terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

BATE PAPO NO CAFÉ


Encontro, relatado por Marcelo Dutra, entre ele e seu amigo o bolsonarista  Marco Marchand que Marcelo afirma ser "uma pessoa agradável, otimista, positiva, que admiro pelo espírito empreendedor, a qual me identifico muito pela vontade de modernizar os processos, com novas tecnologias, a bem da eficiência na prestação do serviço, desenvolvimento e bem comum. Conversamos sobre a cidade, conjuntura política e caminhada eleitoral. Foi um bate-papo animado e produtivo."
O local é o Café Aquários centro da política local.


CID GOMES, A POLÊMICA



Momentos da intervenção que Cid Gomes procurou promover para enfrentar a greve dos policiais militares no Ceará.
Esta intervenção tem sido muito criticada por muitos mas, também, defendida e até exaltada dentro do PDT a começar por Ciro Gomes seu irmão.
O senador que tem tido ações decididas mas, também, polêmicas, é hoje filiado ao PDT mas já esteve no PMDB (1983-1990), PSDB (1990-1997), PPS (1997-2005) PSB (2005-2013), PROS (2013-2015) até, finalmente filiar-se ao PDT (2015 ).
Pode-se considerar que na época em que esteve filiado a estes partidos nenhum deles tinha, talvez, o perfil que adquiriu depois,  um pouco a mesma defesa que se poderia fazer de Ciro Gomes que também tem uma multiplicidade de filiações.
De qualquer forma tem uma trajetória bem distante de Brizola, por exemplo, que se pode dizer nasceu e morreu trabalhista.
Cid Gomes, aliás, já contabiliza outros episódios polêmicos como sua intervenção em encontro do PT para lançamento da campanha pró-Haddad no Ceará. Primeiro a falar cobrou uma mea culpa do PT. Vaiado, acabou proferindo a frase que ficou célebre, " o Lula tá preso babaca!"

De qualquer modo, ainda em relação aos episódios do Ceará, cabe relembrar alguns fatos, relacionados neste video


 LEIA MAIS  Entrevista de Ciro Gomes

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

O CASO PATRICIA - ELEMENTOS PARA AVALIAÇÃO

M
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FORMATURA DE ALUNOS E PETISMO



Segundo a notícia o fato ocorreu durante a formatura em Relações Internacionais na UFRGs.
Quem postou, numa página de direita, comenta que  "o petismo, o esquerdismo e essas porcarias todas conseguiram corromper a mente de parte considerável das gerações que hoje se encontram ingressando (ou buscando ingressar) no mercado de trabalho. A nossa luta para reverter tal processo será longa, árdua e exigirá bastante trabalho".
Se a página fosse de esquerda o comentário seria diferente?.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

AUDIÊNCIAS PAPAIS, VESTIR BRANCO É PARA POUCAS - P.R.Baptista


A Igreja Católica segue irredutível na questão do aborto, do celibato, da interdição de mulheres serem sacerdotes enquanto, ao mesmo tempo, a lista de abusos sexuais praticados por seus representantes parece não ter fim. Mas todos parecem muito lisonjeados de serem recebidos por Sua Santidade e as mulheres não dispensam de seguir o que a etiqueta melhor recomenda. 

MATÉRIA PUBLICADA EM ClipFM Produção
O presidente americano Donald Trump e sua esposa Melania visitaram na última quarta-feira (24) o Papa Francisco. Mas o que chamou atenção da imprensa americana foi o fato de, tanto a primeira-dama quanto a filha do presidente americana, Ivanka, fazerem o uso de um vestido preto, além de véu perante o Papa.



Essa sugestão de vestuário por parte da Igreja faz parte de um protocolo do Vaticano para visitas de Estado ou audiência com o Papa.


A Rainha Elizabeth II e a ex-primeira-dama Michelle Obama são alguns exemplo de mulheres que cumpriram a regra de etiqueta. Mas existe uma exceção que permite que apenas 7 mulheres possam usar branco perante o Papa.

O chamado “privilégio do branco” (em italiano il privilegio del bianco) é válido para rainhas e princesas católicas. Mas, para possuir esse privilégio além de ser uma rainha ou princesa é necessário receber do Papa o “Rex Catholicissimus”, um título hereditário, se manter publicamente católica, ou então ser casada com um monarca católico. O privilégio pode ser mantido a critério do Papa.

Podem vestir branco a rainha Letícia da Espanha, a rainha emérita Sofia da Espanha, a rainha consorte Matilde da Bélgica e a rainha Paola da Bélgica, a grã-duquesa Maria Teresa de Luxemburgo, a princesa Marina de Nápoles e a princesa Charlene do Mônaco.


A princesa Charlene do Mônaco é uma das “exceções” que mais visitam o Papa. Ao todo já foram quatro audiências com o Pontífice máximo da Igreja.
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FONTE
https://www.clipfm.com.br/somente-7-mulheres-no-mundo-podem-usar-branco-em-frente-ao-papa/

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

PEQUENA HISTÓRIA DE UMA FOTO DE ANA TERESA SV

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Ana Teresa costuma viajar e , como seria de esperar, tirar muitas fotos.
Mas diferentemente do que muitas vezes ocorre, suas fotos não são tiradas a esmo.
Mostram sensibilidade e clareza de intenção.
Avaliando o conjunto de suas fotos pude ter elementos para afirmar isto.
Esta em Cuba  é um exemplo.
É uma imagem muito peculiar de Havana onde elementos como carros antigos e  muros grafitados fazem parte da paisagem.
A foto reúne estes dois destes elementos, carro antigo e muro grafitado, de uma forma muito oportuna, no tempo certo com a composição e o enquadramento justos
Oportuno mencionar que esta foto em exposição no Espaço Ágape chamou a atenção de Adriana Lacava que decidiu adquiri-la. como presente para o irmão que mora em São Paulo.
Pertinente é ainda lembrar que Cuba é muita inspiradora para artistas e tem importantes fotógrafos (*).

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A compradora Adriana Lacava e a fotógrafa Ana Teresa
Esta outra foto de Ana Teresa reforça o que disse acima.
E ela agrega um texto
Ah, Havana!!!!!!!!
Cidade imperdivel! Aqui tem tudo e de tudo: do bom ao ruim, das cores até o preto, das luzes a escuridão, fo inicio ao fim, da alegria até a profunda tristeza, da riqueza a falta de tudo.
Mas a natureza provê tudo. Tudo que os homens engoliram tentando serem justos e não conseguiram. Ah, não conseguiram não!

Cuba 2019
Cabe ainda mencionar que a exposição realizada na Galeria JM Moraes ( Espaço de Arte Ágape)  foi um desdobramento da coletiva X BAZARTE com um encerramento que intitulou-se  "FINISSAGE".
O espaço tem mantido uma elogiável proposta e tem servido como ponto de referência importante para inúmeros artistas..

P.R.Baptista

(*) Fotógrafos cubanos
https://theculturetrip.com/caribbean/cuba/articles/7-photographers-from-cuba-you-should-know/

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

O QUE DIZ A BBC


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

PROSTITUTA Y FEMINISTA - Pamela Athns aka Occvltriz

Fotografía: Mila Belén
“¿Qué es lo grave de ser prostituta? No es ser corrupta, ni genocida, ni fascista. Ser una puta es ser una mujer con libertad sexual que gana dinero con su erotismo. Y eso me parece maravilloso.

Empecé hace 10 años como consumidora de porno en el cable y viendo chicas Playboy. Soñaba con vivir en la casa de Hugh Hefner y pasarme todo el día en pelota en la piscina. Pero pensaba: “no soy rubia, no soy flaca, no encajo en ese prototipo”. Después, con internet, conocí a estas camgirls dueñas de su trabajo y me di cuenta de que mujeres hacían carrera de esto. Y eran mujeres de distintos cuerpos y razas, algunas gordas, con estrías, celulitis. No eran bellezas hegemónicas. Sentí una admiración muy grande y me fui sacando los complejos personales con respecto a mi propio cuerpo. Este trabajo me ayudó a aceptarme y a entender que el erotismo y la sensualidad no tiene una relación tan estrecha con la belleza. Lo sexy y lo erótico no es implícitamente bello o perfecto.

En 2011 empecé como “Lexis” en Cam4. Tenía 21 años. Y me encantó. Me lo tomé super en serio como un trabajo; tenía mi horario, trabajaba de domingo a jueves desde las 11 de la noche a las 3 de la mañana o hasta las 5 si estaba bueno. En una noche buena ganaba cerca de 200 lucas. En esa época no éramos más de tres chilenas las que hacíamos esto. Las otras chicas se tapaban el rostro, pero yo dije “si me expongo, lo voy a hacer con bombo y platillos”. Lo que invertía tampoco era tanto: pagar internet, comprar lencería y juguetes. Desde ese momento me dediqué, hasta el día de hoy, 100% a esto. Siempre he trabajado en esa plataforma. Me gusta porque hay muchos chilenos. Se da un fenómeno curioso en el mundo del comercio sexual: siempre hay preferencia por lo local.

Para ingresar a Cam4 tienes que hacer una cuenta, verifican tu edad con un documento, y abres una sala de chat en la que transmites en vivo. Hay un chat en el que los usuarios te escriben y una caja de propina donde se van juntando tokens, una moneda virtual. Según lo que vas ganando, muestras y haces distintas cosas en cámara. Dos mil tokens por usar un dildo, por ejemplo. También puedes hacer transmisiones privadas. Los comentarios del chat son de casi puros hombres, en general en buena onda. Obviamente hay trolls que son cabros chicos, pero yo no me lo tomo personal. Con este trabajo una empieza a tener cuero de chancho.

Actualmente, casi ni me conecto a Cam4. En 2017 migré a las redes sociales porque me di cuenta de que era una tendencia, que el mercado había cambiado. La gente ya no está sentada en el notebook, sino que anda en el teléfono, y por eso tuve que adaptar mi trabajo a eso. Tengo Instagram, Twitter, Skype y Facebook. Vendo videollamadas y todos los meses hago tres packs de fotos y videos. La tarifa va desde los 15 mil pesos por una videollamada o un pack, que en promedio puede tener 25 archivos. En general lo hago sola, en mi pieza, de forma muy amateur, con mi celular y mi computador. No uso ni luces ni micrófono. He tenido encuentros físicos con clientes que tengo hace años, pero no es mi fuente de ingresos usual. Prefiero lo virtual. Hay distintos talentos y el mío es la performance y el exhibicionismo. Soy una artista de la selfie.

Hay que formar a la gente para que la sociedad no diga “estas minas son puras tontas a las que no les alcanzó para más”. Lo que hacemos es un arte, un oficio. Para esto hay que tener talento. Trabajar en las redes sociales está de moda, pero también es complejo porque hay mucha censura, incluso con una foto insinuante o ciertas palabras que tengan que ver con sexo. A mí ya me han cerrado tres cuentas, pero como la gente ya me conoce no necesito publicidad tan explícita. Igual es un cacho, sobre todo para quienes están empezando, porque muchas trabajadoras sexuales usan internet como su principal plataforma y cuando les cierran las cuentas a veces vuelven a exponerse en la calle o buscar otras formas.

Sé que desde mis privilegios de conciencia pude acceder a tomar esta decisión, y por supuesto que para una persona que viene de la pobreza es muy distinto. La base de poder decidir en libertad es la educación, y por eso la solución es que las mujeres que están interesadas en el trabajo sexual, que tienen inquietudes, se acerquen a quienes estamos haciendo activismo y abriendo espacios para conversar el tema. Yo no estoy aleonando a las mujeres a que salgan a putear, abro un espacio para reflexionar.

Internet da la posibilidad a muchas mujeres de autogestionarse y que no sea necesario recurrir a proxenetas. Por lo general las trabajadoras sexuales no hablan, empiezan solas, no tienen amigas. Pero ahora eso ha cambiado. Tengamos círculos de apañe, de amigas. Hago talleres para poder compartir mi experiencia y que las personas que quieren hacer esto lo hagan informadas. Siempre les digo que si lo van a hacer de forma oculta, mejor no. Vivir con culpa de hacer cosas a escondidas es terrible, y se presta para que criaturas como las de Nido te extorsionen, busquen tus datos y te amenacen con que te van a acusar. Si vamos a dedicarnos a esto, que sea abiertamente, que lo hablen con la pareja, con la familia. Las mujeres que asisten a van desde los 23 a los 33 años, son estudiantes, profesionales, dueñas de casa, trabajadoras sexuales físicas que quieren incursionar en la virtualidad. Estoy en contra de que menores de edad ejerzan cualquier tipo de trabajo sexual porque es muy importante la idea del consentimiento y tomar decisiones a conciencia. Y eso te lo da la madurez. Antes de vender tu sexo como un producto, primero tienes que conocerte.

Una parte del feminismo nos invalida diciendo que nosotras realmente no decidimos hacer este trabajo. Y eso es súper violento. ¿Quieren mandar a las putas a trabajar a las fábricas a ganar dos pesos? ¿A explotar sus piernas y sus brazos para enriquecer al dueño? En esos trabajos no eliges cuánto ganas. Como trabajadora independiente, sí lo hago. También muchos dicen que le estamos haciendo la pega al patriarcado, pero entonces hagamos una crítica al matrimonio, a la familia, al trabajo doméstico no remunerado que hacen las mujeres por amor. Nadie me puede decir que porque soy trabajadora sexual no soy feminista”.

FONTE >>>

UM DIA NA COLÔNIA MACIEL - Maria Clara Michels Pinho


Pense em um dia quente. Não tórrido, não de desesperar, mas quente. Sol alto brilhando, raios luminosos reverberando no verde aumentando a sensação de calor, a garganta fechando, seca, já com uma certa irritação...
E aí chega aquela cervejinha gelada, num copo alto, suado, as gotas escorrendo, frescas ao toque... Uma transparência linda, a cor vibrante... Tão clara, tão pura... E os " oh! " e "ahhhh" se repetem, os sorrisos aparecem, os brindes festejam o dia, as companhias, o sol, o verde, a vida...
Num banco rústico, sentados pelo chão, no balanço que lembra a infância, sob uma imensa, bela, centenária figueira, cercados de árvores, plantas, flores, vamos esquecendo o calor e lembrando de coisas que se perderam no tempo, que fulgem na memória... Tanta coisa bonita, tanta recordação imprecisa que volta... Tempo de frequentes passeios pelo mato, por rios e cachoeiras, família grande reunida... Tempo em que nos banhávamos em arroios, colhíamos frutas no pé, andávamos a cavalo, com mães e país reclamando da nossa selvageria, dos pés sujos de terra, da gritaria quase indomável.E subíamos em árvores, em pedras do arroio, nos perdíamos em fugas pelo meio de bosques e plantações,com os pés tateando pedras, areia, folhas, insetos, bichinhos e os olhos iluminados... Nossa infância, nossa juventude ainda tem esse cheiro de mato e aqui fica fácil lembrar delas.
Pois a cerveja é gostosa, escorre suave e nos leva a um riso feliz e a novos caminhos e descobertas.
Com o verde à volta, estamos na Vinhos João Bento, ainda no Quilombo, 8o. distrito de Pelotas, Rincão da Cruz, na estrada da Colônia Maciel, onde se produz vinho e cerveja, sucos e onde um interessante museu nos mostra os primórdios da fabricação de vinhos no local, além dos costumes da época. E podemos visitar a área de fabrico e todas as cercanias.
Finalmente, voltamos para casa, pelas saltitantes estradinhas de terra.Cansados mas felizes. Como não poderia deixar de ser, pelo menos alguns sucos voltam comigo. Pudera eu trazer o mato, os arroios e as cachoeiras junto! Assim como as lembranças que vieram e agora ainda ficam num cantinho reservado , naquele lugarzinho onde se guarda o que foi belo,o que marcou, o que nos encheu de risos e sonhos.O que faz a vida valer a pena.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

A PRESENÇA DA VIOLÊNCIA NA SOCIEDADE - P.R.Baptista



Enquanto perdurar a glorificação da violência, sob suas mais diferentes formas, muitas inclusive sob a forma do esporte quando se procura encontrar uma justificativa para a sua prática, em detrimento das experiências que valorizem a sensibilidade, a arte e os valores sociais e de cooperação coletiva, será difícil superar a presença dessa violência no conjunto de nossa sociedade. principalmente quando passa a ser alimentada por uma estrutura capitalista muito ampla e muito forte que explora e manipula interesses financeiros.
O filme do bom cinema brasileiro Aldo Mais Forte que o Mundo , baseado na história do expoente brasileiro de lutas de Vale-tudo José Aldo, dá vários elementos sobre isto..
E pode ser um bom exemplo para uma reflexão sobre o tema.

.O ANTIGO PRÉDIO DAS FINANÇAS SENDO COBERTO POR VEGETAÇÃO- Marcelo Dutra

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O histórico prédio do Banco do Brasil, que também já abrigou a Secretaria Municipal de Finanças, agoniza no mais completo abandono. É triste que tenha se deteriorado tanto, pois era lindo por dentro. 
Estive ali muitas vezes, quando criança, com a minha mãe.
 E apesar de estar caindo aos pedaços, já se cogitou diferentes formas de aproveitamento, inclusive como sede da Câmara Municipal de Vereadores, mas o movimento parou num projeto arquitetônico que nunca saiu do papel e que nos custou mais de 100 mil reais.
 Claro, não temos dinheiro para restaurações, as prioridades são outras, mas... o prédio está na frente da Prefeitura e a visão da janela do gabinete é privilegiada. 
Não é possível que o gestor que senta naquela cadeira não se incomode com a imagem de algo tão bonito se terminando. Talvez, devêssemos ser mais proativos com o patrimônio histórico. Se a condição financeira do município não nos permite reformas, por que não minimizar o estrago?
 Os vidros quebrados poderiam ser substituídos; as goteiras no teto corrigidas; e as aberturas danificadas substituídas ou seladas com tapumes. O que não dá é para manter sem nenhum cuidado ou manutenção, mesmo que sejam medidas paliativas. A limpeza interna é fundamental e a vegetação na fachada precisa ser retirada, imediatamente.
 As raizes vão brocar a estrutura e danificar os afrescos de forma permanente.
Poxa! Está crescendo uma árvore na fachada. Manutenção básica é o mínimo que se espera, pois se continuar assim vamos assistir o prédio desmoronar. 
Como me aborrece o desleixo deste Governo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

O MASSACRE DO LAMI - Marcos Rolim

“Até há pouco tempo, armas com esse calibre eram
classificadas como de uso restrito pelas Forças Armadas” 
 Um jovem de 24 anos, sem antecedentes criminais, sem histórico de doença mental, ex-militar, membro de uma “família estruturada”, defendia o porte de armas para “se defender de bandidos” e se declarava evangélico e temente a Deus. Após discussão banal de trânsito no Lami, zona sul de Porto Alegre, assassinou três pessoas de uma mesma família (marido, esposa e filho). O autor do triplo homicídio, atirador treinado, mirou nas cabeças das vítimas, acertando vários disparos, com uma pistola 9mm. Depois de trucidar a família, fugiu do local, tendo sido preso nesta terça-feira (28).

No texto anterior nessa coluna (“As palavras no jornalismo”), mostrei que fatos criminais costumam ser divulgados de forma muito diferente no Brasil a depender da classe social das vítimas e dos autores. O massacre do Lami o confirma amplamente. O tom geral das notícias foi extremamente cuidadoso. Aliás, não houve matéria que tenha sequer chamado o massacre de massacre.  Ninguém empregou a palavra “bandido” tão ampla e rapidamente empregada em outros contextos e não houve quem propusesse “caçada ao assassino”. O responsável pelo crime foi designado, pela polícia e nas matérias jornalísticas, como “suspeito” o que, tecnicamente, é o tratamento correto visto que apenas o Poder Judiciário pode definir quem são os culpados. A polícia não divulgou o nome do suspeito, o que também deveria ser procedimento padrão.

Esses cuidados só se fizeram presentes, entretanto, porque o autor é considerado um “cidadão de bem”. “Gente como a gente”, um rapaz de “boa família”. Essa abordagem está presente, inclusive, na fala do delegado que disse: “ele cometeu o maior erro da vida dele. É melhor ele assumir a responsabilidade do que viver se escondendo”. Sim, o autor cometeu “um grande erro”. Segundo o Código Penal, esse “erro” se chama triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e pelo uso de meio que impossibilitou a defesa das vítimas. Pode-se descrever o delito de forma simples e técnica, sem permitir que a indignação que atravessa a alma de qualquer pessoa normal aflore e estimule sentimentos de vingança, OK, mas não se deveria chamar um crime de tamanha gravidade de “erro”, nem usar a imprensa para aconselhar o foragido.

A pistola 9mm, arma predileta do FBI, é anunciada pela Taurus como tendo “um cartucho poderoso, com bom desempenho, que fará o trabalho, desde que tenha o posicionamento adequado para o tiro. Uma arma compacta com boa mira, um gatilho decente e controles ergonômicos é uma companheira fiel em tempos difíceis.”  Muito fiel. Até há pouco tempo, armas com esse calibre eram classificadas como de uso restrito pelas Forças Armadas, mas decreto do presidente Bolsonaro (Dec. nº 9.847, de 25 de junho de 2019), estabeleceu, para alegria da indústria, que pistolas .40, .45 e 9mm podem ser compradas amplamente. O atirador não possuía porte, fato que tem sido divulgado como se isso fizesse alguma diferença. O que importa, entretanto, é saber: o que o impediria de ter o porte? Ou: se ele fosse abordado pela polícia e flagrado portando arma sem autorização legal deveria ser preso, como determina o art. 14 do Estatuto de Controle de Armas, ou essa medida seria uma violência contra o “cidadão de bem”? Antes do Estatuto, é bom lembrar, porte ilegal de armas era considerado uma contravenção e tratado como fenômeno banal. O ideal almejado pelo presidente e por todos os que ao longo da última campanha eleitoral posaram fazendo “arminhas” com seus dedos, em uma espécie de regressão à infância, não é, exatamente, o de “armar o cidadão de bem”?

O fato é que a retórica pró-armas, que caracteriza o discurso do lumpesinato que chegou ao poder no Brasil, tem estimulado, concretamente, a compra de armas de fogo em uma escala impressionante. O aumento no número de armas em circulação trará consigo o aumento dos casos de furto e roubos de armas (nos EUA, criminosos furtam ou roubam 237 mil armas de fogo a cada ano), o aumento do uso irregular de armas de fogo – como foi o caso do atirador do Lami – e o aumento das ocorrências criminais com armas pelos chamados “cidadãos de bem”. Um dos mais recentes estudos nos EUA (Right-to-Carry Laws and Violent Crime: A Comprehensive Assessment Using Panel Data and a State-Level Synthetic Control Analysis) mostrou que leis que autorizam o porte de armas de fogo estão associadas a um aumento médio entre 13 a 15% dos crimes violentos em um espaço de dez anos. Aqueles que adquirem armas para defesa pessoal imaginam que, assim, evitarão crimes. Na vida real, poucos terão a chance de prevenir qualquer crime (How Often Do People Use Guns In Self-Defense?). Entre esses poucos, a maior parte será vitimada em casos de reação. Agravando o quadro, uma parcela maior entre os que adquirem armas para defesa as usará, efetivamente, para o ataque em disputas banais, em feminicídios (Disarming Domestic Abusers), e para a prática do suicídio (Suicide, Guns, and Public Policy)

O que o massacre do Lami evidencia é aquilo que já foi demonstrado exaustivamente desde que Hannah Arendt assinalou, em “Eichmann em Jerusalém”, que, para se cometer um crime monstruoso, não é necessário monstros. Basta alguém incapaz de refletir. Vivemos um momento histórico mundial onde a irreflexão se tornou orgulhosa. O que já seria grave o suficiente, está se tornando bem pior no Brasil, porque muitos entre os que se negam a pensar estão, agora, armados. Todos nós sempre desejamos um País melhor e penso que, independente das posições políticas e do tóxico contencioso ideológico em curso, sempre demandamos a redução da violência. A verdade, entretanto, é que fomos arrastados para dentro de um filme de Tarantino e ele está apenas no começo.

Marcos Rolim - Doutor e mestre em Sociologia e jornalista. Presidente do Instituto Cidade Segura. Autor, entre outros, de “A Formação de Jovens Violentos: estudo sobre a etiologia da violência extrema” (Appris, 2016)

CHARGE


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

LABRADOR QUE SAIU A PASSEAR


Labrador aparecido na Marina Ilha Verde. Aparentemente perdido, mansinho, com marca de coleira no pescoço. Está bem cuidado, se o dono não aparecer já tem quem adote


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domingo, 19 de janeiro de 2020

"De Outros Tempos" (Marambaia) - Uma foto de Camila Hein

De Outros Tempos - Camila Hein
Em contato comigo , por estes dias, a artista Camila Hein, prontificou-se a deixar para a Galeria de Fotografia "Câmara Clara" , neste momento em fase preliminar de estruturação, obras de sua autoria para o acervo. Umas das obras é a fotografia acima "De Outros Tempos" (Marambaia), exposta recentemente durante a exposição Nossas Águas na Galeria JM Moraes ( Espaço de Arte Ágape) 
Na ocasião escrevi um texto que reproduzo a seguir:
Em primeiro lugar cabe ressaltar a felicidade de promover a exposição de fotografias com esse tema.
A seleção dos participantes foi feita através de edital e avaliação por parte de um júri.
A fotografia no conjunto das artes ainda sofre uma certa resistência em ser equiparada a outras formas com técnicas mais clássicas de expressão .
Nem sempre é muito comodo comentar sobre fotografia porque está muito introjetado no inconsciente do público a concepção de que uma fotografia tem qualidade quando podemos dizer que é  "bonita" ou é "linda". 
No caso de fotografias de paisagens isto sempre está fortemente presente.
Não há foto de por-do--sol, por exemplo, que não desperte atenção e elogios.
Do mesmo modo o simples fato de uma foto ser em P&B não a transforma em uma foto artística.
Há muitos outros elementos a considerar.
Outro aspecto que costuma confundir o espectador é o emprego de efeitos ou , outra situação, recorrer a um extremo rigor técnico o que, considerando os recursos hoje disponíveis pode-se mais facilmente obter o que no entanto, se encanta o público, pouco pode dizer  sobre a qualidade artística do trabalho.,.
Estes recursos até ficaram banalizado pela facilidade com estão disponibilizados.
Como reverter isto?
Trata-se de um desafio que os cursos de arte e  as galerias de fotografia devem enfrentar.
Analisando as fotos da exposição chama a atenção a foto "De Outros Tempos" (Marambaia) de Camila Hein. 
Ela se destaca, a meu ver, por justamente colocar em questão o conceito de fotografia.
Conforme analisei com a própria autora a foto transita por um domínio muito próximo da pintura.e levanta, por conseguinte, uma discussão de quais são os limites da fotografia e em que pode ou deve se distinguir no caso da pintura.
É uma discussão antiga, que surge já a partir da próprio surgimento da Fotografia.
Deixo portanto, neste momento, esta reflexão para os visitantes da exposição pensaram a respeito.
Em tempo, observei no conjunto das fotos a ausência da presença humana.
Esta presença procurei enfatizar nesta foto minha "Pescador"





quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

BARÃO VOLTA, NECESSITAMOS DE TI

Ajude Barão a voltar prá casa

O charreteiro Luiz Antonio,  morador na Rua do Pântano, precisa de auxilio para enfrentar a situação em que se encontra.
Seu cavalo, o BARÃO,  foi apreendido no dia 29 de dezembro numa ação que merece o devido esclarecimento
Sua única forma de sobrevivência é a atividade de charreteiro que exerce dignamente como trabalhador há muitos anos e lhe permite manter a família, mulher e filho, mas inclusive uma filha que necessita de cuidados especiais.
Neste momento, portanto, enquanto se define a situação, propomos através de A METADE SUL uma campanha para auxiliar a família.
Contato pode ser feito com a Andrea, whats 9106-1447

Quando o cavalo é o meio de subsistência

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

O MASSACRE DA SALDANHA MARINHO E O SILÊNCIO DA OPOSIÇÃO - P.R.Baptista

Enquanto avança o corte impiedoso das centenárias árvores da Saldanha Marinho e as manifestações unanimes são de perplexidade, a oposição política ao governo atual segue silenciosa como se estivesse de férias.
Os partidos que se propõem a fazer uma frente de centro- esquerda e sempre muito críticos ao governo municipal atual seguem calados
Pelo PDT apenas Marcelo Dutra, ambientalista e professor da FURG, tem se engajado nesta luta.
Do PSB que agora está fora do governo municipal  não se sabe o que esperar
Desde o apoio ao impeachment da Dilma após  morte de Eduardo Campos. o apoio a Aécio Neves e participação nos governos estaduais e municipais, que não acha o rumo.
Neste momento, portanto, a Frente não existe.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

ADEUS PELOTAS QUE RESPEITA SEUS VALORES - P.R.Baptista

Pelotas, ao findar o ano, foi surpreendida por um ato de devastação.
Um ato autorizado oficialmente pela Prefeitura Municipal.
Isto em nome de um desconhecido pela população "projeto urbanístico" dito de "requalificação".
Qual o custo deste projeto? Quem se responsabiliza? Quem executa?
Ao se revelaram alguns pontos do projeto é averiguado que as árvores~, na maioria conforme ficou constatado saudáveis ou recuperáveis, são apontadas como "exóticas".
"Exótico", isto sim, é o projeto que não respeita, talvez até por desconhecer, o quanto aquele recanto da Saldanha Marinho está presente na vida e no imaginário da cidade.
Para Oscar Clasen, arquiteto e responsável como secretário durante o governo de Anselmo Duarte por iniciativas renovadoras, " Pelotas têm conjuntos emblemáticos como a Saldanha Marinho e a Duque de Caxias que são grandes exemplos"
A foto de 1928 mostra o aspecto do local, há quase um século, podendo-se ver as árvores, ainda bem jovens.
Mal se podia sequer imaginar que , passado um século, pudessem ser cortadas na raiz como lenha e carimbadas como "exóticas".
Pelo menos a população, conforme está demonstrado nas manifestações, está revoltada, entristecida, até sem entender muito bem o que acaba de acontecer.
Para os que costumavam fazer o trajeto, é quase como perder um ente querido.
Um detalhe, finalmente, a marcar a crueldade do ato é ter sido perpetado, ao som das motosserras,
nos dias mais quentes do ano com temperaturas da ordem de quarenta graus.
Pois matou-se, entre tantas coisas, a sombra que as árvores, frondosas, ofereciam e criou-se no lugar um deserto
Triste registro para encerrar um ano, por tantos acontecimentos, tão difícil.

domingo, 29 de dezembro de 2019

E ASSIM VAMOS PERDENDO... Supressão de árvores na Av. Sald. Marinho - Prof. MARCELO DUTRA


Pelotas insiste em andar para trás. A cada intervenção que se anuncia, um novo golpe nas árvores do caminho. Mas, o que poucos não percebem e quase ninguém se dá por conta, é que árvores bem estabelecidas e com porte compõe a qualidade de vida e as boas condições do nosso conforto urbano.
Arvores oferecem serviços ambientais diversos (sombra, filtro, proteção, redução de ruídos, controle térmico...). Precisam ser mantidas, substituídas e sua área de cobertura ampliada. Reduzidas nunca!
A supressão de árvores adultas por razões estéticas ou pela beleza de um projeto não se justifica. O motivo precisa ser mais nobre e o replantio garantido. Até quando vamos tolerar essa prática sem fiscalização? Onde está o planejamento desta cidade?
Sabe-se que a quantidade mínima preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 12 m² de área verde por habitante, e a ideal de 36 m², ou seja, cerca de três árvores por morador. No mundo, a referência é Estocolmo: são 86 metros quadrados de área verde por habitante. E já que estamos tão distantes, perto de 4 m², por que a Prefeitura insiste em exterminar o verde? Que coisa!
Estive no local no início desta tarde, conversei com os técnico e fiz o registro de algumas imagens. Justificaram a necessidade da supressão, defenderam que serão colocadas 600 mudas de arbustos e qua a cobertura arbórea da cidade está aumentando, pois árvores estão sendo plantaras em outras avenidas. O problema é que eu não vejo isso.
Na prática, enquanto a supressão de árvores adultas avança e novas mudas são plantadas o vandalismo ataca e o poder público nãos as repõe, tampouco se esforça para coibir e não investe na educação ambiental.
Segundo o Secretário Roberto Ramalho (Seplag) as intervenções nas árvores são realizadas por empresa especializada, contratada pela Construtora Pelotense, que executa as obras. Que todo o trabalho está fundamentado em laudos e conta com acompanhamento de biólogos e assistentes sociais (?). Que as árvores suprimidas (21) foram condenadas por decisão técnica, por estarem doentes e podres. No entanto, olhando de perto, o tronco cortado de algumas parecem saudáveis, mas como não sou especialista...
Enfim, acho que muita coisa falta nesta Administração, mas nada falta mais do que atenção e respeito ao coletivo. Seria bom que os nossos vereadores, fiéis representantes da comunidade, fiscais do Executivo, buscassem tomar conhecimento prévio das intervenções da Prefeitura, pois a cidade está ficando menos verde. E isso não é bom!

MP 914/2019, C0NSIDERAÇÕES - Lúcio de Almeida Hecktheuer


Com a publicação da MP 914/2019 que trata do processo de escolha dos dirigentes das universidades e dos institutos federais, o discurso de oposição a mesma vem se repetindo sem que aparecem novas alternativas.
Para as universidades pouco mudou no processo de escolha dos reitores. Um ponto que avançou foi a obrigatoriedade de realização de consulta a comunidade acadêmica para a formação da lista tríplice, prevista no Art. 2º da MP. Anteriormente não era obrigatória essa consulta podendo o conselho superior da universidade, por conta própria, organizar uma lista tríplice a ser enviada ao Presidente desde que esse fosse constituído por, no mínimo, 70% de docentes.
Agora, no que se refere aos institutos, as mudanças foram radicais. Acabaram as eleições para diretores dos campus, instituiu-se a lista tríplice para reitores e o peso dos votos dos docentes passou para 70%. Com essas colocações, fica claro que nos institutos estamos retrocedendo democraticamente na escolha dos seus reitores e diretores de campus.
Considerando que as universidades e institutos são instituições federais que têm como público alvo todos os brasileiros e o avanço da informática, inovo com a proposta de que a escolha de seus reitores se de através do voto universal e que todos os brasileiros possam, de forma facultativa, votar. Votar como? Voto pela internet por um período não superior a uma semana, com identificação pessoal e visual para que cada pessoa somente possa votar uma vez e que seja ela própria que esteja votando. Entendo também que seja salutar para a democracia e transparência das gestões públicas a rotatividade nos cargos sendo assim contrário a reeleição dos reitores e diretores gerais de campus.
Está lançado o desafio para uma maior democratização nas instituições de ensino. Como implementar essa ideia é uma questão a ser pensada e planejada!!! Lembrando, nada é impossível se tivermos vontade política para implementá-las.

(*) Professor do IFSul

TRAÇÃO HUMANA - P.R.Baptista

Com a crise econômica e o desemprego cresceu assustadoramente o número de pessoas que buscam sua sobrevivência na atividade de recolher material reciclável para vender.
É uma atividade inteiramente precária que não pode ser interrompida nunca, com frio, com calor, com chuva, com debilidade física.
Dela depende não só a sua própria sobrevivência mas, frequentemente, da família.
Hoje, por exemplo, a sensação térmica é de 42° sem qualquer previsão de condições de tempo mais favoráveis.
O noticiário privilegia informes e reportagens sobre as condições nas praias e os questões correlatas como as condições das estradas, etc..
O catador, puxando com dificuldade seu carrinho ( tem um décimo da força de um cavalo), leva um dia tendo que percorrer grande distância,  para recolher material que lhe permita, ao menos, ter alguma coisa para comer.
Nós, lulistas ou bolsonaristas, neste momento nos irmanamos preocupados com o preço da gasolina, do chopp e a espessura do fio dental.

sábado, 28 de dezembro de 2019

PODA NA SALDANHA MARINHO DEVASTA UM CARTÃO POSTAL DE PELOTAS - P.R.Baptista

 Cena inacreditável da devastação ( foto Marcelo Dutra)

A lembrança que não pode ser esquecida

A Prefeitura de Pelotas, não sabe bem o motivo ( o apresentado, do risco, não se sustenta) ou em nome de algum projeto não discutido, determina a EXTINÇÃO de um admirável renque de árvores remanescentes em Pelotas localizadas na Saldanha Marinho.
O risco apresentado por árvores antigas só justifica uma ação desta monta após um exame documentado comprobatório de suas condições.
Segundo informa a Prefeitura está à frente do projeto de revitalização da via, por meio da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). O secretário Roberto Ramalho declara que as intervenções nas árvores são realizadas por empresa especializada, contratada pela Construtora Pelotense, que executa as obras.
Das 96 árvores, 72 serão mantidas e, nelas, são realizadas intervenções de tratamento fitossanitário, que incluem poda e limpeza, e valorizam o espaço.
Das demais indicadas para supressão, 21 estão condenadas por doenças e apodrecimento. Para lembrar, parte de uma delas caiu por si só há poucas semanas.

Chama a atenção o número de árvores abatidas, 24 ao todo!
Ou seja, isto leva a supor que as árvores nunca tiveram o cuidado que mereciam.
Tivessem tido este recanto integrante da paisagem natural e cultural da cidade certamente não daria motivos para uma ação tão drástica.

NOTA: A Ouvidoria, desde maio, também recebe as solicitações de supressões e podas. O atendimento antes era restrito à sede da SQA, na avenida Domingos de Almeida, 1490. Como forma de desburocratizar e facilitar o acesso à população, o cidadão pode dirigir-se diretamente ao saguão da Prefeitura para protocolar o pedido, ou pelo telefone 156.
É necessário apenas informar o endereço do imóvel. Na Secretaria, a aprovação ou não do pedido leva em conta o tipo de árvore, já que existem espécies protegidas por lei, além de condições fitossanitárias específicas e análise de risco de queda.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

CARGA VIVA - Tiago Ribas

:
Duas palavras que são um soco no meu estômago.
Na estrada, paro ao lado de um caminhão cheio de porquinhos, e me dou conta de que estão indo para festas nas quais não gostariam de comparecer. Todos reunidos assim, lavados sob os jatos de água que os aliviam do calor fatal da estrada, eles me lembram a que espécie bárbara eu pertenço.

No início, você come simplesmente... carne. Saboreia o bacon, a gordura assada... Que delícia. O prazer, o esquecimento... O acordo tácito com si mesmo para não lembrar.
Um dia então você começa a comer gritos, pânico, medo pavoroso de uma morte matada num corredor em fila, diante do assassino a revolta de quem não quer morrer, a perplexidade, a impotência. Você passa a comer as horas e os dias de viagem amontoados numa carreta, focinho de um no traseiro de outro, no calor insuportável... E aí então, quando você percebe o que você está comendo realmente, começa a ficar difícil digerir...

RAMILONGA - Vitor Ramil

QUERENCIA - Vitor Ramil

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Bolsonaro acaba com voto paritário para Reitor das Instituições Federais


O presidente Bolsonaro editou uma Medida Provisória na véspera de Natal mudando as regras para a escolha de dirigentes das instituições federais de ensino.

A principal mudança é o fim da paridade na comunidade acadêmica. A partir de agora, os votos dos professores tem peso muito maior, de 70% do total. Os estudantes representarão 15% e os técnicos administrativos, representarão os outros 15%.

Além disso a Lista Tríplice não será mais enviada pelo Conselho Universitário (composto por representantes da comunidade acadêmica), mas será diretamente formado pelos três primeiros votados dessa consulta.

Na prática, o presidente passará a decidir quem será o Reitor ou Diretor da Instituição. O escolhido poderá ser o segundo ou o terceiro colocado na disputa das eleições.

O Presidente da UNE, Iago Montalvão, comentou a MP pelo Twitter:

Bolsonaro não dá um segundo de paz. Esperou o povo estar nas festas de Natal para na surdina editar uma Medida Provisória que reduz a democracia nas universidades.

Alterou a forma de consulta para reitores nas UFs e IFs, reduzindo peso do voto de estudantes e técnicos.

É mais um caso de uso abusivo do instrumento da Medida Provisória, só em 2019 foram mais de 30 MPs, a maioria nem sequer chegou a ser votada.

A íntegra da MP está neste link .http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv914.htm

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

O FIM DO SERVIÇO PÚBLICO? -Bolsonaro assina decreto que extingue cargos efetivos e veda abertura de concursos


Jair Bolsonaro assinou o decreto que extingue cargos efetivos vagos e que vierem a vagar; Além disso, vedou abertura de novos concursos públicos em diversos cargos do governo federal
Por Saulo Moreira ultima atualização 22/12/2019 às 10:49

O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou o decreto que extingue cargos efetivos vagos e que vierem a vagar dos quadros de pessoal da administração pública federal. Além disso, a medida veda a abertura de concurso público e o provimento de vagas adicionais para determinados cargos do governo federal.

De acordo com o decreto, publicado no Diário Oficial da União do dia 20 de dezembro, ficarão vedados concursos para cargos técnicos-administrativos em educação nas funções de Assistente de Direção e Produção, Confeccionador de Instrumentos Musicais, Editor de Imagens, Instrumentador Cirúrgico, Mestre de Edificações e Infraestrutura, Operador de Câmera de Cinema e TV, Revisor de Textos Braille, Técnico em Agrimensura, Técnico em Alimentos e Laticínios, Técnico em Artes Gráficas, Taxidermista, Técnico em Anatomia e Necropsia, Técnico em Audiovisual, Técnico em Cinematografia, Técnico em Edificações, Técnico em Eletrotécnica, Técnico em Eletromecânica, Técnico Equip – Médico Odontológico, Técnico em Geologia, Técnico em Herbáreo, Técnico em Higiene Dental, Técnico em Hidrologia, Técnico em Instrumentação, Técnico em Mecânica e Técnico em Metalurgia.

Além disso, ficarão vedados de abertura de concurso público os cargos de Técnico em Meteorologia, Técnico em Mineração, Técnico em Móveis e Esquadrias, Técnico em Música, Técnico em Nutrição e Dietética, Técnico em Ótica, Técnico em Prótese Dentária, Técnico em Química, Técnico em Restauração, Técnico em Segurança do Trabalho, Técnico em Som, Técnico em Telecomunicação, Técnico em Telefonia, Tradutor Intérprete de Linguagem de Sinais, Transcritor de Sistema Braille, Desenhista Técnico Especializado, Técnico em Eletricidade, Técnico em Estatística, Técnico em Manutenção de Áudio Vídeo,  Administrador de Edifícios, Assistente de Tecnologia da Informação, Auxiliar de Enfermagem, Cenotécnico, Locutor, Operador de Luz, Operador de Rádio-Telecomunicações, Programador de Rádio e Televisão, Técnico em Eletrônica, Assistente Técnico de Embarcações, Coreógrafo, Diretor de Artes Cênicas, Diretor de Fotografia, Diretor de Produção, Editor de Publicações, Jornalista, Músico-Terapeuta, Programador Visual, Publicitário, Redator, Regente, Relações Públicas, Roteirista e Sanitarista.

O decreto informa, ainda, que 27.611 vagas em cargos efetivos serão extintos, no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
Confira

sábado, 21 de dezembro de 2019

PROFESSOR DO IFSUL DESENVOLVE PESQUISA DE MATEMÁTICA


Objetivo é conectar a matemática e a física com situações reais, facilitando o aprendizado

Buscando auxiliar no desenvolvimento de conceitos básicos da geometria, o professor Gilmar de Oliveira Gomes desenvolveu ferramentas de ensino inovadoras, facilitando o aprendizado dos alunos. Empregados na disciplina de geometria analítica, ofertada aos cursos de engenharia química e elétrica, os protótipos ainda estão sendo testados em situações pontuais dentro da sala de aula e tem como principal finalidade conectar a matemática e a física com situações reais.

A motivação para a iniciativa veio das dificuldades percebidas pelo professor durante a disciplina, como a insuficiência de conhecimentos básicos, a transição entre o ensino médio e superior e a necessidade de estabelecer uma escolha profissional. Além disso, Gilmar destaca a situação de desistência, evasão e reprovação divulgada em artigos científicos, que analisam o ensino de engenharia em todo o país, retratando a assimetria entre o ensino da matemática e outras disciplinas.

Assim, em 2018 iniciou um projeto de ensino com o intuito de construir equipamentos didáticos para o recém criado Laboratório de Estatística, além de organizar um Laboratório de Ensino de Matemática. Buscando a viabilização desse espaço físico, em 2019 conseguiu a liberação de uma sala e iniciou os primeiros passos concretos do projeto.

“Atualmente estou empenhado em estudar as potencialidades educativas dos equipamentos construídos até aqui, em sua maioria protótipos, para posteriormente buscar financiamento e replicá-los, a fim de proporcionar acesso ao maior número possível de alunos”, destaca.

A criação e desenvolvimento dos equipamentos contou com a contribuição da equipe do Departamento de Manutenção e Estrutura (Deme) e suas instalações. Mas o processo foi difícil e esbarrou em limitações financeiras para aquisição de suplementos, necessários para a construção dos protótipos e compra de equipamentos já existentes. Além disso, também foram necessários recursos para a elaboração de réplicas, a fim de possibilitar pequenos grupos de alunos a desfrutar das oportunidades de aprender fazendo, desenvolvendo a criatividade e o espírito científico e desmistificando o medo de errar.

Recentemente, o professor criou também um projeto de ensino, que pretende produzir sequências didáticas para serem testadas em turma piloto. O trabalho será baseado na teoria da Matemática no Contexto das Ciências (MCC), desenvolvida por Patrícia Camarena a partir de 1982, no Instituto politécnico do México. Com o objetivo de refletir a respeito do ensino de Matemática em cursos de Engenharia, a teoria se fundamenta em três paradigmas: a matemática é uma ferramenta de apoio e disciplina formativa; a matemática tem uma função específica no nível universitário; e os conhecimentos nascem integrados.

“O intuito é que os professores interessados em utilizar esses equipamentos em suas aulas disponham das sequências didáticas associadas às ferramentas, estabelecendo em quais situações seria mais adequada a sua utilização”, finaliza Gilmar.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

PROJETO DE PROIBIÇÃO DAS CHARRETES AMEAÇA TRABALHADORES E FAMILIAS - P.R.Baptista

foto P.R.Baptista
Em projeto a dar entrada para votação na Câmara de Vereadores, a vereadora Cristina Oliveira, vereadora do PDT e vice-presidente do partido,  submete à aprovação medidas relativas ao emprego de tração animal, charretes em especial, em nossa cidade.
Já na abertura estabelece

Art.1 Fica proibida nos limites do Municipio de Pelotas a utilização de veículos movidos a tração animal e a exploração animal para este fim.

O restante do projeto limita-se a estabelecer regras gerais relativas ao cumprimento da proibição.
Cabe esclarecer que já existe legislação precedente sobre a questão, em especial a Lei nº 4 604 de 18 de dezembro de 2000, assinada pelo prefeito Anselmo Rodrigues, que dá garantia aos trabalhadores
que dependem da utilização de tração animal trafegarem e a Lei n° 5678 de 8 de abril de 2010 que estabelece regras,inclusive apontando infrações e prevendo penalidades, para o exercício desta atividade.
Ou seja, sob este aspecto, a única novidade do projeto é a introdução do artigo primeiro citado acima.

O projeto, em nenhum momento , considera o fato, de suma importância , de ser a atividade neste momento o meio de sustento de um número considerável de trabalhadores ( 800 famílias segundo estimativa) que não dispõem de outro meio de manterem a si e aos familiares.
Este fato é agravado pelo momento econômico em que o desemprego alcança patamares alarmantes.

 Um projeto desta natureza voltado a eliminar de forma sumária uma atividade econômica tão estabelecida deve ser precedido de um estudo sério, aprofundado, de todo o contexto que está envolvido e, frequentemente, desconhecido totalmente pela maioria da sociedade.

E não há como desconsiderar, como ponto de partida, que os charreteiros são, antes de mais nada, trabalhadores, e que fazem da charrete, além da atividade de sustento, um veículo para uso geral, inclusive de transporte doméstico e de lazer, do mesmo modo que as famílias que possuem automóveis.

O caso dos que são também catadores, pois recolhem o material que vendem do lixo, o papel que desempenham tem uma dimensão toda especial pois contribuem de forma decisiva para o processo de reciclagem e tem dado, ao longo do tempo, uma contribuição fundamental para a sociedade..
Cabe lembrar que, neste particular, já estão direta e fortemente ameaçados pela presença de uma empresa que, a um custo altíssimo pago pela Prefeitura , custo este subvencionado pela taxa do lixo cobrada dos contribuintes, e que faz do lixo uma atividade lucrativa.

Antes que as charretes sejam proibidas uma empresa privada já as terá excluído ( foto P.R.Baptista)

Quanto aos maus tratos que tem sido colocados como o argumento mais reiterado para o encerramento da atividade, ignora-se que :
1) já existe uma legislação para coibir, cabe portanto fiscalizar para que seja cumprida;
2)  restringem-se a casos isolados, nem de longe correspondem à prática da maioria;
3) conforme constatamos , in loco, não coincide com os cuidados e, inclusive, carinho, que os charreteiros tem pelos seus animais
O cavalo como parceiro de trabalho


Acaba-se, no entanto, da forma como estes ataques são feitos, ao promoverem uma campanha que joga os charreteiros contra a comunidade e que avança, nas redes sociais, por criar um clima de ódio a estes trabalhadores, incitando manifestações muito próximas ao linchamento..
Comentários de que são seres desprezíveis  e que deveriam ser postos, eles próprios, a puxar as charretes são frequentes.
Esquece-se, neste aspecto,  um dado elementar. Como um cavalo tem a capacidade de tração de 10 homens seria necessário um exército de homens para dar conta do mesmo volume de carga
Aliás, cabe mencionar que este exército já existe constituído por homens que de forma desumana puxam com as próprias forças reboques atravessando a cidade de ponta a ponta.

O "cavalo" invisível ( foto P.R.Baptista)

É o momento, a partir das considerações feitas, de analisar em profundidade a questão.