quarta-feira, 9 de março de 2016

Um exército de Doutores desempregados- por Hugo Fernandes-Ferreira






O resumo da história é… Temos um exército de graduados analfabetos funcionais e de mestres que não merecem o título. Em um pelotão menor, mas ainda numeroso, doutores cujo diploma só serve para enfeitar a parede. Bilhões de reais gastos para investir e manter um grupo cujo retorno científico é pífio para o país. Entretanto, esse não é o pior cenário.
Vou contar uma história para vocês, para que entendam em que ponto a Ciência brasileira se insere nessa crise. Ao personagem, dou o nome de Carinha. Obviamente, é uma história generalista, que jamais pode ser aplicada a todos, mas pelo menos a uma enorme parcela dos acadêmicos. Você verá muitos amigos seus na pele do Carinha. Talvez, você mesmo.
1 – No começo dos anos 2000, principalmente a partir de 2005, novas universidades começam a surgir e o número de vagas, inclusive nas já existentes, aumentam vertiginosamente. A estrutura também melhora e as taxas de evasão de cursos de Ciência básica (Física, Química, Biologia e Matemática, por exemplo) caem. O Carinha, então, ingressa em um desses cursos.
2 – O Carinha que entrou em 2005 e se formou em 2009 passou o período da faculdade desconhecendo o mercado de trabalho do seu curso fora do meio acadêmico. Ao seu lado, muitos colegas que passaram quatro anos sem saber nem o que estavam fazendo. Para o Carinha, não havia outra solução a não ser lecionar em escolas ou tentar o Mestrado, que oferecia bolsa de pesquisa de R$ 1.100,00. Mas, para isso, teria que passar por uma difícil e concorrida seleção. Até que, com o aumento do número de programas e bolsas de pós-graduação, ele viu então que aquilo não era tão difícil assim. Em 2010, torna-se mestrando.
3 – Enquanto seu amigo engenheiro civil****, recém-formado, já está dando entrada para comprar um carro, o Carinha usa sua bolsa para pagar seus pequenos gastos pessoais, além de sua pesquisa sem financiamento externo
(****PS. Permitam-me uma edição aqui. Fui infeliz quando exemplifiquei o colega como um engenheiro civil, pois o mercado para esse profissional atualmente também encontra-se em crise. Tente imaginar qualquer profissão facilmente absorvida pelo mercado de trabalho privado e o texto continuará com o mesmo objetivo).
Em dois anos, o Carinha tenta produzir alguns artigos para enriquecer o currículo. Tem planos para publicar cinco, mas publica um, em revista de qualis baixo. Em paralelo, entra num forte estresse para entregar sua dissertação e passar pelo forte crivo da banca, que pode reprová-lo. Será? Na semana de sua defesa, seu colega também é aprovado, mas com um projeto medíocre e mal conduzido, que, apesar de criticado, foi encaminhado pela banca porque reprovações não são interessantes para a avaliação de conceito do Programa. Normas do MEC.

sexta-feira, 4 de março de 2016

MARCO AURÉLIO: MORO ATROPELOU REGRAS



Primeira crítica contundente do Supremo Tribunal Federal à ação do juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula nesta sexta-feira 4 veio do ministro Marco Aurélio Mello; 
"Condução coercitiva? O que é isso? 
Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão de resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado", afirmou; 
"Precisamos colocar os pingos nos 'is'", continua; 
Mello criticou o argumento de Moro, de que a medida foi tomada para assegurar a segurança de Lula; 
"Nós, magistrados, não somos legisladores, não somos justiceiros", e ensinou: "Não se avança atropelando regras básicas"

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Olhares sobre sujeitos da educação - Nei Alberto Pies

"Educamos quando levamos o outro a se auto superar, de forma que tenha de si uma imagem melhor do tinha antes e a partir daí fortaleça sua autoestima e aumente seu nível de expectativa com relação às suas conquistas". (Julio Furtado, professor, pedagogo e psicólogo)

Numa aula Magna, em Passo Fundo, RS, em fevereiro de 2016, falando para professores da rede municipal, Júlio Furtado fez afirmações muito importantes para o contexto contemporâneo da educação brasileira. Uma aula sobre esperança e sobre a afirmação do papel do professor, em tempos em que a desesperança também abate aqueles que podem ser articuladores entre a vida e o conhecimento. "Educação depende diretamente de motivação. Quanto mais espaço dermos para o pessimismo, mais o cansaço nos contaminará".
Ao contar um pouco sobre sua história de professor, Júlio relembrou de como nos fazemos professores. "Não foi a didática que me fez professor, foram os meus professores que me ensinaram, sem esta pretensão, como dar aula". Neste contexto, lembrou ainda que a maioria dos professores foi formada num paradigma onde ensinar era falar e aprender era ouvir. Neste sentido, um novo paradigma para a educação: perceber professores e alunos como sujeitos aprendentes, a partir de sua interação, de suas falas e de seus conhecimentos.
Outra afirmação que chamou atenção e que comunga com meus pensamentos: "Não somos só escola. Somos escola e família. Ambas, escola e família, ensinam e educam, mas em contextos diferentes". Um desafio imenso é convencer pais e professores a acreditar que suas ações educativas são complementares; não concorrentes. Não é nada razoável ficar alimentando errônea ideia de conflito de responsabilidades entre a família e a escola, pois ambas podem somar-se para uma educação integral e integrada das crianças, adolescentes e jovens.
O tema central de sua aula Magna foi o poder e a liderança na sala de aula: Quem manda aqui? Furtado propôs dicas interessantes sobre como o professor pode gerir seu poder na escola. Introduziu o tema afirmando que professores exercem poder, mas sem saber, sem estudar o que é poder. Na sua visão, poder produz efeitos, faz parte da relação social e visa controle. Interessante sua afirmação: "Só deveríamos usar o poder quando se exige controle. Usar o poder o tempo todo desgasta qualquer relação". A anatomia do poder sugere: poder condigno (punição), poder compensatório (troca) e poder condicionado (convencimento). Na sua avaliação, somente o poder condicionado educa, mas é o que dá mais trabalho. Argumentar, de forma consistente e coerente, é um exercício nem sempre fácil, mas o único jeito de produzir consciência nos alunos. Como o poder é sempre limitado, o professor precisa ser um grande estrategista. Conhecendo seus pontos fracos, deve fazer algo para lidar bem com eles.
Ao abordar indisciplina e transgressão, Furtado apontou pistas de como enfrentar a falta de interesse e a falta de limites a partir de regramentos claros e dialogados com toda comunidade escolar. Lembrou que a "sanção por reciprocidade" é uma das melhores estratégias de educar os alunos, responsabilizando-os por seus atos.
A escola pública, de qualidade social, precisa reconhecer e fortalecer seus professores a partir de conhecimentos que qualifiquem suas práticas pedagógicas. Para que professores façam diferença na vida e na história de crianças, adolescentes e jovens precisam estar permanente em processos de formação. O olhar, direcionado aos professores, deve ser de estímulo e promoção, para que os mesmos enfrentem os desafios cotidianos da escola com "peito sereno, lábios macios e postura firme", como sugere o pedagogo.

(*) Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

CHARGE- Santiago


Rio Doce, a herança da Samarco/Vale


Estatísticas "mascaradas" no bloco da política - Clóvis Veronez

Prefeito Leite tendo aula de Carnaval
A prefeitura de Pelotas divulgou, na última quarta (17), estatísticas “mascaradas” sobre segurança pública durante o carnaval 2016. A matéria, objetiva de forma simplista demonstrar o acerto e, adicionar pontos positivos a decisão de retirar os recursos para a realização da festa.
Para tal, compara números de ocorrências registradas na edição anterior com os deste ano:
Registros de ocorrências na DPPA durante o Carnaval:
Período de 2015: 428 – Período de 2016: 347
(números da matéria)
Levando-se em conta que não houve carnaval em Pelotas, também, que os eventos patrocinados pela prefeitura não se equivalem minimamente, em números, a população que normalmente participa da festa, o argumento cai por terra. A tentativa de associar o carnaval a violência é, mais uma, para justificar a visão torpe que orienta as ações do governo municipal, com relação as manifestações da cultura popular e os problemas crônicos relacionados a segurança pública no município.
O cálculo é simples:
Supondo-se, por ex, que o carnaval de 2015 tenha mobilizado 30 mil pessoas (foram mais) e, dividindo-se pelo números de ocorrências policiais, teríamos a seguinte proporção: 14 casos para cada 1000 pessoas envolvidas. Em 2016, digamos que 5 mil pessoas estiveram envolvidas na festa (foram bem menos), o número é de 69 casos policiais para cada 1000 pessoas. Resulta a constatação do aumento de ocorrências numa proporção de 500%.


Comparados com a mobilização em anos anteriores os números, por proporcionalidade, comprovam, de fato, o crescente aumento dos problemas relacionados a segurança pública em Pelotas como de resto, em todo RGS.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Elisabeth Badinter, uma feminista com voz própria - P.R.Baptista

Elisabeth Badinter , vista como uma importante feminista,  coloca-se como uma estudiosa das relações da mulher na sociedade, seguindo uma linha de pensamento muito própria, sem estar atrelada a chavões nem a palavras de ordem.
Por exemplo, pronunciou-se contra uma lei que visava instaurar a paridade homem-mulher na representação política. Para ela " quando fazemos política sexo não existe, defendemos idéias (....) eu acho que a competência é o elemento essencial ".
Do mesmo modo coloca-se em defesa da prostituição e da anestesia peridural entre outros temas controversos dentro do feminismo.
E se contrapõe à vitimização das mulheres e à diabolização da sexualidade masculina.
Como diz ,
" le  féminisme français actuel est monolithique, essentialiste et anti-hommes. Influencé par quelques théoriciennes radicales américaines, il victimiserait les femmes, diaboliserait la sexualité masculine et aurait réussi à faire prévaloir un nouvel ordre moral.
Dans la même foulée, l’ouvrage préconise le renforcement des stéréotypes sexuels dans l’enfance, la libéralisation de la prostitution et accuse les féministes de puritanisme par leur présumée incapacité de prendre en compte les nouveaux courants de la sexualité. Son leitmotiv : les féministes américaines sont allées trop loin, si les femmes ne veulent pas se couper à tout jamais des hommes, il est temps d’en finir avec la guerre des sexes. 
C’est donc du féminisme américain autant que du français que la pamphlétaire veut faire le procès"


FONTES

Entrevista com Betty Milan, autora do livro 'Carta ao Filho -
http://veja.abril.com.br/multimidia/video/o-culto-da-mae-perfeita-e-diabolico-com-as-mulheres-afirma-elisabeth-badinter

Declarações de Elisabeth Badinter na entrevista :
" não acredito que as mulheres sejam diferentes dos homens. A idéia de que as mulheres são mais atentas aos outros, mais pacíficas, mais doces, isso é bobagem, não se sustenta. O sexo não tem nada a ver com isso"
"é o argumento que conta e eu prefiro mil vezes votar num homem que tem as mesmas idéias a votar numa mulher cujas idéias são contrárias"
" Feminismo em que a mulher  é considerada uma heroína porque ela é vítima dos homens, com isso eu não concordo. A fabricação da mulher vítima, pela qual, por ser mulher ela é forçosamente vítima, acho que é um desastre"
" Dia 8 de março, o Dia da Mulher, que acho horrível"
"... estão começando a difundir a idéia de que os homens são uma ameaça para as mulheres, uns canalhas.... não devemos dar a entender que a essência do masculino está na violência, não é verdade! "
" o feminismo que vitimiza , e que é a voz principal do feminismo hoje, não me interessa. Acho que é muito contraprodutivo"
"



DIARIO POPULAR -Justiça trabalhista não aceita proposta do Pelotas para pagamento de dívidas

Grito "A Boca é do Lobo" está envolvido
A decisão do Conselho Deliberativo em não alugar o estádio para o arquirrival não passou despercebida pela magistrada - que entendeu como renúncia de receita diante do contexto de crise econômica. Para Ana Ilca,"não é plausível a atitude do Clube devedor de recusar verba para utilização de seu estádio, acrescido de percentual de bilheteria e exploração de bar, ainda que por clube adversário, o que significaria o levantamento no ano de 2016 de mais de R$ 1 milhão." E foi além: "Abrir mão desse numerário nesse contexto de crise econômica não se justifica."

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Eleições em Pelotas : pré-candidatura de Rogério Salazar, uma nova peça no tabuleiro - P.R.Baptista

Rogério Salazar durante o Fórum Social em Porto Alegre. Na mesa Beto Albuquerque e, à direita, o deputado federal José Stédile.
No cenário político da eleição municipal em Pelotas pode-se dizer, com eventuais pequenos ajustes. que ele se encaminha para algumas definições.
Alinham -se como candidatos, além da situação que apresentaria o nome do atual prefeito, algumas alternativas da oposição.
Com o PT se encaminhando para confimar Miriam Marroni e o PSOL  Jurandir Silva , o fato novo, seria Rogério Salazar do PSB que se coloca decididamente como pré-candidato.
Marcus Cunha (PDT), atualmente vereador, poderia ser um outro nome mas ainda depende de definições  a serem feitas.
Por outro lado o PMDB , partido que tem frequentemente procurado alianças na condição de indicar o vice-prefeito , poderá continuar fazendo o mesmo
Tentativas até já teriam sido feitas de aproximação com a atual gestão o que poderia avançar em  troca de cargos.
Considerando estes aspectos e a última eleição de 2012 ,  Rogério Salazar é a novidade pois embora Miriam não tivesse concorrido, concorreu Fernando Marroni, seu marido, e as duas candidaturas estão literalmente em família.
Naquela eleição enquanto a oposição tinha o nome de Fernando Marroni , a situação, sob o mando de Fetter, procurava fechar uma frente contando com PP, PPS, PTB, DEM e PSDB.
Nesta composição o candidato, pela vontade de Fetter , seria Fabricio Tavares (PTB na ocasião) embora dentro de seu próprio partido disputasse a indicação Eduardo Macluf.
Num episódio que até hoje não foi esclarecido, Macluf acusa Fabricio de corrupção, o que acabou inviabilizando ambas as candidaturas.
Aproveitando o momento Leite lança seu nome com o apoio do PPS tendo Paula como vice.
Só restou a Fetter buscar uma composicão o que acabou ocorrendo
Diante desse quadro o que se pode esperar até outubro?
Leite já está em campanha empregando a máquina publicitária da prefeitura de forma aberta para fortalecer seu nome.
Jurandir fica-se em dúvida se aumenta, mantém ou tem queda em sua última votação obtida em certa parcela, pode-se supor, por ter sido visto como a alternativa dos que não queriam votar nem em Leite nem em Marroni .
O partido PSOL , sempre é bom lembrar,  ressente-se da pequena estrutura partidária.
Terá de explicar de início se apoia o impedimento da presidente Dilma já que essa foi a posição que Luciana Genro já teria manifestado.
Miriam, atualmente deputada estadual e com uma consolidada carreira política , enfrentaria, sem dúvida, o grande desgaste que , incentivado pela oposição e pela direita, vem sofrendo o PT e o governo federal da presidente Dilma.
Particularmente  penso que não deveria deixar o mandato de deputada estadual.
Vivemos em Pelotas uma tradição de, a cada eleição para deputados estaduais e federais, promover-se uma campanha para elegermos candidatos de Pelotas ou da região.
Portanto, além de não se ter tido êxito nesse intento vamos buscar , entre os poucos eleitos, candidatos que poderiam , ganhando as eleições municipais, afastarem-se do Legislativo dando lugar a deputados de outras regiões.
A questão é que o PT, obviamente por problemas de condução política, vê-se de repente reduzido a indicar ou Fernando ou Miriam Marroni,  recaindo a escolha em Miriam, como candidatos com expressão para concorrerem .
Fernando Marroni seria um candidato credenciado eleitoralmente pelo contingente de votos alcançados inclusive para deputado federal,  mas após perder várias eleições municipais pode estar, possivelmente, decidido a não correr o risco.
Pois é nesse jogo de tabuleiro que surge de dentro do PSB , o nome de Rogério Salazar.
Militante de longa data no partido é atualmente chefe de gabinete do deputado federal José Stédile e ganhou, graças ao trabalho que desenvolve em Brasília e em todos os recantos do estado, estatura política que lhe dá plenas condições como candidato.
O PSB de Pelotas, é bom lembrar, elegeu na última eleição dois vereadores e um deputado estadual.. A nível nacional conta com significativa representação política com prefeitos, governadores, deputados estaduais e federais além  de senadores sendo um partido de significativa  presença no cenário político.
O que poderá mudar nessa avaliação?
Esta é a questão que está posta.
Pode ser até que muito pouco...






Novidades do Nei A. Pies

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Os mesmos, porém, diferentes

Os mesmos, porém, diferentes

Categorias: Convivência, Diferente, Esperança, experiência

“Somos o resultado das viagens que fazemos, dos livros que lemos e das pessoas que amamos.” (Airton Ortiz) Inspiro-me em reflexão sensacional do escritor Antonio Prata (Caderno ZH PROA, 03.01.16) com título: 2016. Neste, o autor zomba de gente ingênua que acredita que o simples findar de um ano encerra tudo para começar algo totalmente diferente no ano novo. Afirma …

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domingo, 14 de fevereiro de 2016

SAMARCO, VALE DO RIO DOCE E PRIVATAÇÃO: 3 NOTAS

A recente investida da Samarco, no horário nobre de domingo à noite na Rede Globo, inspirou-me a buscar rapidamente 3 elementos de consideração.
Como se percebe pelas atitudes e posicionamentos da empresa a luta pelo ressarcimento dos danos causados será dura e longa.

Como em casos semelhantes envolvendo  grandes empresas a primeira coisa que procuram preservar são seus interesses -

P.R.Baptista


GETULIO VARGAS SUSTOU A INTENÇÃO NORTE-AMERICANA DE EXPLORAR NOSSO MINÉRIO

Vários grupos de investidores internacionais adquiriram extensas glebas de terra próximas a Itabira e, em 1909, se reuniram fundando o Brazilian Hematite Syndicate, um sindicato que visava a explorá-las.

Em 1911, o empresário estadunidense Percival Farquhar adquiriu todas as ações do Brazilian Hematite Syndicate e mudou seu nome para Itabira Iron Ore Company. Percival Farquhar fez planos para que a Itabira Iron Ore Co. exportasse 10 milhões de toneladas/ano de minério de ferro para os Estados Unidos, usando navios pertencentes a seu sindicato, que trariam carvão dos EUA ao Brasil, tornando assim o frete mais econômico. Esse plano antecipava em mais de 40 anos um conceito que, modificado e atualizado, viria a se tornar realidade, sob a direção de Eliezer Batista, na década de 1960, quando da inauguração do Porto de Tubarão.

Percival Farquhar não logrou sucesso. Embora pudesse contar com a simpatia do presidente Epitácio Pessoa, que lhe deu uma concessão conhecida como Contrato de Itabira de 1920, Farquhar encontrou ferozes opositores a seu projeto, dentre eles o governador do estado de Minas Gerais (então quase autônomo), Artur Bernardes, que depois se elegeria presidente da República.[17]

Décadas de debates acalorados se seguiram, com o país praticamente dividido entre os adeptos das duas posições, sem que o projeto de Farquhar saísse da prancheta.

Esse plano foi inviabilizado quando Getúlio Vargas assumiu o poder, à frente da Revolução de 1930, e encampou as reservas de ferro que pertenciam a Farquhar, criando com elas, em 1942, a Companhia Vale do Rio Doce, como uma empresa estatal, para o que obteve o beneplácito dos Estados Unidos e da Inglaterra nos Acordos de Washington.[18]

PRIVATIZAÇÃO NO GOVERNO FHC ENTREGA O CONTROLE AO CAPITAL INTERNACIONAL. EMPRESA PERDE O INTERESSE PÚBLICO E SOCIAL

Em janeiro de 2012 foi eleita como a pior empresa do mundo, no que refere-se a direitos humanos e meio ambiente, pelo “Public Eye People´s”, premiação realizada desde o ano 2000 pelas ONG's Greenpeace e Declaração de Berna. Dessa forma a Vale tornou-se a primeira empresa brasileira a "vencer" tal eleição, também conhecida como "Oscar da Vergonha". A escolha foi realizada por meio de votação pública, tendo a Vale recebido 25 mil votos. Em segundo lugar na eleição ficou a japonesa Tepco, responsável pela operação das usinas nucleares de Fukushima, atingidas por um tsunami em março de 2011.

SARMACO INVESTE PESADO EM PROPAGANDA

O investimemnto em propaganda é alto e pesado. A empresa procura vender uma imagem de absoluto sucesso e comprometimento economico e social com os interesses nacionais.
Veja o vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=cXmB6dIw6RY

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Bra-Pel, um patrimônio de Pelotas - P.R.Baptista

Dentro e fora do campo a potencialidade da rivalidade entre G.E.Brasil e E.C.Pelotas parece estar se perdendo.
Recentemente tivemos um momento em que os dois clubes , já afastados dentro do campo por disputarem categorias diferentes, parecem ter se afastado ainda mais fora do campo.
Quando teremos novamente o espetáculo do Bra-Pel ?
O clássico é a meu ver o mais rico do futebol gaúcho.
A combinação das cores é de rara beleza e a história do confronto reúne páginas muito ricas e significativas do futebol pelotense e gaúcho.
Fico imaginando, a título de celebrar um acordo entre os dois clubes como poderia ter ocorrido recentemente no episódio do aluguel do estádio do E.C.Pelotas, um Bra-Pel simbólico, em disputa de um troféu.
Seria um jogo de casa cheia.
Mas é algo que parece, pelo menos por enquanto, ainda não muito próximo.

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UPF: a Universidade que impulsiona o  desenvolvimento de Passo Fundo

UPF: a Universidade que impulsiona o desenvolvimento de Passo Fundo

Categorias: Universidade de Passo Fundo, UPF
A construção de um município é alicerçada no esforço coletivo e em ideias que não podem ser de uma única pessoa, mas de uma comunidade. Ao longo de seus 47 anos de existência, a Universidade de Passo Fundo (UPF) teve um papel fundamental no desenvolvimento do município que deu nome à Instituição. A formação de quase 70 mil profissionais teve …
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Oração ao curumim - Ingra Costa e  Silva

Oração ao curumim - Ingra Costa e Silva

Categorias: bullying, Curumim, Ingra Costa e Silva, Kaingang
Imagine que você está sentada na sombra, alimentando seu filho de dois anos, tentando se refrescar um pouco e esperando alguns minutos para voltar ao trabalho. Um estranho se aproxima do seu bebê. Vai afagá-lo, pois o achou um bebê bonito. Você tinha certeza que ele era o mais lindo do mundo. Era, pois o estranho sacou uma lâmina e …
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Indústria do factoide e o Carnaval de Pelotas - Luiz Carlos Freitas

Em Pelotas, o Executivo desistiu -- em cima da hora --- de bancar a festa de Momo, rasgando promessa feita anteriormente.
A justificativa -- nobre -- é irrefutável, recheada de razões: os recursos do Carnaval seriam aplicados na saúde.
Muito bem, aplausos. Salva de fogos. Banda de música.
Foi gerado um factoide, sem tirar nem por.
O efeito, porém, não foi o desejado.  
Fazia-se necessário, além de ganhar a simpatia dos que aplaudiam a iniciativa de priorizar a saúde em detrimento da folia, não criar antipatia entre os carnavalescos.
Solução: criar novo factoide:"Em Pelotas tem Carnaval, sim senhor!"
E a frase, em variadas versões, foi repetida à exaustão, postada e compartilhada na internet, destacada na mídia, notas da prefeitura falavam em milhares de foliões "recuperando  a magia e a alegria dos carnavais populares de outrora".
Puro factoide.
Na Princesa do Sul há arremedo de Carnaval.
E pior: o pretexto de canalizar verbas da festa à saúde também não passou de um factoide.
Senão como explicar que desde novembro do ano passado a prefeitura não repassa  recursos à Santa Casa, acumulando dívida de quase de R$ 1,5 milhão ?

Diário Popular- 9/ 02/2016

Rede Globo, vergonha nacional



A Rede Globo acumula uma série de atropelos procurando interferir e influenciar nos acontecimentos políticos e econômicos do país. Um dos episódios mais marcantes a assinalar esta postura jornalística ficou registrado para a história quando viu-se compelida, por força de mandado judicial, a conceder direito de resposta a Lionel Brizola.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

FHC no samba: assessoria prestativa - P.R.Baptista


FHC confuso, mas alegre
Tucano molhando o bico :)
Publicado por Rodrigo Cavalcante em Segunda, 8 de fevereiro de 2016
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assistindo o desfile das escolas de samba no Rio. Abordado pelo repórter ainda toma um gole de refrigerante antes de falar demonstrando total firmeza nas palavras.
Nesse momento sua assessoria se encarrega de tirar o copo de refrigerante de sua mão.
Poderiam interpretar mal, comentar que é bebida alcoólica.
Mas ficou pior, agora ninguém vai acreditar que não era.
Até porque ele nem percebe...

Depoimento de um brasileiro

Manifestante sendo revistado pelos soldados da Tropa de Choque e no final da blitz dá uma entrevista incrível, lição de cidadania que deveria chegar aos ouvidos e olhos de nossos governantes. | Ato Fora Cabral | 29/07 | Posto 12 | Imagens: #marcosluzdesordi
Publicado por Marcos Luz De Sordi em Domingo, 28 de julho de 2013

A democracia que as potências exportam

A democracia imposta pelos interesses ocidentais ( Estados Unidos, França, Inglaterra) movidos sobretudo pelo acesso aos recursos petrolíferos da região, demonstra em curto prazo , após o crime contra a humanidade da invasão do Iraque, suas trágicas consequências.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Carnavais de Pelotas, o corso que faltou - P.R.Baptista

A Administração Municipal e apoiadores saúdam o Carnaval desse ano, concentrado no Mercado e imediações, familiar, isolado de grandes massas de populares, direcionado a um público selecionado.
Entre os comentários referências aos carnavais antigos, realizados na Quinze de Novembro.
A se lamentar que não se tenha previsto ou havido tempo para se promover outros aspectos característicos desses carnavais de antanho.
Os elegantes corsos, por exemplo, nos quais senhoritas da sociedade desfilavam de carro aberto e eram saudadas, com confete e rolos de serpentina, pelos espectadores postados na calçada.
Fica para os próximos.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

"A Boca é do Lobo" - Conselho do E.C.Pelotas decide não alugar o estádio - P.R.Baptista

Conselheiros reunidos

Após muitas conjeturas e especulações que vinham se prolongando, o Conselho Deliberativo do Esporte Clube Pelotas, reuniu-se para decidir sobre o aluguel do estádio para jogos do Gremio Esporte Brasil.
Segundo consta a proposta basicamente foi de 600 mil reais para os jogos desse ano agregada a outras vantagens.
A presença teria sido de 60 conselheiros e a reunião perdurou durante 3 horas.
A decisão, aguardada inclusive por torcedores que se postaram à frente do estádio, e anunciada sob o título "A Boca é do Lobo" , foi de negar o aluguel.
Os argumentos favoráveis ao aluguel podem ser facilmente deduzíveis.
O Pelotas tem pela frente uma difícil incumbência de voltar à série A do campeonato gaúcho, disputando uma única vaga e, além disso, como tem sido divulgado, enfrenta dificuldades financeiras.
Este aluguel, em princípio, não traria prejuízos materiais ao clube nem interferiria em suas atividades.
Além disso, como o próprio clube reconheceu em nota emitida quando de aluguel feito recentemente, "em outras ocasiões, por razões diversas, jogos com mando do Esporte Clube Pelotas já ocorreram no estádio do Grêmio Esportivo Brasil e vice-versa. Faz parte da convivência esportiva, em caso de interdição, um clube emprestar o seu estádio para o outro".
Não foi divulgada a votação mas a decisão parece ter sido bem irredutível pois também decidiu-se não enviar contraproposta.
De qualquer forma talvez tenha desagradado alguns conselheiros e poderia estar provocando o pedido de demissão do presidente que sempre se mostrou inclinado à transação.
O que fica sem resposta são os motivos para não aprovar o aluguel.
Não pode ser apenas a rivalidade.
Deve haver outros mais sérios, porque esse não seria sério,.
Tampouco pode ser a pressão de segmentos da torcida.
As torcidas não tem a responsabilidade de dirigir os clubes e, frequentemente, tem causado sérios prejuízos por punições que acarretam.
Noutro momento a direção do E.C.Pelotas mencionou um tratamento desrespeitoso por parte de dirigente xavante. Este episódio não foi superado e ainda estaria pesando na decisão?
Diria que temos um ponto a merecer melhor esclarecimento pois, embora a decisão seja do âmbito interno do clube, tem implicações que envolvem e interessam à própria cidade e a todos indistintamente.
Para citar apenas uma situação o E.C.Pelotas, assim como os outros times, recebeu recentemente uma quantia da Prefeitura a título de verba publicitária.
Vamos aguardar, portanto,  para ver se os reais motivos são expostos ou se será mantido segredo a respeito deles.
Nesse caso teremos mais um mistério, dentre outros que assombram a cidade, sem respostas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Carnaval agora só em Jaguarão - P.R.Baptista

Desfile memorável da Portela no desfile de 2015 no Rio
Carnaval em Pelotas só na frente da televisão ou nas cidades vizinhas, Jaguarão, Arroio Grande ... Resultado de uma lamentável e equivocada avaliação da administração municipal ignorando a importância da mais significativa manifestação cultural do povo brasileiro e jogando no lixo uma tradição de grande destaque em Pelotas.
Um capítulo triste para a nossa cultura popular.
Resta-nos consolar assistindo o memorável desfile da Portela no carnaval carioca de 2015.
Essa cultura não vão matar, o povo vai seguir cantando cantando até o sol raiar.
Na voz da multidão concentrada no sambódromo do Rio, inspiração do grande líder Leonel Brizola, o canto entoado em uníssono dá o recado

Sou carioca, sou de Madureira
A tabajara levanta poeira
Pra essa festa maneira meu bem me chamou
Lá vem portela malandro, o samba chegou

Cultura popular não se dá fim com decreto mesmo que a caneta seja de ouro.

P.R.Baptista

 

sábado, 30 de janeiro de 2016

O PiG é a nova guilhotina - Nilo Batista

Imprensa e Justiça
Corte Europeia de Direitos Humanos já decidiu que a condenação de jornalistas por publicidade opressiva não viola a liberdade de comunicação

A centralidade que a questão criminal assumiu, visível nas altas taxas de encarceramento ou na criminalização do cotidiano privado e da vida pública, responde às transformações econômicas das últimas décadas. Interessa-nos um aspecto dessa centralidade: a espetacularização do processo penal e os sérios danos que causa a direitos fundamentais e ao estado de direito.

A espetacularização do processo penal não é novidade. Na Inquisição, a colheita de provas e o julgamento eram sigilosos. Falsas delações e torturas são eficientes na obscuridade; a festa era a execução da pena de morte. Com a adoção da pena de prisão, a execução numa cela tornou-se uma rotina sem apelo jornalístico. O espetáculo deslocou-se para a investigação e o julgamento.

Basta ligar a TV à tarde: deploráveis reality shows policiais, nos quais suspeitos são exibidos e achincalhados por âncoras “policizados”. Diz a Constituição inutilmente que “é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral”, garantia repetida pelo Código Penal e pela Lei de Execução Penal. Mas é no noticiário “sério” sobre inquéritos e ações penais que reside um grave problema, opondo a liberdade de comunicação à presunção de inocência e ao direito ao julgamento justo. A liberdade de imprensa geralmente prevalece sobre o direito à privacidade. Contudo, quando o confronto se dá com a presunção de inocência e o direito ao julgamento justo, a solução é distinta, como se constata em países democráticos.

A Corte Suprema dos EUA manifestou desconforto por ter identificado “julgamento pela imprensa” e anulou condenações. Numa delas, registrou que “o julgamento não passou de uma cerimônia legal para averbar um veredicto já ditado pela imprensa e pela opinião pública que ela gerou”. Alertou que o noticiário intenso sobre um caso judicial pode tornar nula a sentença e que a publicidade dos julgamentos constitui uma garantia constitucional do acusado e não um direito do público.

Na Europa, o assunto preocupa legisladores e tribunais. França e Áustria criminalizaram a publicação de comentários sobre prováveis resultados do processo ou sobre o valor das provas. Em Portugal, a publicação de conversas interceptadas em investigação é criminalizada, salvo se, não havendo sigilo de Justiça, os intervenientes consentirem na divulgação: o sigilo de Justiça vincula todos aqueles que o acessarem a qualquer título. A Corte Europeia de Direitos Humanos já decidiu que a condenação de jornalistas por publicidade opressiva não viola a liberdade de comunicação.

Não será por meio da criminalização da publicidade opressiva que se poderá reverter o lastimável quadro que vivemos, onde relações entre agentes do sistema penal e alguns jornalistas produzem vazamentos escandalosos, editados e descontextualizados, com capacidade de criar opiniões tão arraigadas que substituem a garantia constitucional por autêntica “presunção de culpa” e tornam impossível um julgamento justo.

Entre nós, existem casos em que todo o processo se desenvolve na mídia. Nesse cenário, pelo menos deveria ser exigido dos meios de comunicação aquilo que é exigido dos tribunais e das repartições públicas: obedecer ao contraditório. Hoje, após a longa veiculação da versão acusatória, segue-se breve menção a um comentário do acusado ou de seu defensor, que frequentemente desconhece a prova já divulgada para milhões de telespectadores. Se vamos persistir neste caminho perigoso — afinal, o sistema penal é historicamente um lugar de expansão do fascismo — pelo menos o contraditório obedecido pelos tribunais deveria ocorrer na mídia. Se a autoridade policial ou o Ministério Público divulgar sua acusação por três minutos, o acusado ou seu defensor deveria desfrutar do mesmo tempo para falar o que quisesse em sua defesa. Já que o processo se desenrola na mídia, que haja pelo menos paridade de armas. A prática atual é abertamente antidemocrática.

Nilo Batista é professor de Direito Penal da UFRJ e da Uerj

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

De nossa esperança ativa - Nei Alberto Pies


"É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não sairmos de nós". (José Saramago, 1922-2010)

Desesperança é a palavra da hora. Editoriais de muitos jornais e revistas, artigos em sites e blogs, diferentes manifestações e compartilhamentos nas redes sociais disseminam desesperança como virtude, como imposição de uma realidade vivida em nosso país, como sintoma da atual situação política, econômica e social. No sagrado direito de perguntar, minhas indagações: a) quem está disseminando estas ideias?; b) a quem interessa a desesperança?; c) com que propósitos pregar desesperança?; d) a esperança é mesmo danosa às pessoas, às coletividades?
Nunca vi esperança como um mal do povo, ou uma ilusão pessoal ou coletiva. Muito antes pelo contrário, acredito que esperança é que nos move, é o que move a história coletiva e individual de nossa gente. Para formular considerações sobre o assunto, fui pesquisar e ler sobre esperança. Descobri que ela carrega duplo sentido. O sentido da palavra que vem do latim spes, cujo significado é "confiança em algo positivo", um dos sentidos que a palavra carrega em português. Este sentido mais genuíno, mais original, perpetuado ao longo da história e das civilizações. Na cultura patrimonialista do Brasil, também adquiriu o sentido de expectativa, de espera. Muitas vezes, esta última concepção deturpa o que é uma virtude (confiar em algo positivo), tornando-a uma inércia, uma simples espera passiva.
Minha formação humanística e cristã sempre apontou a esperança como sentido da existência. Não consigo conceber pessoas ou grupos desprovidos de esperança. Para mim, esperança é possibilidade, é projeção, é ação para concretizar o que ainda não existe. Esperança é horizonte das lutas e das conquistas humanas. Esperança é sair de si, é sair da ilha, como propõe Saramago, justamente para melhor compreender a si mesmo e o mundo.
No caso do Brasil das últimas décadas, a esperança foi alicerçando avanços e conquistas sociais, traduzidos por mais liberdade, mais acesso à terra, saúde, cultura e educação, maiores condições de vida e dignidade, mais oportunidades de viver e experimentar cidadania, mais direitos. A esperança da maioria dos brasileiros não é passiva; é ativa porque projeta mudanças e organiza as lutas individuais e coletivas para concretizá-las. A esperança não é um slogan, mas é possibilidade concreta de mudanças projetadas na luta cotidiana, na organização, nas manifestações públicas da fé, das crenças e da cidadania.
A disseminação da desesperança, no atual momento histórico, explica-se porque há no Brasil um grupo de pessoas que nunca precisou alicerçar sua vida na "esperança ativa" que se traduz em lutas, em conquistas e em organização coletiva por melhores condições de vida e dignidade. Para estes, o Brasil sempre ofereceu "abundância" e privilégios. Na medida em que se descortinam os entendimentos e a compreensão sobre o funcionamento do próprio país, ficam mais claros os mecanismos de exploração, exclusão e alienação a que são submetidos a maioria dos brasileiros. Aí, a esperança (da mudança) da maioria passa a ser um problema.
                A esperança, no seu sentido mais genuíno, provoca mudanças a partir da organização, das lutas e das conquistas sociais. A esperança não é, para a maioria, um otimismo vazio e sem sentido. Concordo com Saramago: "não sou pessimista. O mundo é que é péssimo".  Com esperança, somo-me a outros tantos para que continuemos mudando o mundo, para mudar-nos a nós mesmos. Com esperança, combato desesperança!


Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos.























Fugindo da bomba



Поржал от души)))!!!
Publicado por Михаил Глинчиков em Sexta, 15 de janeiro de 2016

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

6º Festival Internacional Sesc de Música de Pelotas


Concerto da Orquestra Sinfônica de
Carazinho (Osinca) realizada na Catedral de Pelotas no dia 21-01-16 , com os músicos convidados, Fernando Cordella e solista Emmanuele Baldini.


Fotos oficiais divulgadas pela organização do evento.