, pois o canalete se estende da Rua Andrade Neves até a Rua Almirante Barroso. Vamos transformar nossas ruas, nossa cidade. Participe a natureza agradece.
NOSSAS ATITUDES, REVELAM NOSSOS VALORES.

domingo, 23 de julho de 2017

CHARGE - Jota Camelo


LULA E O PSOL - Luis Felipe Miguel

Um líder político da estatura de Lula sabe que importa não só o que se fala, mas quando e como se fala.
Sua crítica ao purismo (de parte importante) do PSOL não é desprovida de razão. O argumento de que o PT inicial não era igual ao PSOL porque tinha maior lastro social evita uma resposta direta à questão colocada, mas também não é indigno de atenção.
Mas não havia nenhum bom motivo para Lula ocupar seu tempo atacando o PSOL nesse momento. Com exceção da ala minoritária chefiada por Luciana Genro, o PSOL teve uma atitude impecável na luta contra a destituição ilegal da presidente Dilma Rousseff, colocando-se na difícil posição de defender a legalidade de um governo ao qual fazia oposição. Na resistência ao golpe e aos retrocessos, a pequena bancada do PSOL no Congresso tem mostrado uma combatividade e uma coerência que poucos parlamentares do PT igualam.
Além disso, Lula mobiliza a denúncia do purismo psolista como álibi para a política indiscriminada de alianças, concessões, recuos e promiscuidade com setores reacionários que o PT acabou por adotar. Como se não houvesse nada além dessas duas opções. Como se exigir autocrítica do PSOL fosse a maneira de refutar a necessidade de autocrítica do PT. Necessidade bem maior, aliás, na proporção do poder que o partido exerceu.
O que levou Lula a dirigir suas baterias a um aliado tão importante, no momento em que a luta exige tanta unidade de esforços? Talvez ele não supere o ressentimento contra os dissidentes do PT, contra a parte da esquerda que foi crítica a seus governos. Se for isso, é péssimo. Mas a alternativa é pior ainda: talvez Lula esteja afiando o discurso "antipurista" de olho nas alianças que já planeja para o futuro próximo. Seu ataque seria, então, uma defesa preventiva.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

PAVIMENTAÇÃO DA AVENIDA ESPÍRITO SANTO: UM " EXEMPLO" DE OBRA PÚBLICA

As obras da avenida Espírito Santo seguem em ritmo 'acelerado" e é um exemplo de como realizar bem um projeto desta natureza.
Pelo menos é o que alguns querem que outros acreditem.
Quando chove justificadamente as obras paralisam.
Quando o tempo está bom, seco, supõe-se que também justificadamente as obras sigam paralisadas como vem ocorrendo.
Sem dúvida um enredo de capítulos imprevisíveis.
Não conseguem ver as máquinas na pista, não conseguem ver nem a pista?
Talvez seja apenas um problema de visão.
As máquinas logo vão aparecer pelo menos em notícia de jornal e nas palavras de quem, não se sabe porque motivo, esforça-se por passar a ideia de que tudo corre de acordo com uma programação minimamente seria e competente..
E o mocinho? Será que fica com a mocinha?
Será que alguém morre?
Os próximos capítulos prometem emoções fortes.
Aguardem.
P.R.Baptista

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domingo, 16 de julho de 2017

O MESTRE DE ORATÓRIA DE TEMER

Ainda está aprendendo, precisa estudar melhor os gestos, as poses, mas leva jeito. O mais difícil vai ser ter um público tão entusiasmado.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

"PHOTOGRAPH" - RIO GRANDE NO CORAÇÃO

"Photograph" composição interpretada por duas gerações de talentos rio-grandinhos : Ricardo Hadrich e Michel Juliano, sax e violino.
Cenários fascinantes na cidade de Rio Grande do centro histórico , Porto Velho e praia do Cassino.
Produção musical  de Giovana Suita.

sábado, 8 de julho de 2017

MÃOS À OBRA, AOS CORAÇÕES E MENTES - Ricardo Almeida


Tem dias que bate um desânimo, pois parece que estamos sucumbindo por excesso de postagens nas redes sociais (sem ações concretas) e por reproduzir uma cultura política fria, muito influenciada pela cultura “das celebridades”, formada apenas para consumir informações, tirar selfies e assistir ao espetáculo.
Não há dúvidas de que é fundamental compartilhar opiniões políticas, existenciais, musicais, futebolísticas etc e tal… Mas, por que não refletir também junto a outras pessoas? Por meio de ações presenciais podemos aprofundar e combinar ações que permitirão superar obstáculos e mudar esta dura realidade.
É nos fóruns presenciais que passamos a reconhecer e a inserir elementos objetivos, subjetivos e simbólicos na nossa análise, e a perceber a importância dos diferentes atores sociais com as suas diferentes visões de mundo. Essa atitude de reunir-se é fundamental para quem quer abandonar aquela velha mania de ser “técnico de futebol” e ter opinião fechada sobre quase tudo. Somente assim vamos perceber que de nada vale contrapor a todo custo a opinião do “outro”, apenas para provocá-lo, e que a nossa realidade é diversificada, cheia de contradições e de influências étnico-culturais para ser reduzida a uma homogeneidade política e cultural.
Na verdade, ainda precisamos reconhecer o descompasso que existe entre a mentalidade colonial europeia que nos foi imposta e a mentalidade mítica/mágica da realidade sul-americana, com as influências dos povos indígenas, africanos e orientais que sempre estiveram por aqui. E que essa conjunção entre a razão e os mitos será o fio da meada para a compreensão e aquisição de novas sensibilidades e habilidades. Para quem está disposto, é claro!
Oportunidades como esta nos lembram e advertem que ainda estamos formando gerações e gerações de pessoas passivas, que só pensam em soluções egoístas e criam seus filhos e netos em quartos fechados. Que esse incentivo ao isolamento e ao consumo só serviu para alimentar os anunciantes de programas de TV, algumas seitas e templos religiosos com as suas promessas de prosperidade.
Portanto, é preciso combater todas essas apologias aos assuntos insignificantes, pois eles se tornaram práticas comuns em diversos programas de rádio, de televisão, na internet e também em algumas rodas sociais. Trata-se de uma guerra de (desin)formação que deixou a grande maioria dos brasileiros e brasileiras  confusa e desorientada.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, em função dessa desinformação midiática, ainda não conseguimos o reconhecimento democrático da diversidade cultural e política existente. As disputas pela verdade absoluta ainda persistem, em torno de siglas e cargos em gabinetes, e atrapalham a viabilização de planos e projetos unificados. Avançamos muito pouco na unidade para as mobilizações contra o golpe midiático-parlamentar. Ao menos, se comparadas às que ocorrem em outros estados brasileiros. Apesar dos pequenos avanços obtidos, o fantasma da disputa entre chimangos e maragatos ainda paira sobre os campos sulinos.
Está mais do que na hora de acordar para uma verdadeira práxis (segundo Marx, uma sensibilidade prática, histórica e consciente) política, pois os desmandos dos governos e dos gabinetes não vão desaparecer como num passe de mágica. Lembre-se que o Paraíso e a Terra Prometida foram criações de um pensamento maniqueísta e idealista que está nos atormentando e evitando encontrarmos o que temos de melhor dentro de cada um de nós. Precisamos superar a fase dos “reunismos partidários” (reuniões de cúpula, sem discussão sobre projetos junto à sociedade), abrir as associações, entidades sindicais e estudantis, e acabar de vez com os “vanguardismos”.
Enfim, agora que já sabemos que esse jogo não tem fim, também não podemos ficar na plateia torcendo para que o monstro saia do lago, que surjam novos messias ou que os juízes façam uma leitura correta das regras definidas. É preciso entender a complexidade da conjuntura (municipal, estadual, nacional e internacional), e propor a máxima convergência possível entre os diferentes projetos políticos, pessoais e/ou coletivos, que desejam construir uma nova sociedade. E isso passa necessariamente pela defesa intransigente dos nossos direitos, mas também pela realização dos nossos melhores sonhos e fantasias. Mãos à obra, aos corações e às mentes!
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(*) Ricardo Almeida é Consultor em Gestão de Projetos e uso de tecnologias da Informação e da Comunicação.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

quarta-feira, 5 de julho de 2017

PASMEM, É UM SER HUMANO ! - P.R.Baptista

Quando a vida nas noites frias é mais precária do que a de um refugiado que foge de uma guerra feroz.
Mas que mesmo no total desemparo simula ter um lar, um canto onde dormir, quase um endereço fixo, num canto embaixo de uma marquise.
Sua cama? Um pedaço grande de papelão.
Ao cobertor em que se enrola não deixa, num vestígio de humanidade, de antepor um lençol.
Ao lado guarda algum pertence e o que beber.
É tudo!
Pasmem, é um ser humano!
E como todos nós um dia foi uma criança....

P.R.Baptista

quarta-feira, 28 de junho de 2017

MOMENTO DE UNIDADE - Jorge Eremites de Oliveira

Caso Lula consiga ser candidato à Presidência da República, como deseja o establishment petista e seus apoiadores, provavelmente ocorrerá o seguinte: perderá uma acirrada eleição, encerrará sua carreira política por baixo, causará um grande mal ao campo progressista e será o principal cabo eleitoral do Boçalnazi.
Ocorre que o antilulismo, por assim dizer, tornou-se maior que o próprio Lula.
Além disso, sabe-se que historicamente a ascensão da extrema direita está ligada a grandes crises estruturais (econômicas, político-partidárias, éticas, morais etc.), como a que se assiste atualmente no Brasil.
Então, este não é o momento para aventuras político-partidárias, vaidades pessoais e picuinhas esquerdistas.
O momento é de construção da unidade do campo progressista para que, em nome de um projeto de nação, seja possível vencer os golpistas nas próximas eleições presidenciais.
No entanto, verdade seja dita, isso nunca foi feito no Brasil, ao menos não desde as eleições de 1989. Nas primeiras eleições presidenciais após o golpe de 1964, elegeu-se Collor, o "caçador de marajás", e deu no que deu.
Agora, após o golpe de 2016, corre-se o risco de repetir o mesmo erro, porém com maior gravidade: colocar no poder um completo apedeuta da extrema direita nacional.
Será que não se aprende nada neste país com a experiência acumulada em países vizinhos?
Refiro-me ao Chile e ao Uruguai, apenas para citar dois exemplos.
Parafraseando Marx, diria que a história se repete: a primeira vez como farsa e da segunda em diante como tragédia.

Jorge Eremites de Oliveira
Prof. da UFPel

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

DESCASO NAS OBRAS PÚBLICAS - Paulo Afonso Rheingantz

A obra de reforma da rua General Osório em Pelotas evidencia descaso com o projeto e com o desenho urbano. A opção por não deslocar o meio-fio de pedra nos alargamentos é inacreditável. Além de deixar a impressão de "remendo" de muito mau gosto, relega os meio-fios de granito, quase eternos a "compor" uma cicatriz horrível, e a utilizar novos meio-fios de concreto cuja fragilidade, a exemplo das grelhas de concreto utilizadas para "remendar" um erro grotesco de projeto - o desnível da pista de concreto que em alguns trechos chega a estar mais de 20 cm acima do nível da calçada - não resistem às investidas das rodas de ônibus e automóveis. Uma rua central da importância da Osório por onde diariamente transitam milhares de pedestres merecia um pouco mais de cuidado e carinho.

A obra foi marcada por vai-e-vens, fazer, desmanchar e refazer e a consequente demora contribuiu diversos estabelecimentos fecharem suas portas.
Comparando a obra das pistas de rolamento de veículos e da faixa seletiva de ônibus totalmente refeitas com as calçadas remendadas, fica a impressão de descaso do poder público com os pedestres, na contra-mão do que andam fazendo importantes cidades do primeiro mundo, que tem investido muito tempo e recursos na devolução de muitas vias aos pedestres, além de aumentar as restrições para circulação de veículos.
E o resultado final - embora a obra ainda não tenha terminado, ficou esteticamente ruim, com sérias problemas de acessibilidade, de alinhamento, de nível e de acabamento. Típico de falta de projeto e de fiscalização.
Triste exemplo que, espero, não será repetido nas obras da Rua Marechal Deodoro.

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domingo, 25 de junho de 2017

PSB, MUITO ANTES PELO CONTRÁRIO

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Registro do momento em que se criava uma frente com o propósito de destituir a presidenta Dilma. Entre políticos já bem conhecidos pelo reacionarismo alguns se alinham com a nova direita brasileira, nova porque incorpora integrantes, alguns até recentemente, identificados como socialistas. No ato encontram-se, entre outros,  Aécio Neves, Roberto Freire, Ronaldo Caiado que toma a palavra em nome do grupo, e também Beto Albuquerque do PSB que terá que explicar pelo resto da vida o que estava fazendo ali.
O PSB cabe lembrar apoiou Aécio no segundo turno e teve papel decisivo na aprovação do impeachment . Esta conduta e o apoio que de início deu ao governo Temer descaracterizou profundamente a identidade do PSB inclusive afastando lideranças históricas.
Pois bem, procurando talvez reverter esse passo mal dado e avaliando que o governo Temer caminha para o cadafalso, agora o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e o secretário-geral do partido, José Renato Casagrande, informaram neste sábado (20) que a legenda decidiu fazer oposição ao governo e passará a defender a renúncia do presidente Michel Temer.
Se tem parlamentares dedicados a esta causa eles estão aqui agora ...vocês não vão se  decepcionar conosco  
Atualmente, a legenda comanda o Ministério de Minas e Energia. Siqueira e Casagrande deram a informação à imprensa após reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília.
Segundo o presidente e o secretário-geral da legenda, o PSB também passará a defender a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para a realização de eleições diretas no caso de vacância do cargo de presidente da República.
A decisão do PSB é anunciada em meio à maior crise política enfrentada por Temer desde que ele assumiu a Presidência da República, causada pelas delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, e de Ricardo Saud, diretor da J&F.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

QUANDO A SEGURANÇA FICA EM SEGUNDO PLANO

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O edifício Grenfell Tower, é um prédio de apartamentos de 24 andares em North Kensington a oeste de Londres. O prédio foi concluído em 1974 com 120 apartmentos. Em 2015–2016 a estrutura de concreto recebeu novas janelas e um revestimento plástico com isolamento térmico. Com o incêndio surgiu uma grande discussão a respeito desse tipo de revestimento e várias denúncias já tinham sido feitas a respeito da segurança justamente em casos de incêndio

domingo, 11 de junho de 2017

NAPOLEÃO, A CARA DO VELHO BRASIL - Ricardo Almeida

Napoleão é a cara do velho Brasil. Vejam que o juiz preferiu a Bíblia à Constituição, ao invocar a Ira do Profeta. Assim, ele se somou à safadeza de centenas de juízes, deputados, senadores, governadores, prefeitos e vereadores que querem acabar com os nossos sonhos e direitos conquistados com muita luta.
Mas vamos combinar: quem não tem um Napoleão e um Gilmar Mendes na sua cidade? Se alguem se surpreendeu com a decisão do TSE não está raciocinando bem ou não leu as previsões publicadas recentemente nos blogs e jornais do país. Agora que "as coisas" ficaram claras, está mais do que na hora de se indignar e reagir... Pois, quem antes apostava numa saída fácil e apenas institucional para a crise moral, cultural, econômica e política agora pode se preparar melhor para as novas batalhas que se avizinham.
Por exemplo, como será que o STF vai julgar o impeachment da Dilma, já que o Ministério Público disse que não houve pedaladas, as contas da sua campanha foram aprovadas pelo TSE, e ela também foi absolvida por este processo movido pelos perdedores?
Quem está atento aos fatos e/ou aprendendo a traduzir os sinais que estão nos enviando por linhas tortas (não somos deuses para controlar o destino), já compreendeu que o caminho é cheio de contradições, e que ele exige muito estudo, organização e comunicação para podermos avançar coletivamente.
A cultura política da sociedade vai se consolidando a cada ação dessas, mas também por meio daquelas ações positivas que se realizam nas cidades, independente de serem tortas, confusas ou pequenas. O importante é que o NOSSO PROPÓSITO (pra que diretas? Pra que lutar? Quais são os direitos em disputa?) e os PRINCÍPIOS (democracia, autonomias, etc.) sejam trasmitidos de forma clara para dentro e para fora dos movimentos sociais. Vejam que o PROPÓSITO e os PRINCÍPIOS DELES - dos golpistas - já estão sendo rejeitados pela grande maioria da população, e nem mesmo os jornais e as redes de tv do Brasil e do mundo conseguem esconder tantas tramóias.
Portanto, nós que somos totalmente diferentes deles, precisamos reconhecer e participar das nossas diferentes manifestações e movimentos populares para contribuir na organização das próximas etapas da luta.
Lembrem sempre que nós lutamos em nome de todxs aquelxs que lutaram no passado e também para deixar uma boa herança para os nossxs filhxs e netxs ... Assim seremos lembrados pelas futuras gerações.
Pensem e raciocinem: como vocês querem ser lembrados?

domingo, 4 de junho de 2017

PETIÇÃO FINAL DE DELTAN DALLAGNOL CONTRA LULA - Luis Felipe Miguel

Curiosamente, a Folha não deu grande destaque à petição final de Deltan Dallagnol contra Lula, nem no site, nem na versão impressa. No Estadão, nem chamada de capa teve. No Globo, o destaque foi um pouco maior, mas nada que se compare ao circo habitual diante de tudo que atinja o ex-presidente.
Talvez seja porque a peça acusatória é tão indigente que, para a perseguição a Lula, seja melhor escondê-la. O Ministério Público reconhece expressamente sua incapacidade probatória e pede "elasticidade à admissão das provas da acusação". O negócio é tão descabido que, no documento, solicitam a redução das penas de todos os que acusaram Lula.
Na ausência de provas, o esforço do MPF seria colecionar indícios que construíssem uma narrativa coerente da corrupção supostamente comandada por Lula. Mas é difícil alcançar tal narrativa quando a corrupção não tem ganho material; no caso, quando já ficou demonstrado que o ex-presidente não é dono do tal triplex. Lula seria um caso único na história da humanidade, alguém que ganha propina sem se beneficiar dela: um corrupto altruísta.
Contrasta, com narrativa tão frouxa, a precisão da pena a ser aplicada a Lula. Além de preso, ele deve devolver os R$ 87.624.971,26 (oitenta e sete milhões, seiscentos e vinte e quatro mil, novecentos e setenta e um reais e vinte e seis centavos) que teria recebido de forma indevida da OAS. A bola de cristal de Dallagnol deve estar bem turbinada, para, sem qualquer documento que comprove, com base apenas em convicções e indícios vagos, ser capaz de calcular na casa dos centavos as propinas recebidas.
Na página 3, porém, a Folha ostenta um artigo de Deltan Dallagnol, não sobre o parecer contra Lula, mas para uma exaltação genérica à Lava Jato. Tem algo de errado nos concursos públicos, se o ingresso no MPF é tão concorrido e ainda assim passa gente desse naipe. Dallagnol empilha lugares-comuns e pretensas frases de efeito, sem conseguir construir nenhum percurso argumentativo. Eu diria que parece uma redação de um estudante dos últimos anos do ensino fundamental, mas isso ofenderia a brava gurizada que tem mostrado, na luta pela educação, uma inteligência e um senso crítico que passam longe do pavão de Pato Branco.
Como vexame pouco é bobagem, no meio do texto Dallagnol atribui a Maquiavel, com aspas e tudo, uma versão modificada de uma frase que é provavelmente de Artur Bernardes e que Getúlio Vargas gostava de citar. Ele deve ter estudado história do pensamento político na mesma turma de seus colegas do MP paulista, aqueles que criaram a parceria de Marx e Hegel.

Luis Felipe Miguel
Professor de Ciência Politica - UnB