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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

O MASSACRE DA SALDANHA MARINHO E O SILÊNCIO DA OPOSIÇÃO - P.R.Baptista

Enquanto avança o corte impiedoso das centenárias árvores da Saldanha Marinho e as manifestações unanimes são de perplexidade, a oposição política ao governo atual segue silenciosa como se estivesse de férias.
Os partidos que se propõem a fazer uma frente de centro- esquerda e sempre muito críticos ao governo municipal atual seguem calados
Pelo PDT apenas Marcelo Dutra, ambientalista e professor da FURG, tem se engajado nesta luta.
Do PSB que agora está fora do governo municipal  não se sabe o que esperar
Desde o apoio ao impeachment da Dilma após  morte de Eduardo Campos. o apoio a Aécio Neves e participação nos governos estaduais e municipais, que não acha o rumo.
Neste momento, portanto, a Frente não existe.

domingo, 29 de dezembro de 2019

E ASSIM VAMOS PERDENDO... Supressão de árvores na Av. Sald. Marinho - Prof. MARCELO DUTRA


Pelotas insiste em andar para trás. A cada intervenção que se anuncia, um novo golpe nas árvores do caminho. Mas, o que poucos não percebem e quase ninguém se dá por conta, é que árvores bem estabelecidas e com porte compõe a qualidade de vida e as boas condições do nosso conforto urbano.
Arvores oferecem serviços ambientais diversos (sombra, filtro, proteção, redução de ruídos, controle térmico...). Precisam ser mantidas, substituídas e sua área de cobertura ampliada. Reduzidas nunca!
A supressão de árvores adultas por razões estéticas ou pela beleza de um projeto não se justifica. O motivo precisa ser mais nobre e o replantio garantido. Até quando vamos tolerar essa prática sem fiscalização? Onde está o planejamento desta cidade?
Sabe-se que a quantidade mínima preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 12 m² de área verde por habitante, e a ideal de 36 m², ou seja, cerca de três árvores por morador. No mundo, a referência é Estocolmo: são 86 metros quadrados de área verde por habitante. E já que estamos tão distantes, perto de 4 m², por que a Prefeitura insiste em exterminar o verde? Que coisa!
Estive no local no início desta tarde, conversei com os técnico e fiz o registro de algumas imagens. Justificaram a necessidade da supressão, defenderam que serão colocadas 600 mudas de arbustos e qua a cobertura arbórea da cidade está aumentando, pois árvores estão sendo plantaras em outras avenidas. O problema é que eu não vejo isso.
Na prática, enquanto a supressão de árvores adultas avança e novas mudas são plantadas o vandalismo ataca e o poder público nãos as repõe, tampouco se esforça para coibir e não investe na educação ambiental.
Segundo o Secretário Roberto Ramalho (Seplag) as intervenções nas árvores são realizadas por empresa especializada, contratada pela Construtora Pelotense, que executa as obras. Que todo o trabalho está fundamentado em laudos e conta com acompanhamento de biólogos e assistentes sociais (?). Que as árvores suprimidas (21) foram condenadas por decisão técnica, por estarem doentes e podres. No entanto, olhando de perto, o tronco cortado de algumas parecem saudáveis, mas como não sou especialista...
Enfim, acho que muita coisa falta nesta Administração, mas nada falta mais do que atenção e respeito ao coletivo. Seria bom que os nossos vereadores, fiéis representantes da comunidade, fiscais do Executivo, buscassem tomar conhecimento prévio das intervenções da Prefeitura, pois a cidade está ficando menos verde. E isso não é bom!

sábado, 28 de dezembro de 2019

PODA NA SALDANHA MARINHO DEVASTA UM CARTÃO POSTAL DE PELOTAS - P.R.Baptista

 Cena inacreditável da devastação ( foto Marcelo Dutra)

A lembrança que não pode ser esquecida

A Prefeitura de Pelotas, não sabe bem o motivo ( o apresentado, do risco, não se sustenta) ou em nome de algum projeto não discutido, determina a EXTINÇÃO de um admirável renque de árvores remanescentes em Pelotas localizadas na Saldanha Marinho.
O risco apresentado por árvores antigas só justifica uma ação desta monta após um exame documentado comprobatório de suas condições.
Segundo informa a Prefeitura está à frente do projeto de revitalização da via, por meio da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). O secretário Roberto Ramalho declara que as intervenções nas árvores são realizadas por empresa especializada, contratada pela Construtora Pelotense, que executa as obras.
Das 96 árvores, 72 serão mantidas e, nelas, são realizadas intervenções de tratamento fitossanitário, que incluem poda e limpeza, e valorizam o espaço.
Das demais indicadas para supressão, 21 estão condenadas por doenças e apodrecimento. Para lembrar, parte de uma delas caiu por si só há poucas semanas.

Chama a atenção o número de árvores abatidas, 24 ao todo!
Ou seja, isto leva a supor que as árvores nunca tiveram o cuidado que mereciam.
Tivessem tido este recanto integrante da paisagem natural e cultural da cidade certamente não daria motivos para uma ação tão drástica.

NOTA: A Ouvidoria, desde maio, também recebe as solicitações de supressões e podas. O atendimento antes era restrito à sede da SQA, na avenida Domingos de Almeida, 1490. Como forma de desburocratizar e facilitar o acesso à população, o cidadão pode dirigir-se diretamente ao saguão da Prefeitura para protocolar o pedido, ou pelo telefone 156.
É necessário apenas informar o endereço do imóvel. Na Secretaria, a aprovação ou não do pedido leva em conta o tipo de árvore, já que existem espécies protegidas por lei, além de condições fitossanitárias específicas e análise de risco de queda.