sábado, 30 de maio de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Um vôo do edifício mais alto do mundo
Eagle's-Eye View From World's Tallest Building
WATCH: GoPro captures eagle soaring down from the world's tallest tower: http://abcn.ws/1AqCJqD - (click video for audio)
Posted by ABC News on Domingo, 15 de março de 2015
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Um vôo do edifício mais alto do mundo
O fato real e o fato fotográfico

Esta foto, que causa uma impressão muito forte, é plena de aspectos relativos à situação em si, uma abordagem policial, e, de modo mais particular, à sua expressão fotográfica e jornalística.
O fato teria ocorrido em 2013 no Morro do Alemão e seria uma revista feita em moradores à procura de drogas ou armas sob a justificativa de que eles, incluindo crianças, em algumas ocasiões são portadores a mando dos traficantes.
Segundo notícia da época " as crianças que circulam pelo Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, não poderão mais ser revistadas por agentes da Força Nacional de Segurança, se não houver suspeita de que elas estejam carregando armas ou drogas.
A decisão foi tomada hoje (19) em reunião do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), João Tancredo, com o secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame. Flávia Castro Da Agência Brasil De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública, as crianças não devem mais ser revistadas na saída de escolas.
Mas, segundo ainda a assessoria, o julgamento de suspeita de uma criança vai caber ao agente em atividade. O advogado João Tancredo disse, em entrevista depois da reunião, que o Estado não tem cumprido adequadamente a função de proteger o indivíduo com essa postura [de revistar crianças]. "As crianças estão sendo violentadas por duas vezes. Primeiro quando colocam coisas em suas roupas e depois com a revista policial". Ele afirmou que as revistas são consideradas ilegais pela OAB. "Existe uma regra geral do Código Penal que só se pode proceder revista em qualquer pessoa se for fundada a suspeita. Nessas circunstâncias, todos eram suspeitos", (fonte da notícia: Direitos Humanos)
Seria, portanto, um fato passado o qual, supõe-se, talvez superado.
Voltando à foto, sem dúvida ela causa um impacto muito grande.
Trata-se, tipicamente, do exemplo de imagem que tem o potencial de correr o mundo, de ser premiada nos concursos que costumam ser feitos de fotojornalismo.
A respeito dois aspectos que nos chamam a atenção.
Primeiro a violência visual da imagem na qual homens fardados, integrantes, portanto, de uma força policial, e, aspecto ainda mais forte, armados com fuzis, revistam moradores, incluindo crianças.
Este seria o aspecto mais evidente.
Já um segundo aspecto passa uma mensagem que pode trazer uma leitura complementar.
As crianças, é observável, estão a caminho da escola, ou seja, estudam, e se apresentam bem vestidas. Supõe-se, portanto, que vivam num ambiente no qual, apesar da violência presente em momentos como esses e, por certo, em vários outros momentos, se tem garantida algum tipo de "normalidade".
Cabe lembrar que revistas podem ser procedimentos mais frequentes do que se possa supor, em muitos casos são feitas inclusive na entrada de escolas para constatar se alunos não estão armados o que tem ocorrido.
Mas, no nosso caso, a abordagem, evidentemente, é mal conduzida.
Não se justifica que se empunhem fuzis numa abordagem com crianças, muito menos que elas sejam dispostas, de costas, com os braços erguidos por mais que isto seja considerado procedimento padrão em casos de revistas.
O que procuro questionar, no entanto, olhando o fato sob o ponto de vista de seu conteúdo fotográfico, é ser a violência de alguma forma alterada no seu conteúdo no momento em que se substancializa como imagem e se perde ou se ignora o contexto no qual ela é produzida.
A violência, nesse instante, se torna também simbólica e se eterniza.
Esta é a força, para o bem ou para o mal, da Fotografia.
P.R.Baptista
(*) Infelizmente não foi possível localizar a autoria da foto.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Um concerto em algum lugar imaginário
Apresentação de André Rieu em São Paulo no ginásio Ibirapuera.
Espetáculo de "gala", com casa cheia.
O programa é de gosto popular, nada que possa ser muito sério.
Dentro desse espírito aceita-se até mesmo que como número final se toque Michel Teló.
O que realmente destoa é a incrível ausência de negros.
Tem-se a exata noção de que não estamos no Brasil mas fica difícil até situar-se pois atualmente em todos os países do mundo ocidental, incluindo Estados Unidos, a presença de negros nos espetáculos, tanto artísticos quanto esportivos, é muito significativa.
Esta é a demonstração mais clara de que o Brasil é um país racista, senão de intenção como pretende, mas de fato.
Na platéia, durante toda a apresentação, é possível distinguir apenas uma mulher negra.
Sua presença parece tão estranha que, por diversas vezes, é focada.
Enquanto isto na orquestra igualmente apenas a cantora negra Kimi Skota.
Seria diferente em algum outro lugar do Brasil?
Possivelmente não.
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domingo, 24 de maio de 2015
Artistas de Rua, alegrando a vida
Boníssim!!! Tot un art!
Posted by Flaix FM on Quinta, 9 de abril de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Para quem prega a volta da ditadura
Doloroso.
Posted by Azenha Luiz on Quarta, 20 de maio de 2015
A ditadura militar brasileira tem muitos defensores.
Recentemente em manifestações de rua foram empunhados cartazes com frases de apoio.
Enquanto isto ainda resta conhecer toda a extensão do horror das torturas que foram praticadas nos cárceres.
Recentemente em manifestações de rua foram empunhados cartazes com frases de apoio.
Enquanto isto ainda resta conhecer toda a extensão do horror das torturas que foram praticadas nos cárceres.
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sábado, 16 de maio de 2015
Bresser Pereira contesta Tarso Genro
Nota novo-desenvolvimentista 4. Tarso Genro é um dos mais notáveis políticos brasileiros; é um intelectual de esquerda coerente e competente. Ele, porém, está enganado quando afirma que o ajuste fiscal em curso gera "um constrangimento impossível de ser digerido" pelo partido (Uol, 14/5/15).
Ele entende, como grande parte da esquerda, que ser progressista ou de esquerda é rejeitar política macroeconômica que envolva ajuste fiscal recessivo.
Ora, isto é um equívoco.
Uma política econômica é progressiva ou de esquerda quando diminui a desigualdade econômica. Esse é o caso da elevação do salário mínimo, de impostos progressivos, e do aumento do gasto público na área social.
No plano macroeconômico a única política progressista é a política de buscar um nível de taxa de juros baixo, em torno do qual o Banco Central deve realizar sua política monetária.
Para o pensamento keynesiano e novo-desenvolvimentista, o Estado gastar mais ou gastar menos, ter uma política fiscal expansiva ou contracionista não é nem progressista nem conservador, é certo ou errado.
E no caso presente o ajuste é certo, já que foi a expansão fiscal de 2013 e 2014 que provocou a crise de confiança e a recessão em curso.
Tarso Genro tem competência para colocar esta questão do que é ser ser de esquerda ou de direita no plano da política macroeconômica.
O saber convencional a respeito, que identifica esquerda com expansão fiscal e direita com contração fiscal, é profundamente equivocado.
Ele entende, como grande parte da esquerda, que ser progressista ou de esquerda é rejeitar política macroeconômica que envolva ajuste fiscal recessivo.
Ora, isto é um equívoco.
Uma política econômica é progressiva ou de esquerda quando diminui a desigualdade econômica. Esse é o caso da elevação do salário mínimo, de impostos progressivos, e do aumento do gasto público na área social.
No plano macroeconômico a única política progressista é a política de buscar um nível de taxa de juros baixo, em torno do qual o Banco Central deve realizar sua política monetária.
Para o pensamento keynesiano e novo-desenvolvimentista, o Estado gastar mais ou gastar menos, ter uma política fiscal expansiva ou contracionista não é nem progressista nem conservador, é certo ou errado.
E no caso presente o ajuste é certo, já que foi a expansão fiscal de 2013 e 2014 que provocou a crise de confiança e a recessão em curso.
Tarso Genro tem competência para colocar esta questão do que é ser ser de esquerda ou de direita no plano da política macroeconômica.
O saber convencional a respeito, que identifica esquerda com expansão fiscal e direita com contração fiscal, é profundamente equivocado.
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Estado Islâmico, procurando razões
"Your brother created ISIS" — a student just completely shut down Jeb Bush
Posted by NowThis on Quinta, 14 de maio de 2015
A corrente que defende a invasão argumenta nesse momento que o Estado Islâmico surge justamente pela retirada das tropas do Iraque.
Ou seja, de certa forma estariam propondo um regime de ocupação permanente dos países que foram invadidos.
É interessante de qualquer modo notar que nos Estados Unidos haja essa cultura de contatos mais diretos com a população.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Uma distante Alemanha
Metropolis VIRAL - Somewhere in timeSau Berlinul în culori, la începutul secolului trecut Tramvaie vechi, domni la cafenea, femei mergând la slujbă, copii îmbrăcaţi în straie de sărbătoare, pieţe aglomerate, poliţişti dolofani dirijând circulaţia, felinare, trasuri molcome trase de cai şi aşa mai departe. A fost odată ca niciodată...Imaginile de arhivă în alb şi negru au fost colorate digital şi au primit ca fond sonor tulburătoarea compoziţie semnată de John Barry pentru filmul Somewhere in time / Undeva, cândva.(Sursa: Paul Phoenix Show)www.ziarulmetropolis.ro
Posted by Ziarul Metropolis on Terça, 12 de maio de 2015
sábado, 9 de maio de 2015
Amores de nossas mães por Nei Alberto Pies
Escrever sobre o amor de nossas mães é um grande desafio.
O amor materno é sempre sagrado, capaz de abarcar as dimensões humanas mais ricas e contraditórias.
Sua pureza se confunde com amor radical, mas nem sempre compreendido por sua incondicional capacidade de perdoar, reatar, reconsiderar, reaprender a viver do jeito que é possível, apesar dos pesares.
O amor materno é sempre sagrado, capaz de abarcar as dimensões humanas mais ricas e contraditórias.
Sua pureza se confunde com amor radical, mas nem sempre compreendido por sua incondicional capacidade de perdoar, reatar, reconsiderar, reaprender a viver do jeito que é possível, apesar dos pesares.
Somente as mães conhecem realmente seus filhos e suas filhas.
Por conhecê-los tanto e tão bem, são capazes de reconhecer seus desejos e potencialidades, mas também seus limites e fragilidades.
Não raras vezes são mal interpretadas porque dedicam mais atenção e apoio para um dos seus filhos ou filhas que, justamente, mais necessita de sua ajuda, proteção e presença.
Nossas mães aprenderam e ensinaram que ser justo é dar a todos e todas as mesmas medidas, as mesmas proporções, dividindo tudo em partes iguais.
O bolo de mãe, o melhor de todos, é sempre dividido em partes iguais para cada um de seus filhos e filhas.
Parece que esta é sempre a fórmula mais justa de dividir os bens e artigos que possuem materialidade. Mas valerá esta mesma regra para "distribuir" carinhos, afagos, apoio e atenções? Para as mães, não. Para os filhos, sim.
Sem perceber, nossas mães fortaleceram nossos egoísmos e caíram numa cilada que, não raras vezes, volta-se contra elas à medida que os filhos, sempre diferentes, exigem que sejam tratados de maneira igualitária.
Mas como tratar de forma igual filhos tão diferentes, com diferentes necessidades de compreensão, de apoio, de ajuda de todas as ordens, inclusive ajudas financeiras?
Em toda família com mais de um filho há um que precisa de uma presença, vigilância e cuidado maior do que o outro.
Não é verdade que as mães amam diferente a cada um de seus filhos ou filhas e amam em diferentes intensidades, mas é fato que as mesmas dedicam-se aos filhos na proporção da necessidade que os filhos revelam para elas.
Por isso mesmo, não se justificam as birras e incompreensões para com elas.
Não adianta a gente querer esconder de nossa mãe aquilo que a gente é. A mãe da gente não precisa de faro, nem de varinha mágica para descobrir o que se passa com a gente. Seu olhar e sua presença transpassam a nossa vida, tornando-a uma extensão.
Celebremos, pois, o amor sagrado de nossas mães. Saibamos reconhecer que o bem maior, nossa vida, foi gerado por elas.
Saibamos reconhecer que, com a pureza de seu amor, as mães jamais seriam incapazes de atrapalhar os nossos planos, desde que estes, uma vez verdadeiros, nos ajudem a ser o que somos.
Todas as mães são únicas e a são a seu modo por conta de nós, seus filhos. Elas nos geraram, mas não puderam prever como a gente seria. Embora insistam em dividir o bolo em partes iguais, por força do hábito, elas nos provam que fazer justiça não é dividir em partes iguais, mas dar a cada um e cada uma conforme as suas necessidades.
Vida longa e saudável a todas as mães brasileiras!
(*) Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.
(Crônica publicada no livro do autor: Conviver, educar e participar nos palcos da vida).
Berlim após a guerra
srdce mi trhá keď vidím Berlín v takomto stave :(/n0rmal
Posted by Wehrmacht CZ/SK on Sábado, 2 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
Menino sonhador (Nei Alberto Pies)
Um menino sonhador morou no interior até seus 20 anos, dedicando parte de seu tempo-criança para conversar com a lua. Inspirava-se nos seus raios e buscava luzes para seus caminhos, especialmente em noites de lua cheia. Cantarolava a esperança, para aliviar ansiedades. Dividia seu tempo entre o trabalho na roça, os estudos escolares e o acalentar de sonhos, no princípio de muitas noites. Sua família pobre e humilde, com muitas dificuldades, soube arquitetar sonhos e desejos para que todos, mais tarde, pudessem superar sua "miséria minifúndia".
A ansiedade deste menino era descobrir como ser "reconhecido pelos outros". Sua primeira tentativa foi pela fama: alimentou a ilusão de ser um grande cantor. Imaginava palcos, aplausos e muito reconhecimento. Começou a cantar no coral de sua igreja, mas parou por aí. Enquanto estudava, viveu a tensão de ser querido e discriminado. Era muito gago, o que lhe rendia muitos preconceitos e discriminação. Mas como ninguém é zero em tudo, aprendeu cedo a compensar este seu limite de comunicação (falada) com leituras e boa escrita. Escrever tornou-se, então, uma grande necessidade, uma forma de se parecer bonito aos outros.
Depois imaginou superar sua "pequenez" ingressando no seminário. Alimentou por alguns anos o desejo de ser padre, bom comunicador e missionário. Decepcionou-se com alguns religiosos porque estes não souberam ajudá-lo e compreendê-lo.
Embora todas estas experiências fossem insuficientes, o jovem moço descobriu que cada uma delas foi fundamental para constituí-lo forte e capaz. Descobriu-se professor, fazendo das práticas pedagógicas lugar de descobertas e afirmações de suas crenças e experiências. Passou a acreditar muito nos potenciais humanos. Passou a acreditar que não nasceu humano, nem professor e nem escritor, mas que sempre está sendo quem é.
Este menino sonhador hoje tem 41 anos. Conta sua história por reconhecer que a história de todo mundo é feita de superação. Acredita que o maior desafio dos seres humanos é sua humanização. Humanizar-se significa tornar-se um ser humano melhor, mais completo e realizado. Por isso afirma que as escolas podem ser espaços de humanização através do conhecimento, da integração e da convivência que acontecem entre os sujeitos da educação: os professores e os alunos.
Este menino sou eu. Tenho minha história, uma família e um primeiro livro. "Conviver, educar e participar" são importantes verbos da existência humana. Verbos ensejam ação humana. Conviver é importante porque não somos felizes sozinhos, embora muitos desejassem. Educar porque nunca estamos prontos e sempre devemos querer aprender. Participar porque fazemos parte do mundo e podemos contribuir para os rumos que queremos para ele. O grande palco: nossa vida. Na vida nos fazemos gente, seres humanos. No encontro com os outros ampliamos as oportunidades de realização. Convivendo nos percebemos frágeis e incompletos, mas também fortes porque somos interdependentes e nos realizamos a partir do amor, do cuidado, da solidariedade e da compaixão.
Além do livro sou colaborador de diversos revistas e jornais do Rio Grande do Sul e do Brasil, assino colunas em sites e tenho minha própria página: neipies.com Sou professor da rede pública. Além de escrever e publicar, estou disponível para palestras e trocas com grupos de professores ou outros profissionais que trabalhem com cidadania, educação e direitos humanos.
(*) professor e ativista de direitos humanos.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Procura-se um violoncelista ( P.R.Baptista)
![]() |
| Marjana Rutkowski |
Digo surpreendido porque se tornaram um pouco raros concertos de música de câmara do nível do anunciado.
Um pouco antes do início do concerto estou no saguão.
É a oportunidade de conhecer Tiago Ribas, professor de violino da Universidade, um dos organizadores do recital, que tem como mote Reencontro no Romantismo, e que estaria tomando a si a iniciativa de promover esses eventos.
Como diz ter estudado em Porto Alegre revelo que fui aluno de História da Música de Bruno Kiefer, falecido e nome importante na música erudita gaúcha.
Mas conversamos especialmente sobre música de câmara e falo de minha decepção de não termos em Pelotas conjuntos especialmente um quarteto.
Revela-me, então, que a par de outras dificuldades uma decisiva, para os quartetos, é a falta de um violoncelista pela própria circunstância da Universidade ainda não oferecer curso do instrumento.
Mais adiante, ao fazer uma apresentação do concerto, lembra o nome de Jean-Jacques Pagnot , violoncelista da OSPA, que morou um tempo em Pelotas formando um trio do qual fazia parte, no piano, Milton de Lemos.
Consolo-me com a explicação e entro para ouvir o concerto.
Na primeira parte uma sonata de Mendelssohn, n.2 , opus 58 , interrompida a cada movimento por aplausos. Entre o terceiro e o quarto os concertistas não fazem nenhuma pausa e os aplausos só vão ser ouvidos no final da peça. O fato dá um ar menos formal à apresentação até porque a platéia é constituída principalmente por jovens, presume-se estudantes de música, mas aparecem alguns apreciadores alertados, como eu, pelo jornal.
Ao final da sonata de Mendelssohn os músicos se retiram para um breve intervalo.
É o momento no qual, tradicionalmente, o público se dirige para o saguão para conversar, antigamente para fumar.
Eu aproveito para sair.
Para o jejum de concertos em que me encontrava, a primeira parte preencheu plena e positivamente minha expectativa.
Na rua a noite fria é contemplada pela lua cheia.
Vamos aguardar agora, talvez também em noites de lua cheia, outros concertos de música erudita pois é o tipo de programação, embora possa ficar a impressão de que continua a ser o tipo de evento que não encontra muita receptividade por parte de um público maior, que a cidade reencontra, além de pessoas dedicadas,condições e estrutura para oferecer .
Isto mesmo na falta de um violoncelista.
P.R.Baptista
>> Sonata n.2, op.58
Felix Mendelssohn Cello Sonata No. 2 in D major, Op. 58 Complete HD Full Complete all movements was composed in June 1843. The work, which was dedicated to the Russian/Polish cellist Count Mateusz Wielhorski, has four movements:
Allegro assai vivace
Allegretto scherzando
Adagio
Molto allegro e vivace
A typical performance lasts 25 minutes.
Of particular interest is the Adagio, because it mirrors Mendelssohn's fascination with the music of J. S. Bach. (He was then musical director of the Gewandhaus concerts at Leipzig and, as such, Bach's distant successor.) The movement consists of a chorale in Bach's typical style, played by the piano in rich arpeggios. In between the phrases of the chorale, the cello plays recitative-like passages.
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Procura-se um violoncelista ( P.R.Baptista)
sexta-feira, 1 de maio de 2015
PSDB, assim como o PT, envolvido em corrupção. Qual a surpresa?
O PSDB. por sua vez, adota a linha de procurar caracterizar o PT como único envolvido.
Ambas as estratégias são cínicas.
Obviamente os dois partidos, e vários outros, estão envolvidos.
No Rio do Grande do Sul os seis deputados acusados no processo de investigação na Petrobrás são do PP.
Podemos, portanto, sem dificuldade concluir que qualquer partido ou grupo político que tenha uma parcela de poder está sujeito a ter este tipo de envolvimento principalmente considerando que estes esquemas, até hoje, vinham sendo executados com quase nenhuma investigação mais séria e, muito menos, condenação.
Facilmente se pode observar que a participação mostra-se proporcional , como regra, à fatia de poder que cada segmento político detém.
Isentos, pelo que se observa, apenas partidos como o PSOL que está alijado de qualquer composição de poder.
Seria o momento, portanto, de parar de fazer o jogo de apostar qual partido é mais corrupto já que todos são e concordar que a política é que avançou em ser corrupta e condenar a todos os partidos indistintamente.
Do contrário talvez não se avance, a prevalecer esse jogo de acusações, o necessário para efetivamente encontrarmos soluções para questões como a da corrupção e outras tantas que temos que enfrentar.
P.R.Baptista
PSDB E A FONTEEm vídeo divulgado pela Justiça Federal, o delator Paulo Roberto Costa revela detalhes do pagamento de propina no valor de 10 milhões de reais ao então presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), já falecido, para impedir uma CPI no Congresso com recursos desviados da #Petrobras.A transação contou com a intermediação do deputado federal tucano Eduardo da Fonte(PE), conterrâneo de Guerra, que até agora não foi formalmente citado na investigação. Por quê?
Posted by Partido dos Trabalhadores on Quarta, 29 de abril de 2015
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assim como o PT,
envolvido em corrupção,
PSDB,
Qual a surpresa?
Protesto na França
▷▷▷ Trois Femen sont violemment expulsées par le service d'ordre du FN, Marine Le Pen a dû interrompre son traditionnel discours du 1er mai pendant quelques minutes
Posted by iTELE on Sexta, 1 de maio de 2015
Marine Le Pen a dû interrompre son traditionnel discours du 1er mai pendant quelques minutes
Pequeno Maestro
Orkestrayı yönettiğini sanan aşırı sevimli bebek :)
Posted by Mavi Kocaeli on Quarta, 28 de janeiro de 2015
Ver e ouvir... ter exemplos a seguir. Desde cedo enquanto se formam os valores comportamentais e culturais. Enquanto não trabalharmos e valorizarmos estes aspectos, de forma responsável e competente, continuaremos sujeitos ao triste espetáculo que frequentemente tem desfilado diante de nossos olhos, de uma juventude sem objetivos sérios e enriquecedores. Os exemplos existem, cabe investir em adotá-los.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Quero-Quero, Sentinela dos Pampas
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| Foto Luiz Carlos Vaz |
Em espanhol é conhecido por tero común ou teru-teru, e em inglês como southern lapwing. Ocorre em toda a América do Sul e em alguns pontos da América Central, e sendo uma ave muito popular acabou por fazer parte do folclore de várias regiões.
Mede aproximadamente 37 cm de altura e pesa menos que 300 gramas. Sua plumagem possui, em geral, tonalidade cinza-claro, com ornatos pretos na cabeça, peito e cauda. A barriga é branca e as asas têm penas verde-metálicas. Apresenta um penacho na região posterior da cabeça; o bico, os olhos e as pernas são avermelhados e tem um par de esporões ósseos de 1 cm no encontro das asas.
No folclore brasileiro, o quero-quero está presente em todas as regiões, através de histórias, cantos e tradições.
Teon, em tupi, significa morte. Segundo o padre Fernão Cardim, em Tratado da terra e gente do Brasil, citado no Dicionário do folclore brasileiro, de Luís da Câmara Cascudo: "Guigratéutéu, isto é, pássaro que tem acidentes de morte, e que morre e torna a viver (...) e são tão grandes estes acidentes que muitas vezes os acham os índios pelas praias, os tomam nas mãos e, cuidando que de todo estão mortos, os botam por aí, e eles, em caindo, se alevantam e se vão embora".
Uma lenda de fundo religioso -- registrada por Corina Ruiz, em Didática do folclore -- explica a razão de seu canto insistente e irritante.
"Fugindo de Herodes, que determinara a matança de todas as crianças recém-nascidas, a Santa Família partiu em fuga para o Egito. Para não ser vista pelos soldados perseguidores, viajava à noite e se escondia de dia. Na longa caminhada noturna, era necessário que tudo se fizesse no mais completo silêncio. Silêncio esse, respeitado por todos os animais, encontrados pelo caminho. Era como se estivessem eles obedecendo a palavra de Deus, na proteção de Jesus, Maria e José.
Todos menos um: o implicante quero-quero. Este não parava de falar, e por sua desobediência, recebeu como castigo a tagarelice eterna, não parando mais de gritar, inclusive alertando os caçadores quanto à sua presença e correndo o risco de ser caçado."
Referências
Luís da Câmara Cascudo. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro, Instituto Nacional do Livro, 1954
Corina Maria Peixoto Ruiz. Didática do folclore. Curitiba, Editora Arco-Íris, 1995
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Regulação da Mídia, referências para a discussão
Clovis Veronez, editor do Observatório de Pelotas, comenta texto de Pedro Ekman e Bia Barbosa(*)
Tendo em vista esta ostensiva operação para interditar um debate direto e transparente sobre a regulação da mídia (ação corrente que, essa sim, caracteriza prática de censura), vamos aos fatos, numa tentativa de desfazer o labirinto construído em torno do assunto.
Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a radiodifusão é, assim como a energia, o transporte e a saúde, um serviço público que, para ser prestado com base no interesse público, requer regras para o seu funcionamento.
No caso das emissoras de rádio e TV, a existência dessas regras se mostra fundamental em função do impacto social que têm as ações dos meios de comunicação de massa, espaço central para a veiculação de informações, difusão de culturas, formação de valores e da opinião pública.
Lembram os teóricos que a necessidade ou não de regulação de qualquer setor e a intensidade e o formato dessa regulação estão condicionadas justamente ao poder potencial que tal setor tem para mudar as preferências da sociedade e dos governantes.
Assim, quanto maior o poder de um determinado setor e o desequilíbrio democrático provocado, maiores a necessidade e a intensidade de regulação por parte do Estado.
"...Portanto, à medida que, ao longo da história, crescem a presença e influência dos meios de comunicação de massa sobre a sociedade, aumenta a necessidade de o Estado regular este poder. Não para definir o que as emissoras podem ou não podem dizer, mas para garantir condições mínimas de operação do serviço de forma a manter o interesse público – e não o lucro das empresas – em primeiro lugar.
Vale lembrar também que, além de um serviço público, a comunicação eletrônica representa um setor econômico dos mais importantes do país. Assim como outros, precisa do estabelecimento de regras econômicas para o seu funcionamento, de modo a coibir a formação de oligopólios ou de um monopólio num setor estratégico para qualquer nação.
Por fim, o simples estabelecimento de uma regulação da radiodifusão não pode ser tachado de cerceamento da liberdade de imprensa ou então de censura porque é isso o que diz e pede a própria Constituição brasileira de 1988, ao estabelecer princípios que devem ser respeitados pelos canais de rádio e TV.
No entanto, mais de vinte e cinco anos após sua promulgação, nenhum artigo de seu capítulo V, que trata da Comunicação Social, foi regulamentado, deixando um vazio regulatório no setor e permitindo a consolidação de situações que contrariam os princípios ali estabelecidos.
Os efeitos da não regulamentação constitucional são evidentes:
O artigo 220, por exemplo, define que não pode haver monopólio ou oligopólio na comunicação social eletrônica.
Hoje, no entanto, uma única emissora controla cerca de 70% do mercado de TV aberta.
O artigo 221 define que a produção regional e independente devem ser estimuladas. No entanto, 98% de toda produção de TV no país é feita no eixo Rio-São Paulo pelas próprias emissoras de radiodifusão, e não por produtoras independentes.
Já o artigo 223 define que o sistema de comunicação no país deve respeitar a complementaridade entre os setores de comunicação pública, privada e estatal. No entanto, a imensa maioria do espectro de radiodifusão é ocupada por canais privados com fins lucrativos. Ao mesmo tempo, as 5.000 rádios comunitárias autorizadas no país são proibidas de operar com potência superior a 25 watts, enquanto uma única rádio comercial privada chega a operar em potências superiores a 400.000 watts. Uma conta simples revela o evidente desequilíbrio entre os setores.
Por fim, o artigo 54 determina que deputados e senadores não podem ser donos de concessionárias de serviço público. No entanto, a família Sarney, os senadores Fernando Collor, Agripino Maia e Edson Lobão Filho, entre tantos outros parlamentares, controlam inúmeros canais em seus estados. Sem uma lei que regulamente tal artigo, ele – como os demais da Constituição – torna-se letra morta e o poder político segue promiscuamente ligado ao poder midiático.
Regular os meios de comunicação de massa neste sentido está longe, portanto, de estabelecer práticas de censura da mídia. Trata-se de uma exigência constitucional de definir regras concretas para o funcionamento destes veículos no sentido de atender aos objetivos definidos pela sociedade em sua carta maior.
Regular a radiodifusão não é coisa de comunista
Outro mantra entoado pelos oponentes da regulação da mídia é que esta seria uma tentativa de acabar com a liberdade de imprensa e transformar o Brasil num país comunista. Nada mais desinformado.
O Estados Unidos, por exemplo, país que está longe de ter aspirações comunistas, já estabeleceu, há algumas décadas, que donos de empresas que publicam jornais e revistas não podem controlar também canais de rádio e TV. Os americanos entendem que tamanha concentração de poder em termos de difusão de informação é prejudicial para a democracia liberal e a livre concorrência de mercado, que tanto defendem.
Assim, lá os donos do The New York Times não podem ser os mesmos donos de uma emissora de TV em Nova York, porque a regulação americana coloca limites à propriedade cruzada dos meios de comunicação e proíbe a formação de oligopólios. Da mesma forma, uma empresa não pode ultrapassar um percentual máximo de audiência na mesma localidade, porque seu impacto seria demasiado grande em termos de poder político. Estas são apenas duas das regras definidas pelo órgão regulador responsável pelo setor, entre tantas outras que os Estados Unidos, berço do liberalismo, decidiu adotar em relação à mídia.
Já por aqui, apesar de muitos atribuírem o êxito das Organizações Globo exclusivamente à sua competência em se posicionar no mercado, é preciso lembrar que parte do poder alcançado pelo maior grupo de rádio e televisão do Brasil também é resultado de uma ação histórica, ao longo das décadas, do que se pode chamar de abuso de poder de mercado. Abuso que se revela quando uma única emissora possui cerca de 40% da audiência da TV aberta e concentra mais de 70% do mercado publicitário – além de controlar canais de TV por assinatura, jornais, revistas, editoras, gravadoras e produtoras –, desenhando um cenário de evidente monopólio.
A necessária regulação de conteúdo
Um aspecto interessante da recente declaração da presidenta Dilma sobre a necessidade de regulação dos meios de comunicação de massa foi sua incisiva exceção manifestada à regulação de conteúdo. A posição da presidenta não é novidade; Dilma já disse inúmeras vezes que prefere o barulho das democracias ao silêncio das ditaduras. Porém, ao se permitir debater a regulação econômica da mídia e voltar a negar a regulação de conteúdo, Dilma contribui para a confusão que os grupos de comunicação tanto gostam de provocar sobre o tema.
É natural que a Dilma tente se esquivar das armadilhas da imprensa, no sentido de desmontar as versões de que se trata de um plano maquiavélico para controlar o que os meios podem ou não dizer. Sua declaração é uma vacina contra a velha estratégia da mídia de confundir a garantia da liberdade de expressão com a ausência absoluta de regulação – ou, ainda, de tratar como uma coisa só censura e regulação de conteúdo. Porém, tanto a estratégia de Dilma em retirar o assunto “conteúdo” da pauta quanto o esforço dos meios em classificar rasteiramente regulação de conteúdo como censura só confundem e desinformam a sociedade.
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que está muito longe de ser um organismo autoritário, entende que há muitos motivos para que a regulação de conteúdo exista nos meios de comunicação de massa: promover a diversidade cultural; garantir proteção dos cidadãos contra material que incite ao ódio, à discriminação e ao crime, e contra a propaganda enganosa; proteger crianças e adolescentes de conteúdos nocivos ao seu desenvolvimento; proteger a cultura nacional, entre outros.
O mesmo faz a Constituição brasileira. Ao definir, em seu artigo 221, que a produção regional e independente deve ser estimulada, com percentuais mínimos de veiculação na grade das emissoras, nossa lei maior está pedindo que se regule conteúdo, para que a programação que chega ao conjunto da sociedade pelo rádio e a TV não parta apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Ao estabelecer que não mais de 25% da grade de programação de uma emissora sejam ocupados com propagandas e anúncios, o Código Brasileiro de Telecomunicações também está prevendo a regulação de conteúdo.
A classificação indicativa dos programas, que informa a faixa etária apropriada para determinado tipo de conteúdo e em que horário ele deve ser exibido, visando a proteção da infância, também é uma importante forma de regulação de conteúdo. Apesar a Abert, associação que representa os interesses das emissoras de rádio e TV, ter pedido no STF o fim da classificação indicativa, alegando desrespeito à liberdade de expressão, o próprio relator especial da ONU para Liberdade de Expressão, Frank La Rue, já emitiu parecer afirmando que estes são direitos complementares e não podem ser tratados como antagônicos. Ou seja, a proteção da infância não fere a liberdade da expressão e, neste caso, o conteúdo também precisa ser regulado.
O mesmo vale para a publicidade dirigida a meninos e meninas. Em países como a Suécia, de forte tradição democrática, a publicidade voltada para o público infantil já foi abolida há muito tempo por meio de mecanismos de regulação de conteúdo. Aqui, porém, novamente o argumento distorcido da proteção absoluta à liberdade de expressão volta a ser usado contra a recente resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que definiu que é abusiva a publicidade voltada para crianças.
Portanto, dizer que não existe regulação de conteúdo no Brasil ou que ela não deva existir é um ato leviano, de má-fé – no mínimo, uma conduta muito mal informada.
Democratizar a democracia
A construção de um ambiente de comunicação mais justo e democrático é uma dívida antiga do país consigo mesmo. A própria democracia fica comprometida sem uma comunicação por meio da qual todos e todas possam falar e ser ouvidos, em que a diversidade e a pluralidade de ideias existentes no país circulem de forma equilibrada nos meios de comunicação de massa.
Se de fato a presidenta Dilma incluir em seu programa de governo e, sendo reeleita, colocar em prática uma política de regulação da radiodifusão, daremos um passo importante no avanço da democracia brasileira.
Mas não é a primeira vez que esta possibilidade é ventilada. Em outros momentos, o PT chegou a pautar o debate da regulação da mídia em seus programas de governo, e já se vão 12 anos sem que a questão seja concretamente enfrentada.
É por isso que, cansada de esperar, a sociedade civil tomou o problema nas mãos e está colhendo assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular, que tem como objetivo estabelecer um novo marco regulatório para as comunicações eletrônicas no país.
O que se espera é que o debate sobre o tema possa ser, desta forma, desinterditado junto à população em geral, para acabar com a confusão proposital de que qualquer regulação da mídia é sinônimo de censura. Pelo contrário, a regulação é necessária para democratizar a alta concentração de poder instalada nos meios de comunicação de massa, garantindo diversidade, pluralidade e um efetivo exercício da liberdade de expressão do conjunto da população brasileira.
Espera-se agora que a presidenta Dilma compreenda o tema em sua complexidade e abrangência, para que não continue jogando água no moinho daqueles que trabalham com a desinformação e distorção dos fatos para garantir que tudo continue como está."
*Pedro Ekman e Bia Barbosa são membros da Coordenação Executiva do Intervozes.
Tendo em vista esta ostensiva operação para interditar um debate direto e transparente sobre a regulação da mídia (ação corrente que, essa sim, caracteriza prática de censura), vamos aos fatos, numa tentativa de desfazer o labirinto construído em torno do assunto.
Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a radiodifusão é, assim como a energia, o transporte e a saúde, um serviço público que, para ser prestado com base no interesse público, requer regras para o seu funcionamento.
No caso das emissoras de rádio e TV, a existência dessas regras se mostra fundamental em função do impacto social que têm as ações dos meios de comunicação de massa, espaço central para a veiculação de informações, difusão de culturas, formação de valores e da opinião pública.
Lembram os teóricos que a necessidade ou não de regulação de qualquer setor e a intensidade e o formato dessa regulação estão condicionadas justamente ao poder potencial que tal setor tem para mudar as preferências da sociedade e dos governantes.
Assim, quanto maior o poder de um determinado setor e o desequilíbrio democrático provocado, maiores a necessidade e a intensidade de regulação por parte do Estado.
"...Portanto, à medida que, ao longo da história, crescem a presença e influência dos meios de comunicação de massa sobre a sociedade, aumenta a necessidade de o Estado regular este poder. Não para definir o que as emissoras podem ou não podem dizer, mas para garantir condições mínimas de operação do serviço de forma a manter o interesse público – e não o lucro das empresas – em primeiro lugar.
Vale lembrar também que, além de um serviço público, a comunicação eletrônica representa um setor econômico dos mais importantes do país. Assim como outros, precisa do estabelecimento de regras econômicas para o seu funcionamento, de modo a coibir a formação de oligopólios ou de um monopólio num setor estratégico para qualquer nação.
Por fim, o simples estabelecimento de uma regulação da radiodifusão não pode ser tachado de cerceamento da liberdade de imprensa ou então de censura porque é isso o que diz e pede a própria Constituição brasileira de 1988, ao estabelecer princípios que devem ser respeitados pelos canais de rádio e TV.
No entanto, mais de vinte e cinco anos após sua promulgação, nenhum artigo de seu capítulo V, que trata da Comunicação Social, foi regulamentado, deixando um vazio regulatório no setor e permitindo a consolidação de situações que contrariam os princípios ali estabelecidos.
Os efeitos da não regulamentação constitucional são evidentes:
O artigo 220, por exemplo, define que não pode haver monopólio ou oligopólio na comunicação social eletrônica.
Hoje, no entanto, uma única emissora controla cerca de 70% do mercado de TV aberta.
O artigo 221 define que a produção regional e independente devem ser estimuladas. No entanto, 98% de toda produção de TV no país é feita no eixo Rio-São Paulo pelas próprias emissoras de radiodifusão, e não por produtoras independentes.
Já o artigo 223 define que o sistema de comunicação no país deve respeitar a complementaridade entre os setores de comunicação pública, privada e estatal. No entanto, a imensa maioria do espectro de radiodifusão é ocupada por canais privados com fins lucrativos. Ao mesmo tempo, as 5.000 rádios comunitárias autorizadas no país são proibidas de operar com potência superior a 25 watts, enquanto uma única rádio comercial privada chega a operar em potências superiores a 400.000 watts. Uma conta simples revela o evidente desequilíbrio entre os setores.
Por fim, o artigo 54 determina que deputados e senadores não podem ser donos de concessionárias de serviço público. No entanto, a família Sarney, os senadores Fernando Collor, Agripino Maia e Edson Lobão Filho, entre tantos outros parlamentares, controlam inúmeros canais em seus estados. Sem uma lei que regulamente tal artigo, ele – como os demais da Constituição – torna-se letra morta e o poder político segue promiscuamente ligado ao poder midiático.
Regular os meios de comunicação de massa neste sentido está longe, portanto, de estabelecer práticas de censura da mídia. Trata-se de uma exigência constitucional de definir regras concretas para o funcionamento destes veículos no sentido de atender aos objetivos definidos pela sociedade em sua carta maior.
Regular a radiodifusão não é coisa de comunista
Outro mantra entoado pelos oponentes da regulação da mídia é que esta seria uma tentativa de acabar com a liberdade de imprensa e transformar o Brasil num país comunista. Nada mais desinformado.
O Estados Unidos, por exemplo, país que está longe de ter aspirações comunistas, já estabeleceu, há algumas décadas, que donos de empresas que publicam jornais e revistas não podem controlar também canais de rádio e TV. Os americanos entendem que tamanha concentração de poder em termos de difusão de informação é prejudicial para a democracia liberal e a livre concorrência de mercado, que tanto defendem.
Assim, lá os donos do The New York Times não podem ser os mesmos donos de uma emissora de TV em Nova York, porque a regulação americana coloca limites à propriedade cruzada dos meios de comunicação e proíbe a formação de oligopólios. Da mesma forma, uma empresa não pode ultrapassar um percentual máximo de audiência na mesma localidade, porque seu impacto seria demasiado grande em termos de poder político. Estas são apenas duas das regras definidas pelo órgão regulador responsável pelo setor, entre tantas outras que os Estados Unidos, berço do liberalismo, decidiu adotar em relação à mídia.
Já por aqui, apesar de muitos atribuírem o êxito das Organizações Globo exclusivamente à sua competência em se posicionar no mercado, é preciso lembrar que parte do poder alcançado pelo maior grupo de rádio e televisão do Brasil também é resultado de uma ação histórica, ao longo das décadas, do que se pode chamar de abuso de poder de mercado. Abuso que se revela quando uma única emissora possui cerca de 40% da audiência da TV aberta e concentra mais de 70% do mercado publicitário – além de controlar canais de TV por assinatura, jornais, revistas, editoras, gravadoras e produtoras –, desenhando um cenário de evidente monopólio.
A necessária regulação de conteúdo
Um aspecto interessante da recente declaração da presidenta Dilma sobre a necessidade de regulação dos meios de comunicação de massa foi sua incisiva exceção manifestada à regulação de conteúdo. A posição da presidenta não é novidade; Dilma já disse inúmeras vezes que prefere o barulho das democracias ao silêncio das ditaduras. Porém, ao se permitir debater a regulação econômica da mídia e voltar a negar a regulação de conteúdo, Dilma contribui para a confusão que os grupos de comunicação tanto gostam de provocar sobre o tema.
É natural que a Dilma tente se esquivar das armadilhas da imprensa, no sentido de desmontar as versões de que se trata de um plano maquiavélico para controlar o que os meios podem ou não dizer. Sua declaração é uma vacina contra a velha estratégia da mídia de confundir a garantia da liberdade de expressão com a ausência absoluta de regulação – ou, ainda, de tratar como uma coisa só censura e regulação de conteúdo. Porém, tanto a estratégia de Dilma em retirar o assunto “conteúdo” da pauta quanto o esforço dos meios em classificar rasteiramente regulação de conteúdo como censura só confundem e desinformam a sociedade.
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que está muito longe de ser um organismo autoritário, entende que há muitos motivos para que a regulação de conteúdo exista nos meios de comunicação de massa: promover a diversidade cultural; garantir proteção dos cidadãos contra material que incite ao ódio, à discriminação e ao crime, e contra a propaganda enganosa; proteger crianças e adolescentes de conteúdos nocivos ao seu desenvolvimento; proteger a cultura nacional, entre outros.
O mesmo faz a Constituição brasileira. Ao definir, em seu artigo 221, que a produção regional e independente deve ser estimulada, com percentuais mínimos de veiculação na grade das emissoras, nossa lei maior está pedindo que se regule conteúdo, para que a programação que chega ao conjunto da sociedade pelo rádio e a TV não parta apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Ao estabelecer que não mais de 25% da grade de programação de uma emissora sejam ocupados com propagandas e anúncios, o Código Brasileiro de Telecomunicações também está prevendo a regulação de conteúdo.
A classificação indicativa dos programas, que informa a faixa etária apropriada para determinado tipo de conteúdo e em que horário ele deve ser exibido, visando a proteção da infância, também é uma importante forma de regulação de conteúdo. Apesar a Abert, associação que representa os interesses das emissoras de rádio e TV, ter pedido no STF o fim da classificação indicativa, alegando desrespeito à liberdade de expressão, o próprio relator especial da ONU para Liberdade de Expressão, Frank La Rue, já emitiu parecer afirmando que estes são direitos complementares e não podem ser tratados como antagônicos. Ou seja, a proteção da infância não fere a liberdade da expressão e, neste caso, o conteúdo também precisa ser regulado.
O mesmo vale para a publicidade dirigida a meninos e meninas. Em países como a Suécia, de forte tradição democrática, a publicidade voltada para o público infantil já foi abolida há muito tempo por meio de mecanismos de regulação de conteúdo. Aqui, porém, novamente o argumento distorcido da proteção absoluta à liberdade de expressão volta a ser usado contra a recente resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que definiu que é abusiva a publicidade voltada para crianças.
Portanto, dizer que não existe regulação de conteúdo no Brasil ou que ela não deva existir é um ato leviano, de má-fé – no mínimo, uma conduta muito mal informada.
Democratizar a democracia
A construção de um ambiente de comunicação mais justo e democrático é uma dívida antiga do país consigo mesmo. A própria democracia fica comprometida sem uma comunicação por meio da qual todos e todas possam falar e ser ouvidos, em que a diversidade e a pluralidade de ideias existentes no país circulem de forma equilibrada nos meios de comunicação de massa.
Se de fato a presidenta Dilma incluir em seu programa de governo e, sendo reeleita, colocar em prática uma política de regulação da radiodifusão, daremos um passo importante no avanço da democracia brasileira.
Mas não é a primeira vez que esta possibilidade é ventilada. Em outros momentos, o PT chegou a pautar o debate da regulação da mídia em seus programas de governo, e já se vão 12 anos sem que a questão seja concretamente enfrentada.
É por isso que, cansada de esperar, a sociedade civil tomou o problema nas mãos e está colhendo assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular, que tem como objetivo estabelecer um novo marco regulatório para as comunicações eletrônicas no país.
O que se espera é que o debate sobre o tema possa ser, desta forma, desinterditado junto à população em geral, para acabar com a confusão proposital de que qualquer regulação da mídia é sinônimo de censura. Pelo contrário, a regulação é necessária para democratizar a alta concentração de poder instalada nos meios de comunicação de massa, garantindo diversidade, pluralidade e um efetivo exercício da liberdade de expressão do conjunto da população brasileira.
Espera-se agora que a presidenta Dilma compreenda o tema em sua complexidade e abrangência, para que não continue jogando água no moinho daqueles que trabalham com a desinformação e distorção dos fatos para garantir que tudo continue como está."
*Pedro Ekman e Bia Barbosa são membros da Coordenação Executiva do Intervozes.
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referências para a discussão,
Regulação da Mídia
domingo, 26 de abril de 2015
Cabeça de Político
Cabeça de político na visão de um menino de 12 anos filho de Richard Fleury ( Inglaterra)
Parece que lá como aqui o conceito dos políticos foi parar no esgoto.
Parece que lá como aqui o conceito dos políticos foi parar no esgoto.
"Manifesto Comunista" de Marx e Engels tem grande aumento de vendas
Estaria, como escreveu Marx em 1848, um espectro rondando a Europa novamente? Se não está, ao menos milhares de leitores do Reino Unido estão entrando em contato, neste momento, com essa e outras ideias contidas no “Manifesto Comunista”.
A obra do século XIX foi republicada recentemente pela Penguin e se tornou, em pouco mais de uma semana, o livro mais vendido da editora.
A 80 pence (cerca de R$3,60), a obra integra uma coleção comemorativa da Penguin, que lançou na semana passada reedições de clássicos da literatura para marcar os 80 anos da editora.
Entre obras de Jane Austen, Edgar Allan Poe, Emily Brontë e Nietzsche, ao todo 70,5 mil exemplares já foram vendidos.
“Manifesto Comunista”, de Karl Marx e Friedrich Engels, lidera a lista, com 1.500 cópias adquiridas em apenas uma semana.
Por conta do sucesso da edição, a Penguin anunciou que já prepara uma reimpressão de 100 mil cópias, mesmo com uma tiragem inicial de 1 milhão. “Eu acredito que todo mundo ama a ideia de um clássico redescoberto – a ideia de que a escrita perdura tão fortemente que não pode ser ignorada mesmo 100 anos depois.
Parece uma garantia de que não será um desperdício de tempo”, afirmou ao The Guardian Joseph Knobbs, vendedor da livraria britânica Waterstones, uma das que mais vendeu a obra.
*Com informações do The Guardian
fonte http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/03/um-espectro-ronda-europa-disparam-vendas-de-manifesto-comunista-reino-unido/
sábado, 25 de abril de 2015
Hipódromo da Tablada , patrimônio de Pelotas
![]() |
| foto DP |
Pelotas detém, graças à riqueza econômica acumulada durante um período, algumas referências das quais não pode estar desatenta no tocante a manter um potencial fundamental para seu desenvolvimento.
No campo esportivo e de lazer uma referência da maior importância , sem dúvida, é o Hipódromo da Tablada pertencente ao Jockey Club de Pelotas.
Ali se disputam corridas de turfe desde 1936 data da primeira disputa.
Desde então, com algumas interrupções, o "prado" como costumamos nos referir ao hipódromo, tem regularmente, nos finais de semana, propiciado à população acompanhar as "carreiras".
Numa dessas interrupções esteve ameaçado de ser fechado mas, graças a um grupo liderado por Carlos Moreira Mazza, reagiu e , atualmente, mantém-se atuante.
A permanência das "corridas de cavalo" , no entanto, não é fácil. Em Rio Grande, cidade vizinha, o hipódromo foi fechado e, no local, será feito um loteamento.
Recentemente a Prefeitura destinou uma verba de 85 mil reais para os 3 clubes profissionais de futebol de Pelotas. ( ver a notícia) Estes clubes, especialmente, Gremio Esportivo Brasil e Esporte Clube Pelotas, já dispõem de verbas publicitárias e receitas várias para manter seus custos elevados principalmente para contração de jogadores.
Nesse momento é inexplicável que o Jockey Club tenha ficado de fora.
Recentemente foi realizado o Grande Prêmio Princesa do Sul, o evento mais importante do Jockey Club de Pelotas.
Na foto, antiga sede do clube no centro de Pelotas.
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Hipódromo da Tablada,
patrimônio de Pelotas
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Ser humano não é descartável
Nei Alberto Pies (*)
"A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos". Hannah
Arendt
Militantes e ativistas de direitos humanos sempre se somaram a
deputados e deputadas que colocarem seus mandatos parlamentares à
disposição das lutas pelos direitos humanos. Nunca foram muitos, mas
foram importantes para tornar públicos os debates e as lutas de quem,
anonimamente ou em grupos formados por ONGs, levantava as bandeiras em defesa da dignidade humana. Nos últimos anos, além do arrefecimento e dificuldade das lutas por dignidade, parte da esquerda brasileira deixou de ver direitos humanos como uma possibilidade de disputa
política e social.
Lutar por direitos humanos parece ser uma atitude indigesta, difícil e sem dividendos políticos. Ao mesmo tempo, por força cidadã e articulada de milhares de brasileiros, há avanços importantes que afirmam a cidadania, a liberdade, a dignidade humana e os direitos humanos.
A novidade é que esta pauta política despertou as forças mais reacionárias e retrógradas deste país. Estas "vociferam" contra as conquistas das minorias, dos pobres e oprimidos, dos gays,
homossexuais e lésbicas, das crianças e adolescentes, contra todas as conquistas sociais e de inclusão. Os pobres e minorias deste país são duplamente discriminados: pela situação em que se encontram e por manifestarem desejo, força e organização para lutar.
Este contexto está gerando novos fundamentalismos que tentam afrontar e derrubar conquistas e avanços democráticos, com ameaças ao Estado de Direito.
Nunca estes avanços e conquistas estiveram em tamanha vulnerabilidade e questionamento e nunca o ódio foi o combustível tão largamente utilizado para desconstruir a cidadania.
Conheci as lutas de direitos humanos no tempo em que Marcos Rolim, deputado estadual, promovia no Rio Grande do Sul Conferência Estadual de Direitos Humanos com o tema: "Nenhum ser humano é descartável".
Desde àquela época até hoje, 2015, muita coisa mudou.
Além dos direitos individuais, direitos econômicos e sociais foram concretizados. No entanto, a defesa das causas sociais, a partir de mudanças na estrutura, organização e concepção de sociedade, sempre foram duramente combatidas pelos defensores do "status quo". Hoje, enquanto o líder papa Francisco faz movimentos mundiais em favor da paz, da tolerância e em defesa dos direitos humanos e sociais, Bolsonaros e outros tantos criam no Brasil ambiente de disseminação de
ódios, intolerâncias e criminalização.
A criminalização é a face mais perversa do Estado e da sociedade porque não permite que a cidadania seja exercida na perspectiva dos "sujeitos de direitos". Quem luta por seus direitos e pelos direitos
dos outros é ligeiramente taxado, acusado e condenado sumariamente.
Os estigmas e preconceitos sociais atribuídos àqueles que lutam anulam a possibilidade de uma cidadania plena e ativa.
A democracia, como possibilidade de reclamar direitos, ainda está longe de ser uma realidade brasileira. Maria do Rosário, deputada federal do RS, foi eleita "musa dos desafetos de direitos humanos fundamentais do povo brasileiro".
Rosário, Rolim e outros tantos corajosos militantes de direitos humanos já emprestaram sua vida, suas histórias, suas vozes e suas lutas pelos mais fracos, oprimidos e explorados em nossa sociedade, em defesa da dignidade humana de todos, indistintamente. Estes lutadores sociais sabem que direitos humanos trazem, na essência, o direito a ter direitos. Por isso mesmo, fortalecem-se nas lutas, nas conquistas e nas realizações de cada e de todo ser humano que tem a possibilidade de desabrochar, de viver bem e de ser feliz!
Vida longa a todos os que ousam lutar!
Lutar por direitos não é crime!
(*) professor e ativista de direitos humanos.
"A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos". Hannah
Arendt
Militantes e ativistas de direitos humanos sempre se somaram a
deputados e deputadas que colocarem seus mandatos parlamentares à
disposição das lutas pelos direitos humanos. Nunca foram muitos, mas
foram importantes para tornar públicos os debates e as lutas de quem,
anonimamente ou em grupos formados por ONGs, levantava as bandeiras em defesa da dignidade humana. Nos últimos anos, além do arrefecimento e dificuldade das lutas por dignidade, parte da esquerda brasileira deixou de ver direitos humanos como uma possibilidade de disputa
política e social.
Lutar por direitos humanos parece ser uma atitude indigesta, difícil e sem dividendos políticos. Ao mesmo tempo, por força cidadã e articulada de milhares de brasileiros, há avanços importantes que afirmam a cidadania, a liberdade, a dignidade humana e os direitos humanos.
A novidade é que esta pauta política despertou as forças mais reacionárias e retrógradas deste país. Estas "vociferam" contra as conquistas das minorias, dos pobres e oprimidos, dos gays,
homossexuais e lésbicas, das crianças e adolescentes, contra todas as conquistas sociais e de inclusão. Os pobres e minorias deste país são duplamente discriminados: pela situação em que se encontram e por manifestarem desejo, força e organização para lutar.
Este contexto está gerando novos fundamentalismos que tentam afrontar e derrubar conquistas e avanços democráticos, com ameaças ao Estado de Direito.
Nunca estes avanços e conquistas estiveram em tamanha vulnerabilidade e questionamento e nunca o ódio foi o combustível tão largamente utilizado para desconstruir a cidadania.
Conheci as lutas de direitos humanos no tempo em que Marcos Rolim, deputado estadual, promovia no Rio Grande do Sul Conferência Estadual de Direitos Humanos com o tema: "Nenhum ser humano é descartável".
Desde àquela época até hoje, 2015, muita coisa mudou.
Além dos direitos individuais, direitos econômicos e sociais foram concretizados. No entanto, a defesa das causas sociais, a partir de mudanças na estrutura, organização e concepção de sociedade, sempre foram duramente combatidas pelos defensores do "status quo". Hoje, enquanto o líder papa Francisco faz movimentos mundiais em favor da paz, da tolerância e em defesa dos direitos humanos e sociais, Bolsonaros e outros tantos criam no Brasil ambiente de disseminação de
ódios, intolerâncias e criminalização.
A criminalização é a face mais perversa do Estado e da sociedade porque não permite que a cidadania seja exercida na perspectiva dos "sujeitos de direitos". Quem luta por seus direitos e pelos direitos
dos outros é ligeiramente taxado, acusado e condenado sumariamente.
Os estigmas e preconceitos sociais atribuídos àqueles que lutam anulam a possibilidade de uma cidadania plena e ativa.
A democracia, como possibilidade de reclamar direitos, ainda está longe de ser uma realidade brasileira. Maria do Rosário, deputada federal do RS, foi eleita "musa dos desafetos de direitos humanos fundamentais do povo brasileiro".
Rosário, Rolim e outros tantos corajosos militantes de direitos humanos já emprestaram sua vida, suas histórias, suas vozes e suas lutas pelos mais fracos, oprimidos e explorados em nossa sociedade, em defesa da dignidade humana de todos, indistintamente. Estes lutadores sociais sabem que direitos humanos trazem, na essência, o direito a ter direitos. Por isso mesmo, fortalecem-se nas lutas, nas conquistas e nas realizações de cada e de todo ser humano que tem a possibilidade de desabrochar, de viver bem e de ser feliz!
Vida longa a todos os que ousam lutar!
Lutar por direitos não é crime!
(*) professor e ativista de direitos humanos.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Quando o esporte dignifica
Humanity
My humanity is bound up in yours, for we can only be human together.Desmond TutuRespect For HumanityMahnaz Afsharانسانیت دروننه ربطی به دین داره نه ملیت و نه نژاداما به دل هر فرقه و مذهبی می نشینه
Posted by Mahnaz Afshar on Quinta, 17 de julho de 2014
terça-feira, 21 de abril de 2015
O dia do touro
Não encontramos referência sobre o local da "tourada".
Basicamente um registro bem explícito da estupidez humana sob todos os aspectos pois nem a integridade física dos presentes é preservada.
Basicamente um registro bem explícito da estupidez humana sob todos os aspectos pois nem a integridade física dos presentes é preservada.
#Bullshit
Posted by Tyrese Gibson on Quinta, 24 de abril de 2014
segunda-feira, 20 de abril de 2015
O ato mais destruidor da História
Hiroshima Atom Bomb Impact. Watch it to believe it.More videos here : http://goo.gl/Gs8Blw
Posted by Malik Tajamul Hayat Khan on Quarta, 21 de janeiro de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
Um tornado no caminho
É longe daqui, em Illinois nos Estados Unidos mas já tivemos, na região sul, fenômenos que tem se aproximado assustadoramente do que é mostrado no vídeo.
Impressiona a proximidade que passou do automóvel e permite ver, claramente, como o raio de ação do tornado é bem delimitado.
Dá para dizer que passou a poucos metros do automóvel.
Impressiona a proximidade que passou do automóvel e permite ver, claramente, como o raio de ação do tornado é bem delimitado.
Dá para dizer que passou a poucos metros do automóvel.
*SHOCKING TORNADO VIDEO FROM ILLINOIS*: A driver traveling through Rochelle Thursday came about as close as you can possibly get to a massive, EF-4 tornado without being swept up and almost killed. - WSAV Meteorologist Matt DevittCredit: Aaron Rooney - YouTube
Posted by WSAV News 3 On Your Side on Domingo, 12 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Uma pausa para o samba
Acho que esse tipo de sambista esta extinto!!!Filmado no Morro da Mangueira, RJ; o saxofonista, clarinetista, maestro e arranjador Paulo Moura conta fatos da sua vida e apresenta algumas músicas.Apresentado no V Festival Internacional de Curtas, SP, 19944 semanas em cartaz no Cine Veneza, RJ, em complemento do longa metragem The Art of Love, Arthur Rubinstein, de François Reichenbach.Produzido por: Flávio TambelliniFotografia e direção: Paulo Martins
Posted by Samba de Raiz on Domingo, 12 de abril de 2015
Marcelo, diz ao Deogar que mando lembranças.
Marcelo Soares, é um fotógrafo de grande talento que ainda coincide ser sobrinho de outro grande fotógrafo pelotense , já falecido, Deogar Soares.
Expõe, nesse momento, na Galeria Ágape , em Pelotas , numa coletiva com Luciano Piltcher e Luiz Minduim.
A foto, que faz parte da mostra, dá bem a dimensão do trabalho de Marcelo.
Belo flagrante de um momento que poderia se manter banal mas que se transforma, sob a lente do fotógrafo, num momento perpetuado para sempre, para que toda a vez que vejamos a imagem tenhamos a sensação de liberdade que ela transmite.
Um conjunto, no seu todo, considerando as várias imagens que o compõem ( os banhistas, o casal que conversa --- e que conversarão o quê? --- outro que se afasta de mãos dadas) além da imagem principal, a menina que corre para o mar ( na praia do Cassino), quase impecável enquanto produto fotográfico.
Dá gosto ver e comentar como já gostei e comentei outras imagens de Marcelo.
Marcelo, nessa esfera própria dos fotógrafos talentosos pela qual transitas, diz ao Deogar que mando lembranças.
P.R.Baptista
Outros textos sob Fotografia:
Marcelo Soares, um talento da Fotografia em Pelotas
Uma foto
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diz ao Deogar que mando lembranças.,
Marcelo
quinta-feira, 16 de abril de 2015
São Paulo é a cidade com mais problemas mentais no mundo
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| Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP |
Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), a região metropolitana de São Paulo tem a maior ocorrência de problemas mentais em todo o mundo, com cerca de 30% da população. Para fazer o levantamento, a OMS pesquisou 24 cidades em diferentes países.
Leia também:
Quais as cidades que mais twittam no mundo?
A pesquisa São Paulo Megacity Mental Health Survey apurou uma incidência de problemas mentais em 29,6% da população ao redor de São Paulo. Entre os problemas mais comuns estão a ansiedade, mudanças comportamentais e abuso de substâncias químicas, nos 12 meses anteriores à entrevista.
De acordo com os pesquisadores, a alta incidência de problemas mentais é causada pela alta urbanização juntamente com privações sociais. A ansiedade é o problema mais comum, afetando 19,9% dos 5037 entrevistados pela pesquisa. Os mais afetados são homens migrantes e mulheres em regiões de instabilidade social.
Em São Paulo também há a maior ocorrência de casos graves, com 10%, à frente dos Estados Unidos, com 5,7%, de da Nova Zelândia, com 4,7%. Depois de São Paulo, representante brasileira no ranking da OMS, Saúde (OMS), aparece a cidade norte-americana, com pouco menos de 25% de incidência de perturbações mentais.
Charles Nisz é jornalista desde 2001. Já cobriu Economia, Meio Ambiente e Tecnologia, com passagem pela Agência USP de Notícias, jornal DCI, MSN, e UOL. Já foi correspondente internacional do site Opera Mundi. Mestre em Jornalismo pela USP, dá aula sobre Informação e Novas Mídias na ECA/USP e é fascinado pelas novidades que aparecem na internet.
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