domingo, 25 de setembro de 2016

Carta de Eugênio Aragão a Rodrigo Janot sobre Ministério Público, Mensalão e Lava Jato

TRECHOS DA CARTA
Investigados e réus não são troféus a serem expostos e não são “meliantes” a serem conduzidos pelas ruas da vila “de baraço e pregão” (apud Livro V das Ordenações Filipinas). São cidadãos, com defeitos e qualidades, que erraram ao ultrapassar os limites do permissivo legal. E nem por isso deixo de respeitá-los.
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Na crítica à Lava Jato, entretanto, tenho sido franco e assumido, com risco pessoal de rejeição interna e externa, posições públicas claras contra métodos de extração de informação utilizados, contra vazamentos ilegais de informações e gravações, principalmente em momentos extremamente sensíveis para a sobrevida do governo do qual eu fazia parte, contra o abuso da coerção processual pelo juiz Sérgio Moro, contra o uso da mídia para exposição de pessoas e contra o populismo da campanha pelas 10 medidas, muitas à margem da constituição, propostas por um grupo de procuradores midiáticos que as transformaram, sem qualquer necessidade de forma, em “iniciativa popular”.
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Procuro viver com honra e, por isto, honestamente, educando seis filhos a comer em pratos Duralex, usando talheres Tramontina e bebendo em copo de requeijão, para serem brasileiros honrados, dando valor à vida simples.
Diferentemente do Senhor, não fiquei calado diante das diatribes políticas do Senhor Eduardo Cunha e de seus ex-asseclas, que assaltaram a democracia, expropriando o voto de 54 milhões de brasileiros, pisoteando-os com seus sapatinhos de couro alemão importado. Não fui eu que assisti uma Presidenta inocente ser enxovalhada publicamente como criminosa, não porque cometeu qualquer crime, mas pelo que representa de avanço social e, também, por ser mulher.

>>> LEIA NA ÍNTEGRA

sábado, 24 de setembro de 2016

Entrevista com o sociólogo Aldo Fornazieri que analisa os procedimentos de Moro



O Juiz Sérgio Moro julga e conduz o processo penal de acordo com suas convicções ideológicas e não por mero estrito cumprimento penal e processual penal. Diversas nuances durante este processo foram suscitadas e levantadas no que tange as nulidades processuais. Ora, se o princípio da justiça e da magistratura é se afastar ao máximo da parcialidade, e sendo que este processo está sendo acompanhado por toda classe jurídica, e 95% desta classe jurídica ( doutrinadores, magistrados, advogados, defensores públicos e promotores) repudia a condução deste juiz no referido processo. O que esperar para que o próprio juiz reconheça a suspeição para julgar com isonomia e imparcialidade??? Ou o CNJ e o STF façam alguma coisa, ou essa classe jurídica irá se rebelar!!!
Thiago Delgado

domingo, 18 de setembro de 2016

DENÚNCIA DO MPF CONTRA LULA,Marisa Letícia e outras seis pessoas ( Documento na íntegra)

DENÚNCIA DO MPF CONTRA LULA,Marisa Letícia e outras seis pessoas ( Documento na íntegra)
TEXTO
http://s.conjur.com.br/dl/denuncia-lula-apartamento.pdf 

VIDEO
https://www.youtube.com/watch?v=z9epHji4syE

BRICS : A Luta é questão de vida ou morte


Pode ser apenas um ponto de vista, talvez até seja, mas pode explicar muita coisa... até o golpe...

QUESTÕES AOS CANDIDATOS À PREFEITURA DE PELOTAS

Em Pelotas há quatro candidatos com potencial de voto capaz de influir e decidir as eleições municipais desse ano.
Muitas são as questões formuladas pelas quais se procura , dentro de um processo eleitoral limitado como o atualmente adotado, obter respostas, o eleitor em especial.
A METADE SUL contribui com as seguintes.

JURANDIR SILVA
O PSOL tem procurado manter, de modo geral, a linha política de não fazer coligações. Dizemos de modo geral porque já existem várias situações nas quais essa conduta não foi adotada. No Rio Grande do Sul, por exemplo, já fez coligação com o PV quando esse já estava identificado com uma postura bastante reacionária. Mas, em Pelotas, talvez se possa dizer que tem sido a conduta adotada. Se não passar para o segundo turno o PSOL poderia tirar de suas bases uma definição de apoiar alguma outra candidatura? Ou, se passar, buscará apoio de outros partidos?


PAULA MASCARENHAS
Do ponto de vista ideológico é uma candidatura que não demonstra clareza. A candidata ingressa na política pelas mãos de Bernardo de Souza dentro do PSB, posteriormente segue-o para o PPS. É nessa sigla que compõe no governo Leite (PSDB) ocupando a vice-prefeitura. Ao final do governo busca aproximação com o PMDB e, a seguir , com o PSB. Em ambos os casos se depara com divergências internas dos partidos e recua. Finalmente, quando Leite decide não concorrer, filia-se ao PSDB. Publicamente, inclusive em entrevista, já se declarou socialista adepta do pensamento de Norberto Bobbio. Será que entende que socialismo identifica-se com o pensamento de esquerda ou discorda? Ou se considera de esquerda? Filia-se, contudo, ao PSDB que nada representa de socialismo, pelo contrário.  Não se pode ver, portanto, com clareza exatamente onde se situa ideologicamente. Isto talvez pudesse se fazer mais claro se, em algum momento, manifestasse sua opinião a respeito, o que não consta que tenha feito, do momento político brasileiro e externasse, por exemplo, qual o entendimento que tem do impedimento da presidenta. Entende que foi um golpe ou um procedimento, como defende o PSDB até por ter sido influente nesse processo, que correu dentro da normalidade institucional?


MIRIAM MARRONI
É acusada pelo prefeito Leite de ser meramente  sucessora de um tipo de dinastia "dos Marroni" considerando que seu marido, Fernando Marroni, já foi candidato e prefeito de Pelotas. Como se defende dessa acusação? Como justifica, também, candidatar-se considerando que vencendo a eleição teria que deixar o cargo que atualmente ocupa de deputada estadual e a cidade e a região tem uma representação reduzidíssima na Assembléia.



ANSELMO DUARTE
Qual a versão que apresenta para a cessão, em seu governo, por comodato ao SESI, por 99 anos, da área de 16 hectares do Parque do Trabalho. Como contrapartida, a Prefeitura teria garantido o direito de usar o espaço para a realização de programas sociais, educacionais, culturais, da área da saúde e eventos de interesse da comunidade. Esta área é privilegiada e, inclusive, foi cedida já com instalações entre as quais arquibancada junto a um campo de futebol. Pelotas vive, há anos, o dilema de não dispor de um local adequado para a realização de eventos como o Carnaval. Se a Prefeitura não tivesse cedido esta área, por 99 anos conforme o contrato, não poderia atender inclusive a esta finalidade assim como muitas outras ?

sábado, 17 de setembro de 2016

ENCONTRO CARTOLA E LECI BRANDÃO



Gravado em 1974, o programa traz Cartola e Leci Brandão cantando e contando fatos de suas vidas. Cartola conta do começo da carreira, da parceria com Dona Zica e da Mangueira. Canta "Alvorada no Morro", "Ao Amanhecer", "Disfarça e Chora" e "Acontece", entre outras.
Leci Brandão fala do preconceito que enfrentou por ser mulher e conta outras histórias.
Ela canta várias músicas. Entre elas "Pensando em Donga"

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O INSÓLITO ÔNIBUS DE SOM DA CHAPA 45



Temos insistido em criticar a propaganda eleitoral sonora ainda hoje vista por muitos candidatos como eficiente para chamar a atenção.
Não se deram conta ainda, esses candidatos, que ela frequentemente, em vez de lhes ser favorável . causa, isto sim, irritação.
Até agora, no entanto, estava acostumado a ver automóveis, camionetas ou até bicicletas a fazer essa propaganda.
Surpreendeu-me, portanto, encontrar num dia de semana, na praia vazia do Laranjal, durante uma tarde extremamente ventosa, um ônibus a transitar lentamente fazendo propaganda da candidata Paula.
Primeiro pelo fato de ser um ônibus, um ônibus vazio.
E, depois, por não ter audiência, a não ser a dos cães sem dono que eternamente vagam pela praia.
Mas deve haver uma explicação ainda que, por enquanto, ela me fuja ao entendimento.
Até agora a impressão que me ficou é tratar-se de um ônibus fantasma.




segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Novidades do Nei A. Pies

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O menino e o sapinho

O menino e o sapinho

Categorias: Poema, Rosangela Trajano
Era uma vez um menino Amigo de um sapinho Que ninguém entendia O seu meigo jeitinho. Como ser amigo De um bichinho Que nada diz Nem faz carinho. Mas o menino sabia Que aquele sapinho Era o seu bom amigo O mais queridinho. Pois numa certa noite O sapinho desapareceu O menino procurou Nem adormeceu. Viu o dia raiar Nada …
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A utilidade da internet para os sábios

A utilidade da internet para os sábios

Categorias: Internet, Israel Kujawa, Meios de Comunicação, Utilidade
Por meio da internet podemos informar que a humanização da sociedade se dará com políticas de distribuição justa e sustentável dos bens naturais, materiais e culturais, produzidos por nossa civilização. Podemos entender que a crise política vivida no Brasil tem relações com o período de 1964-1985. Existem muitas coisas que poderiam ser feitas, mas deixam de ser realizadas por que …
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FAÇAMOS OS NOSSO MILAGRES - Ricardo Almeida

“Os únicos derrotados são os que deixam de lutar”.
José Pepe Mujica

Durante este período de crise econômica, moral e política que estamos atravessando no Brasil e no mundo é comum a gente analisar e interpretar o “discurso” que está sendo dito e publicado pelos jornais e também pelos parentes, amigos e amigas. Confesso que somente o da Rede Globo – pelo seu alcance territorial – está me tirando do sério. O meu desafio tem sido o de encarar essa adversidade com paciência, por mais confusa e dura que ela seja, pois entendo que existem vários elementos de análise e que nenhum deles pode ser considerado como definitivo. Também entendo que esse processo e as adversidades que estamos vivendo ensinam mais do que os velhos discursos eloquentes que estávamos acostumados a ouvir. O que vai sair daí? Nem Deus sabe.
Por maiores que tenham sido os nossos acertos, os nossos erros estão nos ensinando muito mais. Apesar disso, algumas pessoas seguem adotando explicações baseadas apenas no direito, na psicanálise e na psicologia, e querem nos enquadrar nas “normas jurídicas” e nas “doenças mentais”. Outras ainda adotam aquele viés economicista e, junto com os grandes meios de comunicação, fazem suas previsões catastróficas e bombásticas. Mas também existem aquelas idealistas que querem que o mundo pare, e não fazem nada para colaborar na busca de uma saída digna e coletiva. O problema delas, em sua imensa maioria, é que muitas preferem prever o futuro para depois morrer com a razão. Nenhuma delas reconhece a velha luta de classes e algumas, mesmo críticas do sistema, preferem acompanha-la à distância, na teoria e não na vida real.
São poucas as pessoas que adotam uma visão prática-humana-histórica e sensível da realidade. Talvez seja porque para adquirir uma compreensão sensível da nossa história e dos interesses que estão em jogo, seria necessário se valer de questões complexas, culturais, objetivas e subjetivas… E isso, além de paciência, exigiria muitas reflexões individuais e coletivas. Seria necessário responder algumas questões, como: quais foram as circunstâncias, os fenômenos e as “políticas” que nos trouxeram a viver até este momento atual? O que as pessoas que hoje criticam pensavam e debatiam até cinco anos atrás? O que essas pessoas fizeram até aqui para mudar as “coisas” e essas circunstâncias que elas tanto criticam? Qual é o canal de televisão e/ou emissora de rádio que essas pessoas costumam se informar? Entendo que somente ao refletir sobre estas questões será possível diferenciar uma opinião idealista de outra realista e comprometida com as mudanças. O resto é ficar discutindo sobre a razão, pela razão.
A razão não é tudo, já disse alguém. Mas além dela existem os simbolismos e as espiritualidades que se confrontam com o pensamento maniqueísta e preconceituoso dos colonizadores europeus, disse outra pessoa. Isso pode e deve ser utilizado como arma poderosa, capazes de enfrentar e desconstruir as narrativas idealistas e excludentes, disse uma terceira. Somente se essas reflexões forem consideradas parciais e as nossas decisões forem tomadas de forma coletiva, com serenidade, sabedoria e determinação, diremos nós.
Por quê? Porque ao debater sobre essas questões coletivamente não existirão mais surpresas se identificarmos as contradições entre a prática e o discurso, ao diferenciarmos as pessoas que se sentem representadas pela violência das polícias nas ruas e as que lutam por melhores dias. Saberemos, por exemplo, que muitas delas possuem interesses em manter a corrupção e a exploração, por que isso lhes trás alguma vantagem individual e egoísta. Mas outras são frutos de décadas e até de séculos da exploração que existe no nosso país, e foram embrutecidas pela tv, com suas lutas de UFC, filmes de Stallones e questões afins. Portanto, estas não são as mantenedoras da exploração e da desigualdade. Enquanto umas querem a volta de um passado sombrio ou deixar tudo com está, as outras apenas estão repetindo o que aprenderam por meio dos programas de televisão e de outros meios de comunicação.
É preciso assumir que o desafio é mais nosso do que delas, pois somos nós que queremos construir uma sociedade democrática, ética e humana, no sentido mais amplo dessas palavras. A maioria delas ainda não! E que, para isso acontecer, a nossa mínima ação, junto com uma boa comunicação, precisa funcionar. A boa novidade é que embora os recentes golpes tenham sido violentos contra os nossos direitos e a nossa dignidade, a reação nas ruas e nas redes sociais já está superando aquela primeira fase de disputas verbais, lamentações e perplexidades.
A primeira inovação foi a de reunir diferentes fóruns para refletir sobre os direitos ameaçados, como: a volta do arrocho salarial e o aumento de idade para as aposentadorias, o corte drástico de investimentos nas áreas da educação e da saúde, o fim das políticas de moradias populares e de mobilidade urbana, o reinício da guerra pela ocupação e uso do solo, às mudanças na legislação de demarcação das terras indígenas, a volta da violência do Estado sobre os cidadãos, a volta da desnutrição infantil e da pobreza extrema, o aparelhamento das TVs públicas e o desmantelamento das políticas culturais etc.. No entanto, hoje já podemos dizer que o nosso Propósito maior (#EmDefesaDosDireitosEDasNossasRiquezas) e os nossos Princípios (valores democráticos e universais) estão muito claros para a maioria da população e que estamos realizando um combate sem trégua aos diferentes tipos de discriminação política, religiosa, de gênero, étnica, cultural etc.
Nesse processo reconhecemos que houve um imenso massacre midiático, que a maioria dos atuais deputados e senadores não está do nosso lado, que o Poder Judiciário é seletivo e que também as polícias estaduais já estão mostrando as suas caras. Mas também nos ensinou que esse golpe nos pegou dispersos e pouco organizados, que essas duras contradições da vida fizeram com que milhares de pessoas começassem a dialogar com mais objetividade, criando e inovando suas próprias redes sociais (não só virtuais) e não se restringindo às disputas partidárias.
Esse reconhecimento e as atitudes de reunir representam, por si só, grandes avanços! Mas ainda temos um grande desafio pela frente: alinhar o máximo possível essas pautas diversificadas por meio de um processo democrático e cooperativo de organizações livres e plurais. Será que seremos capazes de construir e pactuar uma agenda comum e reconquistar a confiança de outras organizações existentes, além de incorporar a cidadania como protagonista dessas mudanças e conquistas?
É sempre bom lembrar que em tempos de mares agitados acontecem fatos que parecem milagres. Principalmente, se na outra margem do oceano que nos separa estão pessoas que não tem moral e nem apoio popular para levar em frente as suas tramóias. Portanto, façamos os nossos milagres! Não podemos ficar em silêncio, paralisados, apenas aguardando uma intervenção divina. Há momentos para refletir, mas este é um daqueles momentos em que precisamos raciocinar e também agir.

SOBRE A FINALIDADE E A LEGITIMIDADE DA ATUAÇÃO DO CONPLAD/PELOTAS - Paulo Afonso Rheingantz


por Paulo Afonso Rheingantz 

Instituído pela Lei 5001/2003 o CONPLAD deveria ser o órgão colegiado fiscalizador e normativo e a principal instância de consulta do Poder Público para a gestão da política urbanística do Município. Suas atribuições englobam o controle e proteção da qualidade do espaço municipal, deliberar sobre a aplicação de diretrizes da política urbanística executada pelo Poder Público Municipal, assegurar a proteção, preservação e melhorias da qualidade de vida no Município, opinar sobre a realização de Estudo de Impacto de Vizinhança para obras e atividades, incentivar atividades que proporcionem a sustentabilidade do uso e ocupação do espaço municipal e, sempre que necessário, organizar plenárias e audiências públicas para a discussão de projetos e diretrizes do poder público.
Por natureza, órgãos colegiados por representação deveriam operar em um processo recursivo e recorrente de reflexão, discussão e proposição de políticas e ações relacionadas com a qualidade de vida e com a gestão da política urbanística do Município.
Por princípio, os membros representantes deveriam apresentar e discutir com seus pares as proposições e decisões de seus representados cuidando para não sobrepor ou privilegiar os interesses setoriais aos que são públicos. Por sua composição é natural e compreensível que suas reuniões, que são públicas, sejam permeadas por discussões e até mesmo embates em torno dos interesses setoriais.
Por dever de ofício, deliberações que impactam a sustentabilidade do uso e a ocupação do espaço municipal, deveriam ser precedidas de plenárias e audiências públicas organizadas para sua mais ampla discussão. Toda comunidade pelotense deveria ser informada sobre os impactos ambientais e na vida urbana que serão produzidos a partir das mudanças propostas.
Mas esta não tem sido a prática corrente no processo de revisão do texto da lei 5502/2008 – III Plano Diretor de Pelotas (III PDP), com vistas a corrigir erros de digitação e a eliminar ambiguidades que dificultam sua operacionalização por parte das instâncias técnicas do Poder Municipal.
Diferentemente do que fora acordado – as entidades representadas deveriam analisar e discutir documento-base reparado pela Secretaria Municipal de Gestão da Cidade e Mobilidade de modo a instruir seus representantes no CONPLAD nos encaminhamentos e votações – estão sendo aprovadas alterações oportunistas e desprovidas dos necessários estudos de impactos de vizinhança. A ponto das duas universidades representadas, a UFPel e a UCPel retirarem suas representações, entendendo que o CONPLAD estaria descumprindo acordo previamente estabelecido, aprovando alterações sem discutir, em audiências públicas, os reflexos na paisagem e na qualidade de vida de toda a comunidade pelotense; alterações que não estavam contempladas no documento-base de discussão e que não se "limitam às adequações à Norma de Desempenho NBR 15.575" como afirma a matéria "Conplad: Sinduscon defende legitimidade do Conselho" publicada neste jornal na edição de 7 de setembro de 2016. Diferentemente do que sugere o item 3 da mesma matéria – "as alterações do Plano Diretor votadas até o momento não aumentam, sob nenhum aspecto, o Potencial Construtivo da cidade" – até mesmo os paralelepípedos das ruas e os ladrilhos hidráulicos das calçadas de Pelotas sabem que a proposta aprovada, ao duplicar a altura dos edifícios da Avenida Domingos de Almeida, impacta diretamente a sustentabilidade, a qualidade da paisagem, a mobilidade urbana e as redes de infraestrutura.
O que está em jogo são interesses setoriais que se sobrepõe aos públicos, em flagrante desvirtuamento das funções técnicas e, principalmente, éticas, de um Conselho que, acima de tudo, deveria aconselhar o Poder Público e zelar pela qualidade de vida do Município.
Curiosamente a naturalização dos discursos desenvolvimentista e empreendedorista não considera nem relaciona questões importantes como a drástica redução do crescimento populacional, ou a generosa – e, para alguns, irresponsável – extensão dos limites da área urbana de Pelotas com o excedente de oferta de lotes urbanos e de habitações para as classes média e alta – estudos do Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da UFPel indicam que o déficit habitacional de Pelotas é restrito às famílias com renda entre 1 a 3 salários mínimos, que não são atendidas pelo mercado.
Caso as modificações que possibilitam a verticalização e a densificação urbana venham a ser transformadas em projeto de lei pelo Poder Executivo a ser votado pela Câmara de Vereadores, estaremos diante de um paradoxo: a quem interessa verticalizar uma cidade sem avaliar e ponderar sobre seus impactos na malha viária e na infraestrutura urbana nem apresentar argumentos que fundamentam as alterações que estão sendo aprovadas com surpreendente velocidade e discutível legitimidade por um grupo de conselheiros que confunde o bem comum com interesses setoriais?
Se aprovadas essas mudanças, a gestão urbana de Pelotas corre sérios riscos de seguir na contramão das políticas e práticas de mobilidade, vitalidade e gestão democrática da cidade. Previsivelmente a paisagem urbana da avenida Domingos de Almeida será desfigurada com a construção de meia dúzia de edifícios altos que devem ser ocupados por famílias que devem desocupar imóveis existentes, ampliando de forma preocupante a quantidade de edifícios abandonados ou parcialmente ocupados. No andar da carruagem, é provável que em breve estas alterações sejam estendidas a outras artérias da cidade, como as Avenidas Duque de Caxias e Fernando Osório.
A quem interessam as decisões que estão sendo aprovadas pelo CONPLAD?
A quem interessa essa herança?


terça-feira, 30 de agosto de 2016

CHARGE -


- Não se trata de um golpe de estado ! 

Charge publicada no jornal frances Le Monde

REDE GLOBO E O GOLPE

Beyond Reportagem mostra o impeachment e a Rede Globo a partir do olhar internacional da Al Jazeera English.
 Uma versão atualizada do famoso documentário da BBC de Londres, Beyond Citizen Kane, sobre o megaconglomerado dos Marinho.

sábado, 27 de agosto de 2016

UPF no PROJETO RONDON - Nei Pires

UPF no Projeto Rondon

UPF no Projeto Rondon

Categorias: Projeto Rondon, UPF
Conhecendo o  Projeto Rondon Breve histórico Seu nome é uma homenagem ao  Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que teve grandes feitos na história de nosso país. Teve  papel ativo no movimento pela proclamação da República, participou da construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá, foi professor de Astronomia e Mecânica da Escola Militar, dirigiu a construção da  linha telegráfica, entre …


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Transformar através da arte: crianças em busca de um novo significado para a vida- NEI A. PIES

Transformar através da arte: crianças  em busca de um novo significado para a vida

Transformar através da arte: crianças em busca de um novo significado para a vida

“Temos dois caminhos: o caminho do bem e o caminho do mal. A escolha é nossa! Escolhemos o caminho do bem participando do projeto. Antes tinha gente que queria nos ensinar coisas ruins, mas escolhemos vir para cá e aprender a ser alguém na vida. ” Em 2009 o projeto Transformação em Arte passou a se mostrar a principal alternativa …

domingo, 14 de agosto de 2016

FOTOGRAFIA - Lucy Nicholson


Foto de Lucy Nicholson ( fotógrafa da Reuters) do jogo de vôlei de areia entre Egito x Alemanha durante os Jogos Olímpicos do Rio.
Uma das jogadoras parece estar vestida para ir à igreja, a outra para ir à praia.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

FORA TEMER e o MINISTRO



 Durante a tarde desta sexta-feira (12/08/2016) o prefeito Eduardo Leite, acompanhado do Ministro de Desenvolvimento Social, Osmar Terra ( foto ao lado acompanhado pelo deputado estadual Catarina) visitou famílias da Bom Jesus beneficiadas pelos programas Primeira Infância Melhor (PIM), da Secretaria de Saúde (SMS) e Bolsa Família, do Governo Federal.
Durante ato realizado no paço ao lado do Mercado houve manifestação sob a bandeira FORA TEMER. O protesto acompanhou todo o ato pacificamente o que em vários pontos do país não tem sido suficiente para evitar formas violentas e inteiramente injustificáveis de repressão.
A foto ao alto de Lânderson Antória Barros é um inspirado exemplo de fotojornalismo de qualidade e passa a ser parte da galeria de A METADE SUL.



RECITAL DE VIOLINO E PIANO COM BRIGITTA CALLONI E RAFAEL COSTA DE SOUZA,


RECITAL DE VIOLINO E PIANO
COM BRIGITTA CALLONI E RAFAEL COSTA DE SOUZA,
NO CENTRO DE ARTES UFPEL
Dando continuidade à programação de concertos de música de câmara com artistas convidados, o Centro de Artes da UFPEL promoverá, no dia 15 de agosto, às 19h30min, um recital de violino e piano. Na segunda-feira passada, foi a vez do trio Knob-Sell-Mayer, com a formação clássica de piano, violino e violoncelo, apresentar obras de Brahms e Rachmaninoff, diante de uma platéia lotada. Nesta segunda próxima, o público poderá assistir à violinista Brigitta Calloni (Brasil/Áustria) e ao pianista Rafael Costa de Souza (Brasil/Alemanha), interpretarem a Sonata em Lá menor, de Robert Schumann, as “quatro peças românticas” (Op. 75), de Antonin Dvorak, e a célebre Sonata n.9, a “Kreutzer”, de Beethoven, uma das obras mais desafiadoras do repertório.
A sonata n. 9 de Beethoven, que já foi inclusive tema e título de uma novela de Tolstoi, foi dedicada ao violinista Rodolphe Kreutzer, e recebeu do compositor um tratamento concertante e altamente virtuosístico, que a diferencia de todas as sonatas para violino e piano compostas antes dela, caracterizadas como música doméstica e amadorística por excelência. A “Kreutzer” inaugura uma música de câmara emancipada do âmbito diletante, à medida que só é acessível ao “concertista”, por assim dizer. Por isso, é sempre uma ocasião especial a oportunidade de ouvi-la em um recital.
A violinista Brigitta Calloni é natural de Porto Alegre, onde iniciou seus estudos de violino aos 5 anos. Cursou música na UFRGS, sob orientação dos professores Marcello Guerchfeld e Fredi Gerling. De 2004 a 2009, residiu em Salzburg, Áustria, onde integrou a orquestra de câmara Salzburg Chamber Soloists, e participou de concertos com a orquestra da Deutsche Kammerakademie Neuss am Rhein. Em 2008 concluiu o bacharelado, com distinção, na Universidade Mozarteum, sob a orientação do prof. Lavard Skou-Larsen. Em 2011, formou-se mestre pela Michigan State University, sob orientação do violinista Dmitri Berlinsky. Nos EUA, integrou as orquestras sinfônicas de Flint, West Michigan e Lansing, participando também de concertos com outras orquestras da região de Michigan, bem como nas orquestras de câmara International Chamber Soloists e Ad Libitum. De 2011 a 2014 integrou a Orquestra Sinfônica Brasileira. Atualmente está de volta a Porto Alegre, onde integra a Orquestra Unisinos Anchieta e, como musicista convidada, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.
O pianista Rafael Costa de Souza graduou-se bacharel em música na UFRGS, sob orientação do prof. Ney Fialkow. Radicado na Alemanha desde 2006, estudou com Peter Waas, na Escola Superior de Música Franz Liszt, em Weimar, e concluiu o mestrado em piano pela Universidade de Stuttgart, onde foi aluno de Kirill Gerstein. Em Stuttgart, realizou um segundo mestrado, com ênfase em música de câmara, sob orientação de Péter Nagy. Nesse período aprimorou-se em masterclasses de pianistas como Ferenc Rados, LilyaZilberstein e StaffanScheja. Rafael foi premiado no 13º Concurso de Piano Arnaldo Estrella em Juiz de Fora, no Concurso Jovens Solistas da OSPA em Porto Alegre e no XIV Concurso Internacional de Piano Maria Campina em Portugal. Tem intensa atividade de música de câmara, tanto no Brasil quanto na Alemanha, mantendo parcerias musicais de longa data com músicos renomados, tais como a violoncelista Nadejda Krasnovid e o violinista Camilo da Rosa Simões (que estará com Rafael apresentando recital em Pelotas no dia 30 de agosto).
No dia seguinte ao recital, Brigitta e Rafael estarão ministrando masterclasses gratuitos aos alunos do curso de música da UFPEL. Os masterclasses são abertos ao público
O evento tem entrada franca e é coordenado por Tiago Ribas, professor de violino no bacharelado em música UFPEL.

DATA 
Recital: 15 de agosto, 19h30min
Masterclass: 16 de agosto, 9h
LOCAL
Auditório 2 Cearte (Rua Álvaro Chaves, esquina com Conde de Porto Alegre, Porto)

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Por decisão da Justiça, cai censura ao "Fora Temer" nos estádios


O juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal 2ª Região (TRF2) João Augusto Carneiro de Araújo determinou hoje (8), em decisão liminar, que a União, o estado do Rio de Janeiro e Comitê Organizador Rio 2016 “se abstenham, imediatamente” de reprimir manifestações pacíficas de cunho político em locais dos jogos. O magistrado acatou pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a posição do Comitê Rio 2016 de impedir e até expulsar das arenas olímpicas torcedores que exibam cartazes ou usem roupas com frases de cunho político. Em seu despacho, o juiz substituto impôs multa de R$ 10 mil por cada ato que viole a decisão.

"Defiro o pedido de concessão da tutela de urgência para o fim de determinar aos réus que se abstenham, imediatamente, de reprimir manifestações pacíficas de cunho político nos locais oficiais, de retirar do recinto as pessoas que estejam se manifestando pacificamente nestes espaços, seja por cartazes, camisetas ou outro meio lícito permitido durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016”, diz trecho da liminar.

No despacho, o magistrado argumenta que a Lei 13.284 de 2016, que dispõe sobre as medidas relativas ao Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, “não se verifica qualquer proibição à manifestação pacífica de cunho político através de cartazes, uso de camisetas e de outros meios lícitos nos locais oficiais dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio2016”.

De acordo com o juiz, O Inciso IV do Artigo 28 da lei proíbe expressamente apenas as manifestações com mensagens ofensivas, de caráter racista ou xenófobo ou que estimulem outras formas de discriminação. “Qualquer interpretação que seja conferida ao Inciso X ou ao Parágrafo 1º do destacado artigo que possa tolher a manifestação pacífica de cunho político afronta o núcleo inviolável do direito fundamental da liberdade de expressão, a qual deve ser afastada imediatamente”, diz o magistrado no despacho.

O juiz João Augusto Carneiro de Araújo  sustentou ainda que a Constituição Federal assegura o direito  “à livre manifestação do pensamento, à inviolabilidade do direito de consciência e a proibição de privação de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”.

No sábado (6), um torcedor foi retirado à força pela Força Nacional durante as finais da competição de tiro, no sambódromo do Rio de Janeiro, por portar um cartaz com a frase “Fora Temer”. No mesmo dia, em Belo Horizonte, dez espectadores foram igualmente escoltados para fora do Mineirão por vestirem camisetas com letras garrafais que, juntas, formavam a mesma frase de protesto.

Hoje (8), o Comitê Olímpico Internacional (COI) esclareceu que o procedimento padrão não é expulsar o torcedor que estiver portando cartazes ou faixas com frases de cunho político, religioso ou comercial, contanto que ele se comprometa a não repetir o ato  naquela disputa esportiva. A medida, segundo a entidade, está prevista em normas estipuladas pelo Comitê Organizador da Rio 2016, que proíbe expressamente manifestações “de cunho político e religioso” e já foram aplicadas em jogos anteriores.

O Comitê Olímpico Internacional defende que o esporte é neutro e não deve ser espaço para plataformas políticas. De acordo com o COI, a Carta Olímpica, o conjunto de princípios para a organização dos Jogos e o movimento olímpico, preveem que o comitê deve “opor-se a quaisquer abusos políticos e comerciais do esporte e de atletas”. A Carta, de 1898, diz que “nenhum tipo de demonstração política, religiosa ou propaganda racial é permitido em quaisquer locais olímpicos”.


FONTE >>>

sábado, 6 de agosto de 2016

CHARGE