segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

REFORMA AGRÁRIA NO FANTÁSTICO - Eduardo Londero

O Fantástico faz uma matéria sobre fraudes no Incra e na Reforma Agrária.
Como investigação não é com eles, todo o trabalho se baseia em relatório da CGU, sobre o qual apõem imagens e entrevistas. 
Em 1850 foi criada a Lei de Terras que engessou o assunto, definiu que os posseiros de então viravam proprietários, e para o futuro só se adquiriria terra por meio de compra.
A lei de 1850 foi um arranjo que agradou a todos na época, ferrou o imigrante que veio depois, e diferiu o conflito para nossa época. Típico. 
Em 1937 foi criada possibilidade de desapropriar terras mediante indenização e inicia uma Reforma Agrária conduzida no mesmo espírito da elite brasileira: burocratas da alta e políticos de direita se servem dela para dar terra a quem não precisa, comprar caro terras que não prestam dos amigos, e desmoralizar a própria ideia da necessidade de construir uma classe média rural instruída e poderosa para o bem do próprio capitalismo. Lentamente a matéria do Fantástico vai se afastando da origem dos fatos, do mérito da investigação do CGU e da importância das suas conclusões. E vai se encaminhado para reafirmar a desmoralização da Reforma Agrária, ao invés de recuperar a necessidade de ser bem conduzida. 
A fruta não vai longe da árvore.

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