quinta-feira, 30 de junho de 2022

"Ciro Gomes é o candidato com mais chance de crescimento" - Antonio Lavareda

 

Foto: Reprodução - Rádio Metropole


Por: André Uzêda no dia 27 de junho de 2022 às 09:21

O cientista político Antonio Lavareda, presidente científico do Instituto Ipespe, disse que o candidato que mais apresenta chance de crescimento atualmente é Ciro Gomes (PDT). Isso porque é o candidato mais lembrado como "segunda opção de voto.

"Isso é um dado científico. Quando perguntando, Ciro Gomes é o candidato mais citado como segunda opção, sobretudo entre eleições de Lula, já que coloca sua candidatura na centro-esquerda. Ele também tem uma fatia grande entre indecisos", disse em entrevista nesta segunda-feira (27), a Mário Kertész, na Rádio Metropole.

Lavareda também disse que hoje dificilmente a terceira via, representada pela senadora Simone Tebet (MDB), tem chance de se viabilizar eleitoralmente. "As chances de uma terceira via da centro-direita são remotas. A eleição está muito polarizada, com alguma tendência de uma triangulação, muito mais por Ciro Gomes", afirma.

Fonte METRO 1

domingo, 26 de junho de 2022

MULHERES QUE FOTOGRAFAM

foto de Verinha Garcia

Depois da inauguração da GALERIA CÂMARA CLARA, ainda em fase de estruturação, com o lançamento do livro RUAS DE PEDRAS, de Silvia Regina King Jeck , estamos iniciando a trabalhar na organização da mostra MULHERES QUE FOTOGRAFAM.

Até este momento estão convidadas Cristina Carriconde, Duca Lessa, Maria Clara Michels, Verinha Garcia, Camila Hein e Ana Tereza SV .

Não temos ainda previsão de data para que a exposição esteja pronta para abertura.

Dependendo do andamento das providências necessárias a partir do final de julho é que será possível se ter condições de estabelecer uma data. 

sexta-feira, 24 de junho de 2022

CHARGE

 


terça-feira, 21 de junho de 2022

AUTORIDADE - Enio Andrade

           


                                

          Huguinho estava com um problema de fácil resolução. Possuía dois aparelhos de som, o seu preferido foi das primeiras coisas que comprou quando começou a trabalhar, o outro adquirira há pouco. Um amigo de sua irmã apareceu em sua casa com o aparelho, queria viajar para a Espanha e não tinha dinheiro suficiente. Passada a sua hora de boa ação, pensou: o que faria com dois aparelhos de som? Não que isso fosse um grande problema em sua vida. Mas, pra quê? Ficava incomodado em ter coisas das quais não precisasse. Botou um anúncio na parte de classificados, era moda naquela época em que as pessoas ainda liam jornal. 

          Não demorou três dias e apareceu um interessado. O suposto comprador se apresentou e examinou o aparelho. Após um teste verificou que tudo estava funcionando. Na hora de pagar argumentou que estava sem dinheiro, mas, que assinaria duas promissórias, as quais resgataria logo que não mais estivesse a descoberto. Huguinho concordou sem pestanejar, afinal a troco de que o tal homem não resgataria as tais promissórias, sobretudo com valores tão baixos.

          Passado cerca de um mês do ocorrido Huguinho ligou para o comprador. Ninguém atendia naquele número. Ligou de novo no outro dia e nos outros dez dias subsequentes. Foi só depois do décimo dia que logrou êxito em suas tentativas. Uma mulher atendeu e explicou que o tal homem era um conhecido malandro que por uma dessas rasteiras do destino fora seu namorado e volta e meia usava o número do seu telefone em seus golpes. Pediu desculpas a Huguinho e desligou. Nem é preciso dizer que Huguinho ficou desolado com o acontecido. Não era pelo valor que estava vendo sumir no horizonte e sim por aquela sensação que estava sentindo, fora feito de bobo, se sentia o otário da vez.

          Ficou metabolizando aquela raiva por uma semana. Em conversa com seu irmão mais velho foi aconselhado a procurar Adroaldo que era um conhecido advogado e amigo da família. Adroaldo era amigo de seu irmão há muitos anos, serviram juntos no serviço militar e eram solidários nos piores segredos.

          Huguinho procurou Adroaldo e o colocou a par de tudo, na verdade o que sabia do malandro não era muito. Além do número do telefone, que sabia ser de outra pessoa, só sabia o nome, se é que era verdadeiro, nunca se sabe, com esse pessoal.

          O advogado o tranquilizou, deixasse com ele, tinha muita experiência com esses malandros. Conhecia a psicologia dessa gente, eles vivem disso, não fossem esses golpes teriam que trabalhar e ser como eles, gente decente.

          Além disso, argumentou Adroaldo, conheço muita gente na polícia, se tem gente que sabe lidar com esses malandros é o pessoal da polícia. Me dá uma semana, disse. Huguinho saiu dali aliviado, que bom ter vindo procurar o advogado, agora tinha certeza que o tal imbróglio seria resolvido e aquele sentimento de ser enganado seria esquecido. A única coisa que lamentava era ter que ter pedido um favor desnecessário, não gostava de depender de ninguém, paciência, pensou.

          Em menos de uma semana Adroaldo já tinha em suas mãos todas as informações sobre o malandro. Era estelionatário contumaz, pequenos golpes eram a sua especialidade. Adroaldo resolveu que não iria ocupar seus amigos da polícia com aquele peixe pequeno, vou cuidar desse malandro pessoalmente, onde já se viu, essa gente perdeu o respeito. Foi até a casa do malandro, porém, chegando lá não logrou êxito. O dito cujo morava com a mãe, imagina a desfaçatez do crápula, ainda envolvia a velha em seus golpes. Deixou o recado em tom ameaçador: ele que me procure, caso contrário vou ter que tomar providências!!

          Assustou bem a mãe do malandro e marcou o encontro em seu escritório para dali a dois dias. Durante esse tempo ficou devaneando sobre como iria acabar com aquele sujeito. Afinal de contas não era só uma questão de se saber quem manda, era também uma questão de mostrar àquele marginal quem é mais esperto.

          No dia marcado chegou ao seu escritório cerca de meia hora mais cedo. Era suficiente para se preparar. Próximo das nove horas se ajeitou na cadeira e pensou, esse malandro não vai nem se atrasar. Nem bem o pensamento se desvaneceu e ouviu alguém batendo à porta. Ah, viu só, eu sabia, esse malandro tá no papo. Se ajeitou na cadeira e gritou um entra como se estivesse em uma feira livre. A porta foi abrindo aos poucos, como se a pessoa que estava entrando hesitasse. Adroaldo, embora não demonstrasse, estava envolvido por uma sensação triunfalista. 

          O malandro se mostrou, e parecia, perdido, foi entrando devagar, a cabeça baixa, parecia procurar algo no chão. Oi doutor, tudo bem? Falou finalmente, como se fosse uma súplica. Adroaldo nem deixou o homem seguir naquela introdução. Desandou a falar com o malandro como se fosse um inspetor de escola de cunho religioso. Onde é que já se viu? Aplicando um golpe vil em gente decente, o mundo está perdido mesmo . . . de passagem citou suas amizades e finalizou dizendo um, como é que vai ser? em tom de ameaça.

          Depois de ficar em silêncio por um momento o homem começou a falar. Uma fala arrastada, disse que se arrependia de ter agido daquela maneira. Me perdoe doutor, se eu pudesse mudar a minha vida, ah se eu pudesse . . . dava pena.

Adroaldo voltou a carga, como é que ficamos? O homem falou, tem um jeito! Tenho um vídeo cassete no conserto, posso vender rápido por um bom preço e acertar tudo com o senhor. O advogado fez uma careta, enfim, era o único jeito. Está bem, disse.

          O malandro voltou à carga, é que eu estou desprevenido. O advogado nem falou nada, só puxou a carteira e disse, quanto? O malandro falou o valor.

          Foi tudo muito rápido, o advogado agradeceu a partida do malandro com alívio enquanto guardava a carteira. Nem bem o malandro desceu dois lances de escada e Adroaldo já estava se sentindo como Huguinho.


segunda-feira, 13 de junho de 2022

RETRATO INACABADO - Ligia Monassa

Ligia Monassa se considera autodidata a não ser por algumas aulas para aprender técnicas.
É psicóloga atualmente aposentada pelo governo estadual .
Participou por muito anos do MAPP, Movimento dos Artistas Plásticos de Pelotas, desde sua fundação, movimento este atualmente extinto.



domingo, 12 de junho de 2022

RECITAL DE MEIO DE CURSO - Pedro Barbosa Alves


Pedro Barbosa Alves é natural de Guarulhos-SP e  aluno de Márcio de Souza no Curso de Bacharelado em Violão - 4° semestre, da Universidade Federal de Pelotas.
No video interpreta  Ernesto Nazareth.
A apresentação foi realizada no Conservatório de Música.

sábado, 11 de junho de 2022

RECITAL DE MEIO DE CURSO - Pedro Barbosa Alves

 

Pedro Barbosa Alves é natural de Guarulhos-SP e  aluno de Márcio de Souza no Curso de Bacharelado em Violão - 4° semestre, da Universidade Federal de Pelotas.
No video interpreta  Mazurka , chôro de Villa Lobos, que faz parte da Suite Popular Brasileira.
A apresentação foi realizada no Conservatório de Música.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

JOÃO SCHMIDT, UM HOMEM DE TEATRO

 


CUBA, A ILHA QUE RESISTE - José Ricardo Caetano Costa

 
JOSÉ RICARDO CAETANO COSTA, lançou seu livro CUBA, A ILHA QUE RESISTE ,  na livraria Vanguarda.

O livro é um interessante relato de sua viagem a Cuba da qual retorna com uma impressão favorável.

O autor é graduado em Direito e História com mestrado e doutorado.

É escritor, palestrante e advogado de direitos sociais.

Na foto me entrega seu livro autografado. Como curiosidade a impressão de que autor é muito alto ou eu muito baixo decorre do fato de que, na ocasião, o autor se encontrava encima de uma plataforma.

Estamos agora estudando a possibilidade dele repetir esta sessão proximamente na GALERIA CÂMARA CLARA talvez, a se estudar, em conjunto com a exposição MULHERES QUE FOTOGRAFAM



quarta-feira, 8 de junho de 2022

FESTA JUNINA - BANDA FORROGODÓ


Kewin Yamani-zabumba.
André ferreira- voz e violão.
Leu Kalunga - voz e percussão.

terça-feira, 7 de junho de 2022

segunda-feira, 6 de junho de 2022

segunda-feira, 30 de maio de 2022

ASSEMBLÉIA DO SINASEFE DISCUTE GREVE POR TEMPO INDETERMINADO - Prof. Paulo Baptista


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Em Assembleia Geral marcada para hoje 30/05 o SINASEFE coloca em pauta a greve que o campus Pelotas mantém por tempo indeterminado
A assembleia está marcada para às 14h (primeira chamada) e 14h15 (segunda e última chamada) e é virtual.
Até agora o Comando de Greve vinha procurando estender a paralisação aos outros campi do IFSul conforme exposição no vídeo de Hernesto Brito integrante do comando. 
Registre-se que o movimento recebe oposição dos estudantes que conforme noticiado pelo Diário Popular foram até à Reitoria em protesto.
Esta oposição tem a ver com o fato que a greve coincide com o retorno das aulas presenciais justamente logo após uma prolongada suspensão destas aulas ao longo da pandemia.      


domingo, 29 de maio de 2022

sábado, 21 de maio de 2022

JOSÉ RICARDO CAETANO COSTA está lançando seu livro CUBA, A ILHA QUE RESISTE.

 

JOSÉ RICARDO CAETANO COSTA  está lançando seu livro CUBA,  A ILHA QUE RESISTE. 
Vamos estudar a possibilidade de uma sessão de autógrafos na GALERIA CÂMARA CLARA.  

quarta-feira, 18 de maio de 2022

HOMENS MAIS RICOS DO PAÍS AGEM PARA PRIVATIZAR ELETROBRAS E LUCRAR COM ISSO

Homens mais ricos do país agem para privatizar Eletrobras e lucrar com isso






















Homens mais ricos do país agem para privatizar Eletrobras e lucrar com isso
O Tribunal de Contas da União (TCU) retoma nesta quarta-feira (18) o julgamento do processo sobre a privatização da Eletrobras, e alguns dos homens mais ricos do Brasil devem monitorar atentamente a decisão da corte sobre o futuro da estatal.
Seis dos 22 maiores bilionários do país são acionistas da Eletrobras. Parte deles, aliás, atua para que o controle da maior empresa de energia do país passe do Poder Público para o capital privado para que assim eles possam ficar ainda mais ricos.
Jorge Paulo Lemann, por exemplo, é dono de uma parte relevante da Eletrobras. Ele já tem uma fortuna de cerca de R$ 75 bilhões e também é o brasileiro mais rico da atualidade, de acordo com ranking da revista Forbes.
Sua empresa, a 3G Capital, detém cerca de 11% de um tipo das ações preferenciais da Eletrobras, algo avaliado em cerca de R$ 760 milhões, segundo a própria companhia. As ações preferenciais, conforme marcado em seu nome, têm preferência no recebimento de dividendos da estatal.
Os dividendos são parte dos lucros de uma empresa distribuídos a acionistas. Só nos primeiros três meses deste ano, a Eletrobras lucrou R$ 2,7 bilhões – 69% a mais do que no mesmo período do ano passado. Lemann ficará com parte disso. Mas não só ele.
Seus sócios na 3G Capital também são donos de parte da Eletrobras. Marcel Herrmann Telles tem fortuna de cerca de R$ 47 bilhões e é o terceiro mais rico do Brasil; Carlos Alberto Sicupira tem R$ 40 bilhões, quinto mais rico; Alexandre Behring, com R$ 5,1 bilhões, é o nono mais rico.
Todos, junto com Lemann, atuaram para a privatização da Eletrobras. A 3G Capital indicou Elvira Cavalcanti Presta para o conselho de administração da empresa em 2018, enquanto a empresa se preparava para a capitalização. Em 2019, Elvira virou diretora financeira e de relações com investidores. Durante 2021, chegou a presidir a companhia por dois meses.
Segundo a advogada Elisa Alves, que representa o Coletivo Nacional dos Eletricitários em ações judiciais contra a venda da Eletrobras, a 3G Capital provavelmente será uma das compradoras de ações da Eletrobras caso o governo as ponha à venda. Com maior participação na empresa, homens entre os ricos do país devem pressionar a administração da empresa por mais lucros e mais dividendos.
Procurada pelo Brasil de Fato, a 3G Capital não se pronunciou sobre seu eventual interesse na privatização da Eletrobras.

Banqueiro elege rumos da estatal
Por meio do Banco Clássico, o bilionário José João Abdalla Filho, o Juca Abdalla, também é um dos maiores acionistas da Eletrobras. 18º homem mais rico do Brasil, ao fim de 2021, ele tem mais de 5% de todas as ações ordinárias da estatal, avaliadas em mais de R$ 1,6 bilhão. Todo seu patrimônio foi estimado em R$ 13 bilhões pela Forbes.
As ações ordinárias dão direito a voto sobre os rumos da Eletrobras. Depois de instituições ligadas ao governo federal, Abdalla é quem mais tem capital votante na estatal. Seu voto teve peso considerável na assembleia que aprovou a privatização da empresa, realizada em fevereiro deste ano.
E já teve ainda mais. Quando a desestatização foi anunciada, em 2017, Abdalla tinha 12% da Eletrobras. Eram tantas ações que só a valorização delas por conta das notícias da privatização deixou Abdalla R$ 1 bilhão mais rico.
Abdalla, aliás, fez crescer sua fortuna justamente comprando ações de empresas estatais em processo de privatização. Em 2020, ele era dono de cerca de 10% da Engie. Essa empresa cresceu no Brasil ao comprar a Gerasul, privatizada em 1998.
Abdalla também é dono de cerca de 1% da Petrobras. No mês passado, indicou-se e foi eleito para o Conselho de Administração da estatal, aumentando a pressão de acionistas minoritários pela alta dos preços dos combustíveis e do lucro da companhia.
Procurada pelo Brasil de Fato por meio do Banco Clássico, Abdalla não se pronunciou sobre seus negócios envolvendo a Eletrobras e a Petrobras.

Investidor atua com banco
Quem também lucrou com notícias sobre a privatização da Eletrobras foi Lírio Parisotto, 22º colocado na lista dos mais ricos do Brasil, com fortuna de R$ 11 bilhões. Parte desse patrimônio está aplicado no fundo de investimentos Geração Futuro L Par, que aplica em ações da estatal e rendeu 121% em 12 meses encerrados em junho de 2021.
Parisotto chegou a ser denunciado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por supostamente ser destinatário de informações privilegiadas sobre a privatização da estatal por conta de sua amizade com o senador Eduardo Braga (MDB-AM), que foi favorável à venda em votação no Congresso. Parisotto sempre negou qualquer benefício com a amizade.
Seu fundo de investimento é “abrigado” pela corretora Geração Futuro, ligada ao Banco Genial. O Banco Genial foi contratado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturação da venda do controle governamental da Eletrobras.
A participação da Genial, acionista da Eletrobras, na privatização da empresa já foi questionada em ação judicial movida pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários. Procurado pelo Brasil de Fato, o Banco Genial não se pronunciou sobre o assunto.
“Quem está interessado na Eletrobras são os bancos nacionais e internacionais, que inclusive já têm participação na estatal”, afirmou Leonardo Maggi, membro da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que é contra a privatização. “Eles já controlam boa parte do setor elétrico brasileiro.”
A advogada Elisa Alves confirma esse interesse do setor financeiro na Eletrobras devido a sua alta lucratividade, a qual deve aumentar caso ela deixe de ser uma estatal e passe a operar somente visando o máximo retorno aos seus acionistas.
O Ministério das Minas e Energia informou aoBrasil de Fato que a privatização da Eletrobras é necessária para que a empresa, sob controle privado, possa manter investimentos no país.
“A Eletrobras tem capacidade de gerar 30% da energia e detém 44% das linhas de transmissão do país, mas não dispõe de capital para investir e se manter nesse patamar. A empresa precisa ser capitalizada. Seu controlador, a União, não consegue fazer os aportes necessários”, informou o órgão.
“Considerando que a economia brasileira atingirá níveis de crescimento mais elevados e, consequentemente, haverá aumento de demanda de energia, o quanto antes a Eletrobras estiver capitalizada, mais capacidade ela terá de participar de novos investimentos”, complementou o MME.
O Ministério da Economia e a própria Eletrobras não se pronunciaram.

Fonte: Rede Brasil Atual / Imagem: Eletrobras Divulgação 






Assembleia Geral do Sinasefe-IFSul aprova adesão à Greve por tempo indeterminado

 

 Após meses de tentativas de negociação com o governo, sem sucesso, o Sinasefe-IFSul aprova a adesão ao movimento nacional de Greve do Sinasefe, que luta pela reposição imediata das perdas inflacionárias da categoria!

A inflação está corroendo os salários, congelados há mais de 05 anos, e o governo se nega a abrir negociação com os(as) servidores(as) da educação.

Chega de desrespeito. Agora é GREVE! 

segunda-feira, 16 de maio de 2022

segunda-feira, 9 de maio de 2022

quarta-feira, 4 de maio de 2022

PARANOIA - Enio Andrade


         A noite tinha sido ótima, era a primeira vez que eu tocava naquela casa. Mesmo cansada, estava me sentindo muito bem. Pode parecer clichê dizer isso,  mas, me sentia como alguém que cumpriu uma espécie de missão. Fui saindo da festa recém terminada, o pessoal que trabalhou estava no final do serviço, cada um pensando em ir para sua casa descansar. A boate ficava ali no centro, na volta da praça, como dizemos por aqui, próxima ao mercado. Já tinha ligado para a Aparecida, combinamos que ela me levaria para casa, era uma tradição nossa, gostávamos de ir para casa conversando sobre a festa e de como nos sentíamos sobre nós e tudo o que nos cercava.
           Naquela noite ela não pudera vir à festa porque estava estudando, tinha uma prova importante na segunda, mesmo assim combinamos que no final da noite nos encontraríamos. O telefone tinha tocado algumas vezes e nada de ela atender, deixei uma mensagem e nem esquentei, vai ver ela dormiu ou algo assim. Olhei para cima e percebi que já começava a amanhecer. Ali no centro à essa hora tem bastante movimento. Pensei que não teria perigo nenhum se eu fosse caminhando até minha casa, afinal de contas moro pertinho do centro, umas dez quadras, se tanto. Nem seria preciso dizer que pensei que poderia ser perigoso, claro né, sendo mulher nunca se tem essa sensação de segurança absoluta.
           Nessas todas já tinha caminhado duas quadras, uma na rua XV de novembro e outra na rua Tiradentes, me aproximava do prédio dos correios na esquina da Félix da cunha. Foi quando percebi que uma espécie de neblina começou a baixar e me cercou de tal maneira que num primeiro momento não conseguia enxergar nada. Aos poucos foi melhorando e eu conseguia divisar cerca de vinte metros a minha frente, foi quando eu a avistei. Que bom pensei, uma mulher ia a cerca de uns dez metros de distância. Poxa que bom, o natural seria me aproximar e irmos juntas até quando fosse possível e necessário, dada à situação. Não sei porque não a chamei, acho que foi uma coisa de intuição.
          Em seguida a tal mulher olhou para trás pela primeira vez. Me deu a sensação de que ela começou a acelerar o passo. Parecia a mim que a tal mulher procurava disfarçar uma preocupação que começava a sentir, como se não quisesse que a outra parte percebesse que fora descoberta. Não se passou nem um minuto e a mulher olhou para trás outra vez, dessa vez não se preocupou em disfarçar, acelerou o passo com desfaçatez.
          Foi aí que comecei a me preocupar de verdade. Mas, o que essa mulher está vendo que eu não consigo enxergar. Olhei para trás e não via nada, aquela neblina parecia ser cúmplice de quem quer que estivesse produzindo aquela súbita desconfiança. Agora que a mulher não precisava mais disfarçar começou a olhar para trás a cada dez segundos, era o que eu pensava, afinal de contas quem prestaria atenção em alguma coisa naquela situação. Depois desse momento parece que não existia mais nada no mundo, éramos só eu, a mulher, a neblina e a tal “aparição”.
          A mulher acelerou tanto o passo que já parecia a mim que ela corria. Comecei a sentir um medo tão grande que também acelerei o passo, minha intenção era me aproximar da mulher o suficiente para que ficássemos juntas na hora derradeira. Meu sentimento era de derrota, mas, também era de empatia, queria que estivéssemos juntas naquela situação que já parecia irremediável. Fiquei me culpando, se eu não fosse tão teimosa, para que eu fui me expor a tamanho perigo.
          Agora a situação parecia fora de controle, a mulher corria sem olhar para trás, parecia que começava a gritar, digo que parecia porque eu não conseguia mais raciocinar, tal era o medo que estava sentindo. Meu coração desandou a bater descompassado, minha cabeça latejava, não sabia como minhas pernas estavam aguentando tudo aquilo. Foi quando eu parei de correr, não sei o porquê, era uma coisa estúpida a fazer, naquela situação desesperadora. De repente estaquei e disse quase gritando, peraí !!
          Neste instante tudo se esclareceu, a neblina se desvaneceu e pude enxergar a mulher correndo, já ia longe, ouvi uma buzina. Era a Aparecida que dizia com um sorriso, desculpe, cochilei. O carro andou um pouco e ao passarmos pela mulher pedi à Aparecida que parasse por um momento, olhei para a mulher e dei um tchauzinho irônico, afinal nós duas sabíamos o que havia acontecido. Depois contei tudo à Aparecida e nos rimos daquela estória, até hoje.

ENIO ANDRADE é um consistente escritor pelotense 
se destacando como romancista que surge no cenário literário.
Recentemente lançou o romance "Dandara e a Princesa" a respeito do qual já comentamos em  A METADE SUL .
Acesse o link para ler 

 

sábado, 23 de abril de 2022

quarta-feira, 20 de abril de 2022

MARIA MARTINS - Ângela Becker

 

A brasileira Maria Martins tem uma história artística incrível. E uma extraordinária vida pessoal.                   

Está presente em grandes museus como o Museu da Filadélfia, MoMA em Nova York, no MALBA Argentina, na Bélgica e na França. Em São Paulo no MAC e Rio de Janeiro(MAM). No Palácio Itamaraty, em Brasília. Isto já é um baita cartão de apresentação! Conviveu com os grandes nomes da época, Breton, Max Ernst, Chagall, Picasso. Foi amiga de Brancusi. Com Mondrian dividiu uma exposição em NY. Extraordinário foi o caso que teve com Marcel Duchamp, por mais de uma década. As cartas que trocaram mostram a união caliente que ligava os dois e como respiravam juntos o amor pela Arte. Duchamp tem duas obras importantes que dialogam direta (e ocultamente) com a obra dela,impactado com a beleza e sensibilidade vibrante da artista. É preciso dizer que Duchamp foi o artista mais importante nascido no séc. XX. Foi quem mudou a arte do seu tempo. 

Nas últimas décadas de sua vida, trabalhou com o pensamento voltado à brasileira Maria Martins. Maria Martins foicasada com o diplomata brasileiro Carlos Martins que conheceu na França(1920) e este foi seu segundo casamento. Em função disso, morou em Paris, Bélgica, EUA e Japão, onde o marido foi embaixador. Carismática, erudita, poliglota, frequentava os artistas que estavam no topo dos movimentos. Como André Breton, autor do manifesto surrealista. Ela se alinhou desde logo ao surrealismo. Trabalha com escultura em madeira em Paris, mas muda a técnica para “cera perdida”, quando vai morar em NY. Esta técnica sobrepõe camadas sobre camadas de cera que será substituída por bronze no derretimento quando escorre para fora, se perdendo. Daí o nome. Esta técnica pede a “mão na massa”. É visceral, orgânica. Maria (preferia ser chamada pelo pelo primeiro nome) tem uma obra de sensibilidade e metamorfose tropical. 

O surrealismo lhe caia como uma luva. "Não esqueça que venho dos trópicos" é o nome de uma obra dela. Prezava os títulos, certamente influenciada por Duchamp (a quem mais influenciou do que foi influenciada). A Amazônia é o seu motivo básico. Faz uma exposição em NY com este título. Neste lugar-amazônia- tudo é úmido e em estado de transformação. A matéria é o magma que ainda não é. Tudo palpita de vida na sombra crepusculareterna da floresta e q ainda traz a memória do caos. 

A escultura de Maria é assim como a Amazônia. É o resultado do fluxo entre as formas vegetais, animais e humana. Não se sabe onde começa, nem onde termina. Algas, raízes, lama, formas sexuais, viscerais, corpóreas. Este clima é o próprio fazer de sua escultura. A vida está no sombrio, no crespo, no indomado. É arrebatador. Ela esculpe os mitos deste Brasil mágico e indomado e no mito fundador da Amazônia reza que todo o ano o rio deve fecundar a floresta. O rio sai do leito pela noite à procura da mulher mais bela entre as belas. Sai e desliza em meio à floresta enrosca-se em troncos, folhagens, raízes e segue "derrotando animais, enlouquecendo os pássaros" à procura da mais bela morena do crepúsculo da mata. Com a cópula anual, vivifica a floresta. 

Assim é a escultura de Maria Martins. Assim é a própria Maria Martins, esta artista que ressurge agora com força, a mesma força que arrebatou Duchamp já na maturidade e coberto de fama. Vai ficar para a próxima a descrição dos trabalhos que ele moldou no corpo mesmo de Maria e que está voyeuristicamente oculto/exposto numa sala do Museu de Arte da Filadélfia.

sábado, 16 de abril de 2022

segunda-feira, 4 de abril de 2022

ANITTA REPRESENTA O FEMINISMO?

sábado, 5 de março de 2022

UM TIME QUE FICOU NA HISTÓRIA

 

Registro de uma época em que os jogadores eram oriundos, na maior parte, aqui mesmo da região, moravam aqui, viviam aqui. E morriam aqui.
Isto não impedia que se tornasse possível formar equipes de grande qualidade.
Esta formação do Xavante, de 1962, é um exemplo disto.
Grande time! 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

DESTRUIÇÃO DO ANTONOV - A GUERRA SE ASSEMELHA À BÁRBARIE -


Além das centenas de mortes que o conflito na Ucrânia está causando, a maior aeronave do mundo, Antonov-225 Mriya, também foi destruída em ataque russo na Ucrânia. O considerado maior avião do planeta foi fabricado na Ucrânia e estava no aeroporto Hostomel, perto de Kiev, que foi atacado pela Rússia. Segundo o fabricante, a restauração do avião custaria mais de 3 bilhões de dólares e levaria muito tempo.

A aeronave possuía 84 metros de comprimento. Já a distância de uma ponta à outra da asa (a chamada "envergadura") tem o equivalente a um prédio de 29 andares ou 88 metros. "Mryia" significa "sonho" em ucraniano e o avião foi construído na década de 80 para transportar equipamentos da extinta união sovietica

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Presidente do Iphan afirma que há 'supervalorização do patrimônio cultural' - CAROLINA MORAES E JOÃO PERASSOLO

 
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Há aqueles que supervalorizam o patrimônio cultural." Assim a presidente do Iphan, Larissa Peixoto, respondeu na semana passada a um pedido de reunião enviado a ela no final de janeiro pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural para debater uma série de pontos que, para eles, apontam desmonte e perseguição dentro do órgão.

O conselho é a instância máxima do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e regula a proteção do acervo cultural do país. O colegiado debate e dá o voto final para o encaminhamento e aprovação de tombamentos e registros de bens imateriais.

No pedido de reunião, 12 dos conselheiros listam ações recentes do órgão que, nas palavras deles, comprometem a preservação do patrimônio, tais como a diminuição do orçamento do Iphan a partir de 2019, a não realização do processo seletivo do mestrado em patrimônio, a possível venda do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, e também a retirada do apoio do órgão a peças e objetos de religiões afro-brasileiras agora sob guarda do Museu da República.

Na resposta, Peixoto diz que os pontos levantados pelos conselheiros são "desmedidos e desrespeitosos" e beiram a suposição de crime por parte da diretoria do órgão. Afirma ainda que as palavras deles foram duras e desrespeitam a dignidade de servidores do órgão.

Ela e os cinco diretores que assinam a carta pedem que os conselheiros se retratem e não respondem ao pedido de agendamento de uma data para a reunião.

"Há aqueles que supervalorizam o patrimônio cultural com meritórios estudos arrojados, todavia menosprezam a gerência na criação de protocolos eficientes para a consecução do fim tão almejado, qual seja, a preservação que todos coadunam", escreve.

O conselho enviou ainda uma tréplica em que afirma ter havido "um mal-entendido" e que lamenta "que uma atitude de respeito à missão do instituto seja considerada desrespeitosa".

Parte dos servidores do Iphan se manifestou com solidariedade ao requerimento dos conselheiros. Eles consideram "urgente e indispensável que os dirigentes do Iphan aprofundem o diálogo, a consulta e a observação dos ritos previstos na instância do conselho", como escrevem numa carta.

Ainda em apoio ao grupo consultivo, a carta diz que "a voz dos servidores do Iphan não pode ser invocada em contextos alheios aos dos debates e deliberações dessas esferas", em resposta ao trecho em que a direção afirma que o requerimento da reunião feria também a dignidade dos servidores.

Após a publicação desta reportagem, o Iphan enviou uma nota afirmando que a carta de Peixoto "destaca, de forma clara, a importância e necessidade de se valorizar o patrimônio ao mesmo tempo que os ritos administrativos necessários à sua preservação, seja por meio de tombamentos, registros, entre outros".

"Vale ressaltar que promover a eficácia administrativa é uma forma assertiva de assegurar a valorização e proteção do nosso patrimônio", diz o órgão.

O Iphan ressalta ainda que, nos últimos seis meses de 2021, avaliou 96 pedidos de tombamento contra somente oito durante todo o ano de 2018. Em relação à revalidação de registros de bens, apenas em 2021 foram nove revalidações contra apenas uma ao longo dos últimos 20 anos.

A troca de farpas acontece em meio a uma crise generaliza do Iphan, um alvo constante de críticas do governo de Jair Bolsonaro desde o começo de sua gestão.

Depois da paralisação do conselho consultivo por quase dois anos e da troca de funcionários do alto escalão, a instituição agora vê o reflexo disso numa série de medidas que podem tornar a principal entidade de preservação do patrimônio cultural do país num órgão-fantoche dos bolsonaristas.

Segundo especialistas que trabalham com patrimônio, esse é um desmantelamento inédito, que não se viu nem em períodos autoritários no Brasil.

provação expressa de licenciamento ambiental, distribuição de cargos-chave para aliados do governo, diminuição do orçamento, paralisação do mestrado e recentes anulações de tombamentos são algumas das situações que vêm abalando o instituto.

Fonte: Folha de São Paulo

RETALHOS DE UMA PAIXÃO - Victor Hugo Lautenschlager

 

O Vinicius Sinott diz "Olhar Para Frente". Confesso que depois do vexame que assisti no jogo em Vacaria, eu não consigo olhar para esse horizonte e me vislumbrar num futuro promissor. Fazer isso é sofrer antecipado. Nossa rotina de torcedor xavante tem sido massacrante. Ao apito do juiz no ponta pé inicial da partida já começa a acelerar e descompassar o coração do sofrido torcedor rubro negro. Sabemos por antecedência que é o apito do alerta avisando que serão mais noventa minutos de agonia profunda. Para nós, há muito, não existe jogo fácil, exceção ao do Guarani de Bagé que veio, além de desfalcado, abalado pelo surto de Covid que acometera seus profissionais. Afora tanta angústia, tem aquele dito que o jogo só termina quando o juiz dá o apito final. Aí que mora o perigo. Nosso time sofre do mal do "depois dos 40". Por ter um ataque incompetente, que não sabe definir a jogada em gol e por isso, "a pau e corda", consegue marcar, vez que outra, um golinho durante 80 minutos, entrega a rapadura quando os ponteiros ultrapassam esse tempo. Nosso time é instável. Não tem identidade. Não sabe aproveitar as chances de gol e se deixa vazar querendo fazer firula quando é hora de chutar a bola pro mato. Afinal, o que está motivando tal inconsistência dentro das quatro linhas? A jovem diretoria já mostrou competência e muita vontade de trabalhar. A torcida abraça o time com a paixão avassaladora de sempre. Os jogadores são de nível acima do que tínhamos no rebaixamento. E o técnico e sua plataforma de trabalho, seria ele a peça desajustada no conjunto da obra? Voltando as vacarias, ou melhor, as vacas magras, eu, torcedor que tantas loucuras feitas para não perder um jogo na Baixada, digo que minha preocupação começou quando o raio da bolinha definiu o Glória como adversário. Sabia que seria pedreira, coisas que essa turma nova que dirige o clube, o treinador, os atletas e o raio que o parta não sabiam. Não deu outra: faltou usarem as sandálias da humildade. Acho que se tivesse alguém da diretoria do tempo que chamavam de encarnado o vermelho da nossa cor, a história seria outra. A jornada continua. Chazinho de camomila, medidor de pressão à mão e no peito a mesma fé, o mesmo orgulho e a mesma paixão.

Vitor Hugo Lautenschläger é administrador do grupo XAVANTE - RETALHOS DE UMA PAIXÃO existente desde 24 de fevereiro de 2015 e que conta com quase 2000 membros. 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022