sexta-feira, 15 de setembro de 2023

MENINAS

 


 A Estrada do Engenho é uma via recentemente concluída que passa numa parte ao longo do Canal São Gonçalo. 

Exatamente nesta parte existe uma antiga ocupação que , neste momento, deve ser desalojada.

 É constituída por moradores de diferentes segmentos entre os quais charreteiros e pescadores.

Convivendo e circulando pela ocupação vemos muitas crianças e muitos animais, cachorros, gatos, cavalos e cabritos.

As crianças estão adaptadas, são alegres, em meio às dificuldades parecem muito bem cuidadas e parecem felizes .

Na cena se agruparam rapidamente para uma foto na frente das roupas penduradas para secar na corda estendida na beira da estrada. 

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

LIBERALISMO POLÍTICO, JUVENTUDE E CHOPP SE ENCONTRAM

 

Vamos espalhar a LIBERDADE por Pelotas?

Na próxima sexta-feira, dia 15/09 às 19h, teremos o primeiro Chopp Sem Impostos para promover a criação e idealização de um verdadeira movimento político para falar sobre política e liberdade em Pelotas.

Contaremos com o apoio e participação dos principais movimentos liberais do país e do RS nesse primeiro encontro e com a presença do Deputado Estadual Felipe Camozzato para falarmos sobre como espalhar boas ideias no meio estudantil e no meio empresarial.

A ideia é esse movimento de Pelotas se tornar um grupo formador de lideranças estudantis e políticas, além de ser um grupo de estudos, promovendo eventos sobre liberdade, política e economia e assim impactarmos nossa política local.


Conto muito com teu apoio e tua divulgação para esse momento importante. 

sábado, 9 de setembro de 2023

ALBERGUE NOTURNO DE PELOTAS PEDE DETERGENTE E AÇÚCAR

O Albergue noturno está pedindo ajuda de detergente e açúcar, quem puder ajudar entrar em contato conosco pelo 53984151591 ou pelo 5332227395..
Num momento em que tantos recursos estão sendo enviados para auxiliar os afetados pelo ciclone no estado, tantos que foi feito o pedido de não enviarem mais, sempre é bom lembrar aqueles que tão perto de nós, ao nosso lado na realidade, estão necessitados de recursos minimos para sobreviverem. 

CHEGADA DE BRIZOLA DO EXÍLIO

 

Wellington Penalva

A permissão para entrar no País veio no último momento, duas horas antes que o bimotor Piper pousasse em Foz do Iguaçu. A lei da anistia já vigorava, mas os generais do decadente regime militar ainda temiam aquele que era considerado o pior inimigo da ditadura. Às 17h25 do dia 6 de setembro de 1979, encerrava o mais longo exílio de um político brasileiro: Leonel de Moura Brizola retornava ao Brasil, 15 anos depois de ter sido obrigado a deixá-lo.

“Aqui chegamos com o coração cheio de saudade, mas limpo de ódios”, disse Brizola ao retornar. O trabalhista chegava ao país esperançoso pela atmosfera de redemocratização que crescia no Brasil. “Venho para tratar do ressurgimento da nossa causa”, proferiu se referindo a reformulação do trabalhismo que, no ano seguinte, seria abrigado na nova sigla: PDT – Partido Democrático Trabalhista.

Leonel Brizola se tornou o pior inimigo dos militares golpista antes mesmo de concluírem o golpe, em 1964. Por meio da Campanha da Legalidade, em 1961, ele impediu que tomassem o poder e garantiu a posse de João Goulart como presidente da República. Três anos mais tarde, quando depuseram Jango, Brizola teve de deixar o país para se exilar primeiro no Uruguai, depois nos Estados Unidos e, por último, em Portugal.

terça-feira, 5 de setembro de 2023

A IDEOLOGIA DO DISCURSO X A IDEOLOGIA DA AÇÃO - Reginaldo Bacci


O presente artigo não tem a pretensão de esgotar um tema tão importante como o

papel e a importância da ideologia como instrumento de dominação daqueles que

detêm o capital e as estruturas estatais e são capazes de utilizá-las como

instrumento de dominação cultural, social, econômica e política das classes

trabalhadoras, que nós do PDT historicamente defendemos. Essa dominação é

exercida pelos conservadores e liberais e têm a função de difundir seus ideais, para

garantir a manutenção da sua hegemonia e da posição de privilegiada que ocupam

na sociedade pós moderna. E o fazem de uma maneira tão “natural”, utilizando as

estruturais sociais e econômicas a sua disposição, que afastam de si e de todos a

ideia da existência da ideologia no mundo pós moderno como mecanismo de

dominação. Ledo engano, estamos vivendo sob a égide da ideologia de uma forma

nunca antes vivenciada.

Qual o papel de um partido político ou ainda qual o papel no PDT na compreensão

e na mediação histórica de um mundo em que os dominadores insistem no fim da

ideologia, enquanto a utilizam, subliminarmente, para continuarem mantendo sua

posição e privilégios, na medida que, a cada dia, a equiparação de armas entre o

trabalho e o capital está mais desproporcional, ou seja, os trabalhadores perdem

espaços e direitos trabalhistas e previdenciários? Mas avancemos em algumas

digressões teóricas – ainda que de forma superficial – para não alongar e não tornar

enfadonho aquilo que é, na realidade, um questionamento real e atual sobre a

situação do PDT RS.

Considere o seguinte paradoxo, como nos aponta o Terry Eagleton, em seu livro

Ideologia. “A última década testemunhou um ressurgimento notável de movimentos

ideológicos em todo o mundo. No Oriente Médio, o fundamentalismo islâmico

emergiu como uma potente força política. No chamado Terceiro Mundo ... o

nacionalismo revolucionário continua em luta com o poder imperialista. Em alguns

estados pós-capitalistas do bloco oriental, um neostalinismo ainda obstinado

mantém-se em combate contra um batalhão de forças oposicionistas. A nação

capitalista mais poderosa da história foi arrebatada, de ponta a ponta, por um tipo

particularmente nocivo de evangelismo cristão.” Fica evidente que a ideologia não só

existe no mundo pós moderno como ela alcançou todos os continentes e centenas

de países.

Eagleton continua: “Como explicar tal absurdo? Por que, em um mundo

atormentado pelo conflito ideológico, a própria noção de ideologia evaporou-se, sem

deixar vestígios, dos escritos pós-modernistas e pós-estruturalistas?” A resposta é

complexa e difícil, mas se pode inferir que os liberais e conservadores mantêm sob

seu comando os aparatos financeiros e de comunicação, e assim “vendem” o que

lhes apraz e o que é pior, até mesmo os homens e mulheres de bem da centro

esquerda e da esquerda “engolem” tais teorias.

Eagleton continua e é enfático ao afirmar: “A chave teórica para esse enigma é um

dos assuntos que abordaremos neste livro. De modo muito sucinto, argumento aqui

que três doutrinas essenciais do pensamento pós-modernista conspiraram para

desacreditar o conceito clássico de ideologia. A primeira dessas doutrinas gira em

torno da rejeição da noção de representação - na verdade, a rejeição de um modelo

empírico de representação, no qual o bebê representacional foi displicentemente

lançado fora junto com a água do banho empírica. A segunda diz respeito a um

ceticismo epistemológico segundo o qual o próprio ato de identificar uma forma de

consciência como ideológica implica alguma noção indefensável de verdade

absoluta. Como a última ideia atrai poucos adeptos hoje em dia, acredita-se que a

primeira desmorona em seu rastro. ... A terceira doutrina refere-se a uma

reformulação das relações entre racionalidade, interesses e poder, em bases mais

ou menos nietzschianas, a qual, segundo se acredita, torna redundante todo o

conceito de ideologia. Tomadas em conjunto, essas três teses foram consideradas

por alguns suficientes para descartar toda a questão da ideologia.”

Percebam que exatamente neste momento histórico em que a ideologia se propaga e

sustenta ações em todo o planeta, ela é varrida para baixo do tapete. O absurdo é

tanto que o filósofo italiano pós-modernista, Gianni Vattimo, afirma que o fim da

modernidade e o fim da ideologia são momentos idênticos. “Postmodern Criticism:

Postmodern Critique”. In: David Woods (Ed.), Writing the Future, London, 1990,

p.57). Essa supressão da ideologia não foi a primeira vez que aconteceu no mundo.

Lembre-se, que após a segunda guerra mundial esse fato também ocorreu, “mas

enquanto esse movimento podia ser explicado, pelo menos em parte, como uma

reação traumatizada aos crimes do fascismo e do stalinismo, nenhuma

fundamentação política escora a aversão contemporânea à crítica ideológica.”

Observa Eagleton, que “Hegel observa em algum lugar que todos os grandes eventos

históricos acontecem, por assim dizer, duas vezes. (E aqui ele esqueceu de

acrescentar: a primeira como tragédia, a segunda como farsa).

Além disso, a escola do “fim da ideologia” era, claramente, uma criação da direita

política, ao passo que nossa própria complacência “pós-ideológica” exibe, com

muita frequência, credenciais radicais. Se os teóricos do “fim da ideologia”

consideravam toda ideologia inerentemente fechada, dogmática e inflexível, o

pensamento pós-modernista, por sua vez, tende a encarar toda ideologia como

teleológica, “totalitária” e fundamentada em argumentos metafísicos.”

Para Marilena Chauí a ideologia “é um conjunto lógico, sistemático e coerente de

representações (ideias e valores) e de normas ou regras (de conduta) que indicam e

prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar, o

que devem valorizar e como devem valorizar, o que devem sentir e como devem

sentir, o que devem fazer e como devem fazer. ... “(Marilena Chauí, O que é ideologia

1980).

Obviamente, que poderíamos aprofundar esse tema a partir da compreensão de

Marx, Althousser e Laclau, entre tantos outros autores, cuja contribuição são

inarredáveis, ainda que as conclusões possam receber críticas, releituras,

adaptações e ampliações.

Peço desculpa ao companheiro/a que chegou até aqui e ainda não compreendeu

com clareza o objetivo deste artigo, escrito por um militante do PDT sem nenhuma

credencial acadêmica e para não me estender mais, pois acredito que agora

nivelamos o ponto de partida – vamos ao que interessa.

Por que o PDT deve ou pode participar de um governo liberal? Qual o papel do

discurso/narrativa ideológica quando confrontado com a ação ideológica

necessária. Essa é a pergunta que quero fazer e debater com os companheiros/as

do PDT.

Existe um comprometimento ético ou moral por trás de um discurso ideológico

capaz de restringir o acesso ao poder – compreenda-se aqui toda e qualquer

estrutura capaz de ação eficaz para transformação da realidade por intermédio de

uma ação ideológica?

Até onde o discurso ideológico nos impedirá de avançar para a ação ideológica e o

que podemos fazer para afastar as falsas dicotomias e focar naquilo que realmente

importa – transformar a sociedade?

O mero discurso ideológico para ascender à estrutura de poder sem a ação

ideológica efetiva interessa ao PDT, já que as consequências são tão somente o

locupletamento individual – seja financeiro ou de imagem?

A minha modesta contribuição, vai no sentido de que podemos sopesar o discurso e

ou a narrativa ideológica para a construção efetiva de uma ampla frente político

partidária para chegar ao poder e assim utilizar sua estrutura para consolidar

ações ideológicas transformadoras em prol de uma sociedade fraterna, solidária e

justa.

Claro, que nestes casos, o PDT deve liderar essa frente, se não em todas as

ocasiões, pelo menos na grande maioria delas. Ao liderar essa ampla frente político

partidária deve ter em mente o que poderá ceder e quanto poderá ceder sem perder

a sua essência trabalhista, daí porque preservar para si áreas como educação,

saúde, segurança, finanças e desenvolvimento. Áreas estruturantes na construção

da sociedade que queremos. Quando não tivermos a liderança dessa frente, temos

que buscar áreas da estrutura do Estado, que nos permitam exercer uma ação

ideológica consistente em favor da sociedade que queremos e defendemos e para

tanto deixar claro, desde o início do processo de negociação com as demais forças,

que não abrimos mão do exercício da ação ideológica transformadora.

Por outro lado, participar tão somente da estrutura de governo/poder para não ter

uma ação ideológica alinhada ao nosso passado trabalhista e capaz de transformar

o futuro de nossa gente, será uma tarefa inócua e sem qualquer benefício para o

conjunto do partido. Estar-se-á beneficiando pessoas e ou pequenos grupos – que

sem qualquer capacidade de ação ideológica – estarão, na melhor das

possibilidades, reproduzindo as políticas liberais e ou conservadoras sem qualquer

afinidade com nossos princípios ideológicos e na pior das situações essas pessoas e

grupos estarão tirando proveito próprio, locupletando-se financeiramente e

promovendo suas imagens às custas da nossa ideologia trabalhista, impondo a

grande maioria dos militantes partidários a vergonha e a pecha de oportunistas sem

qualquer princípio ideológico ou programático.

De toda a sorte, sopesar os princípios ideológicos construídos a duras penas por

homens e mulheres trabalhistas, que deram suas vidas para a construção do nosso

Rio Grande e do nosso país, só terá algum sentido, no meu entender, se e somente

se, nos espaços que nos são oferecidos, sejamos capazes de construir e realizar

ações ideológicas afinadas com nossos ideais.

Essa é apenas uma pequena reflexão ideológica despretensiosa, mas que espera

poder despertar o bom debate entre nós trabalhistas.


(*) Reginaldo Bacci – Presidente do PDT Pelotas- RS

sábado, 2 de setembro de 2023

VEREADOR CAUÊ - A CULTURA COMEÇA A TER VOZ NA CÂMARA DE VEREADORES



O vereador Cauê Fuhro Souto que acaba de assumir na Câmara já demonstra, em suas primeiras intervenções, a disposição de fazer da Cultura uma das questões a qual se dispõe a dar destaque e importância. Há muito tempo que vinha existindo, com uma ou outra intervenção isolada, um vazio neste aspecto. A METADE SUL saúda este fato novo e se coloca como parceira nas iniciativas.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

BRICS SE EXPANDE MANTENDO DISTÂNCIA DA EUROPA E DOS ESTADOS UNIDOS

 











Formado há 12 anos por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brics ganhará no próximo ano seis novos membros, anunciaram os líderes do clube de países emergentes nesta quinta-feira, último dia de sua cúpula na cidade sul-africana de Johannesburgo. No momento em que tenta ampliar sua influência no cenário internacional, o bloco aprovou o ingresso da Arábia Saudita, da Argentina, dos Emirados Árabes Unidos, do Egito, do Irã e da Etiópia.

Com as novas adesões o grupo representaria  36% do PIB global e 46%  da população.
Embora, no entanto, estes valores sejam representativos não há como ocultar que países como a Rússia, Irã, a própria China e, em especial, a Arábia Saudita sejam representantes de países onde valores democráticos, liberdade de expressão, direitos das mulheres e de minorias sofram restrições as mais severas e, inclusive,violentas. 

Em particular cabe destacar a inclusão, que teria tido forte influência de Lula, da Argentina considerando a possibilidade de eleger em poucos dias Javier Milei como presidente quem promete, adotando uma linha política de direita, quase extrema-direita, se afastar da China e de outros países que considera "comunistas".
Imagina-se que possa incluir o Brasil neste grupo.

Putin foi o único presidente ou líder principal destes países a não estar presente, uma explicação poderia ser a existência de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional , tribunal de  qualquer modo que a Rússia não reconhece 



UMA HISTÓRIA E UMA HERANÇA A SEREM MANTIDAS VIVAS

  
 A data de hoje, 24 de agosto, é de central importância para a história poítica do Brasil.

Nesta data, em 1954, ocorreu o suicídio de Getúlio Vargas , então presidente.

A lembrança desta data anda meio esquecida, caberia ao PDT partido fundado por ele ( na ocasião como PTB ) e seu herdeiro político de articular-se para manter viva sua lembrança.
Em Pelotas o busto a ele dedicado foi paulatinamente abandonado e o vandalismo ter
minou por destruí-lo. Atualmente nem o busto, que ainda aparece nafoto, persiste     

CARTA TESTAMENTO

"Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro, e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos, numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa. Acrescente-se a fraqueza de amigos que não defenderam nas posições que ocupavam à felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.

Se a simples renúncia ao posto a que fui levado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranquilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes. Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.

Agradeço aos que de certo ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade.

A resposta do povo virá mais tarde..."

GETÚLIO VARGAS

terça-feira, 22 de agosto de 2023

ESTRADA DO ENGENHO - MORADORES E ANIMAIS SOB RISCO

 

À medida que vão sendo executadas obras para a conclusão da Estrada do Engenho chega-se, neste momento, ao trecho onde está instalada, há muitos anos, uma ocupação  em que se destacam, em especial, pescadores e charreteiros.

Por ser pouco transitável este trecho, até hoje, não tinha um trânsito que ameaçasse os moradores sendo normal ser ocupado parcialmente por animais e, até mesmo, atravessado  por crianças. 

No entanto, tão logo o patrolamento foi feito, segundo os moradores animais  já foram atropelados e o perigo passa a ser constante parecendo sensato, portanto, até que os moradores sejam definitivamente destinados ao espaço que está previsto ocuparem, que o referido trecho mereça uma atenção especial quanto ao cuidado que os motoristas devam manter recorrendo para tanto  à sinalização adequada e  redutores de velocidades.

Está feito, portanto, o alerta.


está 

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

MARIO SCHUSTER EXPÕE NA FINLÂNDIA

 





Trabalhos do artista pelotense Mário Schuster expostos na BELLA BIENAL  em Helsinque na Finlândia

sábado, 22 de julho de 2023

PRESERVAÇÃO PATRIMONIAL -RECUPERAÇÃO DA FACHADA DE CASA CENTENÁRIA

 

Registro dos procedimentos para pintura da fachada de prédio inventariado, com projeto de 1925, situado na Ru Gen.Teles, 564, 

A fachada tinha permanecida sem pintura durante vários anos a partir de laudo  emitido pela Secretaria de Cultura , afirmando tratar-se de cimento penteado e, por este motivo, ser reiteradamente vetada a pintura.

Isto até que, após várias correspondências enviadas aos secretários , alertando para a incorreção dos pareceres, ter sido finalmente autorizada a pintura.

A etapa neste momento é de examinar e preparar o processo de pintura.

Em alguns pontos, nos quais verificou-se possível,  após a remoção de ´várias camadas de tinta alcançar o reboco original, ficou bem evidenciado sua natureza. Mas foram pontos isolados pois, na maior parte, ao se procurar retirar as pinturas, o reboco ´caía junto.

Procedimentos como este , evidentemente, são muito caros a evidenciar a importância de haver, por parte do poder público, um entendimento mais amplo e mais atento do que representa todo o apoio que os proprietários possam ter

quarta-feira, 12 de julho de 2023

domingo, 9 de julho de 2023

O HINO RIO-GRANDENSE "RACISTA" - Tau Golin


A verdade, muitas vezes, aparece com o rigor de uma guilhotina justiceira.

É como se a lâmina, descendo célere para o pescoço do “condenado”, fizesse uma pirueta no ar, mudasse de rumo, e decepasse a cabeça do carrasco. E com ela tudo que a cena representasse.

Espanto geral da assistência celerada, freneticamente acostumada ao show de vulgarização dos condenados, parte fundamental da demonstração do poder e seus rituais integrantes de calendários de hegemonia.

Esse parece ter sido o impacto provocado pelo recém eleito vereador Matheus Gomes (Psol), na cerimônia de posse da nova legislatura na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. E o que fez o jovem parlamente, que é historiador e honra a sua condição de negro? Deu piruetas no ar como guilhotinas justiceiras? Fez mais: permaneceu sentado durante a execução do hino do Rio Grande do Sul, recusando-se a cantar as suas estrofes de bravatas e ofensas aos negros. Um silêncio que transformou em presença contundente a história dos escravizados, seus descendentes e demais segmentos negros. Um silêncio de dignidade civilizatória!

Na perspectiva dos autores farroupilhas do hino, lá no distante século XIX, existem dois paradigmas. Um, o fato de que os farroupilhas eram escravistas, senhores de escravos, antes, durante e depois da guerra civil. Como algozes, para eles, ser escravo implicava numa condição social que abominavam “somente para eles”, que eram justamente os gestores da sociedade escravista. O temor à escravidão era tão-somente um aforismo político que retiravam da classe que sujeitavam, exploravam e espoliavam até a exaustão da morte. Portanto, no mundo real em que surgiu o hino, mais que um conceito era um fato terrível, estava mergulhado na concretude histórica. A condição de ser escravo era um modelo visualizado, sentido, uma cotidianidade execrável.

O segundo paradigma é que os farroupilhas tomavam alguns referenciais liberais da Revolução Francesa – e mesmo da independência norte-americana – como bandeira política exclusivamente na sua perspectiva de classe e de sociedade, no embate entre segmentos de senhores da província contra o gabinete central do Império. É fato histórico também que um movimento abrangente como uma guerra civil mobiliza segmentos e indivíduos que estão vinculados somente a aspectos pontuais, como se usassem a enxurrada para navegar seus flutuantes, mas que não teriam lugar na enseada real do poder.

O hino, que praticamente não foi executado nos dez anos de guerra civil, teve várias versões, que representavam as discordâncias das três principais facções farroupilhas, com depurações, acréscimos e mesmo como exercícios literários posteriores ao decênio beligerante etc. A letra também possui passagens universalistas centradas no dilema da dominação que lhe dá certo uso geral contra a opressão. Nesse caso, sempre é fundamental observar quem está entoando o hino.

Passadas as décadas, o hino saiu da história para ser reproduzido na esfera da “versão da história”, fenômeno que ocorreu quando foi adotado como cantilena maior do Rio Grande do Sul no início da ditadura militar (1964-1985), em que o tradicionalismo foi potencializado como expressão do regime de exceção, convertendo-se em regionalismo de sua cultura oficial, quando a pilcha gaúcha se transformou no visual civil da farda; multiplicaram-se os galpões crioulos nos quartéis, nos órgãos públicos, nas entidades de lazer das polícias etc etc. Nessa marcha de povo-rebanho, o segmento do tradicionalismo brigadiano tem certa hegemonia. Não foi um fato extemporâneo que o primeiro berro contra o silêncio consciente do vereador negro ouviu-se da boca de patroa da brigadiana vereadora Comandante Nádia (DEM), durante a própria sessão de posse.

Nesse processo, o hino rio-grandense, adaptado de uma das versões do século XIX, foi aquele “permitido”, autorizado e incentivado pela ditadura. Não era incomum o militar-policial reprimir a população, torturar nas delegacias e prisões clandestinas (de onde sumiam as pessoas), e, depois, em sua cotidianidade, trocar a farda pela pilcha e celebrar a existência em algum galpão crioulo. Em alguns ufanismos malucos o hino era encaixado na Guerra Fria, como se o temor de acabar “… por ser escravo” significava uma maldição ao domínio “do comunismo”. Aliás, manipulações similares emergiram na última campanha eleitoral, onde a fênix de um patriotismo putrefato no senso comum, permanece se alimentando nas cinzas das casernas.

O dilema histórico é que o hino rio-grandense resultou da escolha de versos problemáticos para uma história complexa, de longa duração, que mantêm vínculos com o fazer social, político e cultural no mundo contemporâneo. O hino contém versos abomináveis para o povo (que não tinha direitos entre os farroupilhas), aos escravizados, e à memória de milhões de rio-grandenses. Basta destacar o seguinte trecho:

“Mas não basta, pra ser livre/Ser forte, aguerrido e bravo/Povo que não tem virtude/Acaba por ser escravo”.

Pode-se deduzir que “os escravos não tinham virtude”; e por não a ter, logo, foram “escravizados.” Justifica-se uma condição histórica perversa através da manipulação moral. Na cultura dominante do rio-grandense, como de resto do brasileiro, o conceito de escravo não conduz à categoria política, mas sim, devido às implicações sociais, culturais e históricas, à condição de ser de “cor negra”. Concreta e subjetivamente, portanto, o hino rio-grandense é racista!

Aceitá-lo é desconsiderar toda a barbárie da história, todo o movimento repressivo montado pelo sistema escravista para cativar milhões de pessoas, do qual todos os líderes farroupilhas e demais elites do Rio Grande do Sul participaram. Hoje, são guardiões dessa memória abjeta. Façanha para servir de modelo a toda a terra. É pouco…?

É nesse sentido histórico e de práxis política que é louvável a posição do vereador insubordinado, negando-se ao ritual de mangueira do gauchismo escravocrata.

O importante é perceber que o hino rio-grandense possibilita esforços intelectuais e estéticos para apreender a complexidade do século XIX e da história como processo…

(* ) TAU GOLIN é professor de História na Universidade de Passo Fundo (UPF). escritor, reconhecido pesquisador da história do Rio Grande do Sul

quinta-feira, 6 de julho de 2023

OS GÊNIOS SÃO HUMANOS - Ben Berardi


 Início dos anos 80 e fui para São Paulo descobrir e construir.

Logo lá, fui conhecer o Oficina, que já era Usina Usona.
Conheci o Zé Celso.
Em um mês já estava trabalhando de ator na montagem de "O Akordo" de Bertolt Brecht. Zé exercia toda a Direção.
Um monstro de criatividade.
 A Direção musical era do Arrigo Barnabé, o cenário de Lina Bo Bardi, e o protagonista era Itamar Assunção.
Eu estava no Coro.

Nunca houve estreia pois faltou dim dim para finalização.
Cada um tinha seus compromissos e...vida que segue.

O Zé lutava, então, contra o grupo Silvio Santos, que queria anexar o Oficina ao seu império e transformá-lo em estacionamento.

Zé venceu.

É muito importante pensar o Oficina e seu Zé Celso na sua extrema importância na Cultura Brasileira.
Lá os atores do Roda Viva foram espancados pela Ditadura cívil - militar.
Lá saiu O Rei da Vela, e muito mais Oswald
de Andrade.

Como uma pessoa faz um mundo caber num teatro.

Atuar, atuar, atuar

Prá poder voar

Cantava o Zé.

sexta-feira, 30 de junho de 2023

BOLSONARO VOTA PELO IMPEACHMENT DE DILMA E EXALTA ULSTRA


A roda da História sempre apresenta momentos novos.
Bolsonaro na sessão de votação do impeachment de Dilma mostrou-se muito vitorioso, elogiou o Golpe de 64 e homenageou Ulstra apontado como peça chave na tortura praticada pela ditadura militar.
Agora Dilma não votou, está confortavelmente instalada como presidente do BRIC enquanto Bolsonaro sai da presidência direto para ser inelegível.    

quarta-feira, 28 de junho de 2023

CÃOZINHO DE CHARRETEIRO

 

Cãozinho de catador cochila sobre um saco de recolhimento junto da ocupação na Estrada do Engenho.
Com o asfaltamento da estrada toda uma comunidade que reúne muitos charreteiros está ameaçada de ser desalojada sem segurança quanto ao destino que vai ter.
São famílias que fazem das charretes tracionadas por cavalos no recolhimento de uma variedade de descartáveis um elemento essencial de suas sobrevivências.  



domingo, 18 de junho de 2023

RESSURREIÇÃO

 


sábado, 17 de junho de 2023

terça-feira, 13 de junho de 2023

AUDIÊNCIA PUBLICA SOBRE A ESTRADA DO ENGENHO - José Nei Telesca Barbosa -

 

Como já tinha sido contemplado em várias falas anteriores, disse que me chamou a atenção, que deveria ser reestudado o Termo de Ajuste de Conduta do Ministério Público, já que contemplou apenas a questão das moradias, sem considerar a necessidade da construção da praça e da relocalização dos espaços para charretes e animais de tração usados para o trabalho de muitas mulheres e homens, que seriam transferidos da atual localização.

Falamos também que deveria ser feito um novo laudo de Impacto Sócio-ambiental da questão da  construção da rodovia asfáltica, já que o TAC refere-se apenas a possibilidade de risco de um dique do canal do São Gonçalo, como dito pelo Engenheiro da Secretaria de Planejamento e Gestão. Portanto, são questões distintas e deveriam ser tratados de forma diferente ou incluídos no TAC atual, pois este obriga a Prefeitura em 30%, mesmo tendo verba de multas ambientais obtidas pelo MP. Ainda mais que a nova rodovia beneficiaria quatro proprietários  ou incorporadoras imobiliárias, como sugerido na fala da vereadora Miriam Marroni. Em nosso entendimento, s.m.j. os reais beneficiários da obra rodoviária, pela valorização das suas glebas de áreas consideráveis deveriam participar da subvenção econômica do impacto sócio econômico e ambiental causado na relação custo benefício da obra. Também, o representante da Prefeitura e alguns presentes falaram sobre a possível instalação de um parque temático ali próximo, que também deveria ser mencionado no novo relatório e chamado a contribuir com recursos, se for o caso.

domingo, 11 de junho de 2023

CARAS NOVAS NA CÂMARA DE VEREADORES

CESINHA

 

COITINHO

PEIXOTO  

A Câmara de Vereadores apresenta nesta gestão alguma renovação em sua co mposição que se mostra em tres casos que destacamos aqui muito positivos.
Trata-se do ingresso dos vereadores Cesinha, Paulo Coitinho e Antonio Peixoto.
Pela trajetória pessoal e profissional, acompanhada por A METADE SUL já bem antes de terem sido eleitos, pode-se supor que correspondam à expectiva de contribuirem positivamente para as atividades e atribuições da Câmara.
Estaremos acompanhando.



sábado, 10 de junho de 2023

AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR A SITUAÇÃO DA ESTRADA DO ENGENHO

 

CONVITE

DIA 12/06 , SEGUNDA-FEIRA , ÀS 18 H

AUDIÊNCIA PÚBLICA NO PLENÁRIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE PELOTAS

 PARA DISCUTIR A SITUAÇÃO DA ESTRADA DO ENGENHO E DO PASSO DOS NEGROS

Esta Audiência tem como objetivo promover um debate entre o poder público e a sociedade civil sobre a obra de pavimentação, que encontra-se em andamento, na Estrada do Engenho, os planos de exploração turística e imobiliária da região, a importância da preservação ambiental e histórica do local, bem como o direito de moradia e acesso à cidade dos moradores daquela região. 

📢 Convidados a população, moradores, movimentos sociais e coletividades a participarem desse importante espaço!

domingo, 4 de junho de 2023

PRIORIDADES - Rogério Guimarães

foto P.R.Baptista

Bela obra de asfaltamento da Estrada do Engenho, investimento da Prefeitura de Pelotas.

O trecho asfaltado tem pouquíssimos imóveis, porém a especulação imobiliária agradece. Veremos em breve vários condomínios sendo construídos. Mais IPTU para o município.
Por outro lado, tem uma população que vem há anos pagando impostos, mas nunca é prioridade da Prefeitura de Pelotas. Essa população vive no balneário Valverde, onde o trecho do transporte coletivo circula por ruas com pouca manutenção, deixando estudantes e trabalhadores no barro ou na poeira. Não é prioridade, pois não há interesse das construtoras investirem neste balneário.
Espero que os moradores se lembrem no momento de votar.

sábado, 3 de junho de 2023

ZEMA, SE DESDIZ E PEDE DESCULPAS

terça-feira, 30 de maio de 2023

sexta-feira, 26 de maio de 2023

domingo, 21 de maio de 2023

segunda-feira, 15 de maio de 2023

4GALERIA, UMA BOA PROPOSTA QUE PODE ESTAR FINDANDO

 A galeria, 4GALERIA, uma proposta muito interessante que se propôs a conciliar exposição de quadros com outras atividades e anexando um café num sobrado com terraço na avenida Bento Gonçalves , se encaminha para ser encerrada.
Há a promessa de reiniciar em outro local mas, de momento, fica o que seja possível levar como experiência.                                                                                                                                                 O mercado de Arte não atravessa uma fase muito favorável sendo o motivo principal a questão econômica mas tendo muito a ver também com a dificuldade de levar ao público o trabalho produzido pelos artista.


domingo, 14 de maio de 2023

RITA LEE, PERMANECE PARA A HISTÓRIA DA MPB


Rita Lee Jones de Carvalho OMC (São Paulo, 31 de dezembro de 1947 – São Paulo, 8 de maio de 2023) foi uma cantora, compositora, multi-instrumentista, apresentadora, escritora e ativista brasileira. Era conhecida como a "Rainha do rock brasileiro". Ela alcançou a marca de 55 milhões de discos vendidos, sendo a artista feminina mais bem-sucedida neste sentido no Brasil e a quarta no geral, atrás de Tonico & Tinoco, Roberto Carlos e Nelson Gonçalves. Ela construiu uma carreira que começou com o rock mas que ao longo dos anos flertou com diversos gêneros, como a psicodelia durante a era do tropicalismo, o pop rock, disco, new wave, o pop, bossa nova e eletrônica, criando um hibridismo pioneiro entre gêneros internacionais e nacionais.

sábado, 6 de maio de 2023

PALAVRAS - Maria Clara Michels Pinho


Fúcsia. Não sei vocês, mas a mim palavras  assaltam às vezes, ficam martelando em minha cabeça, não descolam, insistem e, quando tento descobrir a razão, nem sempre encontro resposta. Agora é "fúcsia". Há dias  fúcsia me persegue. Badala com um sino nos meus ouvidos, dá flashaço nos meus olhos, por mais que tente dissuadí-la, não me abandona. Lembro, claro, da palavra fúcsia: uma cor com nome já em desuso, pois se dividiu em tantos tons...Mas bastante usada pelos mais antigos, a mãe e a vó gostavam da cor e eu até que usava bastante. E é uma palavra boa de dizer: a gente enrola a língua, distende bem , é suave, é doce, quase cheirosa. O quase cheirosa descobri hoje, procurando saber qual era  o tom exato do fúcsia cor, um vermelho arroxeado, segundo o Google, que transforma mulheres em bailarinas quase voláteis, com longos vestidos de transparências e brilhos. Mas não recordava o fúcsia flor, atribuído  ao nosso brinco de princesa, a flor símbolo do Rio Grande do Sul e que é mais habitual quando ostenta a cor que lhe dá nome.Que, aliás, gosto muito, mas não tive sorte quando plantei, suicidaram-se, talvez com minha ajuda, que não sabia a quantidade de água exata para lhes matar a sede! Por outro lado, talvez seja uma premonição: na mesma página onde encontro longas explicações sobre fúcsia flor e fúcsia cor fico sabendo que será o grande lançamento da moda para esta Primavera-Verão: fúcsia e mais fúcsia. Como não me ligo muito a modismos, só o que não me sai da cabeça é a estranheza. Não li poema, conto ou crônica, não ouvi música, não sonhei com nada que lembrasse a palavra, então não sei porque permeia meu pensamento, ande caminhando por aí ( sem ver nenhum brinco de princesa nem casas ou flores fúcsia), lendo ou  trabalhando no jardim.

Mas se agora é a vez de "fúcsia", isso me acontece seguido. Pirilampo ( essa eu entendi, afinal, há pouco havíamos falado sobre os vagalumes e como, apesar do encantamento que produziam, terem sumido de nossas noites), pintassilgo ( outro que vou pesquisar, não sei bem como é um ), açucena,  madressilva...são outras tantas que, volta e meia, batem no meio da testa e eu não decifro a razão.É assim: estou pensando em coisas bem diferentes e, de repente uma palavra aparece, se fixa, torna-se insistente, martela...E eu lá, abismada, querendo saber de onde saiu. Já notei que tenho uma predileção especial por vocábulos com dois ss, ç, mas também aparecem palavras longas e que soam bem, quase como uma sinetinha, como cristalino, pacífico, maresia, silente ou até soturno.Também aparecem algumas mais escuras, como salafrário,  cafajeste, sardônico ou sinistro, mas essas eu as retiro rapidamente, com um leve sacudir de cabeça, pois, afinal, estão sendo muito empregadas ultimamente.

Mas não são só palavras isoladas que têm este poder estranho sobre minha mente. Nomes inteiros, de personagens mais ou menos celebrados, cientistas, artistas, esportistas, políticos, às vezes despontam.Sem que eu os tenha ouvido, ou lido recentemente. Alguns conheço, admiro ou até detesto. Outros tenho de fazer um grande esforço de memória para lembrar quem são. E, se tiverem vindo ao meu espaço de pensamento à noite, fico irritada porque já sei que pela manhã devo tê-los esquecido e não poderei tentar uma pesquisa que os coloque em um contexto.

Isso também acontece com vocês? Pergunto porque não gostaria de pensar que sou a única louquinha neste espaço. E como acabei de fazer a pesquisa sobre "fúcsia", trago para cá a cor e a flor. Até que valem a pena!

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sexta-feira, 5 de maio de 2023

INDEFINIÇÕES EM FASE DE DEFINIÇÕES NA ÁREA DO SANEAMENTO NO BRASIL - Lúcio Almeida Hecktheuer



Como é de conhecimento de todos que atuam na área de saneamento, em 15 de julho de 2020 foi sancionado o Novo Marco do Saneamento Básico através da Lei nº 14.026. Dentre as principais alterações contempladas neste Marco, tivemos o estabelecimento de metas que almejam a universalização dos serviços de abastecimento de água potável e a coleta e tratamento do esgoto até o ano de 2033. Até a sanção desta Lei, os serviços de saneamento no Brasil eram realizados, quase que na sua totalidade, em 93,3%, por empresas públicas. Cabia às empresas privadas apenas 6,7% da fatia dos serviços de saneamento. Dos 5.570 municípios do país, 5.166 (92,7% do total) contavam com os serviços de distribuição de água potável e apenas 2.530 municípios (45,4% do total) com serviços de coleta e tratamento de esgoto.

No Rio Grande do Sul a situação de saneamento é muito parecida com a situação nacional. A CORSAN, dos 497 municípios gaúchos, atende 316 deles e somente 58 municípios contam com o serviço de coleta e tratamento de esgoto. A CORSAN, hoje, encontra-se em processo de privatização em função da sua incapacidade financeira de investimentos na área de saneamento.

Ao longo dos anos de 2021 e 2022, primeiros anos de vigência do Novo Marco Legal do Saneamento, alguns resultados já foram visualizados através da realização de diversos leilões realizados que atraíram mais de R$72,2 bilhões em investimentos a serem aplicados na área de saneamento. Esses resultados devem-se muito ao Novo Marco do Saneamento que teve a preocupação de exigir das empresas que vierem a atuar no setor de saneamento, sejam elas públicas ou privadas, procurem trabalhar de forma eficiente e injetando significativos aportes financeiros no setor.

No entanto, recentemente (05/04/2023), em um dos seus primeiros atos de governo, o Presidente Lula editou Decretos que trazem modificações significativas no Marco Legal do Saneamento, Decretos esse que desobrigam as empresas públicas de participarem de processos licitatórios para assumirem a responsabilidade dos serviços de saneamento. Cabe ainda lembrar que Decretos estão, hierarquicamente, abaixo de leis que tramitaram e foram aprovadas no Congresso. Decretos são utilizados para regulamentar leis e não as modificá-las.

A fim de estabelecer definitivamente os rumos das ações na área de saneamento no Brasil, a Câmara de Deputados derrubou, ontem, dia 03/05/2023, os Decretos Presidenciais. Duzentos e noventa e cinco (68,45%) deputados votaram pela derrubada do Decreto e cento e trinta e seis (31,55%) votaram pela manutenção do Decreto. Falta agora a votação no Senado para que tenhamos o desfecho destas regras.