segunda-feira, 21 de agosto de 2023
sábado, 22 de julho de 2023
PRESERVAÇÃO PATRIMONIAL -RECUPERAÇÃO DA FACHADA DE CASA CENTENÁRIA
Registro dos procedimentos para pintura da fachada de prédio inventariado, com projeto de 1925, situado na Ru Gen.Teles, 564,
A fachada tinha permanecida sem pintura durante vários anos a partir de laudo emitido pela Secretaria de Cultura , afirmando tratar-se de cimento penteado e, por este motivo, ser reiteradamente vetada a pintura.
Isto até que, após várias correspondências enviadas aos secretários , alertando para a incorreção dos pareceres, ter sido finalmente autorizada a pintura.
A etapa neste momento é de examinar e preparar o processo de pintura.
Em alguns pontos, nos quais verificou-se possível, após a remoção de ´várias camadas de tinta alcançar o reboco original, ficou bem evidenciado sua natureza. Mas foram pontos isolados pois, na maior parte, ao se procurar retirar as pinturas, o reboco ´caía junto.
Procedimentos como este , evidentemente, são muito caros a evidenciar a importância de haver, por parte do poder público, um entendimento mais amplo e mais atento do que representa todo o apoio que os proprietários possam ter
quarta-feira, 12 de julho de 2023
domingo, 9 de julho de 2023
O HINO RIO-GRANDENSE "RACISTA" - Tau Golin
A verdade, muitas vezes, aparece com o rigor de uma guilhotina justiceira.
É como se a lâmina, descendo célere para o pescoço do “condenado”, fizesse uma pirueta no ar, mudasse de rumo, e decepasse a cabeça do carrasco. E com ela tudo que a cena representasse.
Espanto geral da assistência celerada, freneticamente acostumada ao show de vulgarização dos condenados, parte fundamental da demonstração do poder e seus rituais integrantes de calendários de hegemonia.
Esse parece ter sido o impacto provocado pelo recém eleito vereador Matheus Gomes (Psol), na cerimônia de posse da nova legislatura na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. E o que fez o jovem parlamente, que é historiador e honra a sua condição de negro? Deu piruetas no ar como guilhotinas justiceiras? Fez mais: permaneceu sentado durante a execução do hino do Rio Grande do Sul, recusando-se a cantar as suas estrofes de bravatas e ofensas aos negros. Um silêncio que transformou em presença contundente a história dos escravizados, seus descendentes e demais segmentos negros. Um silêncio de dignidade civilizatória!
Na perspectiva dos autores farroupilhas do hino, lá no distante século XIX, existem dois paradigmas. Um, o fato de que os farroupilhas eram escravistas, senhores de escravos, antes, durante e depois da guerra civil. Como algozes, para eles, ser escravo implicava numa condição social que abominavam “somente para eles”, que eram justamente os gestores da sociedade escravista. O temor à escravidão era tão-somente um aforismo político que retiravam da classe que sujeitavam, exploravam e espoliavam até a exaustão da morte. Portanto, no mundo real em que surgiu o hino, mais que um conceito era um fato terrível, estava mergulhado na concretude histórica. A condição de ser escravo era um modelo visualizado, sentido, uma cotidianidade execrável.
O segundo paradigma é que os farroupilhas tomavam alguns referenciais liberais da Revolução Francesa – e mesmo da independência norte-americana – como bandeira política exclusivamente na sua perspectiva de classe e de sociedade, no embate entre segmentos de senhores da província contra o gabinete central do Império. É fato histórico também que um movimento abrangente como uma guerra civil mobiliza segmentos e indivíduos que estão vinculados somente a aspectos pontuais, como se usassem a enxurrada para navegar seus flutuantes, mas que não teriam lugar na enseada real do poder.
O hino, que praticamente não foi executado nos dez anos de guerra civil, teve várias versões, que representavam as discordâncias das três principais facções farroupilhas, com depurações, acréscimos e mesmo como exercícios literários posteriores ao decênio beligerante etc. A letra também possui passagens universalistas centradas no dilema da dominação que lhe dá certo uso geral contra a opressão. Nesse caso, sempre é fundamental observar quem está entoando o hino.
Passadas as décadas, o hino saiu da história para ser reproduzido na esfera da “versão da história”, fenômeno que ocorreu quando foi adotado como cantilena maior do Rio Grande do Sul no início da ditadura militar (1964-1985), em que o tradicionalismo foi potencializado como expressão do regime de exceção, convertendo-se em regionalismo de sua cultura oficial, quando a pilcha gaúcha se transformou no visual civil da farda; multiplicaram-se os galpões crioulos nos quartéis, nos órgãos públicos, nas entidades de lazer das polícias etc etc. Nessa marcha de povo-rebanho, o segmento do tradicionalismo brigadiano tem certa hegemonia. Não foi um fato extemporâneo que o primeiro berro contra o silêncio consciente do vereador negro ouviu-se da boca de patroa da brigadiana vereadora Comandante Nádia (DEM), durante a própria sessão de posse.
Nesse processo, o hino rio-grandense, adaptado de uma das versões do século XIX, foi aquele “permitido”, autorizado e incentivado pela ditadura. Não era incomum o militar-policial reprimir a população, torturar nas delegacias e prisões clandestinas (de onde sumiam as pessoas), e, depois, em sua cotidianidade, trocar a farda pela pilcha e celebrar a existência em algum galpão crioulo. Em alguns ufanismos malucos o hino era encaixado na Guerra Fria, como se o temor de acabar “… por ser escravo” significava uma maldição ao domínio “do comunismo”. Aliás, manipulações similares emergiram na última campanha eleitoral, onde a fênix de um patriotismo putrefato no senso comum, permanece se alimentando nas cinzas das casernas.
O dilema histórico é que o hino rio-grandense resultou da escolha de versos problemáticos para uma história complexa, de longa duração, que mantêm vínculos com o fazer social, político e cultural no mundo contemporâneo. O hino contém versos abomináveis para o povo (que não tinha direitos entre os farroupilhas), aos escravizados, e à memória de milhões de rio-grandenses. Basta destacar o seguinte trecho:
“Mas não basta, pra ser livre/Ser forte, aguerrido e bravo/Povo que não tem virtude/Acaba por ser escravo”.
Pode-se deduzir que “os escravos não tinham virtude”; e por não a ter, logo, foram “escravizados.” Justifica-se uma condição histórica perversa através da manipulação moral. Na cultura dominante do rio-grandense, como de resto do brasileiro, o conceito de escravo não conduz à categoria política, mas sim, devido às implicações sociais, culturais e históricas, à condição de ser de “cor negra”. Concreta e subjetivamente, portanto, o hino rio-grandense é racista!
Aceitá-lo é desconsiderar toda a barbárie da história, todo o movimento repressivo montado pelo sistema escravista para cativar milhões de pessoas, do qual todos os líderes farroupilhas e demais elites do Rio Grande do Sul participaram. Hoje, são guardiões dessa memória abjeta. Façanha para servir de modelo a toda a terra. É pouco…?
É nesse sentido histórico e de práxis política que é louvável a posição do vereador insubordinado, negando-se ao ritual de mangueira do gauchismo escravocrata.
O importante é perceber que o hino rio-grandense possibilita esforços intelectuais e estéticos para apreender a complexidade do século XIX e da história como processo…
(* ) TAU GOLIN é professor de História na Universidade de Passo Fundo (UPF). escritor, reconhecido pesquisador da história do Rio Grande do Sul
quinta-feira, 6 de julho de 2023
OS GÊNIOS SÃO HUMANOS - Ben Berardi
Início dos anos 80 e fui para São Paulo descobrir e construir.
Logo lá, fui conhecer o Oficina, que já era Usina Usona.
Conheci o Zé Celso.
Em um mês já estava trabalhando de ator na montagem de "O Akordo" de Bertolt Brecht. Zé exercia toda a Direção.
Um monstro de criatividade.
A Direção musical era do Arrigo Barnabé, o cenário de Lina Bo Bardi, e o protagonista era Itamar Assunção.
Eu estava no Coro.
Nunca houve estreia pois faltou dim dim para finalização.
Cada um tinha seus compromissos e...vida que segue.
O Zé lutava, então, contra o grupo Silvio Santos, que queria anexar o Oficina ao seu império e transformá-lo em estacionamento.
Zé venceu.
É muito importante pensar o Oficina e seu Zé Celso na sua extrema importância na Cultura Brasileira.
Lá os atores do Roda Viva foram espancados pela Ditadura cívil - militar.
Lá saiu O Rei da Vela, e muito mais Oswald de Andrade.
Como uma pessoa faz um mundo caber num teatro.
Atuar, atuar, atuar
Prá poder voar
Cantava o Zé.
sexta-feira, 30 de junho de 2023
BOLSONARO VOTA PELO IMPEACHMENT DE DILMA E EXALTA ULSTRA
quarta-feira, 28 de junho de 2023
CÃOZINHO DE CHARRETEIRO
Cãozinho de catador cochila sobre um saco de recolhimento junto da ocupação na Estrada do Engenho.
Com o asfaltamento da estrada toda uma comunidade que reúne muitos charreteiros está ameaçada de ser desalojada sem segurança quanto ao destino que vai ter.
São famílias que fazem das charretes tracionadas por cavalos no recolhimento de uma variedade de descartáveis um elemento essencial de suas sobrevivências.
domingo, 18 de junho de 2023
sábado, 17 de junho de 2023
terça-feira, 13 de junho de 2023
AUDIÊNCIA PUBLICA SOBRE A ESTRADA DO ENGENHO - José Nei Telesca Barbosa -

Como já tinha sido contemplado em várias falas anteriores, disse que me chamou a atenção, que deveria ser reestudado o Termo de Ajuste de Conduta do Ministério Público, já que contemplou apenas a questão das moradias, sem considerar a necessidade da construção da praça e da relocalização dos espaços para charretes e animais de tração usados para o trabalho de muitas mulheres e homens, que seriam transferidos da atual localização.
Falamos também que deveria ser feito um novo laudo de Impacto Sócio-ambiental da questão da construção da rodovia asfáltica, já que o TAC refere-se apenas a possibilidade de risco de um dique do canal do São Gonçalo, como dito pelo Engenheiro da Secretaria de Planejamento e Gestão. Portanto, são questões distintas e deveriam ser tratados de forma diferente ou incluídos no TAC atual, pois este obriga a Prefeitura em 30%, mesmo tendo verba de multas ambientais obtidas pelo MP. Ainda mais que a nova rodovia beneficiaria quatro proprietários ou incorporadoras imobiliárias, como sugerido na fala da vereadora Miriam Marroni. Em nosso entendimento, s.m.j. os reais beneficiários da obra rodoviária, pela valorização das suas glebas de áreas consideráveis deveriam participar da subvenção econômica do impacto sócio econômico e ambiental causado na relação custo benefício da obra. Também, o representante da Prefeitura e alguns presentes falaram sobre a possível instalação de um parque temático ali próximo, que também deveria ser mencionado no novo relatório e chamado a contribuir com recursos, se for o caso.
domingo, 11 de junho de 2023
CARAS NOVAS NA CÂMARA DE VEREADORES
![]() |
| CESINHA |
![]() |
| COITINHO |
sábado, 10 de junho de 2023
AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR A SITUAÇÃO DA ESTRADA DO ENGENHO
DIA 12/06 , SEGUNDA-FEIRA , ÀS 18 H
AUDIÊNCIA PÚBLICA NO PLENÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE PELOTAS
PARA DISCUTIR A SITUAÇÃO DA ESTRADA DO ENGENHO E DO PASSO DOS NEGROS
Esta Audiência tem como objetivo promover um debate entre o poder público e a sociedade civil sobre a obra de pavimentação, que encontra-se em andamento, na Estrada do Engenho, os planos de exploração turística e imobiliária da região, a importância da preservação ambiental e histórica do local, bem como o direito de moradia e acesso à cidade dos moradores daquela região.
📢 Convidados a população, moradores, movimentos sociais e coletividades a participarem desse importante espaço!
domingo, 4 de junho de 2023
PRIORIDADES - Rogério Guimarães
.jpg)
Bela obra de asfaltamento da Estrada do Engenho, investimento da Prefeitura de Pelotas.
sábado, 3 de junho de 2023
terça-feira, 30 de maio de 2023
sexta-feira, 26 de maio de 2023
domingo, 21 de maio de 2023
segunda-feira, 15 de maio de 2023
4GALERIA, UMA BOA PROPOSTA QUE PODE ESTAR FINDANDO

A galeria, 4GALERIA, uma proposta muito interessante que se propôs a conciliar exposição de quadros com outras atividades e anexando um café num sobrado com terraço na avenida Bento Gonçalves , se encaminha para ser encerrada.
Há a promessa de reiniciar em outro local mas, de momento, fica o que seja possível levar como experiência. O mercado de Arte não atravessa uma fase muito favorável sendo o motivo principal a questão econômica mas tendo muito a ver também com a dificuldade de levar ao público o trabalho produzido pelos artista.
domingo, 14 de maio de 2023
RITA LEE, PERMANECE PARA A HISTÓRIA DA MPB
sábado, 6 de maio de 2023
PALAVRAS - Maria Clara Michels Pinho
Fúcsia. Não sei vocês, mas a mim palavras assaltam às vezes, ficam martelando em minha cabeça, não descolam, insistem e, quando tento descobrir a razão, nem sempre encontro resposta. Agora é "fúcsia". Há dias fúcsia me persegue. Badala com um sino nos meus ouvidos, dá flashaço nos meus olhos, por mais que tente dissuadí-la, não me abandona. Lembro, claro, da palavra fúcsia: uma cor com nome já em desuso, pois se dividiu em tantos tons...Mas bastante usada pelos mais antigos, a mãe e a vó gostavam da cor e eu até que usava bastante. E é uma palavra boa de dizer: a gente enrola a língua, distende bem , é suave, é doce, quase cheirosa. O quase cheirosa descobri hoje, procurando saber qual era o tom exato do fúcsia cor, um vermelho arroxeado, segundo o Google, que transforma mulheres em bailarinas quase voláteis, com longos vestidos de transparências e brilhos. Mas não recordava o fúcsia flor, atribuído ao nosso brinco de princesa, a flor símbolo do Rio Grande do Sul e que é mais habitual quando ostenta a cor que lhe dá nome.Que, aliás, gosto muito, mas não tive sorte quando plantei, suicidaram-se, talvez com minha ajuda, que não sabia a quantidade de água exata para lhes matar a sede! Por outro lado, talvez seja uma premonição: na mesma página onde encontro longas explicações sobre fúcsia flor e fúcsia cor fico sabendo que será o grande lançamento da moda para esta Primavera-Verão: fúcsia e mais fúcsia. Como não me ligo muito a modismos, só o que não me sai da cabeça é a estranheza. Não li poema, conto ou crônica, não ouvi música, não sonhei com nada que lembrasse a palavra, então não sei porque permeia meu pensamento, ande caminhando por aí ( sem ver nenhum brinco de princesa nem casas ou flores fúcsia), lendo ou trabalhando no jardim.
Mas se agora é a vez de "fúcsia", isso me acontece seguido. Pirilampo ( essa eu entendi, afinal, há pouco havíamos falado sobre os vagalumes e como, apesar do encantamento que produziam, terem sumido de nossas noites), pintassilgo ( outro que vou pesquisar, não sei bem como é um ), açucena, madressilva...são outras tantas que, volta e meia, batem no meio da testa e eu não decifro a razão.É assim: estou pensando em coisas bem diferentes e, de repente uma palavra aparece, se fixa, torna-se insistente, martela...E eu lá, abismada, querendo saber de onde saiu. Já notei que tenho uma predileção especial por vocábulos com dois ss, ç, mas também aparecem palavras longas e que soam bem, quase como uma sinetinha, como cristalino, pacífico, maresia, silente ou até soturno.Também aparecem algumas mais escuras, como salafrário, cafajeste, sardônico ou sinistro, mas essas eu as retiro rapidamente, com um leve sacudir de cabeça, pois, afinal, estão sendo muito empregadas ultimamente.
Mas não são só palavras isoladas que têm este poder estranho sobre minha mente. Nomes inteiros, de personagens mais ou menos celebrados, cientistas, artistas, esportistas, políticos, às vezes despontam.Sem que eu os tenha ouvido, ou lido recentemente. Alguns conheço, admiro ou até detesto. Outros tenho de fazer um grande esforço de memória para lembrar quem são. E, se tiverem vindo ao meu espaço de pensamento à noite, fico irritada porque já sei que pela manhã devo tê-los esquecido e não poderei tentar uma pesquisa que os coloque em um contexto.
Isso também acontece com vocês? Pergunto porque não gostaria de pensar que sou a única louquinha neste espaço. E como acabei de fazer a pesquisa sobre "fúcsia", trago para cá a cor e a flor. Até que valem a pena!
sexta-feira, 5 de maio de 2023
INDEFINIÇÕES EM FASE DE DEFINIÇÕES NA ÁREA DO SANEAMENTO NO BRASIL - Lúcio Almeida Hecktheuer
No Rio Grande do Sul a situação de saneamento é muito parecida com a situação nacional. A CORSAN, dos 497 municípios gaúchos, atende 316 deles e somente 58 municípios contam com o serviço de coleta e tratamento de esgoto. A CORSAN, hoje, encontra-se em processo de privatização em função da sua incapacidade financeira de investimentos na área de saneamento.
Ao longo dos anos de 2021 e 2022, primeiros anos de vigência do Novo Marco Legal do Saneamento, alguns resultados já foram visualizados através da realização de diversos leilões realizados que atraíram mais de R$72,2 bilhões em investimentos a serem aplicados na área de saneamento. Esses resultados devem-se muito ao Novo Marco do Saneamento que teve a preocupação de exigir das empresas que vierem a atuar no setor de saneamento, sejam elas públicas ou privadas, procurem trabalhar de forma eficiente e injetando significativos aportes financeiros no setor.
No entanto, recentemente (05/04/2023), em um dos seus primeiros atos de governo, o Presidente Lula editou Decretos que trazem modificações significativas no Marco Legal do Saneamento, Decretos esse que desobrigam as empresas públicas de participarem de processos licitatórios para assumirem a responsabilidade dos serviços de saneamento. Cabe ainda lembrar que Decretos estão, hierarquicamente, abaixo de leis que tramitaram e foram aprovadas no Congresso. Decretos são utilizados para regulamentar leis e não as modificá-las.
A fim de estabelecer definitivamente os rumos das ações na área de saneamento no Brasil, a Câmara de Deputados derrubou, ontem, dia 03/05/2023, os Decretos Presidenciais. Duzentos e noventa e cinco (68,45%) deputados votaram pela derrubada do Decreto e cento e trinta e seis (31,55%) votaram pela manutenção do Decreto. Falta agora a votação no Senado para que tenhamos o desfecho destas regras.
sexta-feira, 28 de abril de 2023
MEU GOL INESQUECÍVEL
Estou atrás do gol da Gen. Netto, eu e meu pai, estamos de pé, junto da tela, bem próximos da bandeirinha de escanteio, a do canto da João Pessoa.O campo, como em tantas outras vezes, está cheio. Com motivo: o Xavante disputa a final da divisão de Ascenso .
Lembro que o jogo está no final. Acho que já quase aos quarenta do segundo tempo.
Estou junto da linha de fundo e está por ser batida uma falta contra o visitante, não muito longe da goleira.
As faltas importantes, que podem decidir um jogo, os penâltis por exemplo, penso que não deveriam ser executadas no momento de serem cometidas. Nelson Rodrigues criou a frase, hoje incorporada ao glossário do futebol, de que os pênaltis deveriam ser cobrados pelo presidente do clube.
Acho que o jogo deveria ser suspenso e só ser reiniciado uns dias, talvez até uma semana, depois.
Enquanto isto a bola ficaria lá, no local da falta, como um foguete pronto a ser lançado ao espaço. Se tratar-se de um penâlti a expectativa seria como a de uma execução sujeita à comutação no último momento.
Neste dia, contudo, a demora é de uns poucos minutos. Parece uma eternidade mas é só o tempo necessário para o batedor acomodar a bola, o time adversário formar a barreira, o goleiro dar uma última vista de olhos para ver se está tudo conforme julga mais adequado.
O juiz ainda faz uma inspeção na distância da barreira e levanta o braço para apitar.
Pena não me lembrar de outros detalhes. Como disse meu pai está ao meu lado, mas não lembro de sua fisionomia, não lembro se o dia estava ensolarado ou nublado. Perdi a memória inclusive da escalação do Brasil. Só lembro do cobrador da falta, naquele momento ele corporifica o time inteiro: Spilmann. Era um exímio batedor de faltas, a expectativa de que fizesse o gol era, portanto, bem fundamentada.
Mas os detalhes talvez não sejam o mais importante. Para mim fica a lembrança do momento, do quanto é decisivo para a vida do time e que estou ali, testemunha de sua ocorrência. Seu maior significado, além disto, é a presença, comigo, de meu pai.
Além, evidentemente, que viajando pelo alto, como uma ave em seu mergulho, a bola vai encestar-se quase na forquilha da trave, fora do alcance do goleiro.
E o xavante está de volta à Primeira Divisão!
(P.R.Baptista)
quarta-feira, 19 de abril de 2023
TRABALHISMO NÃO COMBINA COM NEOLIBERALISMO PELA SAÍDA IMEDIATA DA BASE DO GOVERNO DO PSDB
O Diretório Municipal do PDT de Pelotas, em reunião ordinária realizada
no dia 15 de março de 2023, às 19h, na sede do partido, deliberou por
manifestar-se publicamente, sobre recente adesão ao governo do
Estado do governador Eduardo Leite do PSDB, por parte da Executiva
Estadual Provisória do PDT-RS, em conjunto com os deputados do partido.
Em primeiro lugar, o PDT de Pelotas protesta por não ter sido ouvido pela direção estadual sobre a conduta de Eduardo Leite, PSDB, como ex-prefeito de Pelotas e sua relação com o trabalhismo local.
Ninguém conhece melhor as práticas do atual governador do que os trabalhistas de Pelotas, e a política praticada por Leite e pelo PSDB, é incompatível com o trabalhismo sonhado por Getúlio, Jango, Brizola e Darcy Ribeiro, como pretendemos provar. “Quem não o conhece que o compre”, como dizia Brizola.
Em Pelotas, durante seu governo de 2013-2016, Leite colocou a cidade entre os 5 piores municípios do Estado, no que diz respeito a investimento, com recursos próprios, em Educação e Saúde. Educação e Saúde nunca foram prioridade para Leite e o PSDB. Desde 2013, cerca de 80% das crianças permaneceram sem acesso a creches públicas. Idosos e doentes ficavam internados por vários dias nos corredores do PS sem acesso a um leito hospitalar, situação atenuada por ação judicial proposta pela bancada municipal do PDT de Pelotas.
Leite jamais cumpriu sua palavra quando prefeito de Pelotas. Para ganhar votos dos vereadores para aprovação de leis de seu interesse dizia e assinava qualquer documento, que depois viria a descumprir.
Leite contratou, sem licitação, por 2 milhões e cem mil reais, a consultoria Falconi, parceira da Comunitas e depois recebeu indicação da própria Comunitas para ganhar bolsa de estudos em Columbia, EUA. A bancada do PDT de Pelotas denunciou a ilegalidade da dispensa de licitação, 7 anos depois o contrato foi considerado ilegal, mas Leite escapou da improbidade administrativa por conta da mudança da lei de improbidade.
Nos últimos dias de seu governo em 2016, em regime de urgência, sem discussão, colocou em votação a privatização do Sanep, companhia de saneamento municipal, sem fazer o plebiscito exigido pela lei orgânica do municipio de Pelotas. Novamente a bancada do PDT de Pelotas denunciou a ilegalidade da conduta e Eduardo não conseguiu privatizar a autarquia de saneamento municipal. Mas quando Leite se elegeu governador, um dos primeiros atos de governo foi retirar da Constituição Estadual, norma que havia sido incluída pela bancada Estadual do PDT, que exigia o Plebiscito para privatização de empresas públicas, como a CEEE e a Corsan. Mais uma vez, coerentemente a bancada gaúcha do PDT foi contra a retirada do texto que garantia a participação popular para venda de empresas públicas.
Com ideia fixa de vender o patrimônio dos gaúchos, Leite vendeu a CEEE que tanto custou a Brizola estatizar. Por 100 mil reais para um dos homens mais ricos do Brasil, Jorge Paulo Lehmann e agora antes de assumir o novo mandato como governador ganhou bolsa de estudos da Fundação Lehmann para estudar em Londres. Leite é uma das apostas dos megaempresários e banqueiros para levar a presidência um neoliberal com perfil palatável para a grande mídia e para o grande público. O PDT sempre votou contra as privatizações de empresas públicas estratégicas como é o caso da CEEE e da CORSAN.
Por fim, devido às inúmeras suspeitas quanto à legalidade e lisura da condução do processo de privatização da CORSAN, como as negociações com os prefeitos realizadas por meio de chantagens e ameaças, os milhões em contratos sem licitação para contratar empresas consultoras para viabilizar a privatização, as dúvidas quanto à capacidade financeira da Companhia, o fato de somente uma empresa ter participado do leilão e ter realizado o lance de valor mínimo, o fato do Procurador do MP-RS, fiscal do processo de privatização, ter pedido exoneração do cargo e ter assumido função de direção na empresa que venceu o leilão com salário exorbitante, dentre tantos outros fatos obscuros que merecem a devida investigação, o PDT de Pelotas solicita aos deputados estaduais eleitos pelo partido que reflitam sobre suas posições, suas lutas, reflitam sobre as raízes pedetistas, o legado do Brizola, e apoiem a CPI para investigar o processo de privatização da CORSAN. Uma empresa, estratégica, lucrativa, publica, de interesse público, patrimônio de todos os gaúchos e gaúchas que foi entregue ao mercado por um valor muito abaixo do que realmente vale. A privatização da CORSAN foi aprovada pela assembleia legislativa, mas entendemos e exigimos que o processo da privatização seja lícito e transparente. O PDT de Pelotas apoia a CPI do processo de privatização da CORSAN.
Pelas razões acima expostas, repudiamos, de forma veemente, a decisão tomada pela Executiva Provisória Estadual do partido de aderir à base de governo neoliberal de Eduardo Leite – PSDB. Exigimos que a base do partido seja ouvida: perfeitos, vereadores, dirigentes partidários e filiados. Trabalhismo e neoliberalismo não combinam, ou o PDT se mantem fiel aos seus ideais, atualizado pelas ideias de Ciro Gomes, ou nos entregamos definitivamente ao carguismo e facilidades de uma política venal e sem compromissos com o povo gaúcho e brasileiro.
Diretório Municipal do PDT de Pelotas RS
Reginaldo Bacci Presidente
sábado, 1 de abril de 2023
PELOTAS E O RANKING DO SANEAMENTO DE 2023 - Lúcio Almeida Hecktheuer

quarta-feira, 29 de março de 2023
TCU deve aprovar devassa em sistema de controle de armas do Exército
sexta-feira, 24 de março de 2023
MARIA CLARA MICHELS, CONVIDADA A EXPOR NA GALERIA CÂMARA CLARA

E estes movimentos, que antecipam futuros voos, estou tendo a oportunidade de detectar ainda dentro do ninho.
Fotografa com um celular muito simples e toma como tema principal as imediações de sua casa no Laranjal.
A partir destes primeiros ensaios decidi incluí-la na exposição que venho procurando organizar na GALERIA CÂMARA CLARA e que estou intitulando MULHERES QUE FOTOGRAFAM justamente porque estão convidadas apenas mulheres.
Neste momento estão convidadas também Vera Garcia, Duca Lessa, Cristina Carriconde e Camila Heine
domingo, 12 de março de 2023
terça-feira, 7 de março de 2023
O DESAFIO DO PDT - Reginaldo Bacci
O novo presidente do PDT em Pelotas/RS, o advogado Reginaldo BAcci, apontou em seu discurso de eleição e posse, neste final de tarde de domingo (05/12/2023), pontos que deverão nortear o debate e a ação do partido em Pelotas nos próximos dois anos.
Aponta que o grande desafio do
PDT neste momento histórico em que a sociedade brasileira está dividida e
polarizada entre a narrativa da estrema direita – fundada no conservadorismo
moral hipócrita e ultrapassado – de um lado, e a narrativa de parte da esquerda
que detém o poder central, mas que se sustenta no discurso identitário e na
formulação e aplicação de políticas sociais afirmativas e compensatórias de
outro lado. Em comum as duas narrativas têm a política econômica liberal
centrada no denominado e desgastado tripé econômico (câmbio flutuante, meta
inflacionária e controle fiscal).
Não há como negar que estamos mais
próximos da narrativa daqueles que compreendendo a necessidade de política que
atendam os interesses e na perspectiva dos grupos sociais. Não há como negar
que as políticas de fortalecimento do salário mínimo, a volta do Programa Minha
Casa Minha Vida, do Bolsa Família, por exemplo, dão ao atual governo um viés
mais humanista (não necessariamente de esquerda) e retira do campo das ideias
as possibilidades de um debate mais profundo no que toca a política econômica
liberal, que pretendem manter. O pessoal da Faria Lima de São Paulo (coração do
capitalismo tupiniquim) continuará mantendo sua política de juros absurdamente
alta (a mais alta do mundo), a autonomia do Banco Central (mesmo com prejuízo
de 300 bilhões de reais em 2022) e a Petrobrás não deverá rever o PPI (Política
de Preço de Paridade de Importação), afinal, o Brasil precisa garantir os
ganhos dos investidores estrangeiros em detrimento de nosso país e de nosso
povo.
Claro que sem mudar a política
econômica atual não mudaremos o Brasil. O grande desafio para o PDT de Pelotas,
do RS e do Brasil é como construir sua própria narrativa calcado no seu estofo
histórico (de Getúlio, Brizola, Darcy e outros grandes nomes) sem sofrer a
“lacração” dos companheiros, que tudo sabem e que estão no campo político mais
próximo a nós e claro da extrema direita que confia e quer manter o stablisment econômico.
O PDT tem o discurso, conhece o
rumo, saber fazer e já fez mais pelo Brasil que qualquer outro partido, mas
mais do que discurso é necessário uma estratégia de comunicação clara e
objetiva capaz de superar a “lacração” quer venha da própria esquerda ou venha
da extrema direita. Reinventar a política e um novo discurso aliado a uma
prática capaz de estabelecer uma aliança com a sociedade civil organizada a
partir de suas entidades e ainda projetos sociais sem qualquer estrutura legal
pode ser um caminho. Os partidos em sua grande maioria estão preocupados no
exercício do poder e na ocupação de cargos e espaços capazes de favorecer seus
“donos”. A tarefa é complexa, difícil e requer sacrifício.
Esse sacrifício que estou
disposto a fazer pelo PDT, pelo nosso povo, pela nossa cidade, e é esse
sacrifício que peço a todos vocês que estão aqui ao nosso lado que façam. São
20 anos de um mesmo grupo no Poder de nossa cidade e foram incapazes de
articular os atores dos diferentes setores e segmentos para apresentarem para Pelotas
uma alternativa de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável a partir de um
planejamento estratégico de curto, médio e longo prazos.
Precisamos mudar a nossa
realidade, precisamos mudar a nossa cidade e dar ao nosso povo a esperança de
que em breve Pelotas poderá dar aos seus gentios filhos educação, saúde,
segurança, mobilidade e acima de tudo dar dignidade a cada um. Pelotas tem
pressa ... muita pressa ... estamos atrasados e fomos arrastados nos últimos 20
anos por governantes que não foram capazes de cuidar da nossa gente na
periferia. A miséria nos assola e apenas
a fé nos consola. Mas devemos e podemos fazer mais. O PDT sabe que pode fazer
mais, o PDT já fez antes e melhor e fará muito mais ainda por Pelotas e seu
povo.
Mas não basta boas intenções ou
palavras e discursos articulados, o que muda o mundo são nossas ações
concatenadas, nossos discursos afinados, nossas energias na construção do
partido que queremos e que seja capaz de construir mais do que um projeto de
uma cidade digna, o que muda o mundo e o que vai mudar Pelotas são nossas ações
e elas devem começar agora e por dentro do partido. Precisamos planejar,
organizar e construir uma narrativa do PDT capaz de nos diferenciar pelo
discurso e pela prática das duas narrativas atuais que polarizam e impedem o
surgimento de outras possiblidades políticas.
Para que isso se torne possível pensamos na necessidade de criarmos
neste momento, pelo menos 5 (cinco) coordenações por dentro do Diretório
Municipal (liderados por nossos membros), mas aberto a todos os interessados:
1ª) Coordenação
de Estratégia Política Eleitoral 2024
2ª) Coordenação
de Comunicação e Marketing
3ª) Coordenação
do Plano Municipal de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável
4ª) Coordenação
de Articulação com Movimentos Sociais Organizados ou Não da Sociedade
5ª) Coordenação
de Arrecadação e Logística
Cada uma dessas coordenações tem objetivos próprios e o grande objetivo
comum é preparar o PDT de nossa cidade para o desafio de 2024, que é o de se
tornar uma opção viável e confiável perante aos eleitores de Pelotas. Para
tanto, mais do que a elaboração de um discurso/narrativa que nos afaste dos
extremos e nos diferencie de uma pseudo esquerda que entrega aos pobres e os
grupos sociais identitários, mas abre as burras e se curva para os ricos e o
capital, adotando uma política econômica liberal, precisamos ter a capacidade
de comunicar um novo e efetivo discurso que se fundamente no Estado Democrático
de Direito e tenha na Democracia Plena seu modelo político alicerçado, que
tenha um modelo de participação popular decisivo em seus próprios destinos e
uma politica econômica capaz de reindustrializar o país, reduzir os juros
reais, explorar nossas maiores riquezas com inteligência e brasilidade,
garantir um sistema mais igualitário e mais justo, para dar a todos qualidade
de vida e dignidade. Essa é cidade que queremos, esse é o estado que buscamos e
este é o país que sonhamos com Getúlio, Brizola, Darcy e tantos outros
companheiros, que jamais se curvaram ao capital e ao liberalismo que empobrece
e mata nosso povo econômica e culturalmente.
O sacrifício é todos aqueles que acreditam na política como ferramenta
para servir aos outros. Viva o PDT, Viva ao Povo de Pelotas, Viva a todos os
homens e mulheres que passaram por esse partido e nos deram o maior legado que
um partido político pode ter: honradez e serviços prestados ao povo brasileiro
e ao Brasil
Reginaldo Bacci
Presidente do PDT Pelotas/RS
(06/03/2023)
domingo, 5 de março de 2023
REGINALDO BACCI ASSUME A PRESIDÊNCIA DO PDT

Neste domingo, 5/03/2023 , em Convenção realizada em sua sede, o PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA ( PDT) elegeu sua nova diretoria que ficou assim constituída..
Presidente: Reginaldo Bacci Acunha
1° Vice-Presidente: Luíza Rodrigues Vitória
2° Vice Presidente: Bianca D’Carla Macedo da Costa
Secretário: José Nei Telesca Barbosa;
Tesoureiro: Márcio Rodrigues Affonso;
1° Vogal: Geraldo Luiz Rodrigues Saraiva
2° Vogal: Marcus Siqueira da Cunha
Líder da Bancada na Câmara de Vereadores
sábado, 4 de março de 2023
CONVENÇÃO MUNICIPAL DO PDT
O PARTIDO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO ( PDT) realiza neste domingo 5 de Março a Convenção Municipal para eleição do Diretório e Executiva.
Uma chapa concorrente, já inscrita, tem como presidente Reginaldo Bacci.
%2013.20.37.jpg)
%2013.20.57.jpg)













