sábado, 31 de julho de 2021

GRUPO THOLL - CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO

 


.O Grupo Tholl estará amanhã fazendo uma campanha para arrecadar agasalhos, alimentos e rações. A arrecadação começará no Centro de Treinamento Tholl e irá em direção do Colégio Pelotense, então se você mora nesse trajeto poderá receber a visita do Grupo Tholl. Separe as tuas doações e venha fazer parte dessa corrente do bem! 

O trajeto será o seguinte:

Saída: Garibaldi 630, CT Grupo Tholl a partir das 15h

General Telles

Álvaro Chaves

Dr. Cassiano

XV de Novembro

Senador Mendonça

Marcílio Dias

Chegada: Col. Municipal Pelotense 

Se você não reside nesse trajeto, poderá fazer a sua doação diretamente no Grupo Tholl (entre 14h e 15h) ou no Colégio Pelotense.

terça-feira, 20 de julho de 2021

terça-feira, 13 de julho de 2021

COMO MONTEVIDÉU PROTEGE SEU PATRIMÔNIO COM ARTE

 

A cada cinco anos, coincidindo com as eleições municipais, artistas e profissionais ligados à arquitetura e ao design da cidade de Montevidéu participam de uma campanha artístico-política paralela às eleições. Partindo de uma perspectiva ancorada nas artes, o projeto conclama a participação da sociedade para reimaginar como pode ser a vida na cidade.

Inspirador é um projeto que está repensando cidades sustentáveis ao identificar e compartilhar iniciativas inspiradoras e políticas de mais de 32 cidades em todo o mundo. A pesquisa está sistematizando esses casos e essas ideias em categorias, representadas por hashtags.
 
#imaginação_política
Questões que já eram importantes na vida cotidiana agora se mostram urgentes, e algumas ideias desenvolvidas podem nos inspirar a lidar com o que se apresenta da melhor maneira possível. Campanhas criativas e políticas de emergência foram criadas para disputar o futuro do ponto de vista do desenvolvimento cultural. Nesta categoria, apresentamos laboratórios de design e sustentabilidade, cultura do cuidado, fóruns e plataformas de discussão filosófica sobre esperança, transformação e imaginação política.

O projeto Ghierra Intendente, que pode ser traduzido como “Ghierra Prefeito”, é uma performance-exposição que discute beleza, memória e patrimônio arquitetônico na cidade de Montevidéu. O grupo apresenta propostas que usualmente são deixadas de lado em campanhas tradicionais pela prefeitura, chamando a atenção para que entrem na agenda dos políticos. O coletivo traz uma outra visão sobre a cidade, ressaltando o papel dos habitantes de Montevidéu neste ambiente.

“O nosso projeto tem a ver com a recuperação do tempo e do espaço da cidade para os cidadãos, e da consciência de que a cidade somos nós.”

Alfredo Ghierra

PRESERVAR O PATRIMÔNIO HISTÓRICO CONTRIBUI PARA A QUALIDADE DO ESPAÇO PÚBLICO

Montevidéu não tem nem 300 anos, mas, no contexto da América Latina, parece ser uma cidade mais antiga do que outras por conta do seu incrível acervo de arquitetura. No entanto, nem a população nem os gestores políticos acabam dando atenção para esse tesouro, e a falta de políticas públicas nas cidades se torna uma ameaça à preservação da memória.
 
“Tudo começou há dez anos pela minha preocupação com a destruição sistemática do patrimônio arquitetônico da cidade”, conta Ghierra. De início, o projeto realizava denúncias, e foi então que Ghierra percebeu que os problemas com que estavam lidando eram muito mais complexos.
 
Essa problemática incide sobre a identidade urbana. A preservação do patrimônio cultural contribui para a qualidade do espaço público e para a coesão geral da sociedade, além de ser uma indústria criativa e cultural enorme que gera muitos empregos.
 
O projeto foi se desenvolvendo organicamente. No primeiro ano foi realizada uma mostra de ideias e olhares para a cidade de Montevidéu, e o sucesso foi muito grande. Mas foi só cinco anos depois, com o auge das redes, que o projeto realmente estourou. Para cada campanha, o grupo tem uma frase emblemática. Em 2015 foi “A cidade que a gente quer” e, em 2020, sob o lema “Somos a cidade”, a mostra foi dividida em três eixos: patrimônio, ecocidade e periferia.

“Quando você rompe esse elo com o que foi feito pelas gerações anteriores, você corre o risco de perder a noção histórica do que é a construção de uma cidade.”

Alfredo Ghierra


“Montevideo: las dos ciudades” (Montevidéu: as duas cidades) da BMR Productora Cultural para a exposição do Ghierra Intendente de 2020.“Montevideo: las dos ciudades” (Montevidéu: as duas cidades) da BMR Productora Cultural para a exposição do Ghierra Intendente de 2020. | © BMR Productora CulturalO Ghierra Intendente hoje reúne muitas pessoas. Uma de suas maiores preocupações ao convocar artistas, arquitetos e designers para o projeto foi criar espaço para que novas vozes e perspectivas fossem ouvidas. “Os governos dificilmente contam com o artista ou com o olhar das artes, e raramente você vê essas profissões fazerem parte dos quadros de governo”, conta Ghierra.

A BELEZA COMO FORMA DE AÇÃO

A principal questão com a qual o projeto trabalha é a imaginação, tanto no sentido da criação de outro mundo possível quanto como forma de encorajar a participação das pessoas na construção da cidade. Através das mostras e outras iniciativas, o grupo busca criar ideias que provocam as pessoas a agir.

Ghierra diz que para governar uma cidade ou um país é necessário lidar com a realidade do dia a dia e também programar o futuro. Esta é uma tarefa muito difícil, e que demonstra a complexidade envolvida no funcionamento público. “O que não consigo perdoar é a falta de imaginação. É nisso que queremos insistir: na imaginação e também em muito humor”.
 
A cidade, se abandonada às regras do mercado, fica privada de processos democráticos. No Uruguai há uma forte tradição democrática, mas parte da sociedade civil acha que é suficiente votar a cada eleição e, no meio tempo, só pagar os impostos. “Os governos não são capazes de abranger o espectro inteiro do que significa uma cidade”, afirma Ghierra, ressaltando que, para ele, a cidade é um esforço coletivo, no qual a sociedade civil, cidadãos e artistas desempenham um papel decisivo. Se a sociedade não participa, a cidade não funciona. O projeto Ghierra Intendente revela como os artistas podem usar seu olhar como uma ferramenta que pode mudar a realidade.
 

O PROJETO INSERE NA AGENDA DA CIDADE TEMÁTICAS QUE ERAM IGNORADAS

Em 2020, a performance aconteceu pela terceira vez. Ghierra nos conta que, surpreendentemente, as últimas eleições representaram a primeira vez em que todos os candidatos incluíram o reconhecimento, a preservação e a valorização do patrimônio histórico em suas agendas políticas. “Isso antes não existia, sabe? Todos incluem transporte, mobilidade, resíduos... mas dessa vez também incluíram patrimônio. Toda mudança cultural é muito lenta, não é imediata. É difícil dimensionar, mas vale a pena”.
 
Ao ocupar esse lugar que estava vago, o grupo se transformou em um interlocutor para as autoridades. Ghierra ressalta que demorou até que eles criassem esse vínculo de confiança com o poder político e que sua maneira de trabalhar fosse vista não como uma brincadeira, mas como uma voz importante.

“É realmente sério, mas seriedade não quer dizer falta de imaginação e muito menos falta de humor.”

Alfredo Ghierra

A mobilização nas redes também chamou a atenção do poder político. Uma publicação no Facebook feita pelo grupo sobre a demolição de uma casa foi apoiada por 150 mil pessoas. Para Montevidéu, que tem uma população de cerca de 1,3 milhão de habitantes, isso é muita gente: esse número de pessoas pode mudar uma eleição. “Eu acho que esse é o nosso poder: ter descoberto que esses temas que pareciam laterais, desimportantes, realmente importam para muita gente”, explica Ghierra.
 

sexta-feira, 9 de julho de 2021

DECLARAÇÃO DE PEDRO HALLAL A RESPEITO DA COVID, CONSIDERAÇÕES - Lúcio de Almeida Hecktheuer

 

Fazendo uma análise puramente técnica, sem meandros políticos, do número de mortes por covid que poderiam ter sido evitadas, queria fazer algumas observações a respeito de declaração divulgada pele Rede Globo feita pelo pesquisador e ex-reitor da UFPel Pedro Hallal .
Ele afirma na CPI da Covid (dia 24 de junho de 2021) que das 500.000 mortes por covid, 400.000 poderiam ter sido evitadas ou seja, 4 de cada 5 mortes.
Chega a esta conclusão comparando os números da população mundial e brasileira com os números de mortes por covid no mundo e no Brasil.
 E, aplicando uma proporcionalidade entre eles, chegou ao número de 400.000 mortes. 
Essa mesma metodologia de cálculo, se aplicada para os Estados Unidos onde tem vacinas e testes em abundância, resultaria em 453.914 mortes que poderiam ter sido evitas de um total de 619.343 mortes. Pedro Hallal fez uma análise contemplando apenas os números de mortes e população desconsiderando o comportamento das variantes dos vírus nos diferentes países e as suas situações econômicas, sociais e culturais. 
Somente para lembrar, a primeira variante do vírus, na China, tinha um poder de disseminação bem menor que as variantes da Índia e de Manaus.
 Entendo que o assunto em questão deve ser abordado com maior profundidade, considerando todos os fatores que estão presentes nesta pandemia. 
Parece que, na pressa de apresentar números, o pesquisador deixou de analisar todos os fatores envolvidos pela covid para estimar o número de mortes que poderiam ter sido evitadas. 

domingo, 13 de junho de 2021

GALERIA CÂMARA CLARA - EXPOSIÇÃO ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO - Mário Schuster


Aquarela de Mário Schuster a ser exposta na Galeria Câmara Clara na mostra "O Encanto Deve Perdurar Para Sempre- Pela Requalificação e Preservação do Entorno do Café Lamego"  ameaçado de asfaltamento da pavimentação de paralelepípedos. Outros expositores são Alex Lettnin( desenho), P.R.Baptista (fotografia ) e Renato Coelho( marionetes)

domingo, 6 de junho de 2021

CAFÉ CARINHO, UM EXEMPLO DE DAR AS MÃOS




Fundado em Julho de 2020, o Projeto Café Carinho que tem em Letícia Pinho de Freitas a inspiradora e liderança,  direciona suas atividades para as pessoas que estão em uma situação de extrema pobreza. 

O trabalho que, inicialmente, era realizado apenas em uma comunidade carente de Pelotas, foi se expandindo conforme a demanda também crescia. Atualmente são preparados, todos os domingos, mais de 200 sanduíches, os quais são servidos em conjunto com bolos, porção de biscoitos, café quentinho e todos segundo a Letícia com amor

O projeto atende à população em situação de rua todos os domingos pela manhã.

Também são visitados com seu tradicional café as crianças da Estrada do Engenho, Lagos, Perret e Ceval, revezando essas comunidades durante o mês!

O grupo possui um cadastro de aproximadamente 250 crianças! Com idade de zero a 12 anos.

O objetivo ainda em 2021 é oferecer cursos que tragam uma atividade possível de acrescentar rendas a essas famílias. E acolher as crianças para auxiliar na educação escolar. Além de ciclo de palestras com a população em situação de rua sobre o uso das drogas, DSTS, cuidados com o meio ambiente e violência!

Estão envolvidos mais de 80 voluntários, sendo alguns colaboradores fixos . 

O projeto já dispõe de uma sede que foi alugada e, em breve, há a previsão de oferecer  oficinas profissionalizantes.

É , também, parceiro de outros projetos, como o grupo Mãos Dadas e Parceiros na Caridade. 

Existe um  projeto em conjunto de propiciar um carro de banho móvel. Que seria muito útil, segundo Leticia, para proporcionar saúde e mais dignidade a quem carece de tudo.

Para conhecer mais detalhes sobre o projeto Café com Carinho pode-se obter no link

 https://www.facebook.com/cafecarinho/


sábado, 5 de junho de 2021

O CAVALO QUE NINGUÉM VÊ

 

domingo, 30 de maio de 2021

BOLSONARISTAS E ANTIBOLSONARISTAS DISPUTAM PROTAGONISMO - P.R.Baptista

 

Bolsonaristas e antibolsonaristas dedicaram uma grande energia disputando no mês de maio quais teriam promovido as manifestações mais exitosas, exitosas significando principalmente as com maior adesão em número de participantes.

Em parte reproduzindo, como se fosse um segundo turno , o efeito que já se viu na última eleição presidencial com o resultado desastroso que bem conhecemos e lamentamos. 

Os bolsonaristas, ao estilo do chefe que os adeptos denominam "mito", sem máscaras, mantendo proximidade entre os participantes, como que marcando um simbolismo defendido por Bolsonaro. Já os antibolsonaristas com máscaras, procurando formalmente manter distanciamento, talvez mesmo carregando garrafinhas de álcool gel para ir passando nas mãos ao longo do percurso.

Bolsonaro procurando demonstrar apoio num momento de ameaça à sua liderança, os antibolsonaristas tratando de até mesmo procurar encaminhar , ainda que tardiamente, seu impeachment

A diferença é abissal entre as duas propostas, uma clara contraposição entre a democracia e um tipo de fascismo estabelecendo quase uma relação, se quiséssemos levar para este terreno maniqueísta, de um embate entre o Bem e o Mal .

Mas ambos os casos geraram aglomerações embora maiores ou menores enquanto toda essa energia e mobilização poderiam ser dedicadas em benefício daqueles que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade, sem vacina, desempregados, trabalhadores informais, moradores de rua, catadores e de todos que tem fome e tem frio. Nem tudo se resume a home-office neste momento.
Se assim procedessem o país como um todo teria maior proveito e ficaria agradecido.
Mas, ao contrário, talvez outras manifestações continuem a ocorrer nas quais cada lado vai se propor a bradar mais alto batendo tambores para marcar o lado em que se encontra e uma presumida supremacia deixando de lado ações que teriam , neste momento de extrema gravidade, formas mais urgentes e compromissadas de se afirmarem.

Não é de duvidar, inclusive, que se prolonguem, se estendam , cada vez mais frequentes , talvez 

Esperamos que não.

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PARCEIROS NA CARIDADE é um grupo muito bem organizado e já com tradição em dar assistência aos necessitados.

Todos os domingos, por volta das 11 h,  vem se reunindo na praça Antônio Zattera  para a distribuição de alimento e oferecer outros auxílios. 

Uma particularidade é que esta distribuição é estendida aos animais de estimação que são levados por alguns dos que procuram a ajuda.

Conversei com uma mulher que esperava na fila formada para receber alimento e que levava consigo num carrinho o filho pequeno de 3 anos conforme me disse,  Vinha de longe, a pé, do bairro Dunas. Pude entender, então, a importância que tinha para ela aquele auxílio, talvez pudesse ser a única refeição do dia.

Para ter mais informação sobre o trabalho do grupo acesse a página

https://www.facebook.com/Parceiros-na-Caridade-455149581645578/ 


PARCEIROS NA CARIDADE, MAIS DO QUE NUNCA NECESSÁRIOS - P.R.Baptista

 



PARCEIROS NA CARIDADE é um grupo já com tradição em dar assistência aos necessitados.

Todos os domingos, por volta das 11 h,  vem se reunindo na praça Antônio Zattera  para a distribuição de alimento e oferecer outros auxílios. 

Uma particularidade é que esta distribuição é estendida aos animais de estimação que são levados por alguns dos que procuram a ajuda.

Conversei com uma mulher que esperava na fila formada para receber alimento e que levava consigo num carrinho o filho pequeno de 3 anos conforme me disse,  Vinha de longe, a pé, do bairro Dunas. Pude entender, então, a importância que tinha para ela aquele auxílio, talvez pudesse ser a única refeição do dia. Como regra são pessoas que, claramente, enfrentam sérias dificuldades, muito carentes, desemparadas, vivendo precariamente. Mas, claramente também, demonstram reconhecer o auxílio que recebem e o mínimo que a sociedade deve fazer é se propor a estender-lhes a mão neste momento tão difícil para a sociedade.

Iniciativas como esta devem prosperar,  devem surgir dentro das instituições , dentro dos sindicatos, das associações e dentro dos bairros. 

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Para ter mais informação sobre o trabalho do grupo acesse a página

https://www.facebook.com/Parceiros-na-Caridade-455149581645578/ 


sexta-feira, 28 de maio de 2021

ATENDIMENTO AOS MORADORES DE RUA - SERVIÇOS DA PREFEITURA

 

foto P.R.Baptista

Abordagem social visa à reinserção familiar e comunitária daqueles que vivem em condição de extrema vulnerabilidade - Por Alessandra Meirelles – MTb/RS 10052

Entre 200 e 250 pessoas vivem nas ruas de Pelotas, atualmente. Uma parte delas tem casa e família. Outros não têm nada. As razões que levaram cada uma delas a essa situação são as mais diversas, como conflitos familiares, especialmente a violência doméstica, transtornos mentais e o uso abusivo de álcool e outras drogas, além de dificuldades financeiras. 

Uma importante ferramenta de avaliação de risco social continua sendo executada, pela prefeitura, durante o período da pandemia do novo coronavírus: a abordagem social. A conhecida “ronda” da Prefeitura, é feita diariamente para identificar pessoas em situação de rua que precisam do auxílio do poder público.

O serviço é um importante canal de identificação de situação de risco pessoal e social e busca garantir atenção às necessidades mais imediatas das famílias e dos indivíduos atendidos, bem como promover o acesso à rede de serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas que garantam seus direitos. 

O secretário de Assistência Social (SAS), José Olavo Passos, explica que este tipo de serviço não é um favor de nenhuma esfera de governo, mas um direito humano que precisa ser assegurado. 

“Nosso objetivo não é apenas tirar as pessoas das ruas, mas garantir dignidade e segurança para cada uma delas, seja pela reinserção familiar, seja na busca de um trabalho, no atendimento social e de saúde”, afirma.

Na abordagem social, os técnicos apresentam alternativas e tentam convencer as pessoas em situação de rua a acessar os serviços da assistência social e de saúde. Os profissionais ouvem os usuários e acabam criando vínculos. Os que aceitam são encaminhados para a Casa de Passagem, onde encontram cama e roupas limpas para passar a noite; ao Centro Pop, onde podem fazer as refeições, tomar banho e lavar as roupas; recebem apoio para fazer novos documentos, encaminhar tratamentos de saúde e ajuda para traçar novos planos para a sua vida.

Os usuários do serviço são crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e famílias que utilizam espaços públicos como forma de moradia ou de sobrevivência.

Para a abordagem social, a SAS conta com o apoio do Consultório na Rua, da Secretaria de Saúde (SMS), que faz os primeiros atendimentos, quando necessário, e encaminha para a rede de saúde; e das organizações da sociedade civil (OSC) Gesto e Vale a Vida.

Rede Rua

Um grupo de trabalho, chamado Rede Rua, planeja e organiza ações nas ruas de Pelotas – tanto com adultos em situação de rua, como de crianças e adolescentes em trabalho infantil e outras condições de risco social. 

O grupo está realizando um mapeamento dos indivíduos em situação de rua, incluindo cuidadores de carros, para identificar as famílias e pessoas com direitos violados, entender como chegaram a essa situação e de que forma podem sair.

Reinserção familiar

Uma das prioridades da equipe de Assistência Social do Município é promover a reinserção familiar e comunitária. No fim de 2020, os profissionais encontraram um idoso nas ruas. Após muita conversa, foram atrás da família dele e encontraram um irmão, além de também descobrirem que ele tinha saído de casa há mais de 40 anos. Há dois meses o idoso voltou a viver com a família. 

Como pedir ajuda?

Pessoas que se encontram em situação de rua, ou que conhecem outras que precisam de ajuda, podem entrar em contato com o Centro Pop, das 8h às 17h, pelo telefone (53) 3222-1587. As abordagens são realizadas todas as noites.


NELSON SARGENTO, ADEUS A UM MESTRE DO SAMBA


Nelson Sargento (Rio de Janeiro, 25 de julho de 1924 – Rio de Janeiro, 27 de maio de 2021), nome artístico de Nelson Mattos, foi um compositor, cantor, pesquisador da música popular brasileira, artista plástico, ator e escritor brasileiro. Tendo morado no Morro da Mangueira desde 12 anos de idade, Nelson notabilizou-se como um dos mais importantes sambistas da Estação Primeira de Mangueira, do qual integrou e presidiu a ala de compositores da escola, bem como se tornou presidente de honra.[1][2] O apelido artístico "Sargento" aludia à patente que alcançou por ter servido no Exército Brasileiro na segunda metade dos anos 1940.[1][3][4] Ganhou notabilidade como cantor no Zicartola e, pouco depois, como integrante dos conjuntos A Voz do Morro e Os Cinco Crioulos na década de 1960.[1] Mas somente em 1979, aos 55 anos, o compositor gravou seu primeiro álbum solo.[2] Ao longo da sua vida, o sambista compôs mais de 400 composições.[3] Além da carreira musical, Nelson foi pintor e poeta, tendo publicado os livros "Prisioneiro do Mundo" e "Um certo Geraldo Pereira".[1][2] Também fez participações nos filmes "O Primeiro Dia" e "Orfeu", além de ter sido tema do documentário "Nelson Sargento da Mangueira".[1]

quinta-feira, 27 de maio de 2021

UFA, ESCLARECIDO!

 




terça-feira, 25 de maio de 2021

FOME E FRIO, MOMENTO DE UMA GRANDE ORGANIZAÇÃO E MOBILIZAÇÃO

 


Em meio à pandemia além da urgência da vacinação e do atendimento médico é da maior importância o auxílio material à população que se encontra em condição em alguns casos de extrema vulnerabilidade.

A fome e o frio, neste momento, deixam de ser uma realidade remota mas, bem ao contrário, bem real, bem presente, dolorosa.

À falta de programas e ações consistentes e interligadas que unificassem através de um programa de grande alcance e que deveriam partir da alçada governamental e das instituições que dispõem de estrutura para tanto, torna-se da maior importância a iniciativa de grupos que tem surgido e conseguido através do voluntariado se organizar para preencher estas lacunas. 

Um destes grupos é o NÓS POR NÓS.

Mais informações sobre o grupo e formas de participação podem ser encontradas na página 

 https://www.facebook.com/proj.nosPnos

DESTINOS

 

- Qual você acha que é o nosso destino?

- Eu estava indo para pegar algumas fritas no pier

- Não, eu quero dizer de forma ampla. Qual é o resultado final de nossa consciência?

Para onde este caminho leva?

- Eu ainda sinto que isto tem alguma coisa a ver com aquelas fritas no pier


quinta-feira, 20 de maio de 2021

quarta-feira, 19 de maio de 2021

EXPOSIÇÃO " O ENCANTO DEVE PERDURAR" - REQUALIFICAÇAO E PRESERVAÇÃO DO ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO -


"A PESTE BRASILEIRA" - Raí (*)


Que me perdoem Camus, seus estudiosos e milhões de admiradores,  peço licença para repetir aqui algumas de suas palavras, do clássico "A Peste", de reivindicar tua audácia, uma ousadia à imagem das tuas, para me ajudar neste momento de súplica rebelde, deste espasmo de "combat"  e de "combattant", diante de atos desumanos e suas terríveis consequências. 

Como brasileiro, como tantos outros e perante o mundo, assumo aqui que estamos habitados, sitiados, nestes tempos sombrios de nossa história, por mais de uma terrível peste. 

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(*) Raí é irmão do célebre futebolista Sócrates, falecido que se destacou por suas posições políticas.  Raí, ex-jogador de futebol, campeão do mundo atualmente é  ativista/empreendedor social 

segunda-feira, 17 de maio de 2021

ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO - CORRESPONDÊNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO NA DATA DE HOJE 17/05/21


ENCAMINHAMENTO AO MINISTÉRIO PÚBLICO NA DATA DE HOJE - No sentido de fornecer novos elementos ao processo aberto junto ao MP e até considerando que a Prefeitura até a data de hoje não teria se pronunciado junto ao mesmo MP, encaminhamos ao promotor André Barbosa de Borba a correspondência a seguir:

EXMO.SR.

PROMOTOR ANDRÉ BARBOSA DE BORBA

2º PROMOTOR DE JUSTIÇA DA PROMOTORIA DE JUSTIÇA ESPECIALIZADA DE PELOTAS

Prezado Senhor,

Em adendo às informações já prestadas anteriormente encaminhamos as que seguem:

1) cópia da matéria publicada no DIÁRIO POPULAR de 8-9/05/2021 com importantes depoimentos

favoráveis ao nosso pleito;

2) link para a gravação integral da Reunião do Conselho Municipal de Cultura, transmitida ao vivo em 12 de maio de 2021 , com a presença dos conselheiros entre os quais o próprio Secretário de Cultura (SECULT) Paulo Pedrozo, reunião que analisou a questão da REQUALIFICAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO. Na oportunidade, após considerações feitas pelos conselheiros, foi aprovado por consenso subscrever a petição de apoio ao movimento. O link para a reunião é o que se segue https://www.youtube.com/watch?v=0Lf_hw9MChk 

2) contabiliza-se neste momento na petição pela internet 257 assinaturas de apoio ;

3) cópia da matéria publicada em A METADE SUL em 16 de novembro de 2008, ou seja, há 13 anos, 

na qual é destacado os alagamentos na esquina da General Telles com a Santa Cruz como consequência direta do asfaltamento desta última via;

4) relação dos prédios inventariados(9) existentes no Entorno

Aproveitamos para reiterar que a nossa reivindicação é pela REQUALIFICAÇÃO anunciada pela Prefeitura já, inclusive, em execução mas com PRESERVAÇÃO. A Requalificação poderia ser feita com próprios recursos destinados ao asfaltamentona forma de melhorias como iluminação ( o Entorno carece urgentemente desta melhoria), calçadas, etc., mas sobretudo

com obra de escoamento para o prolema citado acima ( item 3) que perdura desde 2008. Este recurso, no entanto, supõe-se já esteja previsto no orçamento atual. 

O que reivindicamos, portanto, é uma reformulação, amplamente apoiada por importantes segmentos da comunidade, muito pequena, na verdade um pequeno ajuste por certo inteiramente exequível pois não altera o orçamento apenas redireciona a aplicação de uma pequena parte.

Sendo o que se nos enseja, subscrevemo-nos

Prof.Paulo Renato Baptista

p/Comissão para a Requalificação e Preservação do ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO

sábado, 15 de maio de 2021

CHARGE

 


sexta-feira, 14 de maio de 2021

PAULO GUSTAVO : TRÊS ENTREVISTAS COM JÔ SOARES

... ...

O ator e comediante Paulo Gustavo em três momentos de sua carreira registrados em entrevistas com Jô Soares.
Entrevistas inteligentes e divertidas que, agora, se tornaram inesquecíveis pois o programa de Jô foi encerrado e Paulo Gustavo é falecido. 

SELFIES, NARCISISMO E DEMOCRACIA

Se você adora tirar selfies e sente um amor próprio que é tão grande que não cabe dentro do coração (e precisa ser compartilhado nas redes sociais), você tem chances enormes de ser um narcisista. E esse comportamento pode acabar com a democracia tal e como conhecemos. 
Psicólogas da Universidade de Kent realizaram um estudo onde concluíram que as pessoas com condição narcisista tem mais possibilidades de demonstrar um menor apoio à democracia. 
O estudo ‘O alto narcisismo e a baixa autoestima prevê uma diminuição de apoio à democracia’ foi dirigido pela Dra. Aleksandra Cichocka, da Escola de Psicologia de Kent, e pela Dr.a Marta Marchlewska, da Academia de Ciências da Polônia. 
As profissionais procuraram compreender os mecanismos psicológicos que impulsionam o apoio ou aversão à democracia, e estudaram investigações anteriores sobre o tema, referentes a como os traços de personalidade podem ser um indício da organização do mundo social. 
A primeira parte do estudo analisou a relação entre os conceitos de narcisismo e autoestima saudável, e depois cruzaram os dados com as inclinações ao apoio democrático em países como Estados Unidos e Polônia. 
Considerando que o narcisismo se define como uma admiração excessiva e exagerada a si mesmo, o grupo de psicólogas concluiu que este tipo de indivíduos também é mais provável que sinta que as democracias não são boas para manter a ordem, e que seria melhor se os países estivessem dirigidos por líderes militares. 
Os narcisistas tendem a se sentir superiores aos demais, o que resulta em uma menor tolerância para diversas opiniões políticas. Em verdade oposta, o estudo encontrou que as pessoas com autoestima saudável, não defensiva e confiante nos demais, contam com maior probabilidade de mostrar apoio à democracia. 
Tais processos podem ter implicações importantes para as nossas atitudes sociais e políticas. 
E é inevitável fazer uma associação ao comportamento da grande massa nas redes socais com os recentes resultados das eleições presidenciais no Brasil. 
Fica esse estudo para a reflexão. 


domingo, 9 de maio de 2021

PLACA OFICIAL DE OBRA OU PROPAGANDA POLÍTICA ?

 

Registro de iniciativa no Laranjal, caberia saber exatamente de quem, com a afixação de explícita promoção política em um cartaz junto com a placa oficial da obra de asfaltamento de uma avenida de acesso  à praia .

Iniciativa, no caso, inteiramente inadequada pois se trata de uma placa que tem a finalidade de fornecer informações sobre a obra. Uma delas, por exemplo, é o custo, dois milhões  quatrocentos e oito mil reais.(R$2 407 361) 

Isto em meio ao descontentamento de uma parcela considerável de moradores das proximidades que reivindicam  o asfaltamento das vias empregadas nas linhas de ônibus que se mostram precárias com buracos, trechos cobertos de barro e alagamentos especialmente nesta época do ano, outono e inverno, que já se fazem presentes. 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

O PARALELEPÍPEDO E O ASFALTO - Luís Rubira

 


No ano de 2012, enquanto aguardava um atendimento numa instituição bancária, ouvi um cidadão dizer: “Pelotas ainda está na idade da pedra”. Não lembro se ele falava com outro interlocutor ou apenas falava alto, mas mostrava-se raivoso e argumentava que todo o calçamento deveria ser substituído pelo asfalto. Fiquei bastante espantado, sobretudo porque naquele ano a cidade comemorava os duzentos anos de seu surgimento, mas resolvi ignorar tais opiniões e silenciei. Afinal, como explicar em tão poucos minutos que ele estava iludido com a noção de progresso, que o paralelepípedo sempre representou uma espécie de vanguarda em termos de pavimentação urbana e que ele desrespeitava o esforço de muitas gerações?

De lá para cá, no entanto, testemunhei situações literalmente aterradoras. No primeiro loteamento da cidade, ao redor da Catedral Metropolitana, parte do calçamento em pedra regular foi coberto com asfalto visando unificar uma pista de ciclismo entre as ruas Félix da Cunha e XV de Novembro. Acaso naquele curto trecho não poderia ter sido mantido o paralelepípedo? O ciclista se importaria em diminuir a marcha e comtemplar com mais vagar a restauração da Catedral? Já no segundo loteamento, o que faz ainda aquele resto de asfalto que recobre o calçamento em pedra ao redor da Praça Cel. Pedro Osório, no trecho que vai do sobrado que abrigou o antigo quartel Farroupilha até o início da rua Marechal Floriano? E o que dizer da Rua XV de Novembro, cujo paralelepípedo regular, delicadamente polido pela ação do tempo, já havia sido soterrado na intersecção da rua Dom Pedro II e recentemente sofreu nova intervenção na Rua Gomes Carneiro?

Que diria de tudo isto o doutor João Chaves Campello, que em “1870 seguiu para Paris, onde frequentou a Escola de Medicina” e em seu retorno a Pelotas filiou-se ao Partido Liberal e “foi durante três quatriênios presidente da Câmara, sendo o iniciador do calçamento da cidade”? Por certo este “liberal militante e ardoroso”, que esteve à frente da Presidência do Rio Grande do Sul em 1879, o médico de alma pelotense que doou “à Bibliotheca Pública e a Câmara Municipal os terrenos em que atualmente estão situados” (Fernando Osório, A cidade de Pelotas, p. 177) ficaria estarrecido. O mesmo também ocorreria com o intendente Artur Antunes Maciel, que em 1887 assinou um contrato com uma empreiteira no qual havia artigos como: “empregar no calçamento somente pedras de excelente qualidade”; “conservar o calçamento feito” (Eduardo Arriada, “Uma história editorial”, Almanaque do Bicentenário de Pelotas, vol. 2).

É preciso lembrar que em cidades históricas europeias há um perfeito equilíbrio entre o calçamento em pedra e o asfalto. Em Paris, nas proximidades do Museu do Louvre, o que existe são paralelepípedos. Naquela cidade, o asfalto está presente, sendo usado em grandes artérias, como a Avenue de L’Opera, mas de resto vê-se, sobretudo em ruas menores, mosaicos em pedra. O mesmo ocorre em Roma, no entorno do Coliseu, onde há pavimentação em pedra. O asfalto também passa logo ao lado, na Via Celio Vibenna, mas em trechos dela vamos encontrar novamente a pedra. Prima-se nestas cidades pelos pedestres e pelos ciclistas, o mesmo ocorrendo em cidades brasileiras como Ouro Preto e Paraty. Para aqueles que duvidam de tudo isto, basta fazer um passeio virtual nos dias atuais pelo Google Earth.

Não vou comentar aqui o que está ocorrendo neste momento no Largo de Portugal e na Praça Rio Branco em frente à antiga Estação Férrea de Pelotas. Não há justificativa suficiente para dar conta de que novamente se recubra o paralelepípedo com novas camadas de pavimento em asfalto e concreto que nada tem a ver com o legado histórico de nossos antepassados. O esforço de todos aqueles que trabalharam com a pedra, este material tão duro e inerte, pode ainda hoje ser medido por meio do documentário “Graniteiros de Capão do Leão RS”, dirigido por Cátia Simone Castro Gabriel, disponível no youtube. Não, não é Pelotas que ainda está “na idade da pedra”. Quem dera fosse. O que está na “idade da pedra” são certas ideias antiquadas sobre progresso. As mesmas ideias contra às quais aquela moça jogou um paralelepípedo na França em maio de 1968. Gesto amplamente metafórico, registrado num cartaz com a frase: “La beauté est dans la rue” (a beleza está na rua).

Luís Rubira, Professor do Departamento de Filosofia da UFPel

Acompanhe o movimento pela preservação deste patrimônio de Pelotas promovido com o Entorno do Café Lamego >>>



quarta-feira, 5 de maio de 2021

A PAVIMENTAÇÃO DE PEDRAS VAI DESAPARECER? - P.R.Baptista




À medida que numa ponta da Gen. Teles o movimento pela REQUALIFICAÇÃO COM PRESERVAÇÃO DO ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO vai avançando com as virtudes e as dificuldades próprias de uma mobilização surgida da participação espontânea de diversos segmentos entre os quais se incluem artistas, escritores, moradores, proprietários e apoiadores os mais diversos não só de Pelotas mas, neste momento, de outras cidades especialmente Porto Alegre, na outra ponta  têm início as obras de asfaltamento

Neste processo  alguns pontos vão se evidenciando. 

A meu ver, neste momento um dos mais importantes, é a distração da nossa comunidade cultural e acadêmica para lidar com uma questão que envolve diretamente o papel e o lugar  da pavimentação de pedras no contexto histórico e  patrimonial de Pelotas.

Isto parece estar evidenciado pelo avanço que o asfalto na zona central foi tendo por meio de um trecho aqui, um outro ali, sobre a maior parte da zona adjacente à praça , tida como o  núcleo com  os casarões, o Teatro 7 de abril, Teatro Guarany, Grande Hotel, Prefeitura, Biblioteca, Mercado Público, antigo Banco do Brasil ou seja, basicamente o entorno da praça Pedro Osório. 

Isto porque mal nos afastamos um pouco e basta ser alguns poucos passos , o  asfaltamento é predominante mesmo em pequeninos trechos nos quais o tráfego de veículos é pequeno e, portanto, não se poderia invocar nem mesmo o argumento da imperiosidade de escoamento do trânsito 

Os casos do asfaltamento dos trechos na rua Anchieta entre o Grande Hotel e a rua Tiradentes e, igualmente, entre a Avenida Bento Gonçalves a Catedral apresentam-se como de muito difícil justificativa.

Enquanto isto, ao mesmo tempo, começa a ser também muito evidente o fato de que a pavimentação de pedras não parece estar resguardada por uma legislação como ocorre, por exemplo, com as casas inventariadas por mais simples que sejam , nem  mesmo quando esta pavimentação devesse ser considerada como integrante e até parte também essencial do ambiente  em que as casas se encontram o que, aliás, é a tese que levantamos com relação ao ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO no qual se encontram nove(09) casas inventariadas..

O que está muito claro é que já não é  mais quase possível na cidade distinguir trechos em que a pavimentação de pedras tenha destaque para compor um ambiente de preservação que tanto se procura destacar.

Recentemente o asfaltamento, como já se destacou em outra oportunidade, já chegou às  portas do Grande Hotel num avanço que começa, muitos anos antes, com o asfaltamento do entorno da praça em frente ao Teatro 7 de Abril. Aliás, este caso, como também na mesma rua Anchieta o do asfaltamento  entre a Avenida Bento Gonçalves e a Catedral apresentam-se como de muito difícil justificativa e , a ser dada por alguém, ajudaria em muito o entendimento da questão que se está analisando.  


Entendemos assim que o movimento ENTORNO DO CAFÉ LAMEGO  surge se propondo a ser um  alerta  para a necessidade de que se defina qual o papel da pavimentação de pedra na composição e Pelotas de um ambiente preservado de forma integral  histórica e patrimonialmente, e aponta para que se caminhe para se ter respostas neste sentido

O que se constata através do diagrama bem simples que apresentamos acima dá bem uma ideia do quadro que se tem. A  pavimentação remanescente com paralelepípedos na zona central ( em azul) se mostra já bem pequena em relação à pavimentação asfáltica ( em preto) e se mostra recortada, secundária, dando a exata ideia de que ficou à margem sem pouca ou nenhum relação ou interação com o entorno do qual parece não fazer parte mesmo quando constituído por prédios inventariados ou até tombados .

Como consequência a cidade se vê desfigurada cada vez mais impossibilitada de explorar características tão especiais para aprofundar o conhecimento que tem de si própria e aproveitar este conhecimento não só pela riqueza cultural e intelectual que possa proporcionar mas, também , fato que entendemos de relevante importância,  igualmente pelo recurso que oferece para sua exploração turística e econômica.

   


domingo, 2 de maio de 2021

ROBERTO JEFFERSON, O NOVO ALIADO DE BOLSONARO - P.R.Baptista


Roberto Jefferson , para quem possa ter pensado que estava a caminho do esquecimento na política brasileira, volta à cena e na linha de frente, encima dos palanques. Sua última intervenção foi na manifestação de apoio a Bolsonaro no dia 1º de maio na Av. Paulista. Afinal ele é quem comanda o Centrão.
Notabilizou-se por ter ficado ao lado de Collor em seu impeachment até o final , depois por ser a testemunha chave no processo do Mensalão ao denunciar José Dirceu. 
Está em seu currículo também ter insistido na indicação de sua filha Cristiane Brasil  como ministra do Trabalho no governo Temer.
Depois de idas e vindas e, inclusive de um vídeo ( a seguir)  que virou meme  e no qual ela se apresenta embarcada numa lancha com guarda-costas ao seu redor, o projeto não vingou.

 

Agora Roberto Jefferson encontra um novo lugar ao sol por meio do apoio incondicional que ,como articulador do centrão,  passou a dar a Bolsonaro inclusive procurando trazê-lo para o PTB.
Se lembrarmos a história desta sigla que nasce com Getúlio Vargas e teve em Lionel Brizola sua maior liderança, podemos nos dar conta de aspectos da política brasileira.
Brizola chorou quando perdeu a sigla levando-o a criar o PDT, o que poderia sentir agora?
De qualquer forma o que se observa a partir dos acontecimentos recentes é a polarização sem dar mostras de que possa se atenuar. Pelo contrário, com a aproximação das eleições presidenciais não é difícil prever que esta polarização alcance níveis de grande risco.
Momento, portanto, de se ter uma avaliação muito responsável do caminho a seguir para não se chegar a um extremo ainda mais nocivo do que o que já presenciamos atualmente
P.R.Baptista

segunda-feira, 26 de abril de 2021

DIÁRIO DE UM EX-MACHISTA

 

          O artista visual, terapeuta e cantautor Gilberto Isquierdo lançou há poucos dias nas redes digitais o seu mais recente trabalho literário, o livro impresso independente "Diário de um ex-machista. 

          Impresso pela Editora Pallotti de Santa Maria, o livro tem projeto gráfico desenvolvido pela Nativu Design/Valder Valeirão, com Prefácio de Léo Jaime da Silva, Mestre em Enfermagem/Saúde Mental e Contracapa da Professora Delcira Estrella.

         A obra convida o leitor a participar de uma reflexão sobre o machismo estrutural, que é complexa, emblemática, e de difícil abordagem, porém o autor nos sugestiona a mudanças através de questionamentos diários, uma transformação contínua conforme as vivências e as experiências de cada indivíduo.

         O livro contém 143 páginas e foi escrito no verão de 2014/2015. O artista revela que em tempos de reclusão e distanciamento em que vivemos pela pandemia, achou pertinente e coerente refletir sobre o tema "Machismo" que se instala em nossas casas e em nós mesmos em função da convivência visceral familiar. 

         "É interessante ver as pessoas olharem para si e perceberem como é tênue e frágil nossas vidas e que o tempo não deve e não pode ser desperdiçado." , afirma o autor..


sexta-feira, 23 de abril de 2021

COMO E ONDE ENCONTRAR O QUE RESTA DA ALMA DE RIBEIRÃO - Geraldo Hasse


Uma certa unanimidade aponta o Pinguim como o grande ponto da gastronomia de Ribeirão Preto. Não há como questionar o charme desse septuagenário bar-restaurante-choperia, mas é indiscutível que lhe falta alguma coisa. Impossível saber se foi simples extravio ou perda definitiva.

Parece que o tempo conseguiu prender no Quarteirão Paulista apenas um pedaço da alma da velha capital do velh’oeste brasileiro. O resto está espalhado pela cidade. Num simples giro pelo centro é possível juntar alguns fragmentos dessa lenda brasileira.

A cidade precisava dar uma parada no ritmo de crescimento. Volta-se ao centro em busca de uma referência que nos linque com o passado, mas os detalhes vão se apagando a cada reforma e a gente como que perde o fio da meada nesse emaranhado de fios e fachadas mutantes.

Sobrou a praça, reduto de frescor e serenidade. E resta o Pedrão solene com sua estatura de cimento, mas nem ele com sua clássica sobriedade é capaz de absolver os que deixaram a Estrela d’Oeste apagar-se na queima impune do Cerrado Paulista.

Sem chorar, baixe os olhos e preste atenção nos paralelepípedos que cobrem o chão generoso do espaço entre a praça e o teatro. Foram colocados aqui há 100 anos, são os patronos de um plano diretor que jamais se concretiza. Por pouco não foram cobertos pelo manto negro do progresso. Salvou-os uma turma de saudosistas.

As pedras ficaram expostas para embalar as caminhadas e sustentar as conversas fiadas.

Lembre-se: não importa qual seja o palocci de plantão na cadeira de prefeito, quem manda na cidade são os cupins, as lesmas e os chopins. As andorinhas são testemunhas.

Mas veja que nem tudo se perdeu. Repare quantos bares põem cadeiras nas calçadas e sinta se aí não está presente um pedacinho da alma da cidade.

Sim, a beleza mora na simplicidade. A riqueza, na diversidade.

Esse brilho fugaz no rótulo úmido das garrafas suadas, esse raio fúlgido no colarinho generoso dos copos de cerveja, essa fartura nas porções que enfeitam as mesas -- carne seca, queijo provolone, filé no palito e lambari frito...Tudo isso são cacos brilhantes daquela alma varonil que se extraviou na poeira e na lama de tantas temporadas.

Nesses bares, nessas mesas simples o povo brinda o trivial sem maiores ilusões. Sente-se, peça uma também. Mesmo sozinho, saúde a memória dos que criaram, mantiveram e frequentaram os grandes pontos da gastronomia e da boemia ribeirãopretana, esconderijos onde a alma de Ribeirão busca refúgio. Beba e você verá que mesmo de porre um filho teu não foge à luta. Complete a lista dos pontos mortos da gastronomia ribeirãopretana:

Cassino Antarctica

Lanches Paulista

Caneca de Prata,

Três Garçons

Restaurante Jangada

Chopão

(Crônica publicada em 2018 no Guia do Centro de Ribeirão Preto (240 páginas) ; Geraldo <ghasse@th.com.br> - Achados & Perdidos )

 


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