Ele afirma na CPI da Covid (dia 24 de junho de 2021) que das 500.000 mortes por covid, 400.000 poderiam ter sido evitadas ou seja, 4 de cada 5 mortes.
sexta-feira, 9 de julho de 2021
DECLARAÇÃO DE PEDRO HALLAL A RESPEITO DA COVID, CONSIDERAÇÕES - Lúcio de Almeida Hecktheuer
Ele afirma na CPI da Covid (dia 24 de junho de 2021) que das 500.000 mortes por covid, 400.000 poderiam ter sido evitadas ou seja, 4 de cada 5 mortes.
terça-feira, 6 de julho de 2021
domingo, 13 de junho de 2021
GALERIA CÂMARA CLARA - EXPOSIÇÃO ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO - Mário Schuster
domingo, 6 de junho de 2021
CAFÉ CARINHO, UM EXEMPLO DE DAR AS MÃOS
Fundado em Julho de 2020, o Projeto Café Carinho que tem em Letícia Pinho de Freitas a inspiradora e liderança, direciona suas atividades para as pessoas que estão em uma situação de extrema pobreza.
O trabalho que, inicialmente, era realizado apenas em uma comunidade carente de Pelotas, foi se expandindo conforme a demanda também crescia. Atualmente são preparados, todos os domingos, mais de 200 sanduíches, os quais são servidos em conjunto com bolos, porção de biscoitos, café quentinho e todos segundo a Letícia com amor
O projeto atende à população em situação de rua todos os domingos pela manhã.
Também são visitados com seu tradicional café as crianças da Estrada do Engenho, Lagos, Perret e Ceval, revezando essas comunidades durante o mês!
O grupo possui um cadastro de aproximadamente 250 crianças! Com idade de zero a 12 anos.
O objetivo ainda em 2021 é oferecer cursos que tragam uma atividade possível de acrescentar rendas a essas famílias. E acolher as crianças para auxiliar na educação escolar. Além de ciclo de palestras com a população em situação de rua sobre o uso das drogas, DSTS, cuidados com o meio ambiente e violência!
Estão envolvidos mais de 80 voluntários, sendo alguns colaboradores fixos .
O projeto já dispõe de uma sede que foi alugada e, em breve, há a previsão de oferecer oficinas profissionalizantes.
É , também, parceiro de outros projetos, como o grupo Mãos Dadas e Parceiros na Caridade.
Existe um projeto em conjunto de propiciar um carro de banho móvel. Que seria muito útil, segundo Leticia, para proporcionar saúde e mais dignidade a quem carece de tudo.
Para conhecer mais detalhes sobre o projeto Café com Carinho pode-se obter no link
https://www.facebook.com/cafecarinho/
sábado, 5 de junho de 2021
domingo, 30 de maio de 2021
BOLSONARISTAS E ANTIBOLSONARISTAS DISPUTAM PROTAGONISMO - P.R.Baptista

Bolsonaristas e antibolsonaristas dedicaram uma grande energia disputando no mês de maio quais teriam promovido as manifestações mais exitosas, exitosas significando principalmente as com maior adesão em número de participantes.
Em parte reproduzindo, como se fosse um segundo turno , o efeito que já se viu na última eleição presidencial com o resultado desastroso que bem conhecemos e lamentamos.
Os bolsonaristas, ao estilo do chefe que os adeptos denominam "mito", sem máscaras, mantendo proximidade entre os participantes, como que marcando um simbolismo defendido por Bolsonaro. Já os antibolsonaristas com máscaras, procurando formalmente manter distanciamento, talvez mesmo carregando garrafinhas de álcool gel para ir passando nas mãos ao longo do percurso.
Bolsonaro procurando demonstrar apoio num momento de ameaça à sua liderança, os antibolsonaristas tratando de até mesmo procurar encaminhar , ainda que tardiamente, seu impeachment
A diferença é abissal entre as duas propostas, uma clara contraposição entre a democracia e um tipo de fascismo estabelecendo quase uma relação, se quiséssemos levar para este terreno maniqueísta, de um embate entre o Bem e o Mal .
Mas ambos os casos geraram aglomerações embora maiores ou menores enquanto toda essa energia e mobilização poderiam ser dedicadas em benefício daqueles que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade, sem vacina, desempregados, trabalhadores informais, moradores de rua, catadores e de todos que tem fome e tem frio. Nem tudo se resume a home-office neste momento.
Se assim procedessem o país como um todo teria maior proveito e ficaria agradecido.
Mas, ao contrário, talvez outras manifestações continuem a ocorrer nas quais cada lado vai se propor a bradar mais alto batendo tambores para marcar o lado em que se encontra e uma presumida supremacia deixando de lado ações que teriam , neste momento de extrema gravidade, formas mais urgentes e compromissadas de se afirmarem.
Não é de duvidar, inclusive, que se prolonguem, se estendam , cada vez mais frequentes , talvez
Esperamos que não.
Todos os domingos, por volta das 11 h, vem se reunindo na praça Antônio Zattera para a distribuição de alimento e oferecer outros auxílios.
Uma particularidade é que esta distribuição é estendida aos animais de estimação que são levados por alguns dos que procuram a ajuda.
Conversei com uma mulher que esperava na fila formada para receber alimento e que levava consigo num carrinho o filho pequeno de 3 anos conforme me disse, Vinha de longe, a pé, do bairro Dunas. Pude entender, então, a importância que tinha para ela aquele auxílio, talvez pudesse ser a única refeição do dia.
Para ter mais informação sobre o trabalho do grupo acesse a página
https://www.facebook.com/Parceiros-na-Caridade-455149581645578/
PARCEIROS NA CARIDADE, MAIS DO QUE NUNCA NECESSÁRIOS - P.R.Baptista
Todos os domingos, por volta das 11 h, vem se reunindo na praça Antônio Zattera para a distribuição de alimento e oferecer outros auxílios.
Uma particularidade é que esta distribuição é estendida aos animais de estimação que são levados por alguns dos que procuram a ajuda.
Conversei com uma mulher que esperava na fila formada para receber alimento e que levava consigo num carrinho o filho pequeno de 3 anos conforme me disse, Vinha de longe, a pé, do bairro Dunas. Pude entender, então, a importância que tinha para ela aquele auxílio, talvez pudesse ser a única refeição do dia. Como regra são pessoas que, claramente, enfrentam sérias dificuldades, muito carentes, desemparadas, vivendo precariamente. Mas, claramente também, demonstram reconhecer o auxílio que recebem e o mínimo que a sociedade deve fazer é se propor a estender-lhes a mão neste momento tão difícil para a sociedade.
Iniciativas como esta devem prosperar, devem surgir dentro das instituições , dentro dos sindicatos, das associações e dentro dos bairros.
Para ter mais informação sobre o trabalho do grupo acesse a página
https://www.facebook.com/Parceiros-na-Caridade-455149581645578/
sexta-feira, 28 de maio de 2021
ATENDIMENTO AOS MORADORES DE RUA - SERVIÇOS DA PREFEITURA
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| foto P.R.Baptista |
Abordagem social visa à reinserção familiar e comunitária daqueles que vivem em condição de extrema vulnerabilidade - Por Alessandra Meirelles – MTb/RS 10052
Entre 200 e 250 pessoas vivem nas ruas de Pelotas, atualmente. Uma parte delas tem casa e família. Outros não têm nada. As razões que levaram cada uma delas a essa situação são as mais diversas, como conflitos familiares, especialmente a violência doméstica, transtornos mentais e o uso abusivo de álcool e outras drogas, além de dificuldades financeiras.
Uma importante ferramenta de avaliação de risco social continua sendo executada, pela prefeitura, durante o período da pandemia do novo coronavírus: a abordagem social. A conhecida “ronda” da Prefeitura, é feita diariamente para identificar pessoas em situação de rua que precisam do auxílio do poder público.
O serviço é um importante canal de identificação de situação de risco pessoal e social e busca garantir atenção às necessidades mais imediatas das famílias e dos indivíduos atendidos, bem como promover o acesso à rede de serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas que garantam seus direitos.
O secretário de Assistência Social (SAS), José Olavo Passos, explica que este tipo de serviço não é um favor de nenhuma esfera de governo, mas um direito humano que precisa ser assegurado.
“Nosso objetivo não é apenas tirar as pessoas das ruas, mas garantir dignidade e segurança para cada uma delas, seja pela reinserção familiar, seja na busca de um trabalho, no atendimento social e de saúde”, afirma.
Na abordagem social, os técnicos apresentam alternativas e tentam convencer as pessoas em situação de rua a acessar os serviços da assistência social e de saúde. Os profissionais ouvem os usuários e acabam criando vínculos. Os que aceitam são encaminhados para a Casa de Passagem, onde encontram cama e roupas limpas para passar a noite; ao Centro Pop, onde podem fazer as refeições, tomar banho e lavar as roupas; recebem apoio para fazer novos documentos, encaminhar tratamentos de saúde e ajuda para traçar novos planos para a sua vida.
Os usuários do serviço são crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e famílias que utilizam espaços públicos como forma de moradia ou de sobrevivência.
Para a abordagem social, a SAS conta com o apoio do Consultório na Rua, da Secretaria de Saúde (SMS), que faz os primeiros atendimentos, quando necessário, e encaminha para a rede de saúde; e das organizações da sociedade civil (OSC) Gesto e Vale a Vida.
Rede Rua
Um grupo de trabalho, chamado Rede Rua, planeja e organiza ações nas ruas de Pelotas – tanto com adultos em situação de rua, como de crianças e adolescentes em trabalho infantil e outras condições de risco social.
O grupo está realizando um mapeamento dos indivíduos em situação de rua, incluindo cuidadores de carros, para identificar as famílias e pessoas com direitos violados, entender como chegaram a essa situação e de que forma podem sair.
Reinserção familiar
Uma das prioridades da equipe de Assistência Social do Município é promover a reinserção familiar e comunitária. No fim de 2020, os profissionais encontraram um idoso nas ruas. Após muita conversa, foram atrás da família dele e encontraram um irmão, além de também descobrirem que ele tinha saído de casa há mais de 40 anos. Há dois meses o idoso voltou a viver com a família.
Como pedir ajuda?
Pessoas que se encontram em situação de rua, ou que conhecem outras que precisam de ajuda, podem entrar em contato com o Centro Pop, das 8h às 17h, pelo telefone (53) 3222-1587. As abordagens são realizadas todas as noites.
NELSON SARGENTO, ADEUS A UM MESTRE DO SAMBA
quinta-feira, 27 de maio de 2021
terça-feira, 25 de maio de 2021
FOME E FRIO, MOMENTO DE UMA GRANDE ORGANIZAÇÃO E MOBILIZAÇÃO
Em meio à pandemia além da urgência da vacinação e do atendimento médico é da maior importância o auxílio material à população que se encontra em condição em alguns casos de extrema vulnerabilidade.
A fome e o frio, neste momento, deixam de ser uma realidade remota mas, bem ao contrário, bem real, bem presente, dolorosa.
À falta de programas e ações consistentes e interligadas que unificassem através de um programa de grande alcance e que deveriam partir da alçada governamental e das instituições que dispõem de estrutura para tanto, torna-se da maior importância a iniciativa de grupos que tem surgido e conseguido através do voluntariado se organizar para preencher estas lacunas.
Um destes grupos é o NÓS POR NÓS.
Mais informações sobre o grupo e formas de participação podem ser encontradas na página
DESTINOS
- Qual você acha que é o nosso destino?
- Eu estava indo para pegar algumas fritas no pier
- Não, eu quero dizer de forma ampla. Qual é o resultado final de nossa consciência?
Para onde este caminho leva?
- Eu ainda sinto que isto tem alguma coisa a ver com aquelas fritas no pier
quinta-feira, 20 de maio de 2021
quarta-feira, 19 de maio de 2021
"A PESTE BRASILEIRA" - Raí (*)
Que me perdoem Camus, seus estudiosos e milhões de admiradores, peço licença para repetir aqui algumas de suas palavras, do clássico "A Peste", de reivindicar tua audácia, uma ousadia à imagem das tuas, para me ajudar neste momento de súplica rebelde, deste espasmo de "combat" e de "combattant", diante de atos desumanos e suas terríveis consequências.
Como brasileiro, como tantos outros e perante o mundo, assumo aqui que estamos habitados, sitiados, nestes tempos sombrios de nossa história, por mais de uma terrível peste.
(*) Raí é irmão do célebre futebolista Sócrates, falecido que se destacou por suas posições políticas. Raí, ex-jogador de futebol, campeão do mundo atualmente é ativista/empreendedor social
segunda-feira, 17 de maio de 2021
ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO - CORRESPONDÊNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO NA DATA DE HOJE 17/05/21
ENCAMINHAMENTO AO MINISTÉRIO PÚBLICO NA DATA DE HOJE - No sentido de fornecer novos elementos ao processo aberto junto ao MP e até considerando que a Prefeitura até a data de hoje não teria se pronunciado junto ao mesmo MP, encaminhamos ao promotor André Barbosa de Borba a correspondência a seguir:
EXMO.SR.
PROMOTOR ANDRÉ BARBOSA DE BORBA
2º PROMOTOR DE JUSTIÇA DA PROMOTORIA DE JUSTIÇA ESPECIALIZADA DE PELOTAS
Prezado Senhor,
Em adendo às informações já prestadas anteriormente encaminhamos as que seguem:
1) cópia da matéria publicada no DIÁRIO POPULAR de 8-9/05/2021 com importantes depoimentos
favoráveis ao nosso pleito;
2) link para a gravação integral da Reunião do Conselho Municipal de Cultura, transmitida ao vivo em 12 de maio de 2021 , com a presença dos conselheiros entre os quais o próprio Secretário de Cultura (SECULT) Paulo Pedrozo, reunião que analisou a questão da REQUALIFICAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO. Na oportunidade, após considerações feitas pelos conselheiros, foi aprovado por consenso subscrever a petição de apoio ao movimento. O link para a reunião é o que se segue https://www.youtube.com/watch?v=0Lf_hw9MChk
2) contabiliza-se neste momento na petição pela internet 257 assinaturas de apoio ;
3) cópia da matéria publicada em A METADE SUL em 16 de novembro de 2008, ou seja, há 13 anos,
na qual é destacado os alagamentos na esquina da General Telles com a Santa Cruz como consequência direta do asfaltamento desta última via;
4) relação dos prédios inventariados(9) existentes no Entorno
Aproveitamos para reiterar que a nossa reivindicação é pela REQUALIFICAÇÃO anunciada pela Prefeitura já, inclusive, em execução mas com PRESERVAÇÃO. A Requalificação poderia ser feita com próprios recursos destinados ao asfaltamentona forma de melhorias como iluminação ( o Entorno carece urgentemente desta melhoria), calçadas, etc., mas sobretudo
com obra de escoamento para o prolema citado acima ( item 3) que perdura desde 2008. Este recurso, no entanto, supõe-se já esteja previsto no orçamento atual.
O que reivindicamos, portanto, é uma reformulação, amplamente apoiada por importantes segmentos da comunidade, muito pequena, na verdade um pequeno ajuste por certo inteiramente exequível pois não altera o orçamento apenas redireciona a aplicação de uma pequena parte.
Sendo o que se nos enseja, subscrevemo-nos
Prof.Paulo Renato Baptista
p/Comissão para a Requalificação e Preservação do ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO
sábado, 15 de maio de 2021
sexta-feira, 14 de maio de 2021
PAULO GUSTAVO : TRÊS ENTREVISTAS COM JÔ SOARES
SELFIES, NARCISISMO E DEMOCRACIA
domingo, 9 de maio de 2021
PLACA OFICIAL DE OBRA OU PROPAGANDA POLÍTICA ?
Registro de iniciativa no Laranjal, caberia saber exatamente de quem, com a afixação de explícita promoção política em um cartaz junto com a placa oficial da obra de asfaltamento de uma avenida de acesso à praia .
Iniciativa, no caso, inteiramente inadequada pois se trata de uma placa que tem a finalidade de fornecer informações sobre a obra. Uma delas, por exemplo, é o custo, dois milhões quatrocentos e oito mil reais.(R$2 407 361)
Isto em meio ao descontentamento de uma parcela considerável de moradores das proximidades que reivindicam o asfaltamento das vias empregadas nas linhas de ônibus que se mostram precárias com buracos, trechos cobertos de barro e alagamentos especialmente nesta época do ano, outono e inverno, que já se fazem presentes.
sexta-feira, 7 de maio de 2021
O PARALELEPÍPEDO E O ASFALTO - Luís Rubira
No ano de 2012, enquanto aguardava um atendimento numa instituição bancária, ouvi um cidadão dizer: “Pelotas ainda está na idade da pedra”. Não lembro se ele falava com outro interlocutor ou apenas falava alto, mas mostrava-se raivoso e argumentava que todo o calçamento deveria ser substituído pelo asfalto. Fiquei bastante espantado, sobretudo porque naquele ano a cidade comemorava os duzentos anos de seu surgimento, mas resolvi ignorar tais opiniões e silenciei. Afinal, como explicar em tão poucos minutos que ele estava iludido com a noção de progresso, que o paralelepípedo sempre representou uma espécie de vanguarda em termos de pavimentação urbana e que ele desrespeitava o esforço de muitas gerações?
De lá para cá, no entanto, testemunhei situações literalmente aterradoras. No primeiro loteamento da cidade, ao redor da Catedral Metropolitana, parte do calçamento em pedra regular foi coberto com asfalto visando unificar uma pista de ciclismo entre as ruas Félix da Cunha e XV de Novembro. Acaso naquele curto trecho não poderia ter sido mantido o paralelepípedo? O ciclista se importaria em diminuir a marcha e comtemplar com mais vagar a restauração da Catedral? Já no segundo loteamento, o que faz ainda aquele resto de asfalto que recobre o calçamento em pedra ao redor da Praça Cel. Pedro Osório, no trecho que vai do sobrado que abrigou o antigo quartel Farroupilha até o início da rua Marechal Floriano? E o que dizer da Rua XV de Novembro, cujo paralelepípedo regular, delicadamente polido pela ação do tempo, já havia sido soterrado na intersecção da rua Dom Pedro II e recentemente sofreu nova intervenção na Rua Gomes Carneiro?
Que diria de tudo isto o doutor João Chaves Campello, que em “1870 seguiu para Paris, onde frequentou a Escola de Medicina” e em seu retorno a Pelotas filiou-se ao Partido Liberal e “foi durante três quatriênios presidente da Câmara, sendo o iniciador do calçamento da cidade”? Por certo este “liberal militante e ardoroso”, que esteve à frente da Presidência do Rio Grande do Sul em 1879, o médico de alma pelotense que doou “à Bibliotheca Pública e a Câmara Municipal os terrenos em que atualmente estão situados” (Fernando Osório, A cidade de Pelotas, p. 177) ficaria estarrecido. O mesmo também ocorreria com o intendente Artur Antunes Maciel, que em 1887 assinou um contrato com uma empreiteira no qual havia artigos como: “empregar no calçamento somente pedras de excelente qualidade”; “conservar o calçamento feito” (Eduardo Arriada, “Uma história editorial”, Almanaque do Bicentenário de Pelotas, vol. 2).
É preciso lembrar que em cidades históricas europeias há um perfeito equilíbrio entre o calçamento em pedra e o asfalto. Em Paris, nas proximidades do Museu do Louvre, o que existe são paralelepípedos. Naquela cidade, o asfalto está presente, sendo usado em grandes artérias, como a Avenue de L’Opera, mas de resto vê-se, sobretudo em ruas menores, mosaicos em pedra. O mesmo ocorre em Roma, no entorno do Coliseu, onde há pavimentação em pedra. O asfalto também passa logo ao lado, na Via Celio Vibenna, mas em trechos dela vamos encontrar novamente a pedra. Prima-se nestas cidades pelos pedestres e pelos ciclistas, o mesmo ocorrendo em cidades brasileiras como Ouro Preto e Paraty. Para aqueles que duvidam de tudo isto, basta fazer um passeio virtual nos dias atuais pelo Google Earth.
Não vou comentar aqui o que está ocorrendo neste momento no Largo de Portugal e na Praça Rio Branco em frente à antiga Estação Férrea de Pelotas. Não há justificativa suficiente para dar conta de que novamente se recubra o paralelepípedo com novas camadas de pavimento em asfalto e concreto que nada tem a ver com o legado histórico de nossos antepassados. O esforço de todos aqueles que trabalharam com a pedra, este material tão duro e inerte, pode ainda hoje ser medido por meio do documentário “Graniteiros de Capão do Leão RS”, dirigido por Cátia Simone Castro Gabriel, disponível no youtube. Não, não é Pelotas que ainda está “na idade da pedra”. Quem dera fosse. O que está na “idade da pedra” são certas ideias antiquadas sobre progresso. As mesmas ideias contra às quais aquela moça jogou um paralelepípedo na França em maio de 1968. Gesto amplamente metafórico, registrado num cartaz com a frase: “La beauté est dans la rue” (a beleza está na rua).
Luís Rubira, Professor do Departamento de Filosofia da UFPel
Acompanhe o movimento pela preservação deste patrimônio de Pelotas promovido com o Entorno do Café Lamego >>>
quarta-feira, 5 de maio de 2021
A PAVIMENTAÇÃO DE PEDRAS VAI DESAPARECER? - P.R.Baptista
Neste processo alguns pontos vão se evidenciando.
A meu ver, neste momento um dos mais importantes, é a distração da nossa comunidade cultural e acadêmica para lidar com uma questão que envolve diretamente o papel e o lugar da pavimentação de pedras no contexto histórico e patrimonial de Pelotas.
Isto parece estar evidenciado pelo avanço que o asfalto na zona central foi tendo por meio de um trecho aqui, um outro ali, sobre a maior parte da zona adjacente à praça , tida como o núcleo com os casarões, o Teatro 7 de abril, Teatro Guarany, Grande Hotel, Prefeitura, Biblioteca, Mercado Público, antigo Banco do Brasil ou seja, basicamente o entorno da praça Pedro Osório.
Isto porque mal nos afastamos um pouco e basta ser alguns poucos passos , o asfaltamento é predominante mesmo em pequeninos trechos nos quais o tráfego de veículos é pequeno e, portanto, não se poderia invocar nem mesmo o argumento da imperiosidade de escoamento do trânsito
Os casos do asfaltamento dos trechos na rua Anchieta entre o Grande Hotel e a rua Tiradentes e, igualmente, entre a Avenida Bento Gonçalves a Catedral apresentam-se como de muito difícil justificativa.
Enquanto isto, ao mesmo tempo, começa a ser também muito evidente o fato de que a pavimentação de pedras não parece estar resguardada por uma legislação como ocorre, por exemplo, com as casas inventariadas por mais simples que sejam , nem mesmo quando esta pavimentação devesse ser considerada como integrante e até parte também essencial do ambiente em que as casas se encontram o que, aliás, é a tese que levantamos com relação ao ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO no qual se encontram nove(09) casas inventariadas..
O que está muito claro é que já não é mais quase possível na cidade distinguir trechos em que a pavimentação de pedras tenha destaque para compor um ambiente de preservação que tanto se procura destacar.
Recentemente o asfaltamento, como já se destacou em outra oportunidade, já chegou às portas do Grande Hotel num avanço que começa, muitos anos antes, com o asfaltamento do entorno da praça em frente ao Teatro 7 de Abril. Aliás, este caso, como também na mesma rua Anchieta o do asfaltamento entre a Avenida Bento Gonçalves e a Catedral apresentam-se como de muito difícil justificativa e , a ser dada por alguém, ajudaria em muito o entendimento da questão que se está analisando.
Entendemos assim que o movimento ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO surge se propondo a ser um alerta para a necessidade de que se defina qual o papel da pavimentação de pedra na composição e Pelotas de um ambiente preservado de forma integral histórica e patrimonialmente, e aponta para que se caminhe para se ter respostas neste sentido
O que se constata através do diagrama bem simples que apresentamos acima dá bem uma ideia do quadro que se tem. A pavimentação remanescente com paralelepípedos na zona central ( em azul) se mostra já bem pequena em relação à pavimentação asfáltica ( em preto) e se mostra recortada, secundária, dando a exata ideia de que ficou à margem sem pouca ou nenhum relação ou interação com o entorno do qual parece não fazer parte mesmo quando constituído por prédios inventariados ou até tombados .
Como consequência a cidade se vê desfigurada cada vez mais impossibilitada de explorar características tão especiais para aprofundar o conhecimento que tem de si própria e aproveitar este conhecimento não só pela riqueza cultural e intelectual que possa proporcionar mas, também , fato que entendemos de relevante importância, igualmente pelo recurso que oferece para sua exploração turística e econômica.
domingo, 2 de maio de 2021
ROBERTO JEFFERSON, O NOVO ALIADO DE BOLSONARO - P.R.Baptista
segunda-feira, 26 de abril de 2021
DIÁRIO DE UM EX-MACHISTA

O artista visual, terapeuta e cantautor Gilberto Isquierdo lançou há poucos dias nas redes digitais o seu mais recente trabalho literário, o livro impresso independente "Diário de um ex-machista.
Impresso pela Editora Pallotti de Santa Maria, o livro tem projeto gráfico desenvolvido pela Nativu Design/Valder Valeirão, com Prefácio de Léo Jaime da Silva, Mestre em Enfermagem/Saúde Mental e Contracapa da Professora Delcira Estrella.
A obra convida o leitor a participar de uma reflexão sobre o machismo estrutural, que é complexa, emblemática, e de difícil abordagem, porém o autor nos sugestiona a mudanças através de questionamentos diários, uma transformação contínua conforme as vivências e as experiências de cada indivíduo.
O livro contém 143 páginas e foi escrito no verão de 2014/2015. O artista revela que em tempos de reclusão e distanciamento em que vivemos pela pandemia, achou pertinente e coerente refletir sobre o tema "Machismo" que se instala em nossas casas e em nós mesmos em função da convivência visceral familiar.
"É interessante ver as pessoas olharem para si e perceberem como é tênue e frágil nossas vidas e que o tempo não deve e não pode ser desperdiçado." , afirma o autor..
sexta-feira, 23 de abril de 2021
COMO E ONDE ENCONTRAR O QUE RESTA DA ALMA DE RIBEIRÃO - Geraldo Hasse
Uma certa unanimidade aponta o Pinguim como o grande ponto da gastronomia de Ribeirão Preto. Não há como questionar o charme desse septuagenário bar-restaurante-choperia, mas é indiscutível que lhe falta alguma coisa. Impossível saber se foi simples extravio ou perda definitiva.
Parece que o tempo conseguiu prender no Quarteirão Paulista apenas um pedaço da alma da velha capital do velh’oeste brasileiro. O resto está espalhado pela cidade. Num simples giro pelo centro é possível juntar alguns fragmentos dessa lenda brasileira.
A cidade precisava dar uma parada no ritmo de crescimento. Volta-se ao centro em busca de uma referência que nos linque com o passado, mas os detalhes vão se apagando a cada reforma e a gente como que perde o fio da meada nesse emaranhado de fios e fachadas mutantes.
Sobrou a praça, reduto de frescor e serenidade. E resta o Pedrão solene com sua estatura de cimento, mas nem ele com sua clássica sobriedade é capaz de absolver os que deixaram a Estrela d’Oeste apagar-se na queima impune do Cerrado Paulista.
Sem chorar, baixe os olhos e preste atenção nos paralelepípedos que cobrem o chão generoso do espaço entre a praça e o teatro. Foram colocados aqui há 100 anos, são os patronos de um plano diretor que jamais se concretiza. Por pouco não foram cobertos pelo manto negro do progresso. Salvou-os uma turma de saudosistas.
As pedras ficaram expostas para embalar as caminhadas e sustentar as conversas fiadas.
Lembre-se: não importa qual seja o palocci de plantão na cadeira de prefeito, quem manda na cidade são os cupins, as lesmas e os chopins. As andorinhas são testemunhas.
Mas veja que nem tudo se perdeu. Repare quantos bares põem cadeiras nas calçadas e sinta se aí não está presente um pedacinho da alma da cidade.
Sim, a beleza mora na simplicidade. A riqueza, na diversidade.
Esse brilho fugaz no rótulo úmido das garrafas suadas, esse raio fúlgido no colarinho generoso dos copos de cerveja, essa fartura nas porções que enfeitam as mesas -- carne seca, queijo provolone, filé no palito e lambari frito...Tudo isso são cacos brilhantes daquela alma varonil que se extraviou na poeira e na lama de tantas temporadas.
Nesses bares, nessas mesas simples o povo brinda o trivial sem maiores ilusões. Sente-se, peça uma também. Mesmo sozinho, saúde a memória dos que criaram, mantiveram e frequentaram os grandes pontos da gastronomia e da boemia ribeirãopretana, esconderijos onde a alma de Ribeirão busca refúgio. Beba e você verá que mesmo de porre um filho teu não foge à luta. Complete a lista dos pontos mortos da gastronomia ribeirãopretana:
Cassino Antarctica
Lanches Paulista
Caneca de Prata,
Três Garçons
Restaurante Jangada
Chopão
(Crônica publicada em 2018 no Guia do Centro de Ribeirão Preto (240 páginas) ; Geraldo <ghasse@th.com.br> - Achados & Perdidos )
(...)
quinta-feira, 22 de abril de 2021
O OUTONO É MUITO CURTO E O INVERNO MUITO LONGO - P.R.Baptista
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| foto P.R.Baptista |
.Com a proximidade do inverno, dos dias gelados que costumamos ter com temperaturas rondando 0ºC, a crise de moradia agravada pela pandemia, a fome e o desemprego, anuncia um quadro de extrema gravidade.
Momento, portanto, não só dos órgãos públicos em princípio responsáveis mas a sociedade como um todo estarem atentos e se organizarem para enfrentar o que vem pela frente.
E é preciso pressa.
O outono é muito curto e o inverno muito longo.
A seguir iremos identificando e numerando órgãos e grupos que atuam na questão >>>
DOAÇÃO NA PANDEMIA PELOTAS >>>>
domingo, 18 de abril de 2021
A INVASAÕ DO ASFALTO, REFLEXÃO NECESSÁRIA- P.R.Baptista
RUAS DE PEDRA - UM ROMANCE DE SILVIA KING JECK
Neste momento escreve um romance no qual a riqueza das pedras da cidade são um elemento central.
E se agrega, com sua visão e sua sensibilidade , à defesa da preservação deste patrimônio de Pelotas ameaçado, cada vez mais, pelo asfaltamento
As pedras, juntas, formam uma base onde todas se unem para uma finalidade. Não sendo somente somente paralelepípedos, são diferentes na forma mas não na essência. O arruamento é irregular, fazendo com que se transite com mais vagar. É como se as pedras conspirassem para que as pessoas se encontrem e tenham mais tempo para conversar.
Natércia ama essas ruas de pedras! Quando passa uma carroça o cloc, cloc dos cascos dos cavalos fica ressoando, ressoando, até desaparecer ao longe. E ela fica ali, na assimetria desses caminhos de pedras, como que também se reportando à aassimetria do interlúdio de água e céu da costa doce.
Perdida neste devaneio não nota que alguém se aproxima na calçada estreita. E são novamente dois olhos castanhos que a fitam.
“Lembras de mim?” Egon pergunta. “Lembro sim, foi no baile do Clube Hervalense,,,” E a mesma onda de calor a invade.”Tenho encontrado com os guris da tua casa. Vocês moram por aqui, não é?” “Sim, na esquina. Vês a casa de sobrado? É lá.” E mais não disse pois a timidez impediu.
“Eu te estava observando” continuou Egon. “Olhavas para as pedras do calçamento com tanto carinho! Eu sou originário da zona rural, sem ruas de pedras mas com muito chão de terra e muita vida. Conheces a Colonia das Coxilhas?” “Conheço sim”, disse Natércia, “é de lá que vem nossa manteiga”. “Provavelmente de nossa propriedade. Minha família possui um laticínio. Coisas de quem tem origem alemã. Bem, já vou indo, preciso fechar alguns negócios. Até uma próxima vez”. Até, então”, e Natércia fica acompanhando a partida dos louros cabelos de Egon."


























