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sábado, 30 de agosto de 2014

O uso indevido do espaço público, segunda parte.

Transcrevemos matéria enviada por um leitor de A Metade Sul, "Dando continuidade à matéria publicada anteriormente a respeito da utilização do espaço público em Pelotas por empresas do ramo de transporte rodoviário urbano, agora, e para encerrar este tipo de abordagem, chamo a atenção da utilização do espaço público por parte da Empresa Conquistadora. 
Esta empresa tem o início de várias de suas linhas em frente a antiga Estação Ferroviária. 
A empresa, por comodidade, estaciona por prolongados períodos, um grande número de seus ônibus em frente a Estação Ferroviária. 
Novamente, a exemplo do que acontece com o semáforo comandado pela empresa Expresso Embaixador, o Governo Municipal faz vistas grossas ao uso indevido do espaço público. Digo isso pois, caso provem o contrário, nenhum ônibus ali estacionado no meio da rua foi multado por estar estacionado em espaço não permitido.
Mesmo sabendo que o deslocamento dos ônibus do início da linha para um local apropriado de espera (garagem) acarrete um aumento do preço da tarifa do ônibus acho prudente que a empresa viabilize a retirada dos ônibus daquele espaço antes mesmo que o Governo Municipal se atente para este fato.
Semelhante fato também ocorre na rua Sete de Setembro em frente a praça da Santa Casa. Aquela quadra fica, grande parte do dia, servindo de estacionamento para os ônibus que fazem as linhas da cidade para as praias do Laranjal e Colônia Z3. 
Embora esses ônibus não estejam estacionados em locais proibidos, não acho apropriado este tipo de ocupação do espaço público por uma empresa privada, não dando chance para que os munícipes estacionem seus carros naquela quadra.
Por fim, fica a reflexão: “o tratamento dado pelo Governo Municipal aos pequenos comerciantes proprietários de trailers em Pelotas é igual ao tratamento dado à grandes empresas do setor de transporte rodoviário?”


domingo, 24 de agosto de 2014

O uso indevido do espaço público

Um leitor de A Metade Sul envia o seguinte questionamento:
O trânsito nas grandes e médias cidades do Brasil vem se tornando um caos devido ao aumento da frota de veículos. 
Cidades como São Paulo (metrópole com 0,64 veículos por habitantes) e Pelotas (cidade média com 0,51 veículos por habitantes) assistem todos os meses a entrada um número significativo de veículos novos que passam a rodar por suas ruas. 
Este fato faz com que muitas cidades no mundo adotem ações a fim de minimizar os impactos deste crescente número de veículos. 
No Brasil, o aumento da frota automotiva, utilizada em grande parte apenas por uma pessoa, se dá por vários fatores entre eles o da facilidade em se conseguir um financiamento para compra de veículos em detrimento a investimentos na qualificação do transporte urbano público de massa. 
Esse transporte público de massa deve ser encarado como um serviço onde a qualidade seja observada por seus usuários através do bom estado dos ônibus e trens, no cumprimento dos horários, nos abrigos de espera e em outros tantos fatores envolvidos neste serviço. 
Um exemplo de serviço de qualidade em operação, não no transporte urbano e sim no transporte interurbano, é observado na Empresa Expresso Embaixador, empresa esta genuinamente Pelotense da qual nos orgulhamos muito. Pelo que se sabe, é uma empresa que preza por sua responsabilidade social e apresenta um ótimo ambiente de trabalho aos seus funcionários. 
No entanto, juntamente com o Governo Municipal de Pelotas, talvez sem ter se apercebido, vem causando transtornos ao transito na rua Garibaldi, em frente ao portão de entrada e saída de seus ônibus. 
Naquele local foi instalado um semáforo que é acionado pela própria empresa nos momentos de entrada e saída de ônibus fazendo com que o trânsito seja interrompido em detrimento dos interesses da empresa. 
Se a empresa entende que a entrada e saída de seus ônibus está difícil de acontecer pela rua Garibaldi, ela deve, no meu entender, encontrar outra forma para resolver o seu problema sem interferir no espaço público e, por consequência, na comunidade. Fico surpreso com o Governo Municipal que autorizou este tipo ação, delegando a uma empresa privada o controle do transito que deve ser feito pelo governo municipal. Pergunto: posso eu instalar um semáforo na frente da minha casa para que, interrompendo o transito, eu possa entrar e sair da minha garagem com o meu veículo sem precisar me preocupar com os outros?
 Certo que o fato da instalação do semáforo na rua Garibaldi não ter sido uma ação pensada de forma global, entendo que o Governo Municipal tomará as providências cabíveis e a empresa solucionará seu problema de outra forma, não interferindo, ela própria, no trânsito da rua Garibaldi. 
Por fim, num momento em que discutimos com fervor a ocupação do espaço público pelos treilers de lanches de Pelotas, devemos estar atentos a todos os casos de ocupação indevida, incluindo assim o uso do semáforo na rua Garibaldi por um empresa privada de grande porte. 
Dados coletados: Frota São Paulo em 2013: 7.577.216 veículos; fonte Detran – SP Frota Pelotas em out/2013: 174.958 veículos; fonte Detran - RS População São Paulo em julho 2013: 11.821.873 habitantes; fonte IBGE (estimativa) População Pelotas em julho 2013: 341.180 habitantes; fonte IBGE (estimativa)

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