terça-feira, 12 de março de 2019

DORIA, O POLITICO MAIS FAKE DO BRASIL - P.R.Baptista

Doria o político mais fake do Brasil ( que tem deixado seguidores) elegeu-se prefeito
de São Paulo em 2016  ganhando de Haddad no primeiro turno
Atacou os grafitti cobrindo com tinta cinza o mural da Avenida 23 de maio  com 15 mil metros e diversos grafites de mais de 200 artistas, entra eles: Eduardo Kobra, Os Gêmeos, Nina Pandolfo, Nunca, Finok e Zefix.
b
Aumentou o limite de velocidade com acréscimo de acidentes e enriqueceu seu currículo teatral posando de gari.
Afastou-se com menos de dois anos de mandato para concorrer a governador e ganhou mostrando que a fórmula dá certo.
Na enchente de São Paulo alega que assumiu agora esquecendo o estágio que fez como prefeito
e não mencionando que investiu menos de 40 por cento do orçamento previsto para o combate a enchentes.
Em 2022 concorre a presidente.
Pelo jeito ainda vai longe, logo será indicado ao Oscar, lhe cairia muito bem.

domingo, 10 de março de 2019

sábado, 9 de março de 2019

A Venezuela está vivendo uma tragédia, o Brasil uma tragicomédia


Presidente autoproclamado José de Abreu jura a Constituição de 1988. A Venezuela está vivendo uma tragédia, o Brasil uma tragicomédia.

P.R.Baptista

PALESTRA DE TARSO GENRO E HADDAD EM LISBOA- - PONTOS PARA DEBATE - P.R.Baptista

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Palestra, Democracia e Perda de Direitos no Brasil, realizada após as eleições por Tarso Genro e Fernando Haddad em Lisboa.
Tarso refere-se a Haddad como referencia mundial da esquerda brasileira.
E aponta Bolsonaro como sem estatura intelectual e sem condições de debater o que teria se negado.
Atribui a derrota eleitoral à uma investida do capital internacional e ao fetiche do antipetismo e do anticomunismo que, como diz, "fomos impotentes para responder".
Aponta os 45 por cento dos votos alcançados por Haddad a seu ver como muito expressivos considerando , como ressalta, que sua candidatura foi lançada a "vinte dias antes da eleição".
Neste momento é aplaudido.
Aparentemente ninguém questiona que ter sido lançada desta forma não tem mérito nenhum  mas, pelo contrário, é a demonstração da fragilidade da articulação política feita pelo PT que resultou, como poderia se esperar, no fracasso eleitoral.
Tarso também muda, assim, sua avaliação (1) ainda recente, defendendo que o PT considerasse o apoio a Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência pelo PSOL, caso a Justiça eleitoral vetasse a candidatura de Lula, condenado e preso na Lava Jato. Segundo ele, Boulos seria o nome que reuniria condições para liderar uma nova frente político-eleitoral de esquerda na era pós-Lula.
Na ocasião, indagado sobre a viabilidade de Fernando Haddad, de quem é muito próximo desde os tempos no Ministério da Educação, disse ter dúvidas sobre as chances de o ex-prefeito de São Paulo ser o escolhido do PT.
Mas, vencendo oposição dentro do PT que ficou também sem opção, acabou sendo o escolhido.


(2) Comentários no facebook - https://www.facebook.com/fernandohaddad/videos/2196242877304328/

sexta-feira, 8 de março de 2019

SOCORRO, POLINIZADORES! OLHO VIVO NAS ABELHAS, ETC. - Geraldo Hasse

foto P.R.Baptista
Foi publicada na Internet no início de fevereiro a primeira versão do relatório sobre polinizadores e polinização, documento que sintetiza o status quo das interações entre seres vivos – animais e vegetais – e que se refletem na queda dramática da biodiversidade.

A redação foi iniciada em agosto de 2017 e passou pela mão de 12 pesquisadores e professores que tocam em frente um trabalho de duas décadas em torno da preservação dos polinizadores, entre os quais se destacam as abelhas melíferas europeias e as abelhas nativas sem ferrão.

Para conhecer o documento, de 93 páginas, basta entrar no site www.bpbes.net.br. A quem não tiver tempo para chegar nesse endereço eletrônico, basta ler o parágrafo que, logo nas primeiras páginas do documento, resume a dependência dos vegetais aos polinizadores:

“A maioria das plantas, cultivadas ou nativas, é polinizada por animais e depende destes para sua reprodução (Klein et al. 2007; Ollerton et al. 2011; Roubik 2018).

Nas comunidades tropicais, 94% das plantas são polinizadas por animais (Ol – lerton et al. 2011).

Os animais polinizadores são em sua maioria insetos, tais como abelhas, moscas, borboletas, mariposas, vespas, besouros e tripes (insetos diminutos com 1 mm de comprimento ou menos, de corpo delgado e asas franjadas), mas também há polinizadores vertebrados, como aves, morcegos, mamíferos não voadores e lagartos.

As abelhas são o grupo de polinizadores mais abundante na agricultura, pois visitam mais de 90% dos 107 principais cultivos agrícolas já estudados no mundo (Klein et al. 2007).

Considerando-se apenas as plantas cultivadas polinizadas por animais, 70% do total de 1.330 cultivos nas regiões tropicais produzem frutos e sementes em maior quantidade e/ou com melhor qualidade quando polinizadas adequadamente (Roubik 2018)”.

O que falta compreender – autoridades, agricultores e consumidores – é que a polinização dos vegetais está sendo sufocada pelo uso abusivo de venenos agrícolas em lavouras, de onde esses produtos altamente tóxicos (herbicidas, inseticidas, acaricidas, fungicidas) se espalham, tocados pela deriva (do vento), para pastagens, matas e cursos d’água.

No pampa sulriograndense, além das abelhas que aparecem mortas nas caixas de coleta de mel, os agrotóxicos provocaram no final de 2018 danos em vinhedos mantidos por fazendeiros emergentes ou tradicionais.

Embora os danos ambientais sejam importantes, os cientistas vêm se preocupando em demonstrar o impacto econômico-financeiro negativo da não-polinização. É de ressaltar o trecho sobre os valores envolvidos na interação insetos-plantas:

“O potencial da polinização como serviço ecossistêmico pode ser ressaltado quando associado à produção de alimentos. A primeira valoração econômica global do serviço ecossistêmico da polinização apontou o montante de US$ 70 bilhões/ano (Costanza et al. 1997). Mais recentemente, esse serviço ecossistêmico foi avaliado em € 153 bilhões (Gallai et al. 2009). Esse número foi atualizado no Relatório de Avaliação sobre Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos da IPBES, sendo estimado entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões (IPBES 2016). No Brasil, calcula-se que a polinização relacionada à produção agrícola tem um valor anual de US$ 12 bilhões (Giannini et al. 2015b).”

Entre os fatores que concorrem para ameaçar os polinizadores e a polinização, o documento destaca:

+ mudanças no uso da terra,
+ agricultura intensiva e de larga escala,
+ uso indiscriminado de agrotóxicos,
+ poluição ambiental,
+ mudanças climáticas globais e
+ alterações biológicas recorrentes, como
+ o surgimento de espécies invasoras,
+ os efeitos indiretos do uso de organismos geneticamente modificados, pragas e patógenos, e, ainda, a interação entre eles (IPBES 2016).”

Continuar ignorando os problemas da polinização por interferência dos agrotóxicos e outras causas é tão grave quanto fechar os olhos para as mudanças climáticas.

LEMBRETE DE OCASIÃO

“Nós fomos fundados em 1905 com o fim específico de salvar uma espécie ameaçada, a garça, que está sendo exterminada pelos caçadores de plumas. Ainda é nossa intenção salvar uma espécie ameaçada, só que hoje esta espécie ameaçada é o próprio homem”.

Gene Setzer, presidente do National Audubon Society, com sede em Nova York – citado por José Lutzenberger em artigo publicado em 29/8/1971 no Correio do Povo de Porto Alegre.

quinta-feira, 7 de março de 2019

segunda-feira, 4 de março de 2019

LULA :"ACHO QUE A PREVIDÊNCIA DE VEZ EM QUANDO TEM QUE SER REFORMADA"



No momento em que se discute a reforma da Previdência é interessante resgatar intervenções do ex-presidente Lula e da ex-presidenta Dilma a respeito do assunto em 2016.
Na ocasião Lula declarou:

".. acho que a previdência de vez em quando tem que ser reformada. Em 1923 se não me falta a memória a gente morria com 60 anos de idade, com cinquenta anos de idade
hoje a gente tá morrendo com 75"

" é preciso que à medida que se avance cientificamente a nossa sobrevivência, a nossa longevidade
voce não pode mais ficar  com a mesma lei que tinha cinquenta anos atrás, é preciso que você avance"

.

RÚSSIA GARANTE À VENEZUELA QUE IMPEDIRÁ INTERVENÇÃO DOS EUA


Declaração russa mostra que qualquer intervenção dos norte-americanos no país da América do Sul seria interpretada como um 'ato de agressão'

A presidente do Senado da Rússia, Valentina Matviyenko, se reuniu neste domingo (3) com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, a quem garantiu que Moscou fará tudo que estiver a seu alcance para impedir uma intervenção militar dos Estados Unidos no país latino-americano.

"Nos preocupa em grande medida que os Estados Unidos possam realizar qualquer provocação para causar derramamento de sangue e encontrar assim uma desculpa e um motivo para intervir na Venezuela. Mas nós faremos o possível para que isso não ocorra", disse Matviyenko, segundo a agência Interfax.

Matviyenko ressaltou que "é especialmente cínica" a atitude dos EUA, "um país que se posiciona no mundo como defensor da democracia".

A senadora qualificou as tentativas de "derrubar ilegalmente o atual presidente e a nomeação de um político opositor como chefe do país" como uma "grosseira violação do direito internacional e dos estatutos da ONU".

"Tudo isso se soma às ameaças de intervenção militar. A Rússia fez o possível, e seguirá fazendo no futuro, para impedir tal evolução dos eventos", disse a legisladora.

Matviyenko denunciou que na lista de países nos quais os EUA pretendem provocar mudanças de poder por meios ilegais estão "Cuba e Nicarágua".

"A comunidade internacional tem a obrigação de pôr um freio nessas tendências negativas para impedir que algo assim seja cumprido no futuro", disse a senadora.

Matviyenko entregou a Rodríguez uma versão em espanhol da declaração aprovada esta semana pelo Senado russo na qual adverte aos EUA que qualquer intervenção na Venezuela seria interpretada como um "ato de agressão" e convoca a comunidade internacional a apoiar o diálogo no país latino-americano.

A vice-presidente da Venezuela se reuniu na sexta-feira com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e com o presidente da Duma, a Câmara dos Deputados, Viacheslav Volodin.

Rodríguez afirmou que Caracas está disposta a trocar petróleo pela cooperação com a Rússia em matéria de energia, armamento, tecnologia e finanças.

"A Rússia tem tudo o que a Venezuela necessita. Por sua vez, a Venezuela pode dar o petróleo que a Rússia precisa", afirmou a vice-presidente.

Depois de se reunir com Lavrov, Rodríguez anunciou a transferência para Moscou do escritório da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) que fica em Lisboa e revelou as instruções do presidente Nicolás Maduro para adquirir na Rússia os alimentos e remédios que os venezuelanos necessitam.

A vice-presidente também antecipou a criação de um grupo na ONU, por iniciativa dos dois países, que se dedicará a defender os princípios do direito internacional.

Rodríguez é a representante do governo Maduro de maior categoria que visita a Rússia desde que o deputado opositor Juan Guaidó se autoproclamou presidente em 23 de janeiro.

FONTE :
https://noticias.r7.com/internacional/russia-garante-a-venezuela-que-impedira-intervencao-dos-eua-03032019

sábado, 2 de março de 2019

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

O HINO NACIONAL EM 4 PAÍSES: BRASIL,RÚSSIA, IRLANDA E ESTADOS UNIDOS

COLÔNIA Z-3 - À ESPERA DA SAFRA -

Foto Alessandra Oxley

Verão, época em que, todos os anos, os pescadores da Colônia Z-3 nas proximidades de Pelotas, ficam na expectativa que as condições climáticas favoreçam a pesca do camarão. A condição mais favorável é que a lagoa dos Patos possa salgar o que está diretamente ligado à incidência de chuvas durante a estação . Quanto mais frequentes e intensas forem estas chuvas menos favoráveis são as condições que a Lagoa venha a salgar. Como o camarão é o produto mais valorizado, do êxito ou não da safra depende em grande parte a economia da comunidade. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

MIKE PENCE, A FACE BEM CONHECIDA DO INTERVENCIONISMO NORTE-AMERICANO


US Vice President Mike Pence said Washington will impose additional sanctions on Venezuelan President Nicolas Maduro's government, while speaking at a meeting of the so-called Lima Group in Bogota on Monday. "The United States will impose additional sanctions on regime officials, including three border state governors implicated in last weekend's violence and a member of Maduro's inner circle," Pence said. "Nicolas Maduro is a usurper with no legitimate claim to power, and Nicolas Maduro must go," he added.

Inacreditável que depois de algumas décadas afastado de procurar imiscuir-se na política dos países sul-americanos, os Estados Unidos tenha encontrado um pretexto para retornar.
Diretamente responsável pelo golpe militar que derrubou e assassinou Allende e pelo golpe militar de 64 no Brasil além da participação em dar suporte a regimes ditatoriais na América do Sul, parece ter encontrado na crise venezuelana um álibi para impor sua vontade.
O show da "Jornada Humanitária" deixou claro as manobras demagógicas e irresponsáveis que estão dispostos a desenvolver.
Lamentável a simpatia e o suporte que o governo brasileiro esteja dando a esta farsa.

P.R,Baptista

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O VOTO FEMININO NO BRASIL COMPLETA 86 ANOS -

Primeiras eleitoras do Brasil, Natal, Rio Grande do Norte.
A luta dos movimentos femininos inclui em seus registros o nome da cidade de Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte. Em 1928, esse estado nordestino era governado por Juvenal Lamartine, a quem coube o pioneirismo de autorizar o voto da mulher em eleições, o que não era permitido no Brasil, mesmo a proibição não constando da Constituição Federal. A Inglaterra alguns meses depois regularizou o voto feminino no mesmo ano.

No Consultor Jurídico do jornal "O Estado de S. Paulo", encontra-se a informação de que logo após a proclamação da República, o governo provisório convocou eleições para uma Assembleia Constituinte. Na ocasião, uma mulher conseguiu o alistamento eleitoral invocando a legislação imperial, a "Lei Saraiva", promulgada em 1881, que determinava direito de voto a qualquer cidadão que tivesse uma renda mínima de 2 mil réis. Mas a primeira eleitora do país foi a potiguar Celina Guimarães Viana, que invocou o artigo 17 da lei eleitoral do Rio Grande do Norte, de 1926: “No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexos, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por lei”. Em 25 de novembro de 1927 ela deu entrada numa petição requerendo sua inclusão no rol de eleitores do município. O juiz Israel Ferreira Nunes deu parecer favorável e enviou telegrama ao presidente do Senado Federal, pedindo em nome da mulher brasileira, a aprovação do projeto que instituía o voto feminino, amparando seus direitos políticos reconhecidos na Constituição Federal”.

César Zama é apontado como o pioneiro na busca pelo direito das mulheres brasileiras ao voto, pauta que defendeu durante a elaboração da primeira constituição republicana, em 1890, tendo no ano seguinte assinado com mais 30 congressistas, entre eles os futuros presidentes Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca, emenda visando garantir este sufrágio, de autoria de Saldanha Marinho, que no entanto não foi aprovada. Zama apontou que assim que o voto feminino fosse aprovado na Europa, seria aprovado no Brasil, devido ao "nosso fraco pela imitação." Érico Coelho, Índio do Brasil, Lamounier Godofredo, Ruy Barbosa e Barão Rio Branco foram alguns outros apoiadores da causa.

Após Celina Guimarães Viana ter conseguido seu título eleitoral, um grande movimento nacional levou mulheres de diversas cidades do Rio Grande do Norte, e de mais outros nove estados da Federação, a fazerem a mesma coisa.

Cumpre citar igualmente o pioneirismo da estudante de direito mineira, Mietta Santiago (pseudônimo de Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira). Mineira educada na Europa, com 20 anos retornou do velho mundo e descobriu, em 1928, que o veto ao voto das mulheres contrariava o artigo 70 da Constituição Brasileira de 24 de fevereiro 1891, então em vigor. Com garantia de sentença judicial (fato inédito no país), proferida em Mandado de Segurança, conquistou o direito de votar. O que de fato fez, votando em si mesma para uma vaga de deputada federal. Carlos Drummond de Andrade, impressionado com a conquista do voto feminino, dedicou a Mietta o poema "Mulher Eleitora":


Mietta Santiago
loura poeta bacharel
Conquista, por sentença de Juiz,
direito de votar e ser votada
para vereador, deputado, senador,
e até Presidente da República,
Mulher votando?
Mulher, quem sabe, Chefe da Nação?
O escândalo abafa a Mantiqueira,
faz tremerem os trilhos da Central
e acende no Bairro dos Funcionários,
melhor: na cidade inteira funcionária,
a suspeita de que Minas endoidece,
já endoideceu: o mundo acaba".


A "Revista Feminina" de São Paulo, julho de 1926, número 146, ano XIII, traz sob o título 'Poetisas mineiras da moderna geração' um registro do episódio, redigido por Djalma Andrade: "Mietta Santiago... ...defendido teses arrojadas de Direito Constitucional. É feminista. Há tempos, raiou brilhantemente o direito de voto às mulheres".

Com a mulher eleitora, vieram outras conquistas de espaço na sociedade. Veio a primeira mulher a eleger-se deputada estadual no Brasil, e a luta pela emancipação feminina foi ganhando impulso em todo o país, levando o voto feminino a ser regulamentado em 1934 no governo Vargas. O episódio tem importância mundial, pois mais de uma centena de países ainda não permitia à mulher o direito de voto.

Os primeiros exemplos de organização de mulheres nos vieram das regiões norte e nordeste, no final do século XIX, e eram voltados para a causa abolicionista. Nascida no Ceará, em 1882, a "Sociedade das Senhoras Libertadoras ou Cearenses Libertadoras", presidida por Maria Tomásia Figueira, em parceria com Maria Correia do Amaral e Elvira Pinho, atuou em defesa da liberdade fundando associações em Fortaleza e no interior do estado, contribuindo para que, em 1884, a Assembleia Legislativa provincial, finalmente, decretasse o fim da escravidão no Ceará. Nesse mesmo ano, foi criada, na cidade de Manaus, a associação "Amazonenses Libertadoras", fundada por Elisa de Faria Souto, Olímpia Fonseca, Filomena Amorim, entre outras – todas brancas e representantes da elite local. Contudo, elas defendiam a emancipação de todos os escravos do solo amazonense, o que aconteceu, em 30 de março de 1887, um ano antes da Lei Áurea.

Em 1910 Leolinda Daltro e outras feministas, entre elas a escritora Gilka Machado, fundaram, na então capital federal, o Partido Republicano Feminino, cujo objetivo era “promover a cooperação entre as mulheres na defesa de causas que fomentassem o progresso do país”. O objetivo maior da agremiação era a luta pelo sufrágio feminino, uma vez que as mulheres não podiam votar e nem ser votadas. Esse grupo de feministas adotou uma linguagem política de exposição pessoal diante de críticas da sociedade, realizando manifestações públicas que não foram tratadas com indiferença pela imprensa e os leitores. O Partido Republicano Feminista teve o mérito inegável de lançar, no debate público, o pleito das mulheres pela ampla cidadania.

Em 1917, a agitação social das greves operárias, o movimento anarquista e a maior escolaridade de mulheres da elite, trouxeram à tona uma outra geração de feministas. No ano de 1920, surgiram vários grupos intitulados Ligas para o Progresso Feminino, embrião da poderosa Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Fundada em 1922 e dirigida por Bertha Lutz, a Federação teve papel fundamental na conquista do sufrágio feminino e, por extensão, na luta pelos direitos políticos da mulher, e destacou-se, também, como organização feminista com maior inserção nas esferas de poder da época. Suas militantes escreveram na imprensa, organizaram congressos, articularam com políticos, lançaram candidaturas, distribuíram panfletos em aviões, representaram o Brasil no exterior.

A poetisa Laura Brandão e a operária Maria Lopes integravam o "Comitê das Mulheres Trabalhadoras",fazendo propaganda em porta de fábricas e tentando aproximar o operariado feminino e o Partido Comunista Brasileiro. A sufragista gaúcha Natércia da Silveira, dissidente da "Federação Brasileira pelo Progresso Feminino", fundou em 1931 a "Aliança Nacional de Mulheres", para prestar assistência jurídica à mulher. Com 3 mil filiadas, a Aliança foi fechada pelo golpe de 1937, que aboliu as liberdades democráticas e abortou as organizações políticas e sociais do país.

No plano nacional, o Presidente Getúlio Vargas resolve simplificar e todas as restrições às mulheres são suprimidas. Através do Decreto nº. 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, é instituído o Código Eleitoral Brasileiro, e o artigo 2 disciplinava que era eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma do código. É de ressaltar que as disposições transitórias, no artigo 121, dispunham que os homens com mais de 60 anos e as mulheres em qualquer idade podiam se isentar de qualquer obrigação ou serviço de natureza eleitoral. Logo, não havia obrigatoriedade do voto feminino.

A HERANÇA NEFASTA DA PRIVATIZAÇÃO DA VALE DO RIO DOCE - P.R.Baptista

Esta é uma imagem da herança que a privatização da Vale do Rio Doce,efetivada durante o governo FHC num processo de entrega do patrimônio nacional, constituído a partir da Getúlio Vargas,, deixa para os brasileiros.
Uma herança de destruição, de devastação, de morte.
Este prejuízo é irrecuperável .
Cabe, no entanto, aprender a lição ou a devastação irá prosseguir cada vez mais aprofundando sua natureza nefasta.
Vamos recuperar nosso sentimento patriótico, vamos resgatar a memória de Getúlio Vargas ou rapidamente só nos restará sermos movamente colonizados.

PODE NÃO GOSTAR DE GLEICI HOFFMANN MAS SUA AVALIAÇÃO É PROCEDENTE.


.No momento em que se instaura na América do Sul uma crise alimentada pelos Estados Unidos na tentativa de derrubar Maduro e o Brasil ensaia envolver-se a reboque de Trump com a simpatia de Bolsonaro, cabe acompanhar os vários aspectos que a questão levanta.
A avaliação apresentada por Gleici Hoffmann levanta alguns destes aspectos. Também outros aspectos, que analisam doutra forma a crise na Venezuela, exigem ser considerados.
Cabe lembrar que Gleici esteve recentemente presente à posse de Maduro na condição de presidente do PT. O Brasil, como se sabe, não enviou representante.
Interessante ainda é registrar que Haddad demonstrou discordância pela ida de Gleici.

P.R.Baptista

domingo, 24 de fevereiro de 2019

A GRANDE ENCENAÇÃO DA PREMIAÇÃO DO OSCAR - P..R.Baptista

Furando o protesto no Globo de Ouro

Hoje é a noite da grande encenação da entrega do Oscar.
Em transmissão para milhões de espectadores desfilam pelo tapete vermelho grandes astros e  grandes estrelas do cinema norte-americano acompanhados por estrelas internacionais.
Com antecedência de vários dias ao serem conhecidos os filmes indicados discute-se em detalhe cada um deles.
Já se sabe quais são os "favoritos" para as diferenrtes categorias de premiações.
Simultaneamente os filmes já estão disponibilizados para exibição pelo mundo inteiro.
De um modo geral , extremamente elaborados sob o aspecto técnico, são produçóes caras com diretores, atores e atrizes que por si só, pela fama , já garantem audiência junto ao grande público.
Mas são , também, filmes de profundidade e valor artístico extremamente discutíveis. Poucos destes filmes se sustentam com o decorrer do tempo como referências cinematográficas.
Apenas para exemplificar, entre dezenas de outros, lembraria o filme Fatal Attraction que se tornou um enorme sucesso de bilheteria, arrecadando US$320.1 milhões com um orçamento de US$14 milhões, alcançando a maior bilheteria de 1987. Nunca foi tão fácil ganhar dinheiro às custas de um público que no mundo inteiro está ávido por se sentir partipante da grande festa hollywoodiana  E embora não tenha sido premiado o filme recebeu seis indicações ao Oscar 1988, nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Glenn Close), melhor atriz coadjuvante (Anne Archer), melhor roteiro adaptado e melhor edição. Um filme, no entanto, praticamente classe B que não seria nem selecionado para festivais de cinema sérios como os de Veneza e Berlim.
Para amenizar esta fragilidade costumam trazer na categoria destinada a isto, filmes estrangeiros de uma qualidade que o cinema norte- americano, o de Holltwood, não parece ter demonstrado historicamente condições de produzir.
O script da premiação é bem conhecido, closes dos presentes, muito glamor, piadas, interpretações musicais, agradecimentos, atrizes procurando fazer notícia através do estilo da roupa ou, o que tem sido mais frequente, algum tipo de "protesto" para não ficar a ideia de que o evento não tem espaço para política .
Em outra premiação, o Globo de Ouro em 2018, o protesto contra os casos de assédio sexual, consistia em adotar trajes pretos mas houve quem, como Blanca Blanco, que 'furou' o protesto vestindo vermelho. Chamou mais a atenção, o que era o objetivo, do que todas as demais vestidas de negro.
Tudo previsto, tudo encenado, tudo ensaiado.
Enquanto isto, a poucos quilômetros dali, os Estados Unidos lançam os alicerces de uma muralha da China na fronteira com o México.
No Brasil uma mineradora, expropriada do povo brasileiro  pela privatização promovida por FHC, é culpada de um crime humano e ambiental de proporção descomunal e encaminha-se para aprovação no Congresso uma proposta de aposentadoria que suprime direitos do trabalhador.
Na Venezuela , sob a pressão de Trump, algumas carretas são usadas, num espetáculo hollywoodiano, como aríetes para desencadear a queda do presidente.
Nada disto, no entanto, vai fazer com que os brasileiros tirem os olhos da premiação.
Alguins atores norte-americanos ,como Marlon Brando, desafiaram o sistema não comparecendo mas até isto funciona como uma espécie de marketing.
Mas o restante, a quase totalidade, não podem perder o espetáculo, não podem se furtar ao close up que talvez a filmagem proporcione, precisam conseguir novos contratos, garantir o emprego que remunera muito bem.
O produto, embalado, acondicionado de forma a atrair o consumidor, vende bem.
O cinema , aliás, é um dos produtos norte-americanos, como a Coca-Cola, o Macdonalds e as guerras de invasão, que mais se espalharam pelo mundo.

AUMENTA EM QUASE 2 MILHÕES BRASILEIROS EM SITUAÇÃO DE POBREZA DIZ IBGE

Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza. A pobreza extrema também cresceu em patamar semelhante. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, em 2016 havia no país 52,8 milhões de pessoas em situação de pobreza no país. Este contingente aumentou para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%, e representa 26,5% da população todal do país, estimada em 207 milhões naquele ano (em 2016, eram 25,7%).

Já a população na condição de pobreza extrema aumentou em 13%, saltando de 13,5 milhões para 15,3 milhões no mesmo período. Do total de brasileiros, 7,4% estavam abaixo da linha de extrema pobreza em 2017. Em 2016, quando a população era estimada em cerca de 205,3 milhões, esse percentual era de 6,6%.

O gerente da pesquisa, André Simões, enfatizou que o aumento da pobreza se deu pela maior deterioração do mercado de trabalho. Ele lembrou que em 2017 houve um pequeno crescimento do PIB, ao contrário dos dois anos anteriores, mas que essa alta foi puxada pela agroindústria, “que não emprega tanto quanto outras atividades”.

“A renda do trabalho compõe a maior parte da renda domiciliar. A taxa de desocupação continuou elevada neste ano, por isso a pobreza aumentou”, destacou.

Segundo o IBGE, é considerada em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.

O rendimento médio mensal domiciliar per capita (a soma das rendas de todos os moradores do domicílio, dividida pelo número de pessoas) obtido no país foi de R$ 1.511 em 2017.

SEGUE >>>

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

O EMPENHO DE LULA PARA SEGURAR A CANDIDATURA DE CIRO- Rodrigo da Silva


Se você acompanha minimamente o noticiário político deve ter reparado: Lula organiza de dentro de uma cela um motim contra lideranças de esquerda para reforçar o mito em torno de sua imagem.

O cálculo é estratégico. O ex-presidente enxerga que a próxima eleição será a mais polarizada da história do país. Em nome disso, aposta que há um único ticket à disposição para cada campo político na disputa.

E é aqui que mora o perigo. Nesse instante, o principal adversário de Lula nas eleições não é Bolsonaro, mas Ciro Gomes. Lula enfrenta a mais dura concorrência ao controle de mobilização da esquerda que seu clã político já enfrentou desde 1989 - e nada disso está sendo imposto pelo capitão, mas pelo coronel.

A briga é de facção, de tomada de boca: dois caudilhos latino americanos se estapeando nos bastidores para manter a hegemonia do controle de suas clientelas.

Preso, a única opção que resta a Lula é apoiar uma candidatura tampão, concentrando os esforços da sua máquina partidária na eleição de alguém que o mantenha protagonista absoluto do debate. E Ciro definitivamente não é esse nome.

Lula está disposto a eleger Bolsonaro se preciso, entregando aos conservadores o poder, para não assistir numa cela a queda de seu monopólio. É a luta pela sobrevivência do cacique político a que estamos acompanhando nas manchetes dos jornais neste momento.

Este é provavelmente o ponto mais sensível da história recente da esquerda latino-americana. Lula está preparado para implodi-la se preciso, elegendo indiretamente seu maior algoz desde Augusto Pinochet, comprometido exclusivamente com as alegorias religiosas de sua santidade política.

É irresistível cair na tentação de acreditar que a mitologia do golpe, associada a esta sabotagem, convencerá metade mais um do eleitorado. Mas acredite: esta é uma tarefa suicida. Parecerá claro após as eleições, quando os analistas do óbvio proclamarão aquilo que já estava escrito, mas não há outra opção nesse momento: ou a esquerda brasileira se livra do monopólio de Lula, alcançando independência e maioridade política, ou corre o risco de morrer abraçada com ele.


FONTE https://www.facebook.com/operfildorodrigo/posts/10156008934941596

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

FIGURINO DA POLÍTICA - P.R.Baptista

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Situações aparentemente diferentes, Bolsonaro parece estar recebendo informalmente, ainda sob cuidados médicos segundo o noticiário, integrantes de seu governo, Mujica, conhecido por sua informalidade, parece participar, a julgar como se vestem os outros presentes, de um encontro oficial. Mas ambas, se forem ser olhadas pelo ângulo da indumentária, talvez igualmente secundárias.


LEITURA RELACIONADA


domingo, 10 de fevereiro de 2019

BRASIL - TERRITÓRIO, POPULAÇÃO E ECONOMIA

Maiores países em extensão
Russia – 17.098.242 km² - 142 milhões de habitantes.
Canadá – 9.984.670 km²- 33 476 688 habitantes.
China – 9.640.011 km²- 1.338.612.968 habitantes.
Estados Unidos – 9.629.091 km²*- 310 730 000 habitantes,
Brasil – 8.514.877 km² - 192 milhões de habitantes (209.3 milhões em 2017.
Austrália – 7.692.024 km² - 22 milhões de habitantes.

Maiores economias do Mundo (estimativas para o PIB do ano de 2018)
 Posição       País         PIB (em dólares)
1º    Estados Unidos da América  -  20,41 trilhões
2º    China  - 14,02 trilhões
3º    Japão -  5,05 trilhões
4º    Alemanha  -  4,1 trilhões
5º    Reino Unido -  2,92 trilhões
6º    França -  2,55 trilhões
7º    Índia -  2,50 trilhões
8º    Itália  -  2,11 trilhão
9º    Brasil   - 2,09 trilhão
10º    Canadá  -  1,78 trilhão

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

POR FAVOR, VAMOS RESPEITAR OS CHARRETEIROS - P.R.Baptista

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Tem sido recorrente, nos meios de comunicação e nas redes sociais, críticas e acusações ao desempenho da atividade dos charreteiros , particularmente, dos que se dedicam ao recolhimento de recicláveis, usualmente latinhas , plásticos e papelão.
É uma atividade particularmente dura, exercida sob condições climáticas frequentemente extremamente adversas ( chuva, frio, sol e calor inclementes). Alguns catadores trabalham puxando eles próprios carrinhos com grande esforço e sacrifício. Outros, que reúnem condições, recorrem a charretes.
É desta forma que ganham o sustento, para si e para os familiares.
Se formos olhar de perto como vivem vamos constatar que em condições de habitação e de alimentação frequentemente muito precarizadas.
Torna-se, portanto, muito delicado fazer acusações apontando os charreteiros como seres cruéis que submetem os cavalos a esforços desmedidos e propondo que sejam eles, no lugar dos cavalos, a desempenhar a função de tração. Este pensamento pode-se dizer que não é apenas desumano, sem duvida é anticristão.,
Muitos charreteiros tomam cuidados com seus animais, alguns inclusive com carinho, que demonstram estar sendo muito tratados.
Não podemos tomar a exceção dos que não agem assim, como a regra.
Se pretendemos de forma sincera, honesta e especialmente responsável, contribuir para que esta realidade evolua é, portanto,  imprescindivel conhecer o contexto dentro do qual ela se apresenta.
E procurar, a seguir, encontrar soluções e alternativas que contemplem as próprias condições de vida dos charreteiros.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

AH, A VALE - Gilberto Maringoni

Presidente Getúlio Vargas
A Companhia Vale do Rio Doce, estatal fundada por Getúlio Vargas, era, nos anos 1990, um conjunto de 27 empresas, cujas atividades iam da prospecção do subsolo, extração e processamento de minérios, transporte ferroviário, até sofisticadas atividades de quimica fina. Além disso, a Companhia era caracterizada por inúmeros projetos culturais, sociais e comunitários em todo o Brasil. Entre 1942 e 1997 - periodo em que pertenceu ao Estado brasileiro - nunca houve desastre ambiental que chegasse perto dos de Mariana e Brumadinho.

Privatizada sob o argumento de ser ineficiente, a Vale - nome insosso e que não diz nada - foi reduzida a uma mineradora. Extrai ferro e outros metais e os vende em estado bruto principalmente para a China. A Vale foi literalmente desindustrializada e transformada em agente de economia de enclave. Ou seja, especializada em atividade extrativista, com poucas atividades que desenvolvam o seu entorno. Tem baixo efeito multiplicador em termos de emprego e de dinamismo econômico. A companhia hoje é especialista em cavar buraco.

A Vale só pode deixar de ser uma empresa marcada por agregar pouco valor aos seus produtos e danosa ao meio ambiente se for estatal e se estiver articulada a um projeto de desenvolvimento. Na atividade privada ela pode, no máximo, ser melhor fiscalizada. Mas seu potencial de gerar emprego e uma cadeia produtiva com sinergias em áreas afins seguirá sendo baixo . Ela se subordina à demanda externa por minérios e ponto.

A privatização da Vale por FHC foi um atentado à economia nacional. O fato de governos seguintes jamais terem questionado sua venda - cercada de denúncias de ilegalidades - mostra como desenvolvimento, papel do Estado e soberania são temas difíceis de ganharem prioridade na agenda nacional.

Ah, a Vale, nessas duas últimas décadas, financiou centenas de campanhas de candidatos a todo tipo de cargo eletivo. É também algo próprio da iniciativa privada.

É possível que isso explique muita coisa sobre a atual relação da empresa com o Estado.

domingo, 27 de janeiro de 2019

BRIZOLA DENUNCIAVA A VENDA DA VALE

PRIVATIZAÇÃO DA VALE - BRIZOLA DENUNCIA O MAIOR ROUBO DA HISTÓRIA DO BRASIL


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A venda da Vale foi a primeira da segunda fase do programa de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso. Antes dele, Collor havia privatizado 12 empresas, e Itamar Franco, 9. Depois da Vale, o governo FHC fez a desestatização de empresas de infraestrutura e da Telebrás.

As ações judiciais contra a privatização da Vale apontavam várias irregularidades no processo, a começar da avaliação da empresa. Duas instituições foram escolhidas para definir o preço mínimo de compra, o Bradesco e a Merril Lynch. Após definição do preço, o Bradesco foi autorizado pelo BNDES a participar do leilão como financiador da CSN. A avaliação que definiu o preço mínimo de venda usou apenas o critério de fluxo de caixa e desprezou as reservas de ferro exploradas pela companhia PRIVATIZADA A PREÇO DE BANANA

Governo entrega controle a consórcio em leilão repleto de irregularidades

Às 17h42, o leiloeiro da Bolsa de Valores do Rio, Frederico Runte Jr., bate o martelo, encerrando a venda do controle acionário da maior mineradora de ferro do mundo, a Companhia Vale do Rio Doce, por R$ 3,3 bilhões.

A Vale era, então, a maior exportadora de minério de ferro do mundo e controlava dezenas de empresas nos setores de mineração, navegação, portos, celulose e madeira. Tinha em caixa R$ 700 milhões, deduzidas as despesas com a demissão de mais de mil funcionários, feita para livrar o comprador dessas obrigações trabalhistas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

A PRIVATIZAÇÃO DA VALE, CRIME CONTRA O POVO BRASILEIRO

Tudo isso foi privatizado há vinte anos, sem debate com a sociedade, ignorando um plebiscito popular e à revelia da economia brasileira, que hoje apresenta grande desindustrialização. Os 20 anos da privatização da mineradora são mais uma oportunidade para debatermos que projeto de país, de indústria e de futuro queremos. O que está aí não interessa ao povo brasileiro.

JEAN WYLLYS E A CUSPIDA

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Jean Wyllys na votação do impeachment de Dilma no Congresso, ao passar perto de Bolsonaro dá-lhe uma cuspida e se retira rapidamente..

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA RETRATA 86 ANOS DOS METALÚRGICOS DE SÃO PAULO

A exposição “86 Anos de Lutas e Conquistas”, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, reunirá fotos recentes e antigas da entidade (fundada em 1932) e da categoria metalúrgica em assembleias, eventos, protestos e greves.

A exposição será aberta na quinta, 17 de janeiro de 2019, às 10h, e ficará em cartaz até 15 de fevereiro de 2019, de segunda a sexta, das 9h às 16h, com entrada gratuita.

Entre as fotos expostas, haverá uma imagem de Manoel Fiel Filho, metalúrgico morto pela ditadura em 17 de janeiro de 1976, com o telegrama de protesto do Sindicato enviado ao governo militar.

Em homenagem a Manoel Fiel Filho, o 17 de janeiro tornou-se o Dia Municipal do Delegado Sindical Metalúrgico. Por isto, a exposição será aberta nesta data. Outra foto mostra o Sindicato recebendo em 1981 o prêmio Wladimir Herzog.

Quando
Abertura - quinta-feira, 17 de janeiro de 2019, 10h

Período da exposição
segunda a sexta, das 9h às 16h. De 17/1 a 15/2/2019

Onde
Palácio do Trabalhador – sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, rua Galvão Bueno, 782, Liberdade

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

UMA VISITA A LULA- P.R.Baptista

A ex-presidenta Dilma, a deputada federal Maria do Rosário, o ex-senador Lindbergh Farias, a ex-senadora e agora deputada federal Gleici Hoffmamn e o ex-senador Roberto Requião em entrevista após terem tido recusado o pedido de visitar o ex-presidente Lula preso em Curitiba.
Na ocasião Gleici, Lindbergh e Requião ainda eram senadores.
Gleici, sob o nome Gleici Lula, elegeu-se para deputada federal pelo Paraná, Lindbergh e Requião não se reelegeram para o senado.
Dilma Roussef concorreu ao senado por Minas Gerais, sua terra. natal, e também não se elegeu.
Poderia ter sido a indicada como candidata à presidência pelo PT mas não deve ter parecido uma opção viável contrariamente ao pensamento da corrente que durante um bom tempo depois do impedimento pregava "Volta Dilma"..
Talvez não admitam ( não dão mostras disso) mas não é de todo descabido pensar que alguma coisa não correu conforme se esperava na estratégia política traçada pelo PT e apoiadores para as eleições de 2018.
Esta estratégia, é bom lembrar, foi quase inteiramente montada a partir da decisão de manter a candidatura de Lula até o limite, decisão que, obviamente, era a que ele próprio indicava.
Quando ela se mostrou finalmente inviável provocou , na sequência, outras decisões, como de costume direcionadas por Lula,  que terminaram por inviabilizar a frente que se podia fazer ao avanço do bolsonarismo. Restou, então, a candidatura de Fernando Haddad (1) que ainda não tinha sido cogitada.
Cabe lembrar que não esteve na visita, mas compõe a nominata de candidatos destacados do PT derrotados nas urnas, o ex-senador Suplicy.
Por enquanto, no entanto, a impressão é que ainda está mantido o discurso de apontar causas exógenas ao partido que não envolvem erros que possam ter sido cometidos internamente na campanha e cumulativamente ao longo dos anos.
Mas, mesmo não admitindo, o semblante de decepção, de perplexidade e de derrota deste grupo que vinha na linha de frente da defesa da estratégia eleitoral de Lula, fala por si só.

(1) Os Planos de Lula eram outros

sábado, 5 de janeiro de 2019

DESMEMÓRIAS, ILUSÕES E NOVAS TEMPESTADES - Ricardo Almeida


Para o Adelmo Genro Filho, in memoriam, pelas suas importantes reflexões sobre a consciência histórica, prática, crítica e sensível.

 “Eu avisei!”, diz um comentário. “Eles têm o apoio do STF, da Rede Globo, dos banqueiros nacionais e internacionais, dos exportadores, dos especuladores, de pastores das igrejas neopentecostais e de uma velha casta militar e, juntos, irão sacramentar o Golpe de Estado, vender as nossas riquezas e explorar ainda mais o povo brasileiro”, esclarece outra postagem. Uma terceira alerta que se trata de uma guerra híbrida, de proporções internacionais. Todas estão cobertas de razão! No entanto, se lhes tirarmos a razão, sobrará apenas o hábito que a maioria dos brasileiros tem de apostar somente em eleições e no modo tradicional de fazer política.

Com a proliferação das redes sociais, boa parte da esquerda brasileira está ficando cada vez mais saturada por eventos e sensações efêmeras compartilhadas, que se desmancham no ar, e está deixando de valorizar as grandes experiências coletivas que tivemos recentemente, como a formação de diversos comitês pela democracia, as Caravanas Lula, o Movimento #EleNão e as próprias campanhas #HaddadManu e #BoulosGuajajara. Essas experiências (com ações digitais e presenciais) já estão na memória afetiva de uma parte da população brasileira, mas precisam ser melhores compreendidas para tornarem-se referências na transmissão de saberes simbólicos para as gerações que estão chegando.

Na verdade, o Brasil ainda não cicatrizou as suas feridas históricas. Vejam que, até hoje, persiste uma forte cultura escravocrata e anti-indígena entre nós, torturadores nunca foram condenados e a impunidade segue sendo um privilégio dos sonegadores de impostos e dos vendilhões das nossas riquezas. Lembrem que não houve resistência ao golpe de 1964 e nem ao impeachment (golpe de novo tipo) da presidenta Dilma Roussef, em 2016. Aliás, apesar de algumas mobilizações importantes, as esquerdas brasileiras foram derrotadas nas campanhas pela anistia, no ano de 1978, pelas Diretas Já, em 1984, e pela Constituinte, livre e soberana, em 1988. O Partido dos Trabalhadores venceu as eleições de 2002 com a “Carta aos Brasileiros” e o “Lulinha Paz e Amor”, que tinha o empresário José de Alencar como vice e um programa de caráter republicano, democrático e popular.

Em abril de 2018, quando Lula se entregou para a Polícia Federal, no Sindicato de São Bernardo do Campo, os seus companheiros mais próximos ouviram a seguinte declaração da maior liderança do Brasil: “Foi o máximo que conseguimos reunir até aqui…”. Baseado nessa afirmação sensata e sensível, após a realização de grandes mobilizações em caravana pelo país, é possível deduzir que a maioria dos “intelectuais orgânicos” brasileiros não é tão orgânica assim, e que ainda não foram organizadas forças regionais suficientes para resistir aos frequentes golpes das elites locais aliadas ao capital financeiro internacional.

Uma reflexão madura identificaria diversos fatores que contribuíram para consolidar essa cultura contemplativa entre as esquerdas brasileiras. No entanto, a partir de uma análise das postagens que circulam atualmente nas redes sociais, é possível perceber alguns dos motivos que levam o povo brasileiro a se manter disperso e perplexo diante das adversidades. Em boa parte dessas publicações, as coisas, a realidade, o mundo sensível ainda são vistos sob a forma de objeto ou de abstrações, e não com sensibilidade histórica, crítica e prática, enfim, como práxis. Trata-se de posturas teóricas que ignoram a práxis e o comprometimento, pois são manifestações contemplativas que não levam os interlocutores a lugar nenhum. Elas não tratam as pessoas como sujeitos de uma ação coletiva e nem reconhecem a dinâmica dos movimentos sociais, pois ainda não adquiriram uma consciência objetiva/subjetiva da realidade.

Embora sejam reflexões importantes, muitas delas são apostas, provocações e/ou perguntas de escolha simples (ou isto ou aquilo?), e não percebem que somente por meio das experiências, da práxis, é que as esquerdas brasileiras conseguirão comprovar as suas verdades e o caráter terreno das suas teses e discursos. Ficar apenas disputando sobre a realidade ou não realidade de um determinado pensamento, isolados da práxis, é uma atitude meramente acadêmica e/ou contemplativa.

É verdade que a maioria do povo brasileiro ainda possui uma consciência baseada no imediatismo, pois ela é fruto das circunstâncias da vida e da educação que essas pessoas receberam. Mas não podemos ignorar que essas circunstâncias e as consciências somente poderão ser transformadas pelos próprios seres humanos – vistos como sujeitos e não como objetos –, e que a maioria dos agricultores, dos camponeses, dos operários, dos professores, dos estudantes, dos jornalistas, dos artistas, dos parlamentares etc. ainda precisa assimilar uma nova cultura política baseada na convivência, na fraternidade, na justiça e na igualdade de direitos sociais.

Somente a partir da máxima compreensão possível da realidade será possível mudar as circunstâncias e a cultura política do povo brasileiro. Ou seja: é preciso entender as incoerências entre o mundo representado pelas teorias e o mundo real, para eliminar ao máximo as suas contradições. Questões objetivas, como a defesa de um salário mínimo justo, da previdência pública, da soberania tecnológica, dos recursos naturais, da biodiverisidade, da mobilidade urbana, da liberdade de Lula, da Petrobrás, da demarcação das terras indígenas e quilombolas, das relações de trabalho, das novas formas de família etc., são as que precisam ser questionadas e praticamente transformadas, e não aquelas que estão apenas no reino dos céus.

Percebam que, além de adotar um pensamento abstrato, uma parte das esquerdas brasileiras ainda não encara o mundo como atividade humana crítica, prática e sensível nas suas relações diárias. Em geral, a sua crítica ao processo histórico pressupõe indivíduos totalmente abstratos e sem interesses econômicos, sociais, culturais e/ou políticos. Trata-se de um “sentimento fantasioso”, pautado por terceiros e construído socialmente, em que os indivíduos deixam de ser reais ou considerados no contexto de uma determinada classe, de um determinado território e de uma cultura singular.

Como a vida em sociedade é, ao mesmo tempo, teórica e prática, todos os mistérios que conduzem a teoria para este tipo de abstração encontrariam a sua solução racional na consciência histórica, prática, crítica e sensível. No entanto, o máximo que os críticos contemplativos conseguem é analisar os indivíduos isolados do seu contexto social, pois o seu passatempo é o de apenas cobrar uma atitude “dos outros”, dos partidos, dos governos e das demais organizações políticas, porém o ponto de vista de quem quer mudar a sociedade deve ser crítico e propositivo. Ou seja, não ser apenas pautado, mas reconhecer a diversidade de interesses e encontrar os caminhos que sejam capazes de transformar-nos individual e coletivamente. Para isso ocorrer será preciso se comprometer com uma parte da sociedade na defesa da humanidade inteira, além de socializar-se e de engajar-se nas lutas locais e regionais.

Por exemplo, a maioria das pessoas não sabe ou não lembra que os governos militares devolveram o país para os civis em 1985 – por via de eleições indiretas – após uma longa crise do petróleo e do capitalismo internacional, e que eles deixaram como herança uma inflação e um custo de vida muito altos, uma enorme dívida externa (com o Fundo Monetário Internacional), o êxodo rural em todas as regiões do país, a favelização e o crescimento desordenado das cidades, assim como vários casos de corrupção, de torturas e de assassinatos de opositores. Também é raro encontrar pessoas refletindo sobre as mudanças que ocorreram no mundo de lá pra cá, como o caso das empresas multinacionais ou transnacionais que instalaram os seus parques industriais em território brasileiro (e sul-americano), criaram redes de transações econômicas e de espionagem que agem fora do controle dos governos, que surgiram novas tecnologias, novas profissões, e que já se formou uma nova estrutura de classes sociais no país e no mundo. E que, apesar dessas profundas mudanças e da experiência vivida de caráter democrático e popular, principalmente durante os governos Lula e Dilma, a maioria das forças da esquerda brasileira ainda mantém antigas concepções de mundo e de organização política.

Não é por acaso que a história do Brasil se repetiu (mais uma vez) como uma farsa. Para isso não ocorrer novamente, será preciso aprender com as experiências do passado, com aquilo que as organizações fizeram ou deveriam ter feito, inclusive com as aventuras, os heroísmos e as rebeldias que ocorreram no final dos anos 60 e no início dos 70, e com esta nova derrota eleitoral. Não podemos permitir que o derrotismo e a culpa invadam a mente das pessoas, pois 47 milhões de votos em #HaddadManu não é pouca coisa… Somados aos 42 milhões de votos brancos e nulos resulta que mais da metade do povo brasileiro não votou em Bolsonaro e que agora terá a oportunidade de adquirir uma consciência histórica, prática, crítica e sensível.

Saibam que este projeto entreguista, colonialista, racista e patriarcal somente terá chances de prevalecer por meio do marketing, da mentira, da violência, da repressão e do estado de exceção, no meio das chamadas guerras híbridas. Como as novas gerações já experimentaram tempos melhores e estão surgindo organizações livres, autônomas e democráticas, existe a possibilidade de o povo brasileiro acordar de vez e, finalmente, cicatrizar as suas feridas históricas. Não se trata de um jogo de apostas, mas de saber de qual dos lados estaremos a cada luta real e concreta que surgir. De que adianta acertar apostas sobre o futuro se não estamos juntos nas lutas do povo?

Para avançar, precisamos ousar até nos libertarmos de certas ilusões, fantasias e dogmas que persistem entre nós, antes que se dispersem as forças que emergiram nessas recentes experiências coletivas. Se não articularmos as atividades e as forças que surgiram em cada município, estado e país, não vamos ultrapassar as fases do consumo de informação e nem do mero elogio às “celebridades” políticas. Ou seja, ficaremos presos à rigidez dos gabinetes parlamentares, dos dirigismos partidários e não estaremos contribuindo para o fortalecimento das organizações que já atuam junto à sociedade.

Estamos de acordo que Bolsonaro é um falsário – um falso cristão e um falso nacionalista – e também que ele e Moro representam um aprofundamento do golpe e do desgoverno Temer… Mas não concordamos que se trata de uma aposta definitiva do neoliberalismo internacional. Percebam que o governo Bolsonaro começou a sangrar antes mesmo de implementar o seu programa, pois alguns países parceiros, estratégicos do ponto de vista comercial – como a China, a Rússia, a França e a Alemanha, por exemplo, já fizeram as suas primeiras advertências aos empresários brasileiros. Além disso, apenas 46 delegações estiveram presentes na sua posse, e isso é um sinal para bons entendedores.

Por outro lado, a família Bolsonaro já está envolvida em denúncias de corrupção e eles estão definitivamente obrigados a seguir as ordens de quem realmente está mandando no Brasil: o capital estrangeiro, aliado a sua intelligentsia nacional entreguista. O desastre ficou mais evidente após a adoção das primeiras medidas do novo governo, de retorno à órbita dos EUA, de exploração da força de trabalho, do poder dado aos ruralistas para demarcação de terras indígenas e quilombolas etc. Por isso precisamos reorganizar as nossas alternativas de poder local e global: depois de um breve período de refluxo e de reflexões, devemos estar preparados para as novas disputas e tempestades que se avizinham.

Como a vida é uma possibilidade, já que não depende apenas das vontades e das opiniões das pessoas, precisamos pensar na hipótese do falso messias, dos pastores gananciosos e desta casta militar entreguista não conseguirem iludir e enganar a maioria do povo por muito tempo. Quanto irá durar esta disputa entre os donos do capital e os trabalhadores brasileiros? A resposta está diretamente relacionada ao grau de desmemoria, de desorganização, de solidão e de descrença nas reflexões políticas que persistirem entre nós. Se não aprendermos a aproximar as relações digitais das presenciais ficaremos aguardando que ocorra um milagre no Brasil, e as futuras gerações serão obrigadas a enfrentar verdadeiros tornados, ciclones e furacões.

Nota do autor: este artigo foi escrito a partir de uma releitura das Teses sobre Feuerbach, do jovem Marx. Trata-se de onze notas curtas, escritas na primavera de 1845. O texto original somente foi traduzido para outras línguas em meados do século 20.

(*) Ricardo Almeida, Consultor em Gestão Projetos TIC

FONTE: https://www.sul21.com.br/opiniaopublica/2019/01/desmemorias-ilusoes-e-novas-tempestades-por-ricardo-almeida/

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

ORAÇÃO POR LULA

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Nós só sairemos daqui
quando Lula sair
quando Lula sair

Esta vigilia é permanente
a nossa solidariedade
será total

Daqui prá frente
somos todos Lula
independência e liberdade a Lula !
Viva Lula !

Olê, olê, olá
Lula, Lula