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terça-feira, 28 de outubro de 2025

FOTO PARA A HISTÓRIA : LULA REUNE ASSESSORES - P.R.Baptista

 

Após um tempo depois de iniciada por parte do governo norte-americano uma série de ações   agressivas no plano econômico e politico sem que se pudesse chegar sequer a uma discussão da situação que se criou, finalmente Estados Unidos e Brasil puderam sentar numa reunião

A ocasião se propiciou pela presença ocasional dos presidentes num encontro de países asiáticos.

A reuniao teve a presença, além dos presidentes , de 6 asssessores ( 3 de cada país) e apresentou entre outros aspectos um particularmente saliente que a foto registra

Estamos nos referindo à postura durante toda a reunião dos dois presidentes.

A postura de Lula, com a perna cruzada, domina a cena tendo a bandeira brasileira ao fundo.

Já Trump, com as pernas encolhidas, mal sentado,  mais parece ser um outro dos assessores estadunidenses 

Uma foto para a história.

Abraham Lincoln, primeiro presidente americano



quinta-feira, 1 de agosto de 2024

LULA & MADURO, AMIGOS PARA SEMPRE


 PÕ CARA, TE DOU FORÇA, MAS NÃO ABUSA

segunda-feira, 10 de junho de 2024

domingo, 18 de fevereiro de 2024

DISCURSOS COMPLETOS DE LULA NOS QUAIS DISCORRE SOBRE O GENOCÍDIO EM GAZA E FAZ ALUSÃO, NO SEGUNDO, AO HOLOCAUSTO


ENTREVISTA COM JORNALISTAS EM QUE FAZ REFERÊNCIA AO HOLOCAUSTO

UMA TERCEIRA FALA NA QUAL NÃO FAZ MAIS REFERÊNCIA . .

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

LULA E O AJUDANTE GERAL


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 4ª feira (7.fev.2024) que “nenhuma mulher quer namorar um ajudante geral” ao defender que os jovens precisam estudar para se profissionalizar.

sábado, 28 de outubro de 2023

LULA CONSIDERA HAMAS COMO TERRORISTA E CRITICA NETANYAHU


O presidente Lula mudando falas iniciais quando sempre se  esquivava de apontar o Hamas como terrorista desta vez sublinha esta opinião.
Ao mesmo tempo, 
entremeando suas palavras com inúmeros "sabe?"  condena a reação de Israel aos ataques.
Ao seu lado Janja fica concordando, fazendo movimentos com a a cabeça , com suas palavras, 
Num dado momento lhe estende uma anotação que faz num pedaço de papel.
Lula olha uma vez, depois olha de novo, o que seria?
Acho que não vamos saber, talvez um lembrete que está na hora dele tomar o remédio.

sábado, 16 de abril de 2022

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

LULA REATA ANTIGO ROMANCE COM MDB

Esta foto, de uma fase mais antiga do romance, pode ser reeditada 

Com jantar oferecido pelo ex-senador Eunício de Oliveira (CE), quarta-feira (6/10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveita para se aproximar de figuras do MDB que tendem a apoiar sua candidatura à Presidência da República em 2022.

Compareceram à casa de Eunício, no Lago Sul, em Brasília, os emedebistas Raul Henry (PE), Veneziano Vital do Rego (PB), Nilda Gondim (PB), Isnaldo Bulhões (AL), Marcelo Castro (PI), Walter Alves (RN), Edson Lobão (MA) e Lobão Filho (MA).

Do lado do PT, além de Lula, estiveram na reunião Paulo Rocha (PA), Paulo Teixeira (SP), José Guimarães (CE), a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Luiz Dulci.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, chegou a ser convidado, mas não foi ao jantar.

Os senadores Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM) avisaram que não iriam ao jantar e declinaram do convite alegando que, neste momento em que os trabalhos da CPI da Covid entram na reta final, o encontro não seria visto com bons olhos.

“Ia ser uma reunião do relatório, não um jantar”, explicou Eunício, em conversa com o Metrópoles.

O senador Veneziano chegou em um carro oficial – devido à viagem de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ele responde como presidente do Senado.

“Respeita a Dilma”

Enquanto Lula procura assim encaminhar apoio para sua candidatura se  reaproximando do MDB de Temer que foi o coveiro do enterro de Dilma, do lado fora da casa de Eunício, um grupo de 8 pessoas protestou com faixas, condenando Lula por se reunir com emedebistas. “Está jantando com os caras que derrubaram a Dilma”, gritaram os manifestantes.

Eles deixaram na rua, em frente à casa, uma faixa com a seguinte questão: “Ué, Lula, não foram eles que deram o golpe na Dilma?”, referindo-se ao impeachment em 2016. “Respeita a Dilma”, bradaram.

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sábado, 7 de agosto de 2021

LULA DECRETA QUE NÃO HAVERÁ TERCEIRA VIA - P.R.Baptista


 Em entrevista recente o ex-presidente Lula, procura desacreditar, num tom professoral,  a ideia que ganhou algum destaque no noticiário da possibilidade de surgir uma "terceira via" que adotaria o mote  "Nem Lula, Nem Bolsonaro".
Lula alega que em muitos países estaria consolidada uma tradição de duas candidaturas fortes que disputam as eleições e citando como exemplo os Estados Unidos, Inglaterra e França, sustenta que este é um processo natural e recomendado. Talvez pudesse ser de interesse lembrar que, nestes casos, a disputa tem mais a ver com a estrutura partidária que confronta, historicamente, dois partidos fortes, o que está longe, muito longe aliás, do caso brasileiro onde, neste momento, o presidente sequer tem partido. 
Lula complementa afirmando que nada impede que surjam outras candidaturas, tantas quantas se apresentem e lembra a  eleição que disputou com Collor em que havia muitas mas se refere a elas como "avulsas" sem forças, o que ocorreria em 2022,  de eventualmente chegar a um segundo turno.
Parece não se dar conta de que foi exatamente o que ocorreu com a sua própria candidatura, mesmo admitindo que não tinha favoritismo, quando acabou disputando o segundo turno com Collor.
Mas se vale de um momento em que a hipótese da terceira via é muito incipiente e sem ter, de momento,  o nome de um candidato que  representando esta frente pudesse demonstrar força para chegar ao segundo turno. De qualquer modo é bom não perder de vista que, a surgir este candidato, teria boas possibilidades de romper a polaridade que se faz presente. 
Enquanto isto sua tese parece lhe dar um grau de autossuficiência que o permite pairar acima das negociações que possam estar se apresentando.    
Mas o que Lula não consegue , no entanto, é deixar de transparecer que o avanço de uma  terceira via o perturba e, exatamente por isto, corre a impedir que cresça.
Dá a impressão, assim, de procurar convencer a que se aposte numa eleição entre duas candidaturas, de um lado a de Bolsonaro representando como diz o fascismo e, do outro, a dele próprio que se coloca como representante único da democracia.
Parece desconsiderar que até outubro de 2022 muita água pode rolar.
E que o Brasil não precisa ficar refém de candidaturas que já se anunciem como vencedoras em detrimento de todas as demais antes mesmo deste processo ter iniciado a ter  plenas condições de prever todos seus desdobramentos e todas suas tendências.
Aliás, considerando o declínio de Bolsonaro, Lula só falta dizer em sua análise política que nem precisa haver eleição pois ele, de antemão, já venceu.  

quarta-feira, 6 de maio de 2020

TRIBUNAL MANTÉM CONDENAÇÃO DE LULA NO CASO DO SÍTIO


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou recurso e manteve a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância, pelo caso do sítio de Atibaia, em julgamento virtual finalizado nesta quarta-feira (6). A decisão foi unânime.

Segundo um site de notícias do Globo, em função da pandemia de coronavírus, as sessões do tribunal passaram a ser feitas virtualmente. O julgamento do recurso de Lula iniciou em 27 de abril.

A Oitava Turma, responsável na Corte pelos processos da Lava Jato, também rejeitou o pedido de adiamento da análise dos embargos de declaração. A defesa do ex-presidente pedia que o julgamento ocorresse em sessão presencial.

Lula foi condenado em novembro do ano passado a 17 anos, 1 mês e 10 dias pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em julgamento na segunda instância, acusado de receber propina de construtoras, que teriam reformado e decorado um sítio, em Atibaia, interior paulista, em troca de benefícios em contratos com a Petrobras. Segundo a acusação, o local era utilizado pela família do ex-presidente.

O recurso protocolado pela defesa de Lula, chamado de embargos de declaração, solicitava a revisão de dúvidas, revisões ou contradições na sentença. O ex-presidente sustenta que é inocente.

O julgamento foi virtual e não pôde ser acompanhado pela imprensa. O resultado da sessão foi publicado às 14h46. Até a tarde desta quarta-feira (6), o acórdão, com a íntegra dos votos, ainda não havia sido publicado.

Para o advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, a manutenção da prisão é "injusta e arbitrária". A defesa aguarda a publicação do acórdão para definir possíveis recursos.

Na primeira instância, o ex-presidente tinha sido condenado a 12 anos e 11 meses.

Esse é o segundo processo a que Lula respondeu na Justiça Federal após investigações na Lava Jato. O primeiro foi o caso Triplex, pelo qual foi condenado e preso, de abril de 2018 a novembro de 2019.

segunda-feira, 16 de março de 2020

quarta-feira, 28 de junho de 2017

MOMENTO DE UNIDADE - Jorge Eremites de Oliveira

Caso Lula consiga ser candidato à Presidência da República, como deseja o establishment petista e seus apoiadores, provavelmente ocorrerá o seguinte: perderá uma acirrada eleição, encerrará sua carreira política por baixo, causará um grande mal ao campo progressista e será o principal cabo eleitoral do Boçalnazi.
Ocorre que o antilulismo, por assim dizer, tornou-se maior que o próprio Lula.
Além disso, sabe-se que historicamente a ascensão da extrema direita está ligada a grandes crises estruturais (econômicas, político-partidárias, éticas, morais etc.), como a que se assiste atualmente no Brasil.
Então, este não é o momento para aventuras político-partidárias, vaidades pessoais e picuinhas esquerdistas.
O momento é de construção da unidade do campo progressista para que, em nome de um projeto de nação, seja possível vencer os golpistas nas próximas eleições presidenciais.
No entanto, verdade seja dita, isso nunca foi feito no Brasil, ao menos não desde as eleições de 1989. Nas primeiras eleições presidenciais após o golpe de 1964, elegeu-se Collor, o "caçador de marajás", e deu no que deu.
Agora, após o golpe de 2016, corre-se o risco de repetir o mesmo erro, porém com maior gravidade: colocar no poder um completo apedeuta da extrema direita nacional.
Será que não se aprende nada neste país com a experiência acumulada em países vizinhos?
Refiro-me ao Chile e ao Uruguai, apenas para citar dois exemplos.
Parafraseando Marx, diria que a história se repete: a primeira vez como farsa e da segunda em diante como tragédia.

Jorge Eremites de Oliveira
Prof. da UFPel

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Advogados de Lula lançam livro sobre 'violações' da Lava Jato - Folha Press

© Fornecido por New adVentures, Lda.
Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um grupo de especialistas em direito lançam nesta terça-feira (6), em São Paulo, um livro de artigos sobre supostas violações a direitos fundamentais e a tratados internacionais cometidas no âmbito da Operação Lava Jato.
A obra, intitulada "O caso Lula - a luta pela afirmação dos direitos fundamentais no Brasil", tem 18 artigos assinados por 22 especialistas, entre eles acadêmicos e integrantes do Ministério Público e do Poder Judiciário.
Os coordenadores são o advogado Cristiano Zanin Martins, defensor de Lula na Lava Jato, Valeska Teixeira Zanin Martins e Rafael Valim, professor da PUC-SP.
Valim também é editor do livro, lançado por sua editora, a Contracorrente, em parceria com a argentina Editorial Astrea. Para 2017 já estão previstas edições em espanhol, francês e inglês.
Em uma "abordagem estritamente jurídica", segundo Martins, a obra trata de episódios que geraram polêmica entre especialistas, como a condução coercitiva de Lula, em março, e a divulgação de uma conversa grampeada entre o petista e a ex-presidente Dilma Rousseff.
Para Martins, esses são dois exemplos de violação a direitos do ex-presidente Lula.
O prefácio é de Geoffrey Robertson, que, entre outros casos, representou a Human Rights Watch em uma ação contra o ex-ditador chileno Augusto Pinochet e foi contratado neste ano pela defesa de Lula para peticionar ao Comitê de Direitos Humanos da ONU. Lula queixou-se ao órgão de não ter um julgamento imparcial no país.
Crítico ferrenho da atuação do juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, Robertson afirmou nesta terça-feira que a postura do magistrado -que, entre outras coisas, incitaria manifestações populares- impossibilita a Lula ter um julgamento justo e imparcial.
"O juiz que investiga não pode ser o mesmo que irá julgar", disse.
Robertson também criticou uma apresentação feita por procuradores da força-tarefa da Lava Jato que usaram um "powerpoint" para apontar Lula como chefe de quadrilha.
"Se os procuradores têm provas, elas têm que ser apresentadas perante um tribunal, e não ser transmitidas pela TV", afirmou.
MORO, ABUSO DE AUTORIDADE E CONGRESSO
De acordo com Martins, Moro já tomou depoimentos de 19 testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal no caso do tríplex de Guarujá (SP) e nenhuma confirmou a tese da acusação de que o apartamento era de Lula.
"A constatação após essas audiências de Curitiba é que essa ação do tríplex é mais uma ação frívola, sem materialidade, que faz parte do fenômeno do 'lawfare', que consiste na utilização dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política", disse o advogado.
Questionado sobre propostas que tramitam no Congresso para punir agentes do Ministério Público e do Judiciário por abuso de autoridade, Martins defendeu que a lei atual sobre o tema, de 1965, seja "aprimorada".
"Com relação às medidas do Congresso, o que me parece é que se objetiva melhorar a lei que já existe. A meu ver, a reação contra o aprimoramento da lei não faz sentido. Você pode discutir conceitos da lei, mas não impedir que ela seja aprimorada simplesmente porque hoje existe a Operação Lava Jato", disse.
"A Lava Jato não pode ser um obstáculo ao aprimoramento da lei, porque a autoridade que age dentro da lei não deve ter qualquer receio de incorrer em crime de abuso de autoridade. Até porque esse crime só pode ser julgado por um juiz", concluiu.
Em novembro, a defesa de Lula apresentou uma queixa-crime contra Moro acusando-o de abuso de autoridade. O caso tramita em sigilo no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).
Moro e procuradores ligados à Lava Jato têm criticado publicamente iniciativas do Congresso para punir magistrados e membros do Ministério Público. "Não acho correto que pessoas que participam da Operação Lava Jato estejam querendo interferir nas atividades que são privativas do Congresso", disse o advogado de Lula a esse respeito.

Com informações da Folhapress.

domingo, 23 de outubro de 2016

MANIFESTAÇÃO DE LULA

Lula desabafa: 'Me respeitem para que eu possa respeitar vocês' Em vídeo divulgado na noite desta sexta-feira (22), nas redes sociais, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva fez um desabafo sobre a perseguição da imprensa com sua vida pessoal. Na manhã deste sábado (22), o vídeo já contava com 21 mil compartilhamentos.
Em um dos momentos do vídeo, Lula enfatiza que 'eles', se referindo à imprensa, vasculham sua vida pública há décadas e até agora nada encontrou.
" A minha vida foi investigada na campanha de 82, na campanha de 86, na campanha de 90, na campanha de 94, na campanha de 98, na campanha de 2002, na campanha de 2006, na campanha de 2010 com Dilma e na campanha de 2014. Continuem investigando. No dia em que acharem, parem e comecem a fazer coisa séria nesse país. Não sejam refém da imprensa." disse o ex-presidente.
E continuou "o Brasil não suporta mentira por muito tempo. E isso tá prejudicando o país, tá prejudicando a imagem do Brasil lá fora e tá prejudicando a credibilidade do país que tinha muita credibilidade lá fora".
E finaliza "eu tive o prazer de presidir esse país, quando o país passou a ser um país com perspectiva de ser a 5º economia do mundo, de ser admirado e respeitado, dos EUA à China. Porque eu queria ser respeitado e respeitava todo mundo. Portanto, me respeite! Me respeite para que eu possa respeitar vocês".

Matéria transcrita do portal MSN

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Artigo de Lula na Folha de São Paulo


No jogo de xadrez em que se transformaram os lances do Ministério Público conduzidos por Moro e a defesa do ex-presidente Lula das acusações que lhe são feitas, Lula parece que se encontra em xeque.
Já tinha apelado para a ONU e, na terça, dia 18, publicou um artigo em sua defesa na Folha de São Paulo que, como alertamos em A METADE SUL, parece ter tido muito pouca repercussão.
A seguir, antes aliás que tardiamente pudesse ter, é anunciada a prisão de Cunha que toma conta do noticiário.
De qualquer modo a leitura da carta de Lula é imprescindível como peça movida por ele dentro do tabuleiro. (P.R.Baptista).

CONFIRA A ÍNTEGRA


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PRECISAMOS FALAR SOBRE LULA - Luis Felipe Miguel

Precisamos falar sobre Lula.
Ninguém se iluda: passado o frenesi dos resultados do primeiro turno das eleições municipais, o cerco contra Lula retoma seu curso. A questão não é "se" ele será preso na Operação Lava Jato, mas "quando". Afinal, sua culpa foi determinada desde sempre. É uma operação que não nasce para investigar se há culpa, mas para encontrar algo que justifique uma culpa definida de antemão. Imagino que, nesse momento, Sérgio Moro e o alto comando de sua Wehrmacht curitibana estejam discutindo se a vitória da direita no pleito de domingo significa que Lula já pode ser preso sem risco de comoção popular ou se esse tipo de interpretação é só o discurso oficial a ser veiculado na mídia.
O antilulismo da direita tem razões claras. Lula é o mau exemplo, Lula é o operário que não soube seu lugar. Lula liderou o movimento que fez a classe trabalhadora ganhar protagonismo na política brasileira, a partir do final da ditadura militar. E Lula conduziu um governo que, com todos os seus problemas, contribuiu para reduzir a vulnerabilidade de milhões de brasileiros e para desafiar hierarquias centenárias. Embora sempre se lembre que a burguesia lucrou muito nos governos petistas, o antilulismo das elites brasileiras é perfeitamente razoável: para elas, manter a vulnerabilidade extrema da maioria da população e proteger as hierarquias sociais faz muito sentido.
Mais difícil é entender o antilulismo de parte da esquerda. Sim, Lula optou por um pragmatismo político exacerbado e apostou na conciliação de classes. Os governos petistas foram covardes no enfrentamento de muitos privilégios e, quando atacados, só conseguiam reagir fazendo mais concessões. Lula se tornou bem mais amigo de empreiteiros e outros capitalistas do que seria razoável. Há muito o que criticar em sua trajetória.
Mas a esquerda antilulista age não como quem analisa erros políticos e desvios de caminho, mas como quem sofreu uma desilusão amorosa. O maior pecado de Lula é não ter sido aquilo que projetavam nele. E é essa vingança, que se traveste de radicalidade política mas nasce do coração partido, que faz com que o cerco a Lula, a destruição de seu legado e de sua imagem, sejam vistos por alguns com alegria aberta ou disfarçada.
É um sério equívoco, eu creio. Com todos seus erros, Lula é uma liderança popular invulgar - e o que se quer destruir é essa liderança, não os erros. Lula buscou um caminho, que foi conciliatório, tortuoso e limitado, mas era um caminho para retirar da miséria e ampliar os horizontes dos brasileiros mais desprivilegiados. Pouco, talvez, para quem sonha com o fim da exploração e da alienação. Mas o caboclo do interior do Brasil que não tinha energia elétrica e viu chegar o Luz para Todos, aquele outro que botou comida na mesa com o Bolsa Família, o trabalhador na base da pirâmide que ganhou com o aumento real do salário mínimo, o menino pobre que chegou na universidade, será que trocariam esses ganhos, ainda que insuficientes, por um punhado de teses sem ressonância no mundo social, brandidas de intelectuais da extrema-esquerda?
Vamos criticar a experiência petista? Vamos. Ela acomodou, ela cedeu, ela não foi tão firme quanto devia na defesa da classe trabalhadora, dos direitos das mulheres, da cidadania de gays, lésbicas e travestis. Compactuou com a corrupção, contribuiu para a sobrevida de elites políticas carcomidas, em vários momentos deixou de avançar quando podia, por culpa de sua incontrolável pulsão pela conciliação. Acreditou na sua própria fantasia de transcendência do conflito social. Terminou por enfraquecer as forças populares, ao promover sua desmobilização como forma de mostrar aos grupos dominantes que permaneceria dentro dos estreitos limites pactuados. Mas vamos também reconhecer os ganhos que foram alcançados e, sobretudo, a tentativa real de dar uns passos para a frente, poucos que fossem, mas para a frente - nas condições adversas de um país atrasado como o Brasil.
E vamos reconhecer em Lula o que ele é: com seus limites, com suas contradições, com seus vacilos, com o diabo a quatro, ele é a maior liderança popular da história deste país. Alguém que, por mais críticas e discordâncias que possamos ter, está do lado de cá, não do lado de lá. Não se trata de endeusar Lula, nem torná-lo imune a críticas, mas de compreender quem ele é e o que ele simboliza. Por isso, defender Lula contra a perseguição criminosa que ele sofre, protestar contra a arbitrariedade de que ele é alvo, contribuir para, sim, incendiar o país quando ele for preso - esses são compromissos de qualquer pessoa que se queira de esquerda, progressista ou democrata no Brasil. 

REFERENCIAS

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O Professor Lula

O presidente Lula que, ao que consta, não tem muitos textos escritos mas gosta de prosar, vêm cada vez mais assumindo um estilo professoral em suas falas.
Como quase sempre se dirige a platéias ou muito educadas ou muito submissas deve pensar que está agradando incondicionalmente pois chega a se ouvir, quando diz um de seus bem conhecidos chistes sem graça, tímidos aplausos ou risos,.
Outra prática que adotou é a de se tornar mais falante e mais disposto a se pronunciar sobre assuntos políticos brasileiros, quando se encontra no exterior pois, no Brasil, pouco se dá a este trabalho.
Sua mais recente manifestação , a jornalistas italianos, foi de apoio ao nome de Dilma Rousseff, alcunhada de ”mãe do PAC”, à candidatura à presidência.
Vamos aguardar, agora, que chegue aos Estados Unidos e seja entrevistado por jornalistas norte-americanos, para sabermos um pouquinho mais de suas idéias políticas.
Assim, de aula em aula, o brasileiro , com um professor tão pedagógico, vai se preparando para ver se termina o fundamental.