sábado, 18 de fevereiro de 2017

VEREADORA DAIANE DIAS ASSUME A VEREANÇA ACOMPANHADA POR GÊMEOS RECÉM NASCIDOS




Intervenção da vereadora Daiane Dias (PSB) referindo-se à decisão de não tirar licença maternidade mantendo os filhos gêmeos na Câmara de Vereadores durante suas atividades.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

CHINA NO CAMINHO DE SER A MAIOR POTÊNCIA

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. EFE
Quem diria, a China que até a Segunda Guerra Mundial era praticamente uma colônia das potências mundiais, especialmente a Inglaterra, e enfrentou uma agressiva invasão japonesa, apresenta-se nesse momento como concorrente , já difícil de ser vencida, a ser a maior potência mundial.
No percurso desafios quase insuperáveis mas que foram de uma forma ou de outra , nem sempre talvez a melhor possível, pelo governo comunista inaugurado por Mao Tse Tung.

LEIA A NOTÍCIA >>>http://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/27/internacional/1485521277_809514.html 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O PIOR DOS BRASIS, A SAÍDA NINGUÉM SABE - P.R.Baptista

Petistas ou simpatizantes de Lula, ou apenas cidadãos indignados com a situação de exceção que vive o país,  cobram dos que bateram panelas antes que façam o mesmo agora contra Temer e seu desgoverno.
Mas Temer e o PMDB,  até pouco tempo os aliados mais fortes do governo Dilma, ganharam o poder graças ao golpe apoiado pelos que agora são convocados a se manifestarem.
Bater panelas nesse momento seria reconhecer, da parte deles, que cometeram um erro. Ademais muitos até apoiam Temer. Ou simplesmente esgotaram sua capacidade de participação política limitada a um breve e insuflado papel de figurantes.   
Ao mesmo tempo os que querem reviver os panelaços parece que se sentem constrangidos de fazê-lo por contra própria, primeiro porque ridicularizaram tanto essa forma de protesto anteriormente ou, então, por não se sentirem com apoio suficiente.
Ou seja a enxurrada de manifestações que lançam críticas e apelos contrários ao golpe, parece não ganhar corpo através de ações concretas através das diferentes instâncias de participação, a começar pelos sindicatos, as associações, as entidades, os movimentos populares, envolvendo a sociedade de forma mais ampla.
Sabe-se que se vive hoje o pior dos Brasis.
A saída, nesse momento, ninguém sabe.

AS MULHERES E A CRISE POLICIAL NO ESPÍRITO SANTO - P.R.Baptista

Piquete de mulheres impedindo a saída dos policiais 
A crise policial no Espírito Santo, que alcançou uma profundidade e uma gravidade que eram talvez imprevisíveis, só avançou para ser superada depois de um longo e doloroso processo.
O saldo do número de mortos e prejuízos das mais diversas ordens sobressaindo a econômica, impressiona e exige uma avaliação muito séria.
São fatos que não podem ocorrer de forma tão descontrolada, e muito menos se repetirem ( o que pode estar se desenhando no Rio) principalmente tendo-se presente que foi desencadeado a partir da ação de um grupo relativamente restrito de mulheres e familiares dos policiais impedindo a saída deles dos quartéis.
Mulheres impedindo a saída de policiais no Rio
Considerando o papel tão central que as mulheres assumiram como considerar sua ação no contexto da atuação política das mulheres como um todo?
Poderia ser considerado como um ato de afirmação política?
Uma demonstração de poder, de empoderamento?
Bom momento para as próprias mulheres e as feministas se deterem a examinar e opinar.
Até esse momento é desconhecido que tenha surgido qualquer análise nesse sentido.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

FERNANDA MIRANDA ESTÁ ISOLADA? - P.R.Baptista


Logo após a votação que aprovou a chamada Taxa do Lixo ( um nome talvez apropriado considerando o que cercou  sua aprovação) por 11 votos a 9 com mudanças de voto à última hora e a ausência do ex-vereador Anselmo Duarte propiciando que o voto do PDT, contrariamente à intenção do partido, fosse pela aprovação, nos vimos diante, já na nova composição da Câmara, da votação da Reforma Administrativa.
Resultado: 19 votos contra um (01) , sendo o voto solitário da vereadora Fernanda Miranda (PSol).
Isto poderia estar a indicar que o Bloco Democrático,  formado por três vereadores do PDT (Marcus Cunha, Cristina Oliveira e Eder Blank), dois do PT (Marcos Ferreira, o Marcola, e Ivan Duarte) e uma do PSOL (Fernanda Miranda), pelo menos nessa votação, não teria tido uma boa estreia.
Ou teria algo a ver com declaração feita pela vereadora, contrariamente ao que lhe teriam dito que acabaria por se submeter, afirmando que não acederia a acordos e conchavos tão comuns em câmaras de vereadores.
O Bloco Democrático, é bom lembrar, nasceu pela ideia de seus integrantes, de que a minoria de oposição é essencial à democracia no Parlamento.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

ARGENTINOS QUE SÃO ESQUECIDOS - Marcus Bruno

Mais um caso de argentina esquecida pela família aconteceu nesta sexta-feira (13) no norte de Florianópolis. Dona Maria Elena Pérez, de 54 anos, disse que se perdeu dos parentes na praia dos Ingleses, onde estão hospedados, e que a família foi passar o dia no Sul da Ilha sem ela. Para piorar, a senhora teve os pertences furtados e ficou sem dinheiro.
Outra turista argentina encontrou Maria caminhando perdida e chorando na rua das Gaivotas e levou a mulher até uma imobiliária para pedir ajuda. Só que ela não sabe onde a família está hospedada.
— Aqui me deram de comer porque roubaram meu dinheiro na praia. Eu não vi nada porque foi quando entrei no mar — contou à reportagem a moradora de San Miguel de Tucumán, no norte da Argentina, e que está pela segunda vez veraneando na capital catarinense.
Dona Maria Elena ficou com o celular descarregado. Conforme Anderson Pompeu, corretor da imobiliária onde ela bateu na porta, a argentina sabe o número do marido de cor, mas chama e ninguém atende.
— Sorte que a gente tinha sobrando uma marmita inteira de uma funcionária que não quis almoçar aqui. Agora ela está comendo. Está mais tranquila. Antes ficava chorando e fumando um cigarro atrás do outro — disse Anderson.
Quando a imobiliária fechou, às 19h, ela foi levada até a 8ª Delegacia de Polícia. Em seguida, segundo informações do plantão, policiais militares conseguiram localizar os parentes da Dona Maria.
Esse é o segundo caso parecido nesta temporada. Em dezembro, argentinos esqueceram jovem em posto de combustíveis em Santana do Livramento. Na temporada passada, foram três casos de argentinas esquecidas no Rio Grande do Sul por famílias que vieram passar o verão em Santa Catarina.
Em fevereiro de 2016, uma mulher procurou socorro em um posto de gasolina para o carro do marido, enguiçado a cerca de 20 km. Quando voltou, o carro dele não estava mais lá. Dias antes, um casal de argentinos esqueceu a filha de 19 anos num posto de gasolina da BR-290, em Eldorado do Sul. Em em janeiro, um argentino deixou a esposa num posto de Passo Fundo, após voltar para casa das férias.

Por: Marcus Bruno- ZH
mailto:marcus.bruno@horasc.com.br

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

FOTOGRAFIA - Lânderson Antória Barros

Entre as fotos publicadas em A METADE SUL no decorrer de 2016, um destaque todo especial merece a foto de Landerson Antória Barros, que se mostra um  inspirado exemplo de fotojornalismo de qualidade e passa a ser parte da galeria de A METADE SUL.
Na foto aparece o ministro de Desenvolvimento Social, Osmar Terra em visita a Pelotas. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

OPERADORAS DE TELEFONIA E EXTORSÃO - P.R.Baptista

Á privatização da telefonia foi alardeada como a solução para todos os problemas no setor, teoria vendida à custa de muita propaganda milionária na grande mídia.
No entanto, no meu caso, depois de sucessivos incômodos, decidi ter o serviço pré-pago  supondo, embora o custo mais elevado, que estaria livre das injunções da empresa.
Pois bem, isto durou até que, comprando 30 reais de crédito, passei inacreditavelmente a não conseguir mais completar ligações.
Estava aguardando o que fazer quando num dia de chuva , descendo do carro atrasado para uma reunião , tentando abrir o guarda- chuva e pulando para não pisar nas poças, tocou o telefone.
Alguém muito atencioso, supostamente da parte da empresa , iniciou me dizendo que tinham detectado que meu telefone estava com algum problema mas que iriam agilizar a solução e , para me ressarcir do prejuízo, me ofereciam alguma vantagem gratuitamente que não foi possível entender integralmente do que se tratava . Me pediu para confirmar o nome de minha mãe e CPF.
Eu, entrando às pressas no elevador e olhando para o relógio, confirmei.
Isto é tudo que me lembro.
Pois bem, não demorou muito e passaram a me ligar insistentemente me cobrando o atraso no pagamento de um contrato que teria com a empresa. Insistentemente quero dizer em torno de 10 vezes por dia, todos os dias.
Sabe-se que os serviços telefônicos são os que mais apresentam reclamatórias no Brasil, ou seja, o serviço está longe de ser satisfatório.
Está explicitada a exploração que se faz da população.
Entendo que o "contrato" que tenho com a empresa é um embuste, algo arrancado de má fé,  mas esse tipo de embuste está sendo imposto à população de forma descarada.
Para que fique bem claro a empresa à qual me refiro é a Claro.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

PRIMEIRAS BICICLETADAS

Essa é histórica.... preparativos para uma Bicicletada partindo da frente do jornal Diário Popular.
No centro da foto, fundadores do Movimento de Usuários de Bicicleta de Pelotas, Guto King, Horácio Severi e P.R.Baptista ( também criador do blog PINHA LIVRE).
Não aparece Giancarlo Bachieri também integrante do grupo.
Na calçada, fazendo uma matéria para o jornal, Joice Lima.
Um período de muitas atividades tendo como um dos frutos mais importantes a criação da ciclo-faixa da Andrade Neves....

domingo, 22 de janeiro de 2017

FOTOGRAFIA - Valéria Andrade


Foto de Valéria Andrade que passou a ser compartilhada em larga escala sem destacar a autoria.
A ideia que passa é de um encontro de vampiros.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

JARDEL, GOL CONTRA - P.R.Baptista

A cassação de Mário Jardel (PSD), depois de muitos lances grotescos, acabou passando meio batido mas sempre é bom ressaltar o que representa a má indicação de candidatos baseados apenas na notoriedade frequentemente esportiva
Jardel, ídolo do Grêmio Futebol Porto-alegrense, elegeu-se deputado estadual na leva de outros tantos que apresentam como plataforma eleitoral, para tratar das questões relevantes da política, seus dotes como artistas, comentaristas de televisão ou jogadores de futebol.
Mas foi uma trajetória curta e cercada de denúncias de corrupção explícita que acabaram provocando sua cassação.
A cassação deu-se por unanimidade em sessão da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na tarde 22/10/2016. Ele não compareceu para se defender no plenário nem foi representado por seus advogados. Por 51 votos, os deputados estaduais aprovaram a resolução da Comissão de Ética Parlamentar recomendando a cassação de Jardel.
O processo por quebra de decoro parlamentar contra Jardel se arrastou por cerca de um ano. Em novembro de 2015, o ex-atacante e pessoas próximas a ele foram alvo da Operação Gol Contra, do Ministério Público gaúcho, que apurou irregularidades em seu gabinete como extorsão de funcionários, desvio de verbas em benefício próprio e nomeação de servidores fantasmas.
Em fevereiro de 2016, o MP-RS ofereceu denúncia contra Jardel e outras dez pessoas. Segundo as autoridades, ele comandava uma organização criminosa que tinha como objetivo obter vantagem financeira às custas dos cofres públicos.
A investigação do MP-RS desencadeou o processo disciplinar na Assembleia Legislativa. Nos últimos meses, os advogados de Jardel apresentaram motivos médicos para postergar o máximo possível a tramitação do processo no parlamento gaúcho. Foram entregues sucessivos atestados alegando depressão. 
Jardel se tornou ídolo do Grêmio nos anos 1990, fez sucesso no futebol português e chegou a defender a seleção brasileira. Ele foi eleito em 2014 para seu primeiro mandato como deputado estadual, com mais de 41 mil votos.
No entanto isto não impediu que tivesse seu momento de destaque quando seu voto foi decisivo na aprovação da lei que eleva alíquotas do ICMS por 27 votos a favor e 26 contra.
A cena em que declara seu voto, levado pelo braço pelo deputado Catarina Paladini, entrou para os anais da política gaúcha.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

REDE GLOBO, MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO


UMA REFLEXÃO SOBRE A TAXA DO LIXO - P.R.Baptista


A recente aprovação da chamada Taxa do Lixo, deixou exposta a fragilidade de nosso sistema partidário do que tiram proveito os governos em exercício e os políticos oportunistas.
A Taxa do Lixo, proposta pelo ex-prefeito Leite, nos últimos dias de seu mandato, nas últimas horas para ser mais exato, já chegou na Câmara de Vereadores contaminada por esse vício, do oportunismo, inclusive do descumprimento de palavra dada.
Como se sabe quando da aprovação do aumento do IPTU em 2014 o prefeito tinha assumido o compromisso, em contrapartida, de não propor a criação da taxa .
Não obstante, mal passaram as eleições municipais em outubro, encaminhou a proposta.
Como denominar a atitude de escamotear essa discussão do debate eleitoral?
Mesmo assim, no atropelo, sem que se tornasse possível estabelecer uma maior mobilização da população e da opinião pública, a votação foi apertada e poderia ter sido outra.
A taxa que será cobrada da população pelotense a partir de 2017 foi aprovada por 11 votos a favor e nove votos contrários,  às 18h45 da sexta-feira, 30/12, na última sessão extraordinária da 19ª Legislatura!
Votaram a favor da taxa os vereadores: Luiz Henrique Viana (PSDB), Tenente Bruno (PTB), Edmar Campos (PSDB), Anderson Garcia (PTB), José Sizenando (DEM), Rafael Amaral (PP), Velocino Cardoso (PDT), Marcão (PMDB), Waldomiro Lima (PRB), Roger Ney (PP) e Idemar Barz (PTB).
    Foram contra a taxa do lixo: Ivan Duarte (PT), Beto Z3 (PT), Marcos Ferreira (PT), Marcus Cunha (PT), Ricardo Santos (PCdoB), Dila Bandeira (PSDB), Professor Adinho (PDT), Toninho Peres (PSB) e Vitor Paladini (PMDB).
Tendo em conta que o PDT tinha posição contrária à aprovação, o voto de Velocino é inexplicável principalmente considerando-se que substituía o titular Anselmo Rodrigues que tirou licença.
Não foi divulgada nenhuma nota do PDT esclarecendo essa substituição e esse voto.
A reversão de um único voto tornaria a votação empatada sendo decidida pelo voto de Minerva do vereador Ademar Ornel.
Cabe ressaltar também que o Tenente Bruno votando pelo PTB tinha saído do PT pelo qual se elegeu.
Nem cabe comentar a postura de Rafael Amaral que dois dias antes abrira publicamente seu voto contra a taxa e votou a favor.
É de se destacar a postura de Dila Bandeira que embora na situação votou contra.
Como lição, sem dúvida, fica a necessidade imperiosa de os partidos que se propõem a ter alguma seriedade em suas ações terem critérios menos oportunistas na escolha de seus filiados e, principalmente, de seus candidatos.



OS ESTADOS UNIDOS E O GOLPE DE 2016 - Brian Mier

O Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim reproduz artigo de Brian Mier, geógrafo norte-americano e editor da Brasil Wire (clique para ler o texto original em inglês):
Como os americanos ganharam com a queda da Dilma O que sabemos, o que não sabemos e o que podemos deduzir sobre o papel de hegemonia geopolítica no “golpe suave” que retirou a Presidenta Dilma Rousseff e seu governo

OS ESTADOS UNIDOS E O GOLPE DE 2016 - Brian Mier
Durante uma visita recente a Porto Alegre, o professor e escritor cubano Raúl Antonio Capote Fernandéz falou sobre o processo de 20 anos de recrutamento que resultou no Projeto Gênesis da CIA. O objetivo da CIA era de fomentar um “golpe suave” em Cuba, utilizando um aplicativo, parecido com Twitter, para gerar descontentamento com o governo cubano e, através do financiamento e capacitação para artistas, estudantes e professores (utilizando-se de ONG’s) criar um partido de oposição de falsa esquerda. Fernandéz falou que estratégias parecidas eram aplicadas na Venezuela, Irã e Líbia e continuavam a ser implementadas em muitos outros países no terceiro mundo. Ele falou, também, que uma estratégia-chave do “golpe suave” é solapar os pilares de um governo até que ele imploda, gerando caos. “Com o país em caos,” ele disse, “é possível recorrer a meios mais extremos.” Fernandéz relatou que o projeto Gênesis foi baseado nas teorias de Gene Sharp sobre o “golpe suave”. No caso cubano, o projeto da CIA enfraqueceu em 2006, quando Fidel Castro renunciou. De acordo com Fernandéz, os fatores que causaram o fracasso do plano em Cuba foram: 1) O Agente Darsi Ferrer desistiu dos seus planos de participar da geração de notícias falsas sobre o “caos em Cuba” que seriam espalhadas nas companhias de mídia americanas em 2006; 2) Os EUA subestimaram a inteligência do povo cubano; 3) a má compreensão sobre a revolução cubana, tida apenas como o culto à personalidade construído sobre Fidel Castro ao invés da expressão da vontade coletiva da grande maioria da população cubana; e 4) o fato de que a inteligência cubana sabia sobre o projeto o tempo todo e a CIA, inadvertidamente, contratou um agente duplo para gerenciar Projeto Gênesis. Por uma questão retórica vou supor que Fernandéz está falando a verdade e vou procurar fazer alguns paralelos entre a tentativa de “golpe suave” fracassado em Cuba e o “golpe suave” brasileiro de 2016, com o intuito de lançar alguma luz sobre o possível envolvimento do estado norte americano em todo este processo. Quando eu me refiro ao estado norte americano, penso no que Buci-Glucksmann chama de o “estado expandido” - não apenas o governo e suas instituições, mas a mídia comercial, o setor empresarial, partidos políticos e instituições de ensino que suportam tal estado. A primeira pergunta que farei é: Como os Estados Unidos podem se beneficiar de um golpe suave no Brasil? Algumas possíveis razões estão abaixo:

SEGUE  >>>>

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

DEPUTADO VALE MAIS QUE PROFESSOR? - Eliézer Oliveira

Para ser professor na Colônia de Pescadores Z-3 eu recebo, em valores brutos, (sem descontos) R$ 1.260,20.
O Deputado Pedro Pe...reira, tucano de Canguçu, para ser Deputado Estadual recebe R$ 25.322,25.
Para dar aulas na Colônia de Pescadores Z-3 eu não tenho ninguém que me assessore.
O Deputado Pedro Pereira tem R$ 69.817,75 a sua disposição para o pagamento de seus assessores.
Para dar aulas na Colônia de Pescadores Z-3 não recebo nada do Estado para comprar cadernos, canetas, livros, combustível, pagar telefonemas e nem indenização pelo uso do meu carro.
O Deputado Pedro Pereira recebe R$16.690,00 para gastar livremente com o seu gabinete (telefonemas,material de expediente, combustível, indenização pelo uso do veículo, publicações), e se sobrar algum troco ele não se perde, pelo contrário, soma-se aos novos dezesseis mil seiscentos e noventa reais do novo mês.
Para dar aula na Z-3 eu pago o meu combustível, no que sou ajudado por alguns colegas que vão e vêm de carona solidária comigo. Nunca fui indenizado pelos pneus estourados, rodas inutilizadas, alternadores estragados, rolamentos, bobinas, amortecedores....
O Deputado Pedro Pereira, em outubro de 2016 (último mês publicado no site da transparência), recebeu R$ 3.091,02 de combustível e mais R$ 7.252,61 de indenização pelo uso do veículo próprio. R$ 10. 342,63 de gasto com o carro apenas num mês.
Para que eu participe de algum curso, encontro, atividade fora da Colônia de Pescadores Z-3 eu tenho que pagar a minha viagem, hospedagem, alimentação, transporte e tudo o mais do meu bolso.
O Deputado Pedro Pereira, apenas em 2016 retirou R$ 55.755,93 de diárias.
Várias vezes fui a Porto Alegre para protestar contra os ataques do Sartori contra os seus projetos políticos que pretendiam retirar direitos dos professores.
O Deputado Pedro Pereira sempre votou a favor dos projetos do Sartori porque ele entende que o Estado está em crise e precisa resolver as suas finanças com o sacrifício dos educadores.
Depois que o Sartori assumiu eu e meus colegas já perdemos um monte de direitos.
Depois que o Sartori assumiu o Deputado Pedro Pereira não perdeu nenhum de seus privilégios.
SARTORI NÃO FAZ NADA SOZINHO, ELE CONTA COM DEPUTADOS COMO ESSE PARA COLOCAR EM PRÁTICA O SEU PROJETO DE MALDADES.
PENSO QUE ESTEJA NA HORA DE NÃO APENAS NOS DEFENDERMOS DE QUEM NOS ATACA, VAMOS ATACAR OS PRIVILÉGIOS DE QUEM ATACA OS NOSSOS DIREITOS.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

MASSACRE DE MANAUS EXPÕE FALÁCIA DA PRIVATIZAÇÃO DE PRESÍDIOS - João Filho


"MASSACRE DE MANAUS EXPÕE FALÁCIA DA PRIVATIZAÇÃO DE PRESÍDIOS
NA ÚLTIMA COLUNA do ano passado, escrevi sobre a anacrônica visão do ministro da Justiça sobre as questões de segurança pública. Sua pretensão é aumentar o número de prisões por crimes relacionados às drogas e, ao mesmo tempo, deixar de usar os recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) nos presídios para realocá-los em outras áreas de segurança pública. Em setembro último, o STF frustrou o ministro e o obrigou a fazer óbvio: utilizar os recursos do fundo para o que ele foi criado, na construção, reforma, ampliação, modernização e aprimoramento de estabelecimentos penais. A quem interessa o sucateamento do já combalido sistema penitenciário? Ao que parece, apenas às empresas interessadas em lucrar administrando presídios e políticos financiados por elas.
O Massacre de Manaus expôs a falácia de que a privatização de presídios traz eficiência para o sistema. O Compaj (Complexo Penitenciária Anísio Jobim) foi concedido à iniciativa privada há mais de dois anos e abrigava durante a rebelião o triplo de detentos em relação a sua capacidade, segundo o próprio governo do Estado. Peritos ouvidos pelo UOL afirmaram que a gestão terceirizada facilitou o massacre. Numa inspeção realizada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em outubro do ano passado, o Compaj foi classificado como “péssimo” para a ressocialização dos presos, que estão sem nenhuma assistência social, jurídica, educacional e de saúde – uma tragédia anunciada. Ainda segundo o relatório do CNJ, presos que ainda não foram condenados pela Justiça ficam em celas com outros já condenados. Ou seja, um inocente ou um ladrão de goiaba pode desfrutar da convivência diária com um líder de facção criminosa de alta periculosidade condenado por homicídio. O crime organizado agradece ao Estado pelos serviços prestados nessa parceria de sucesso.
É com essa excelência que estão funcionando os presídios de Manaus cujas administrações estão sob os cuidados da iniciativa privada: superlotação, livre trânsito de armas e drogas, disputa sangrenta entre facções criminosas. A empresa que lucra com a tragédia chama-se Umanizzare (“humanizar” em italiano) – uma ironia que está em sintonia com a era da pós-verdade. Se os lucros ficam com a empresa (recebeu R$651 milhões dos cofres públicos entre 2013 e 2016), a responsabilidade em garantir condições dignas para o cumprimento da pena ainda é do Estado.
A Umanizzare é uma grande doadora eleitoral. A empresa doou R$ 300 mil para a campanha do governador reeleito do Amazonas, José Melo (PROS). Já seus acionistas doaram R$ 212 mil ao ex-deputado federal Carlos Souza (PSD-AM), que é – vejam só que curioso – réu por tráfico de drogas. Se sobrou dinheiro para a empresa bancar políticos amigos, faltou para investir no pessoal que trabalha no inferno dos presídios. Os funcionários não têm plano de carreira e a média salarial é de R$1.700. Não é à toa que, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap), só no ano de 2016, ao menos 53 presos fugiram e oito túneis foram construídos em presídios administrados pela iniciativa privada – um choque de eficiência!
E como reagiram nossos servidores públicos responsáveis pela manufatura dessa bomba-relógio?
Bom, o presidente não-eleito ficou quatro dias calado diante da segunda maior chacina ocorrida na história do seu país. Quando apareceu, apresentou um novo Plano de Segurança com mais do mesmo e classificou a escandalosa omissão do Estado que resultou em 56 mortos de “acidente pavoroso”. Pior: afirmou que os agentes estatais não podem ser responsabilizados, já que o presídio é terceirizado – o que é mentira, porque a segurança dos presos é uma responsabilidade do Estado, segundo a Constituição.
Alckmin lavou as mãos e disse que “não há nenhuma relação com São Paulo”. Nenhuma mesmo, a não ser o fato de o PCC ter crescido absurdamente nos presídios paulistas durante suas gestões antes de se espalhar pelo Brasil. O monstro cresceu tanto que o governo teve que sentar com Marcola, líder da facção, para negociar o fim da onda de ataques de 2006. O governador não parece também ter visto grande problema no Massacre do Carandiru – episódio que pariu o PCC – já que chegou a nomear um dos acusados da chacina como chefe da ROTA.
Já o governador do Amazonas minimizou o massacre dizendo que entre as vítimas “não tinha nenhum santo. Eram estupradores e matadores”, numa reflexão que caberia confortavelmente na caixa de comentários do G1. É como se a qualidade dos crimes dos mortos amenizasse o flagrante descumprimento da Constituição e a violação dos Direitos Humanos pelo Estado. Em seguida, o governador culpou a eficiência da sua gestão no combate ao tráfico de drogas: “em dois anos de governo, nós já apreendemos 21 toneladas de drogas, o que representa o quantitativo apreendido por todos os outros governos que me antecederam, e praticamente dobramos a população carcerária com prisões voltadas sobretudo para essa questão de tráfico de drogas”.
É justamente essa fracassada guerra às drogas e o seu consequente encarceramento em massa que contribuem para a instalação do caos no sistema penitenciário. A lógica que levou ao massacre é apresentada como solução: é preciso prender mais gente, construir mais presídios e, de preferência, conceder suas administrações às empresas cujos lucros aumentam de acordo com o número de presos.
Na sexta-feira, houve novo massacre com 33 mortos em um presídio estatal de Roraima e, ao que tudo indica, comandado pelo PCC. Foram duas matanças em uma semana – número maior que o desejado pelo ex-secretário de Temer, Bruno Júlio (PMDB), que caiu após dizer que “tinha que fazer uma chacina por semana”.
Se levarmos em conta o Plano de Segurança apresentado por Temer, cuja vertente principal é a construção de presídios, o ciclo que fortalece o crime organizado permanecerá. O Zé das Couves entra na cadeia por roubar galinha ou vender baseado e é obrigado a integrar alguma facção criminosa em troca de proteção para ele e sua família. Foi assim que o PCC nasceu, cresceu e tornou-se o monstro que comanda o sistema carcerário e articula o crime organizado fora dele. Essa política fracassada não é novidade, todos os governos anteriores insistiram nela. E lá vamos nós, mais uma vez, enxugar iceberg com paninho de prato…"

8 de Janeiro de 2017, 10h12

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

É justo as mulheres se aposentarem apenas aos 65 anos, como os homens?

Igualar a idade de aposentadoria e o tempo de contribuição entre homens e mulheres é um dos pontos da proposta de Reforma da Previdência anunciada pelo governo. Em discussão na Câmara dos Deputados, o texto estabelece um mínimo de 65 anos de idade e 25 anos de contribuição para ambos os sexos.
Hoje, os números são menores para elas: 30 anos de contribuição ou 60 anos de idade contra os 35 anos de contribuição ou 65 de idade dos homens.
O argumento do governo Michel Temer é que as mulheres vivem mais - em média até os 79,1 anos -, e acabam recebendo o benefício por mais tempo. Estabelecer os mesmos limites corrigiria essa distorção.
A justificativa oficial não é consenso entre especialistas. Defendida por parte dos economistas como medida necessária para amenizar o rombo previdenciário, é considerada por outros como ameaça à qualidade de vida das mulheres.