terça-feira, 1 de maio de 2018
sábado, 21 de abril de 2018
EM NOME DA POLÍTICA DECENTE, MOMENTO HISTÓRICO
Ao lado de Marina repaginada o candidato Aécio fala em nome da política decente e de um projeto de todos os brasileiros.
À direita um vulto que parece ser Pedro Simon e Beto Albuquerque um dos articuladores dentro do PSB a apoiar o impeachment.
LUIS ROBERTO BARROSO DEIXA CLARO O QUE PENSA DE AÉCIO
"Há 650 mil presos no sistema penitenciário brasileiro, poucas pessoas estão presas com tanta prova quanto havia nesse caso, poucas..."
sexta-feira, 20 de abril de 2018
A DECADÊNCIA DAS CIÊNCIAS HUMANAS - Carlos Adriano Ferraz
Em uma aula, na semana passada, fui inquirido por um aluno: “Professor, o senhor sabe que há um projeto que pretende eliminar vários cursos nas universidades públicas, inclusive o curso de filosofia?”.
Imaginei que em algum momento, inevitavelmente, essa questão surgiria em alguma de minhas aulas. Ela expressa uma preocupação legítima, especialmente motivada por dúvidas sobre o futuro campo de trabalho desses estudantes que estamos formando.
Há outras razões também, mas essa me parece uma das mais presentes nas conversas entre os estudantes. O interessante é que essa questão me foi colocada no exato momento em que aqui na UFPEL uma professora do curso de história foi às redes sociais para conclamar seus simpatizantes a hostilizar, agredir e, inclusive, matar todos os que não se alinham à sua ideologia (de esquerda: aquela que sustenta o suposto “golpe de 2016” e a “prisão política” de sua deidade, o hoje justamente encarcerado Lula).
Aos olhos dela e dos seus pares, todo aquele que não concorde com eles é “fascista”. Esse é um termo geral que eles usam para ‘liberais’, ‘conservadores’, ‘estudantes que realmente se dedicam aos estudos e se preocupam com o futuro’, ‘professores que preparam suas aulas com diligência’, ‘trabalhadores preocupados em pagar suas contas no final mês’, ‘empreendedores’, etc.
Quando não usam o termo ‘fascista’ eles usam um termo mais edulcorado: ‘coxinha’. A escolha do termo, penso, reflete seu grau de ódio em um dado momento. Mas mesmo no uso que eles fazem do termo há uma imprecisão. Não creio que eles próprios tenham clareza sobre o que exatamente pretendem denotar com esse conceito de ‘fascista’. A motivação deles é apenas agredir o adversário. Portanto, demandar alguma coerência deles, mesmo que conceitual, é perda de tempo. E cabe notar que o próprio termo é historicamente “vago”, como deixa claro um dos mais eruditos estudiosos desse conceito, Stanley George Payne.
Mas para a referida “professora” e seus pares o termo serve, em qualquer ocasião, para atacar aquele que não concorde com o que eles sustentam, algo que em lógica é conhecido como falácia ad hominem: se não posso atacar o argumento do oponente, então o ofendo atacando sua pessoa. E o uso que ela e seus pares fazem desse termo visa causar um efeito emotivo. Afinal, não parece bom algo (nesse caso, alguém) que possa ser chamado de “fascista”, não é mesmo?
Logo, esse é um termo que eles “tiram da manga” como um trunfo, dado não terem algo mais adequado para oferecer, como argumentos, por exemplo. Mas prosseguindo na descrição da manifestação da referida professora, ela segue sua incitação ao ódio (à agressão, ao assassinato) declarando:
“quero arrebentar um fascista a pau” ... “recomendo em fascistas só avoadora na cara, nos peitos, nas bolas, na alma... fascistas tem de morrer um a um... e me inscrevo para essa missão... tô de saco cheio de pacifismo e bom comportamento... morte aos fascistas”.
Essas são algumas das “pérolas” da referida professora. Não parece ser algo escrito por alguém que leciona em uma universidade. Mas é uma professora de história. Ou seja, estamos nas humanidades. E esse é precisamente o ponto.
Tendo isso em mente, respondi ao aluno que minha posição sobre o fim do curso de filosofia (e dos demais cursos referidos) era paradoxal. Em primeiro lugar, e mais importante, considero que as ‘Humanidades’ são parte fundamental, o principal pilar, das universidades. Mas estou falando, aqui, dos fundamentos da universidade.
Em uma breve incursão histórica identificamos os princípios que estimularam o surgimento e desenvolvimento das universidades na Europa Medieval. Vemos como as escolas, associações, corporações de ofícios, se transformaram nesse patrimônio de valor incomensurável para a humanidade, a saber na Universitas Magistrorum et Scholarium.
E vemos, também, que ela surge ligada às Ciências Humanas, que à época eram, de fato, Humanidades, diferentemente das “desumanidades” de hoje. Nesse sentido, elas estavam preocupadas (as universidades e Humanidades) com a formação humana. Entendia-se que a nossa plena realização humana envolvia formação. Por essa razão algumas “artes” surgiram, foram sistematizadas e desenvolvidas, como as “artes liberais” (Trivium e Quadrivium), descendentes da anterior ideia de Paideia, a qual remonta a autores gregos antigos como Pitágoras e Platão.
Não apenas isso, a universidade surge preocupada com a ‘Verdade’ (bem como com o ‘Bem’, com a Moral’, com a ‘Sabedoria’, etc), algo presente em muitos lemas de universidades centenárias, por exemplo na Europa e nos EUA. Lemas como “Veritas - Iustitia – Libertas”, “Die Wahrheit wird euch frei machen”, “Wissen schafft Brücken”, “In publica commoda”, “Treveris ex urbe Deus complet dona sophiae”, “Pour la Patrie, les Sciences et la Gloire”, “Amica veritas”, “Veritas et Justita”, “Sapientia Et Scientia”, “Veritas”, “Lux et veritas”, nos mostram precisamente os pilares sobre os quais foram erigidas as universidades, as quais brotaram da preocupação com tais valores expressos em seus mottos.
Não apenas isso, elas assoalharam o caminho para a civilização. Assim, o desenvolvimento das “artes liberais” no medievo foi uma forma de resgatar a ideia Greco-romana de Paideia, de ‘formação’.
Por essa razão são fomentadas aquelas “artes” que, segundo autores como Agostinho, aperfeiçoam a civilização (primeiramente aprimorando o indivíduo). Não apenas isso, as sete “artes liberais” (gramática, lógica e retórica, no Trivium, aritmética, geometria, música e astronomia no Quadrivium) tornariam o indivíduo livre. Dessa forma, não se trata de apenas um uso instrumental dessas “artes”. O propósito é, em certo sentido, mais abstrato: tornar-nos livres e mais humanos (o que nos conduz à felicidade, entendida aqui em um sentido aristotélico/tomista, isto é, como “plena realização humana”). Essa formação seria essencial à formação universitária.
Portanto, a formação nas “artes liberais” envolve, em grande medida, o desenvolvimento de nossas habilidades cognitivas e morais. Somente após desenvolvermos essas habilidades estamos prontos para a formação universitária.
Todavia, desafortunadamente, “Verdade” (como os demais conceitos que outrora inspiraram o surgimento das Universidades) passou a ser um termo assignificativo, vazio, e, mesmo, “politicamente incorreto”, especialmente em uma cultura acadêmica que fomenta o relativismo (sobretudo, e ironicamente, nas humanidades). Tais conceitos hoje repousam quase exclusivamente em seus lemas, não servindo mais como inspiração para o que se faz no interior dessas “universidades” (especialmente nas “humanidades”).
Isso faz parte da degenerescência das humanidades e, hoje, também da universidade de maneira geral, embora algumas áreas estejam, apesar de tudo, avançando no progresso de suas pesquisas. Aqui na UFPEL destaca-se a pesquisa na área da Epidemiologia, por exemplo, a qual é referência internacional, dada sua seriedade e preocupação com a Verdade.
Com efeito, a exortação ao ódio, à agressão e ao homicídio, no caso da tal professora de história, só é possível (com a leniência institucional da própria UFPEL, sob o título de “liberdade de cátedra” ou “liberdade acadêmica”) porque estamos em um processo de decadência intelectual e moral há décadas.
É somente porque a própria instituição está decaída que algo assim ocorre nela e é aceito, inclusive, pela administração superior (embora certamente a maioria dos estudantes e professores repudie tal ato: o senso moral é, afinal, parte do senso comum). Há muito tempo a universidade e as humanidades estão distantes de seus fundamentos, especialmente essas últimas.
E isso me leva ao outro aspecto de minha resposta ao aluno. Se por um lado eu defendo a importância das Humanidades na universidade, por outro compreendo as iniciativas para se eliminar tais cursos.
Embora esteja em um curso que seria afetado diretamente por tal medida, me sinto impelido pelo bom senso a conceder aos nossos algozes que eles estão certos em considerar que há desperdício de recursos públicos e tempo nas humanidades. E isso não apenas pelas universidades, mas, mesmo, por agências de fomento. Exemplos?
Em 2014 houve alguma repercussão nacional do desfecho de um evento realizado, com recursos públicos, na Universidade Federal Fluminense (UFF), intitulado “Corpo e resistência — 2º seminário de investigação & criação”.
O “evento” foi encerrado com a festa “Xereca Satânik”, na qual, dentre as diversas bizarrices ocorridas, uma militante feminista costurou a vagina após enfiar em seu interior uma bandeira do Brasil.
Além disso, temos teses e dissertações (muitas com fomento estatal) que vão desde a trajetória intelectual de Mano Brown (Unicamp), passando pela discussão das “interações homoeróticas em banheiros públicos” (UFBA), até a “grande pensadora contemporânea Valesca Popozuda” (UFF).
Basta uma breve visita a repositórios de dissertações e teses na área das humanidades, e isso nas diversas universidades (especialmente nas públicas), para que tenhamos uma ideia do atual estado de coisas. O princípio adotado nesse tipo de dissertação e tese é claro: quanto mais agressivo à inteligência e ao senso moral (e, mesmo, estético), tanto melhor. Não surpreende que isso tenha efeito na avaliação de nossas pós-graduações. Na avaliação realizada pela CAPES referente ao quadriênio 2013-2017 todas as áreas tiveram um crescimento em programas de pós-graduação de excelência, exceto as humanidades (na área de ciências humanas).
A área das “ciências” (termo que muitas vezes lhe é atribuído meramente por mera cortesia) humanas o crescimento foi “zero”. Enquanto as ciências exatas, a física, a biologia, crescem, decrescem as humanidades. Trata-se da mais abjeta estultificação dos estudantes, que são diuturnamente colocados sob discursos que vão contra seu bom senso e sua bússola moral. E tudo isso em nome de algumas ideologias e posições político-partidárias. Por essa razão abundam atualmente eventos, disciplinas, etc, sobre ‘ideologia de gênero’, ‘construção do saber” (como se não houvesse Verdade), e, é claro, sobre o suposto “golpe de 2016”, um tema mais na moda no atual momento.
Sem entrar no mérito do tema, o que demandaria profundo conhecimento não apenas de filosofia política, mas de direito constitucional e de outras questões atinentes ao caso e seu desdobramento na Câmara dos Deputados e no Senado Federal (muito desse processo, aliás, está descrito em Impeachment - O julgamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado Federal, editado em 2016 pelo Senado Federal e disponível em seu site) eis um exemplo de como “construir uma narrativa” sem qualquer preocupação com os fatos, sem qualquer honestidade intelectual.
Aqui na UFPEL, tal como está ocorrendo em outras IES, haverá um seminário sobre o tema. E ele foi intitulado justamente “O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil”. Trata-se um típico evento panfletário. Aliás, curiosamente a referida professora “natural Born killer” vai participar do evento. Pergunto-me o que ocorreria se alguém decidisse participar e questionar a tese/ “narrativa” (infundada: se ela possui algum fundamento eles ainda não o apresentaram) do “golpe”.
Receberia uma “voadora” “na alma”, “nas bolas”? Seria morto? Aliás, basta vermos a programação para percebermos que o tal seminário reproduzirá o tradicional discurso sobre os males do capitalismo, da malignidade do pensamento liberal, da ardilosa conspiração das “elites”, bem como, não poderia faltar, vão discutir também questões de gênero, direitos dos povos indígenas, imperialismo estadunidense e roubo de nossas riquezas naturais, etc.
Não tenho dúvidas de que vão também defender e enaltecer a “democracia”, o “pluralismo”, a “inclusão”, os quais, aliás, não se aplicam àqueles que não comungam de suas posições. Quase todos os temas clássicos, e já nauseantes, do universo das (des)humanidades estarão lá. E tudo sob a ideia geral de um “golpe”, o qual já está assumido como dado sem necessidade de qualquer justificação. Trata-se de um dogma já assimilado. Afinal, justificar tal tese demandaria estudo, pesquisa. Logo, é mais cômodo assumir a tese que se quer, independentemente de se ela se fundamenta ou não, e, então, “construí-la”.
E tal evento foi justificado, inclusive, pela administração da UFPEL, em nome, novamente, da “liberdade de expressão”, o que aponta para um total desconhecimento do que seja “liberdade de expressão”.
Aliás, essa ideia (“liberdade de expressão”) tem sido usada como um mantra que não denota coisa alguma (sendo, aqui, um pseudoconceito - assignificativo) especialmente quando são defendidas ideias de Esquerda (notem que tal direito não vale, por exemplo, para os estudantes da tal professora, os quais teriam causado tanto ódio nela em virtude de simpatizarem com ideias liberais e não considerarem que houve “golpe” em 2016. Eles cometeram aquele “crime” descrito no livro “1984”: um Thoughtcrime).
Mas em sua longa história, a qual podemos remontar à antiguidade grega, a ideia mesma de liberdade de expressão sempre esteve ligada a outras ideias fundamentais: “busca pela verdade” e “responsabilidade”. Noutros termos, temos, sim, liberdade de expressão. Mas temos esse direito em nossa “busca pela verdade” (a qual não é simplesmente o que gostaríamos que fosse o caso: muitas vezes a verdade conflita com o que queremos), e a ela está conectada a “responsabilidade” pelo que dizemos. Isso exclui, obviamente, discursos de ódio, como o da citada professora.
Há, pois, uma diferença entre um discurso de ódio e o uso da liberdade de expressão. Uma coisa é usarmos nossa liberdade de expressão para argumentarmos contra o sistema de cotas raciais, por exemplo. Outra coisa bem diferente é discursarmos em defesa da escravidão, do racismo. Apenas um psicopata não vê a diferença, tal ocorre quando é demandada a morte daqueles cujas ideias não se aceita (repudiando o “pacifismo”, nos termos da própria professora).
Nesse caso, da psicopatologia, não se pretende combater ideias, mas causar a morte daqueles que as possuem e defendem. Isso é psicopatologia pura e simples, o que aponta não apenas para a corrupção de algumas mentes, mas também das instituições que sustentam essas mentalidades.
Tais indivíduos e, eventualmente, instituições, seguem rigorosamente alguns princípios que encontramos em “1984”, de George Orwell: “He who controls the past controls the future. He who controls the present controls the past.” “War is peace. Freedom is slavery. Ignorance is strength.”
Trata-se de simplesmente criar uma narrativa e torná-la aceitável .. assentá-la no imaginário popular, especialmente do acadêmico (que acabará influenciando o senso comum em algum momento. Trata-se, como podemos depreender das palavras da tal professora, de incitar ao ódio e à violência como forma de gerar a paz ou algum outro bem (nos termos de Orwell esse é o “duplipensar”: “Doublethink means the power of holding two contradictory beliefs in one’s mind simultaneously, and accepting both of them”).
Notem que boa parte desses cursos - licenciaturas - forma professores. Qualquer ideia que se oponha a certas teses configura um “Thoughtcrime”: um crime de pensamento. Esse é o “delito” do suposto “fascista” (ou “coxinha”). Ele comete um Thoughtcrime. E logo será objeto de perseguição pela Thinkpol (Thought Police), a “polícia do pensamento”. Nesse momento parece, pelas palavras da dita professora e seus seguidores, que tal crime deve ser passível de pena capital (a qual, curiosamente, eles consideram – e nisso estamos em acordo – não se aplicar a criminosos homicidas).
Assim, as Humanidades, que pavimentaram o caminho para o avanço civilizatório, são, hoje, ironicamente, a causa de retrocesso nesse processo civilizatório. Em verdade, hoje elas colocam em risco os pilares da civilização ocidental, tendo já causado diversas rachaduras em seus pilares.
Assim, os acontecimentos nessas áreas nas últimas décadas deveriam servir para que resgatássemos, e reafirmássemos, os seus fundamentos. Voltemos aos clássicos, ao que é perene, às “artes liberais”, voltemos aos pilares da civilização. Ou fazemos isso ou nos aprofundaremos na barbárie vigente.
Tal aprofundamento na barbárie me faz considerar que o fim das “humanidades” pode ser a salvação da Humanidade. Ou o adiamento de seu fim. Dito de outra maneira, ou esses acontecimentos nos conduzem a uma reflexão imparcial ou as humanidades se tornam indefensáveis. Eis em que consiste o caráter paradoxal de minha opinião.
* Carlos Adriano Ferraz é professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), sendo também coordenador adjunto do Programa de Pós-Graduação em Filosofia na mesma Instituição. Doutor em Filosofia pela PUC-RS, fez estágio doutoral junto ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da State University Of New York (SUNY).
Fonte: Gazeta do Povo
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Imaginei que em algum momento, inevitavelmente, essa questão surgiria em alguma de minhas aulas. Ela expressa uma preocupação legítima, especialmente motivada por dúvidas sobre o futuro campo de trabalho desses estudantes que estamos formando.
Há outras razões também, mas essa me parece uma das mais presentes nas conversas entre os estudantes. O interessante é que essa questão me foi colocada no exato momento em que aqui na UFPEL uma professora do curso de história foi às redes sociais para conclamar seus simpatizantes a hostilizar, agredir e, inclusive, matar todos os que não se alinham à sua ideologia (de esquerda: aquela que sustenta o suposto “golpe de 2016” e a “prisão política” de sua deidade, o hoje justamente encarcerado Lula).
Aos olhos dela e dos seus pares, todo aquele que não concorde com eles é “fascista”. Esse é um termo geral que eles usam para ‘liberais’, ‘conservadores’, ‘estudantes que realmente se dedicam aos estudos e se preocupam com o futuro’, ‘professores que preparam suas aulas com diligência’, ‘trabalhadores preocupados em pagar suas contas no final mês’, ‘empreendedores’, etc.
Quando não usam o termo ‘fascista’ eles usam um termo mais edulcorado: ‘coxinha’. A escolha do termo, penso, reflete seu grau de ódio em um dado momento. Mas mesmo no uso que eles fazem do termo há uma imprecisão. Não creio que eles próprios tenham clareza sobre o que exatamente pretendem denotar com esse conceito de ‘fascista’. A motivação deles é apenas agredir o adversário. Portanto, demandar alguma coerência deles, mesmo que conceitual, é perda de tempo. E cabe notar que o próprio termo é historicamente “vago”, como deixa claro um dos mais eruditos estudiosos desse conceito, Stanley George Payne.
Mas para a referida “professora” e seus pares o termo serve, em qualquer ocasião, para atacar aquele que não concorde com o que eles sustentam, algo que em lógica é conhecido como falácia ad hominem: se não posso atacar o argumento do oponente, então o ofendo atacando sua pessoa. E o uso que ela e seus pares fazem desse termo visa causar um efeito emotivo. Afinal, não parece bom algo (nesse caso, alguém) que possa ser chamado de “fascista”, não é mesmo?
Logo, esse é um termo que eles “tiram da manga” como um trunfo, dado não terem algo mais adequado para oferecer, como argumentos, por exemplo. Mas prosseguindo na descrição da manifestação da referida professora, ela segue sua incitação ao ódio (à agressão, ao assassinato) declarando:
“quero arrebentar um fascista a pau” ... “recomendo em fascistas só avoadora na cara, nos peitos, nas bolas, na alma... fascistas tem de morrer um a um... e me inscrevo para essa missão... tô de saco cheio de pacifismo e bom comportamento... morte aos fascistas”.
Essas são algumas das “pérolas” da referida professora. Não parece ser algo escrito por alguém que leciona em uma universidade. Mas é uma professora de história. Ou seja, estamos nas humanidades. E esse é precisamente o ponto.
Tendo isso em mente, respondi ao aluno que minha posição sobre o fim do curso de filosofia (e dos demais cursos referidos) era paradoxal. Em primeiro lugar, e mais importante, considero que as ‘Humanidades’ são parte fundamental, o principal pilar, das universidades. Mas estou falando, aqui, dos fundamentos da universidade.
Em uma breve incursão histórica identificamos os princípios que estimularam o surgimento e desenvolvimento das universidades na Europa Medieval. Vemos como as escolas, associações, corporações de ofícios, se transformaram nesse patrimônio de valor incomensurável para a humanidade, a saber na Universitas Magistrorum et Scholarium.
E vemos, também, que ela surge ligada às Ciências Humanas, que à época eram, de fato, Humanidades, diferentemente das “desumanidades” de hoje. Nesse sentido, elas estavam preocupadas (as universidades e Humanidades) com a formação humana. Entendia-se que a nossa plena realização humana envolvia formação. Por essa razão algumas “artes” surgiram, foram sistematizadas e desenvolvidas, como as “artes liberais” (Trivium e Quadrivium), descendentes da anterior ideia de Paideia, a qual remonta a autores gregos antigos como Pitágoras e Platão.
Não apenas isso, a universidade surge preocupada com a ‘Verdade’ (bem como com o ‘Bem’, com a Moral’, com a ‘Sabedoria’, etc), algo presente em muitos lemas de universidades centenárias, por exemplo na Europa e nos EUA. Lemas como “Veritas - Iustitia – Libertas”, “Die Wahrheit wird euch frei machen”, “Wissen schafft Brücken”, “In publica commoda”, “Treveris ex urbe Deus complet dona sophiae”, “Pour la Patrie, les Sciences et la Gloire”, “Amica veritas”, “Veritas et Justita”, “Sapientia Et Scientia”, “Veritas”, “Lux et veritas”, nos mostram precisamente os pilares sobre os quais foram erigidas as universidades, as quais brotaram da preocupação com tais valores expressos em seus mottos.
Não apenas isso, elas assoalharam o caminho para a civilização. Assim, o desenvolvimento das “artes liberais” no medievo foi uma forma de resgatar a ideia Greco-romana de Paideia, de ‘formação’.
Por essa razão são fomentadas aquelas “artes” que, segundo autores como Agostinho, aperfeiçoam a civilização (primeiramente aprimorando o indivíduo). Não apenas isso, as sete “artes liberais” (gramática, lógica e retórica, no Trivium, aritmética, geometria, música e astronomia no Quadrivium) tornariam o indivíduo livre. Dessa forma, não se trata de apenas um uso instrumental dessas “artes”. O propósito é, em certo sentido, mais abstrato: tornar-nos livres e mais humanos (o que nos conduz à felicidade, entendida aqui em um sentido aristotélico/tomista, isto é, como “plena realização humana”). Essa formação seria essencial à formação universitária.
Portanto, a formação nas “artes liberais” envolve, em grande medida, o desenvolvimento de nossas habilidades cognitivas e morais. Somente após desenvolvermos essas habilidades estamos prontos para a formação universitária.
Todavia, desafortunadamente, “Verdade” (como os demais conceitos que outrora inspiraram o surgimento das Universidades) passou a ser um termo assignificativo, vazio, e, mesmo, “politicamente incorreto”, especialmente em uma cultura acadêmica que fomenta o relativismo (sobretudo, e ironicamente, nas humanidades). Tais conceitos hoje repousam quase exclusivamente em seus lemas, não servindo mais como inspiração para o que se faz no interior dessas “universidades” (especialmente nas “humanidades”).
Isso faz parte da degenerescência das humanidades e, hoje, também da universidade de maneira geral, embora algumas áreas estejam, apesar de tudo, avançando no progresso de suas pesquisas. Aqui na UFPEL destaca-se a pesquisa na área da Epidemiologia, por exemplo, a qual é referência internacional, dada sua seriedade e preocupação com a Verdade.
Com efeito, a exortação ao ódio, à agressão e ao homicídio, no caso da tal professora de história, só é possível (com a leniência institucional da própria UFPEL, sob o título de “liberdade de cátedra” ou “liberdade acadêmica”) porque estamos em um processo de decadência intelectual e moral há décadas.
É somente porque a própria instituição está decaída que algo assim ocorre nela e é aceito, inclusive, pela administração superior (embora certamente a maioria dos estudantes e professores repudie tal ato: o senso moral é, afinal, parte do senso comum). Há muito tempo a universidade e as humanidades estão distantes de seus fundamentos, especialmente essas últimas.
E isso me leva ao outro aspecto de minha resposta ao aluno. Se por um lado eu defendo a importância das Humanidades na universidade, por outro compreendo as iniciativas para se eliminar tais cursos.
Embora esteja em um curso que seria afetado diretamente por tal medida, me sinto impelido pelo bom senso a conceder aos nossos algozes que eles estão certos em considerar que há desperdício de recursos públicos e tempo nas humanidades. E isso não apenas pelas universidades, mas, mesmo, por agências de fomento. Exemplos?
Em 2014 houve alguma repercussão nacional do desfecho de um evento realizado, com recursos públicos, na Universidade Federal Fluminense (UFF), intitulado “Corpo e resistência — 2º seminário de investigação & criação”.
O “evento” foi encerrado com a festa “Xereca Satânik”, na qual, dentre as diversas bizarrices ocorridas, uma militante feminista costurou a vagina após enfiar em seu interior uma bandeira do Brasil.
Além disso, temos teses e dissertações (muitas com fomento estatal) que vão desde a trajetória intelectual de Mano Brown (Unicamp), passando pela discussão das “interações homoeróticas em banheiros públicos” (UFBA), até a “grande pensadora contemporânea Valesca Popozuda” (UFF).
Basta uma breve visita a repositórios de dissertações e teses na área das humanidades, e isso nas diversas universidades (especialmente nas públicas), para que tenhamos uma ideia do atual estado de coisas. O princípio adotado nesse tipo de dissertação e tese é claro: quanto mais agressivo à inteligência e ao senso moral (e, mesmo, estético), tanto melhor. Não surpreende que isso tenha efeito na avaliação de nossas pós-graduações. Na avaliação realizada pela CAPES referente ao quadriênio 2013-2017 todas as áreas tiveram um crescimento em programas de pós-graduação de excelência, exceto as humanidades (na área de ciências humanas).
A área das “ciências” (termo que muitas vezes lhe é atribuído meramente por mera cortesia) humanas o crescimento foi “zero”. Enquanto as ciências exatas, a física, a biologia, crescem, decrescem as humanidades. Trata-se da mais abjeta estultificação dos estudantes, que são diuturnamente colocados sob discursos que vão contra seu bom senso e sua bússola moral. E tudo isso em nome de algumas ideologias e posições político-partidárias. Por essa razão abundam atualmente eventos, disciplinas, etc, sobre ‘ideologia de gênero’, ‘construção do saber” (como se não houvesse Verdade), e, é claro, sobre o suposto “golpe de 2016”, um tema mais na moda no atual momento.
Sem entrar no mérito do tema, o que demandaria profundo conhecimento não apenas de filosofia política, mas de direito constitucional e de outras questões atinentes ao caso e seu desdobramento na Câmara dos Deputados e no Senado Federal (muito desse processo, aliás, está descrito em Impeachment - O julgamento da presidente Dilma Rousseff pelo Senado Federal, editado em 2016 pelo Senado Federal e disponível em seu site) eis um exemplo de como “construir uma narrativa” sem qualquer preocupação com os fatos, sem qualquer honestidade intelectual.
Aqui na UFPEL, tal como está ocorrendo em outras IES, haverá um seminário sobre o tema. E ele foi intitulado justamente “O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil”. Trata-se um típico evento panfletário. Aliás, curiosamente a referida professora “natural Born killer” vai participar do evento. Pergunto-me o que ocorreria se alguém decidisse participar e questionar a tese/ “narrativa” (infundada: se ela possui algum fundamento eles ainda não o apresentaram) do “golpe”.
Receberia uma “voadora” “na alma”, “nas bolas”? Seria morto? Aliás, basta vermos a programação para percebermos que o tal seminário reproduzirá o tradicional discurso sobre os males do capitalismo, da malignidade do pensamento liberal, da ardilosa conspiração das “elites”, bem como, não poderia faltar, vão discutir também questões de gênero, direitos dos povos indígenas, imperialismo estadunidense e roubo de nossas riquezas naturais, etc.
Não tenho dúvidas de que vão também defender e enaltecer a “democracia”, o “pluralismo”, a “inclusão”, os quais, aliás, não se aplicam àqueles que não comungam de suas posições. Quase todos os temas clássicos, e já nauseantes, do universo das (des)humanidades estarão lá. E tudo sob a ideia geral de um “golpe”, o qual já está assumido como dado sem necessidade de qualquer justificação. Trata-se de um dogma já assimilado. Afinal, justificar tal tese demandaria estudo, pesquisa. Logo, é mais cômodo assumir a tese que se quer, independentemente de se ela se fundamenta ou não, e, então, “construí-la”.
E tal evento foi justificado, inclusive, pela administração da UFPEL, em nome, novamente, da “liberdade de expressão”, o que aponta para um total desconhecimento do que seja “liberdade de expressão”.
Aliás, essa ideia (“liberdade de expressão”) tem sido usada como um mantra que não denota coisa alguma (sendo, aqui, um pseudoconceito - assignificativo) especialmente quando são defendidas ideias de Esquerda (notem que tal direito não vale, por exemplo, para os estudantes da tal professora, os quais teriam causado tanto ódio nela em virtude de simpatizarem com ideias liberais e não considerarem que houve “golpe” em 2016. Eles cometeram aquele “crime” descrito no livro “1984”: um Thoughtcrime).
Mas em sua longa história, a qual podemos remontar à antiguidade grega, a ideia mesma de liberdade de expressão sempre esteve ligada a outras ideias fundamentais: “busca pela verdade” e “responsabilidade”. Noutros termos, temos, sim, liberdade de expressão. Mas temos esse direito em nossa “busca pela verdade” (a qual não é simplesmente o que gostaríamos que fosse o caso: muitas vezes a verdade conflita com o que queremos), e a ela está conectada a “responsabilidade” pelo que dizemos. Isso exclui, obviamente, discursos de ódio, como o da citada professora.
Há, pois, uma diferença entre um discurso de ódio e o uso da liberdade de expressão. Uma coisa é usarmos nossa liberdade de expressão para argumentarmos contra o sistema de cotas raciais, por exemplo. Outra coisa bem diferente é discursarmos em defesa da escravidão, do racismo. Apenas um psicopata não vê a diferença, tal ocorre quando é demandada a morte daqueles cujas ideias não se aceita (repudiando o “pacifismo”, nos termos da própria professora).
Nesse caso, da psicopatologia, não se pretende combater ideias, mas causar a morte daqueles que as possuem e defendem. Isso é psicopatologia pura e simples, o que aponta não apenas para a corrupção de algumas mentes, mas também das instituições que sustentam essas mentalidades.
Tais indivíduos e, eventualmente, instituições, seguem rigorosamente alguns princípios que encontramos em “1984”, de George Orwell: “He who controls the past controls the future. He who controls the present controls the past.” “War is peace. Freedom is slavery. Ignorance is strength.”
Trata-se de simplesmente criar uma narrativa e torná-la aceitável .. assentá-la no imaginário popular, especialmente do acadêmico (que acabará influenciando o senso comum em algum momento. Trata-se, como podemos depreender das palavras da tal professora, de incitar ao ódio e à violência como forma de gerar a paz ou algum outro bem (nos termos de Orwell esse é o “duplipensar”: “Doublethink means the power of holding two contradictory beliefs in one’s mind simultaneously, and accepting both of them”).
Notem que boa parte desses cursos - licenciaturas - forma professores. Qualquer ideia que se oponha a certas teses configura um “Thoughtcrime”: um crime de pensamento. Esse é o “delito” do suposto “fascista” (ou “coxinha”). Ele comete um Thoughtcrime. E logo será objeto de perseguição pela Thinkpol (Thought Police), a “polícia do pensamento”. Nesse momento parece, pelas palavras da dita professora e seus seguidores, que tal crime deve ser passível de pena capital (a qual, curiosamente, eles consideram – e nisso estamos em acordo – não se aplicar a criminosos homicidas).
Assim, as Humanidades, que pavimentaram o caminho para o avanço civilizatório, são, hoje, ironicamente, a causa de retrocesso nesse processo civilizatório. Em verdade, hoje elas colocam em risco os pilares da civilização ocidental, tendo já causado diversas rachaduras em seus pilares.
Assim, os acontecimentos nessas áreas nas últimas décadas deveriam servir para que resgatássemos, e reafirmássemos, os seus fundamentos. Voltemos aos clássicos, ao que é perene, às “artes liberais”, voltemos aos pilares da civilização. Ou fazemos isso ou nos aprofundaremos na barbárie vigente.
Tal aprofundamento na barbárie me faz considerar que o fim das “humanidades” pode ser a salvação da Humanidade. Ou o adiamento de seu fim. Dito de outra maneira, ou esses acontecimentos nos conduzem a uma reflexão imparcial ou as humanidades se tornam indefensáveis. Eis em que consiste o caráter paradoxal de minha opinião.
* Carlos Adriano Ferraz é professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), sendo também coordenador adjunto do Programa de Pós-Graduação em Filosofia na mesma Instituição. Doutor em Filosofia pela PUC-RS, fez estágio doutoral junto ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da State University Of New York (SUNY).
Fonte: Gazeta do Povo
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domingo, 15 de abril de 2018
VILLA LOBOS - Prélude n.3
Young British Guitarist Alexandra Whittingham plays Heitor Villa-Lobos' Prelude No. 3.
Filmed in the Medeival town of Puy-l'Eveque, South-West France.
quinta-feira, 5 de abril de 2018
Anistia Internacional repudia declaração de General Villas Boas
A Anistia Internacional divulgou uma nota de repúdio às declaração do comandante do Exército, o general Villas Boas. Para a organização, a fala do militar é uma "afronta à independência dos poderes", além de sinalizar uma ameaça ao estado democrático.
A Anistia lembra que já havia manifestado sua preocupação com o uso das Forças Armadas como política de segurança pública. Ela lembra que a impunidade aos militares, que cometeram crimes durante a ditadura civil-militar, estimula a violência dos agentes do estado nos tempos atuais.
Além disso, a organização diz que Villas Boas foi contraditório ao se dizer "contra a impunidade", já que defendeu a não instauração de uma nova Comissão da Verdade durante a intervenção no Rio, que possivelmente investigaria os crimes cometidos pelo Exército.
Na véspera de julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta, o general faz declaração nas redes sociais que repudia "a impunidade". Ele disse também que o Exército está ainda "atento às suas missões institucionais", sem detalhar a expressão.
Leia o texto na íntegra:
A Anistia Internacional vem a público manifestar seu repúdio às declarações do Comandante do Exército General Villas Boas. As declarações do General são uma grave afronta à independência dos poderes, ao devido processo legal, uma ameaça ao estado democrático de direito e sinalizam um desvio do papel das Forças Armadas no Brasil.
A Anistia Internacional já havia manifestado sua preocupação com o crescente uso das Forças Armadas como política de segurança pública. O avanço do militarismo através das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e, mais recentemente, com a intervenção federal no Rio de Janeiro são uma ameaça crescente ao estado democrático de direito.
Esse contexto foi agravado diante de declarações das Forças Armadas de que precisavam de garantias legais para atuarem em ações de segurança pública sem que fossem julgados em tribunais civis por ilegalidades ou abusos cometidos. Ainda, a aprovação e sanção da Lei 13.491/2017, que entrou em vigor dia 16 de outubro de 2017, transferiu para a justiça militar os crimes cometidos por militares contra civis em operações de GLO. Esse foi já um passo assegurado pelos militares para garantir impunidade por crimes que possivelmente já tinham a intenção de cometer.
Não obstante a aprovação da Lei 13.491/2017, o General Villas Boas afirmou ainda que os militares precisavam de garantias de que não haveria uma nova "comissão da verdade" no futuro. Tal afirmação revela novamente a predisposição das Forças Armadas a alimentar o ciclo de impunidade, já que possíveis graves violações de direitos humanos ficariam sem julgamento.
Cabe lembrar ainda que a impunidade dos graves crimes e violações de direitos cometidos pelas forças armadas é uma das feridas abertas na histórias recente brasileira. O Brasil nunca julgou ou responsabilizou os militares e agentes do estado que cometeram execuções, desaparecimentos forçados, tortura, estupros, e todo tipo de violações durante o regime militar.
A impunidade dos crimes cometidos pelos militares e agentes do estado no passado alimenta e estimula a violência dos agentes do estado e militares no presente.
Este é um momento crucial na história do país. A Anistia Internacional se posiciona fortemente contra o militarismo, contra o desvio de função das Forças Armadas e abuso do uso da força, contra a impunidade das graves violações cometidas pelos agentes do estado. A sociedade brasileira precisa se posicionar a favor do estado democrático de direito, do devido processo legal e da garantia dos direitos humanos.
FONTE >>>>
A Anistia lembra que já havia manifestado sua preocupação com o uso das Forças Armadas como política de segurança pública. Ela lembra que a impunidade aos militares, que cometeram crimes durante a ditadura civil-militar, estimula a violência dos agentes do estado nos tempos atuais.
Além disso, a organização diz que Villas Boas foi contraditório ao se dizer "contra a impunidade", já que defendeu a não instauração de uma nova Comissão da Verdade durante a intervenção no Rio, que possivelmente investigaria os crimes cometidos pelo Exército.
Na véspera de julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta, o general faz declaração nas redes sociais que repudia "a impunidade". Ele disse também que o Exército está ainda "atento às suas missões institucionais", sem detalhar a expressão.
Leia o texto na íntegra:
A Anistia Internacional vem a público manifestar seu repúdio às declarações do Comandante do Exército General Villas Boas. As declarações do General são uma grave afronta à independência dos poderes, ao devido processo legal, uma ameaça ao estado democrático de direito e sinalizam um desvio do papel das Forças Armadas no Brasil.
A Anistia Internacional já havia manifestado sua preocupação com o crescente uso das Forças Armadas como política de segurança pública. O avanço do militarismo através das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e, mais recentemente, com a intervenção federal no Rio de Janeiro são uma ameaça crescente ao estado democrático de direito.
Esse contexto foi agravado diante de declarações das Forças Armadas de que precisavam de garantias legais para atuarem em ações de segurança pública sem que fossem julgados em tribunais civis por ilegalidades ou abusos cometidos. Ainda, a aprovação e sanção da Lei 13.491/2017, que entrou em vigor dia 16 de outubro de 2017, transferiu para a justiça militar os crimes cometidos por militares contra civis em operações de GLO. Esse foi já um passo assegurado pelos militares para garantir impunidade por crimes que possivelmente já tinham a intenção de cometer.
Não obstante a aprovação da Lei 13.491/2017, o General Villas Boas afirmou ainda que os militares precisavam de garantias de que não haveria uma nova "comissão da verdade" no futuro. Tal afirmação revela novamente a predisposição das Forças Armadas a alimentar o ciclo de impunidade, já que possíveis graves violações de direitos humanos ficariam sem julgamento.
Cabe lembrar ainda que a impunidade dos graves crimes e violações de direitos cometidos pelas forças armadas é uma das feridas abertas na histórias recente brasileira. O Brasil nunca julgou ou responsabilizou os militares e agentes do estado que cometeram execuções, desaparecimentos forçados, tortura, estupros, e todo tipo de violações durante o regime militar.
A impunidade dos crimes cometidos pelos militares e agentes do estado no passado alimenta e estimula a violência dos agentes do estado e militares no presente.
Este é um momento crucial na história do país. A Anistia Internacional se posiciona fortemente contra o militarismo, contra o desvio de função das Forças Armadas e abuso do uso da força, contra a impunidade das graves violações cometidas pelos agentes do estado. A sociedade brasileira precisa se posicionar a favor do estado democrático de direito, do devido processo legal e da garantia dos direitos humanos.
FONTE >>>>
quinta-feira, 29 de março de 2018
segunda-feira, 26 de março de 2018
PRENÚNCIOS SOMBRIOS - Tau Golin
A OPERAÇÃO FACEBOOK DO FASCISMO
O fascismo, além da histeria das ruas, está operando em diversas frentes. Inoculam vírus pela rede de computadores nas máquinas de quem não compactua com sua barbárie, seja de esquerda, ou qualquer cidadão que defende traquejos de convivência republicana. Todo o embate serve para eles, suas táticas anticidadãs espalham-se como uma fedentina de péssimo agouro. Meus textos estão na preferência deles. Por exemplo, montaram uma rede de “denunciantes” que infestam o Facebook, “denunciando” toda a manifestação crítica, cobertura jornalística que não lhes convêm etc, como publicação fora dos “padrões da comunidade”.
Hoje já é o lulismo, os movimentos sociais, o jornalismo ilustrado e quem manifesta opinião crítica. Amanhã... bem, tudo indica que o futuro será menos auspicioso se esta gente continuar sem freio. Todo o texto que eles bloquearem vamos denunciar e republicar como nossos, indicando o autor no final, não permitindo, assim, que eles cheguem a uma só origem pelo “compartilhamento”.
O fascismo conseguiu bloquear meu texto abaixo. Republiquem como se fosse de vocês e não pelo sistema de compartilhamento. Não passarão!!!
O fascismo, além da histeria das ruas, está operando em diversas frentes. Inoculam vírus pela rede de computadores nas máquinas de quem não compactua com sua barbárie, seja de esquerda, ou qualquer cidadão que defende traquejos de convivência republicana. Todo o embate serve para eles, suas táticas anticidadãs espalham-se como uma fedentina de péssimo agouro. Meus textos estão na preferência deles. Por exemplo, montaram uma rede de “denunciantes” que infestam o Facebook, “denunciando” toda a manifestação crítica, cobertura jornalística que não lhes convêm etc, como publicação fora dos “padrões da comunidade”.
Hoje já é o lulismo, os movimentos sociais, o jornalismo ilustrado e quem manifesta opinião crítica. Amanhã... bem, tudo indica que o futuro será menos auspicioso se esta gente continuar sem freio. Todo o texto que eles bloquearem vamos denunciar e republicar como nossos, indicando o autor no final, não permitindo, assim, que eles cheguem a uma só origem pelo “compartilhamento”.
O fascismo conseguiu bloquear meu texto abaixo. Republiquem como se fosse de vocês e não pelo sistema de compartilhamento. Não passarão!!!
A DIFERENÇA ENTRE AS CARAVANAS DE LULA E BOLSONARO
A caravana de Lula pelo Rio Grande do Sul ainda vai produzir muitos trabalhos teóricos sobre o “desnível” de muitos grupos militantes para viver republicanamente em um pais democrático. Historicamente, a direita sempre foi violenta e covarde. O seu alimento é o ódio e suas próprias frustrações. As arruaças seu prazer. O que vemos é o alarido autoritário, a agressão gratuita, a negação de direitos elementares e constitucionais. Estas turbas que andam pelas ruas, alimentando as redes sociais, são marionetes de fascistas de longa história, que agora entram em êxtase com os acoos dos filhotes de suas ninhadas. São matilhas deste lúmpen ignorante e violento criado pelo autoritarismo. Está tudo com os conformes da história. São as classes sociais que dominam sociedades injustas e autoritárias, que criam a la farta os grupos abjetos de capangas, jagunços, lacaios, militantes abandidados, e correntes de ódios para impedir os direitos dos outros.
Há uma grande diferença com a esquerda em geral, com os republicanos e democratas.
Bolsonaro também fez a sua caravana recentemente pelo Rio Grande do Sul. Todo mundo conhece a sua história macabra e seus desejos de retorno do autoritarismo, negação de direitos republicanos, conquistas harmonizadoras das sociedades propostas pelos direitos humanos.
A caravana do Bolsonaro foi recebida efusivamente pelos seus correligionários. Fez sua pregação. Destilou ódios e mostrou sua vaga plataforma de um paizinho mixo de caserna. Todos que foram vítimas do que ele defende não foram perturbá-lo fisicamente e nem cercear o seu discurso. Os democratas e republicanos, a esquerda em geral e os movimentos sociais, inclusive com poder de mobilização muito maior que os apoiadores de Bolsonaro, não fizeram um só gesto para calá-lo ou impedir a sua mobilização. Vale lembrar que estes movimentos anti-Bolsonaro ultrapassam em muito o petismo.
Bolsonaro passou para deslumbre de seus partidários, deixou outdoors semeados com sua figura patética e ameaçadora; enormes audiovisuais reproduzem seu semblante ameaçador nas paredes dos prédios sem que tenha recebido uma pedrinha sequer...
As posturas radicalmente diferentes dos dois blocos constituem indicadores importantes sobre o Brasil que temos e, o mais assustador, a possibilidade de radicalizá-lo ainda mais no futuro. O que o anti-lulismo está fazendo é somente a antecipação de momentos ainda mais tensos e violentos. E tem revelado o quanto é torpe nas relações sociais e humanas, o quanto trabalha contra a formação de uma sociedade que divirja sob preceitos republicanos e democratas. (Tau Golin)
A caravana de Lula pelo Rio Grande do Sul ainda vai produzir muitos trabalhos teóricos sobre o “desnível” de muitos grupos militantes para viver republicanamente em um pais democrático. Historicamente, a direita sempre foi violenta e covarde. O seu alimento é o ódio e suas próprias frustrações. As arruaças seu prazer. O que vemos é o alarido autoritário, a agressão gratuita, a negação de direitos elementares e constitucionais. Estas turbas que andam pelas ruas, alimentando as redes sociais, são marionetes de fascistas de longa história, que agora entram em êxtase com os acoos dos filhotes de suas ninhadas. São matilhas deste lúmpen ignorante e violento criado pelo autoritarismo. Está tudo com os conformes da história. São as classes sociais que dominam sociedades injustas e autoritárias, que criam a la farta os grupos abjetos de capangas, jagunços, lacaios, militantes abandidados, e correntes de ódios para impedir os direitos dos outros.
Há uma grande diferença com a esquerda em geral, com os republicanos e democratas.
Bolsonaro também fez a sua caravana recentemente pelo Rio Grande do Sul. Todo mundo conhece a sua história macabra e seus desejos de retorno do autoritarismo, negação de direitos republicanos, conquistas harmonizadoras das sociedades propostas pelos direitos humanos.
A caravana do Bolsonaro foi recebida efusivamente pelos seus correligionários. Fez sua pregação. Destilou ódios e mostrou sua vaga plataforma de um paizinho mixo de caserna. Todos que foram vítimas do que ele defende não foram perturbá-lo fisicamente e nem cercear o seu discurso. Os democratas e republicanos, a esquerda em geral e os movimentos sociais, inclusive com poder de mobilização muito maior que os apoiadores de Bolsonaro, não fizeram um só gesto para calá-lo ou impedir a sua mobilização. Vale lembrar que estes movimentos anti-Bolsonaro ultrapassam em muito o petismo.
Bolsonaro passou para deslumbre de seus partidários, deixou outdoors semeados com sua figura patética e ameaçadora; enormes audiovisuais reproduzem seu semblante ameaçador nas paredes dos prédios sem que tenha recebido uma pedrinha sequer...
As posturas radicalmente diferentes dos dois blocos constituem indicadores importantes sobre o Brasil que temos e, o mais assustador, a possibilidade de radicalizá-lo ainda mais no futuro. O que o anti-lulismo está fazendo é somente a antecipação de momentos ainda mais tensos e violentos. E tem revelado o quanto é torpe nas relações sociais e humanas, o quanto trabalha contra a formação de uma sociedade que divirja sob preceitos republicanos e democratas. (Tau Golin)
domingo, 25 de março de 2018
BRASIL EMPATA NO ÚLTIMO MINUTO - CORREIO DO POVO
Foto: Ricardo Giusti
Transcrevemos a notícia saída no jornal CORREIO DO POVO que foi o primeiro a noticiar o empate do Xavante. Como fato digno de destaque, além do empate que traz a decisão da vaga para a final do campeonato gaúcho para o Bento Freitas com a vantagem do empate em zero a zero, é a presença da torcida lotando uma ala do estádio. Salvo engano havia no jogo tantos torcedores do Xavante quanto do time da casa.
O Brasil de Pelotas estragou a festa do São José nos últimos minutos da partida deste domingo. O placar de 1 a 1 no Passo D'Areia deixa o Xavante com boa vantagem para avançar à final do Gauchão. Com o 0 a 0 em Pelotas, avançará, assim como qualquer vitória.
O Zequinha utilizou todos atalhos que conhece na grama sintética do Passo D'Areia na primeira etapa. Abafou a saída de bola do Xavante e colocou velocidade em meio à dificuldade do rival de conduzir a bola no piso diferenciado.
O gol surgiu já nos acréscimos da primeira etapa, com uma penalidade máxima cometida pela zaga do Brasil. O goleiro Fábio partiu confiante para a bola e anotou o 1 a 0 para a festa da torcida.
No retorno do intervalo, o Xavante fez tudo o que podia para igualar, pressionou, mas teve poucas chances claras de gol. A equipe ainda reclamou muito de uma penalidade em Alisson Farias, já aos 41 minutos.
Já na bacia das almas, aos 45 minutos, o Xavante conseguiu o que queria. Heverton recebeu nas costas da zaga e fulminou o 1 a 1 para correr para o abraço da torcida pelotense presente.
fonte : Jornal CORREIO DO POVO
terça-feira, 20 de março de 2018
FECHAMENTO DO POLO NAVAL DE RIO GRANDE, COMO ANIQUILAR COM UM PAÍS - P.R.Baptista
sexta-feira, 16 de março de 2018
MARIELLE ERROU? - Jorge Eremites de Oliveira
Li uma postagem no Facebook a dizer que Marielle teria errado por isso e aquilo e, portanto, acabou morta. Nessas horas de dor e indignação, aparecem os intérpretes da desgraça alheia para explicar os fatos em busca sabe-se lá do quê.
Lamento por não tê-la conhecido pessoalmente. Gostaria de ter tido alguma convivência com Marielle e o privilégio de ser seu amigo e batermos bons papos nas caminhadas da vida. Daríamos grandes risadas e falaríamos sobre o mundo e as pessoas no Brasil. Aprenderia muito com ela. Ah, aprenderia, sim.
De fato, Marielle errou! Errou por ter nascido mulher, preta, pobre e favelada. Errou porque ousou estudar e ser socióloga, rompendo com os grilhões da ignorância e da alienação. Errou por não se enquadrar na heteronormatividade originária da Casa Grande. Errou ainda por defender pessoas LGBTT e estar ao lado do povo de terreiro, contrariando a máxima de que o neopentecostalismo seria a fase superior do Cristianismo capitalista. Errou por ser mãe ainda muito jovem, como tantas de nossas mães, e a brilhar para muito além do que imaginavam.
Também errou por ser do PSOL – e eu não sou filiado à legenda – e combater a exploração e a mais valia, dando visibilidade à luta de classes e à guerra genocida inaugurada séculos atrás. Errou por ser do campo progressista e bradar vozes há muito caladas e sofridas. Errou por ser uma vereadora muito bem votada no Rio e por representar a classe trabalhadora e o povo preto, denunciando a violência de todo tipo. Errou por defender os direitos humanos num país cada vez menos humanizado.
Ah, Marielle errou, sim! Mas, como diria Darcy Ribeiro, não gostaria de estar na pele de quem pensa ter acertado de outra maneira. Quero errar como ela porque mais vale a pena morrer vítima da tocaia covarde dos canalhas racistas e sexistas a serviço da Casa Grande a que viver e morrer de outra maneira, sem causa alguma a defender.
Sua morte, porém, aviva esperanças, estimula a solidariedade entre mulheres pretas, pardas e brancas no Rio, as quais derramaram suas lágrimas diante de sol escaldante que brilhava nos céus da Cinelândia. Estava lá entre as milhares de pessoas e esperei seu corpo chegar junto com o do Anderson até os dois saírem da câmara municipal para o sepultamento. Chorei, abracei e me solidarizei com tantas pessoas, incluindo colegas da academia. Nossos olhares, suores e lágrimas falavam mais alto.
Marielle e Anderson, presentes, hoje e sempre! – bradavam milhares de pessoas com o punho erguido como num pacto para toda vida: Seremos todas e todos Marielle e Anderson.
(*) Jorge Eremites de Oliveira - Professor Associado -Departamento de Antropologia e Arqueologia do Instituto de Ciências Humanas- UFPel
FONTE: Racismo Ambiental
Lamento por não tê-la conhecido pessoalmente. Gostaria de ter tido alguma convivência com Marielle e o privilégio de ser seu amigo e batermos bons papos nas caminhadas da vida. Daríamos grandes risadas e falaríamos sobre o mundo e as pessoas no Brasil. Aprenderia muito com ela. Ah, aprenderia, sim.
De fato, Marielle errou! Errou por ter nascido mulher, preta, pobre e favelada. Errou porque ousou estudar e ser socióloga, rompendo com os grilhões da ignorância e da alienação. Errou por não se enquadrar na heteronormatividade originária da Casa Grande. Errou ainda por defender pessoas LGBTT e estar ao lado do povo de terreiro, contrariando a máxima de que o neopentecostalismo seria a fase superior do Cristianismo capitalista. Errou por ser mãe ainda muito jovem, como tantas de nossas mães, e a brilhar para muito além do que imaginavam.
Também errou por ser do PSOL – e eu não sou filiado à legenda – e combater a exploração e a mais valia, dando visibilidade à luta de classes e à guerra genocida inaugurada séculos atrás. Errou por ser do campo progressista e bradar vozes há muito caladas e sofridas. Errou por ser uma vereadora muito bem votada no Rio e por representar a classe trabalhadora e o povo preto, denunciando a violência de todo tipo. Errou por defender os direitos humanos num país cada vez menos humanizado.
Ah, Marielle errou, sim! Mas, como diria Darcy Ribeiro, não gostaria de estar na pele de quem pensa ter acertado de outra maneira. Quero errar como ela porque mais vale a pena morrer vítima da tocaia covarde dos canalhas racistas e sexistas a serviço da Casa Grande a que viver e morrer de outra maneira, sem causa alguma a defender.
Sua morte, porém, aviva esperanças, estimula a solidariedade entre mulheres pretas, pardas e brancas no Rio, as quais derramaram suas lágrimas diante de sol escaldante que brilhava nos céus da Cinelândia. Estava lá entre as milhares de pessoas e esperei seu corpo chegar junto com o do Anderson até os dois saírem da câmara municipal para o sepultamento. Chorei, abracei e me solidarizei com tantas pessoas, incluindo colegas da academia. Nossos olhares, suores e lágrimas falavam mais alto.
Marielle e Anderson, presentes, hoje e sempre! – bradavam milhares de pessoas com o punho erguido como num pacto para toda vida: Seremos todas e todos Marielle e Anderson.
(*) Jorge Eremites de Oliveira - Professor Associado -Departamento de Antropologia e Arqueologia do Instituto de Ciências Humanas- UFPel
FONTE: Racismo Ambiental
quarta-feira, 14 de março de 2018
CORRUPÇÃO NA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA DO PARANÁ
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 13, com o Ministério Público Federal, a Controladoria Geral da União e a Receita Federal, a Operação 14 Bis.
A investigação mira em um esquema de gestores e de empresas que teriam se juntado para fraudar licitações e contratos no âmbito da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Cornélio Procópio (UTFPR-CP). Há indícios de irregularidades de cerca de R$ 5,7 milhões.
Em nota, a PF informou que cerca de 90 policiais federais e servidores da CGU e da Receita cumprem 20 mandados de prisão temporária e 26 mandados de busca e apreensão, além de sequestro e indisponibilidade de bens. A ação ocorre nas cidades de Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá, todas no Paraná.
As investigações apontaram a ocorrência de “irregularidades graves” em contratos celebrados entre a UTFPR-CP e empresas que prestaram serviços de manutenção predial, manutenção de ar-condicionado, manutenção de veículos, fornecimento de materiais de construção e serviços de reprografia.
Entre as irregularidades estão a suspeita de obtenção de informação privilegiada, formação de grupo econômico, uso de documento potencialmente falso ou insuficiente para atesto de capacidade técnica, pagamentos superiores aos valores contratados, superfaturamento, sobrepreço, frustração de concorrência, suspeita de pagamento de materiais não recebidos ou desviados, entre outros.
A PF destacou que a UTFPR recebeu denúncia relativa aos fatos na operação e “imediatamente adotou medidas em âmbito administrativo, como, por exemplo, a realização de auditorias conduzidas por sua unidade de Auditoria Interna, além da demissão, mediante Processos Administrativos Disciplinares, de dois servidores envolvidos nas fraudes”.
Os presos serão conduzidos à Delegacia de Polícia Federal em Londrina onde permanecerão à disposição da Justiça.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, crimes contra o processo licitatório, sem prejuízo de outras implicações penais a serem constatadas,
O nome da operação é uma alusão à empresa criada para facilitar os desvios.
Fonte : EXAME
A investigação mira em um esquema de gestores e de empresas que teriam se juntado para fraudar licitações e contratos no âmbito da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Cornélio Procópio (UTFPR-CP). Há indícios de irregularidades de cerca de R$ 5,7 milhões.
Em nota, a PF informou que cerca de 90 policiais federais e servidores da CGU e da Receita cumprem 20 mandados de prisão temporária e 26 mandados de busca e apreensão, além de sequestro e indisponibilidade de bens. A ação ocorre nas cidades de Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá, todas no Paraná.
As investigações apontaram a ocorrência de “irregularidades graves” em contratos celebrados entre a UTFPR-CP e empresas que prestaram serviços de manutenção predial, manutenção de ar-condicionado, manutenção de veículos, fornecimento de materiais de construção e serviços de reprografia.
Entre as irregularidades estão a suspeita de obtenção de informação privilegiada, formação de grupo econômico, uso de documento potencialmente falso ou insuficiente para atesto de capacidade técnica, pagamentos superiores aos valores contratados, superfaturamento, sobrepreço, frustração de concorrência, suspeita de pagamento de materiais não recebidos ou desviados, entre outros.
A PF destacou que a UTFPR recebeu denúncia relativa aos fatos na operação e “imediatamente adotou medidas em âmbito administrativo, como, por exemplo, a realização de auditorias conduzidas por sua unidade de Auditoria Interna, além da demissão, mediante Processos Administrativos Disciplinares, de dois servidores envolvidos nas fraudes”.
Os presos serão conduzidos à Delegacia de Polícia Federal em Londrina onde permanecerão à disposição da Justiça.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, crimes contra o processo licitatório, sem prejuízo de outras implicações penais a serem constatadas,
O nome da operação é uma alusão à empresa criada para facilitar os desvios.
Fonte : EXAME
segunda-feira, 12 de março de 2018
SUTILEZAS - Antonio Peixoto
As sutilezas de uma editoração e diagramação
No esporte adoram equilibrar o que não é equilibrado pra contentar o mais fraco, diminuindo o fato principal. Indiscutivelmente não há comparações quanto à importância dos fatos, mas o jornal insiste no valor igual das notícias. Talvez pelo fato de que sejam duas paixões e seja difícil de manejar com isso. Por aí...
No esporte adoram equilibrar o que não é equilibrado pra contentar o mais fraco, diminuindo o fato principal. Indiscutivelmente não há comparações quanto à importância dos fatos, mas o jornal insiste no valor igual das notícias. Talvez pelo fato de que sejam duas paixões e seja difícil de manejar com isso. Por aí...
sexta-feira, 9 de março de 2018
FOTOGRAFIA- Beatriz Mecking
Não se pode deixar de destacar, integrada à moldura natural propiciada pelas árvores, a presença humana significativamente reduzida a uma pequena figura mas de fundamental importância no conjunto da foto.
P.R.Baptista
domingo, 4 de março de 2018
OPINIÃO - Assis Brasil
A senhora Paula Mascarenhas, acostumada a viver bem pela política com voto daqueles que ainda acreditam em promessas eleitoreiras e esta pessoa dormindo ao lado do lixo na porta do Teatro 7 de Abril, ao lado do bloco onde a prefeita reside, escancaram o desprezo pelo próximo
É difícil acreditar que um governante, seja ele quem for, não tenha nada para oferecer para seres humanos que vivem em condições tão adversas.
Governos que entulham as administrações de verdadeiras corriolas, deveriam ter vergonha do que fazem com aqueles que vivem abaixo da linha da miséria..
>> COMENTAR NO FACEBOOK
É difícil acreditar que um governante, seja ele quem for, não tenha nada para oferecer para seres humanos que vivem em condições tão adversas.
Governos que entulham as administrações de verdadeiras corriolas, deveriam ter vergonha do que fazem com aqueles que vivem abaixo da linha da miséria..
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sexta-feira, 2 de março de 2018
REFORMA DO ENSINO MÉDIO : NÃO DÁ PARA ACEITAR - Viegas Fernandes da Costa
Gostaria de compartilhar um desabafo. Não sei se é apropriado, mas nos últimos tempos uma angústia vem crescendo dentro do meu peito, e percebo muitos colegas carregando também dentro dos seus peitos humanos este monstro que nos devora vontades, sonhos e vidas.
Hoje estou professor de História no Instituto Federal de Santa Catarina em Florianópolis. Já lecionei em muitas escolas, nos diferentes níveis de ensino e em várias cidades. Já passei por escolas públicas municipais, estaduais, particulares e confessionais. Hoje me dedico em tempo integral aos alunos da rede pública federal. Leciono História para os desvalidos da sorte, como o presidente Nilo Peçanha chamava o povo para o qual a escola técnica fora criada lá nos primórdios do século XX. Desvalidos do sistema, eu diria. Os moradores dos guetos sociais,dos territórios ensombreados, das cavas e covas urbanas. Tenho muito orgulho de lecionar História em um Instituto Federal, o mesmo que abrigou as aulas do professor Franklin Cascaes, o pesquisador que ouviu as gentes simples da Ilha de Santa Catarina, registrando suas memórias de bruxas e sua fé popular. E quando digo orgulho, não falo do envaidecimento, mas desta percepção de que nosso trabalho contribui ao fomentar nos meus colegas estudantes reflexões sobre o tempo presente à luz da reflexão teórica e da historiografia. Agora mesmo, escrevo em meu momento de descanso, rodeado de estudantes. São jovens e repletos de possibilidades. Ainda há pouco estávamos em sala de aula, lemos o poema de Bertold Brecht, "Perguntas de um trabalhador que lê", e assistimos aos vinte minutos iniciais do filme "Nós que aqui estamos por vós esperamos". Foi emocionante! A música de Wim Mertens embalou o debate. Falamos de Freud, de Hobsbawm, de Picasso, do alfaiate que sonhava voar, do bailarino Nijinski, da telefonista Martha Vertovska, que também empacotou milhões de cigarros. E só foi possível falarmos destas pessoas e do tempo que embalaram em seus medos, porque era uma aula de História. Daí o orgulho, porque a gente aprendeu que um Instituto de Educação Tecnológica não é centro de treinamento, mas território de potência criativa, de construção de cidadania, e também lugar de pensar profissões. Afinal, quem tem profissão professa algo, e eu prefiro professar a humanidade. Esta mesma humanidade que o governo federal tenta agora arrancar da educação pública a fim de devolver os jovens potentes à condição de desvalidos, não da sorte, mas dos interesses mesquinhos e individualistas de um mercado sem rosto, sem corpo e sem sonhos.
A razão pela qual caminhamos angustiados e envergonhados diz respeito a esta proposta que mutila nossa educação e aprofunda a ignorância das multidões, máquinas e buchas de canhão. Esta proposta que arranca a dimensão da poesia e da utopia das nossas escolas, tornando-as espaços de treinamento que formatarão humanos a operar como máquinas desalmadas e repletas de dor. Importante não esquecermos que Picasso, Freud e Lênin ladeiam Einstein nos pilares deste breve século XX, assim professa Marcelo Masagão depois de ler "A Era dos Extremos". Não haveria a física sem a filosofia, não haveria famílias sem memória, tampouco ciência sem arte.
Por isso é hora de nos levantarmos e dizermos não. Este governo que envia soldados para revistar crianças pobres como se fossem elas as responsáveis pela violência urbana, tenta agora assaltar o futuro, perpetuando a miséria entre aqueles que não dispõem de dinheiro para financiar seus estudos. A reforma do ensino médio agora imposta se apropria de conceitos caros ao debate pedagógico, como interdisciplinaridade, protagonismo e democracia, para esvaziá-los no pragmatismo de uma educação utilitarista e que atenda aos interesses de mercado, formando regimentos dóceis de homens e mulheres lama, bala e tela.
Não dá para aceitar. Não dá!
Viegas Fernandes da Costa
Prof. de História do IFSC
Hoje estou professor de História no Instituto Federal de Santa Catarina em Florianópolis. Já lecionei em muitas escolas, nos diferentes níveis de ensino e em várias cidades. Já passei por escolas públicas municipais, estaduais, particulares e confessionais. Hoje me dedico em tempo integral aos alunos da rede pública federal. Leciono História para os desvalidos da sorte, como o presidente Nilo Peçanha chamava o povo para o qual a escola técnica fora criada lá nos primórdios do século XX. Desvalidos do sistema, eu diria. Os moradores dos guetos sociais,dos territórios ensombreados, das cavas e covas urbanas. Tenho muito orgulho de lecionar História em um Instituto Federal, o mesmo que abrigou as aulas do professor Franklin Cascaes, o pesquisador que ouviu as gentes simples da Ilha de Santa Catarina, registrando suas memórias de bruxas e sua fé popular. E quando digo orgulho, não falo do envaidecimento, mas desta percepção de que nosso trabalho contribui ao fomentar nos meus colegas estudantes reflexões sobre o tempo presente à luz da reflexão teórica e da historiografia. Agora mesmo, escrevo em meu momento de descanso, rodeado de estudantes. São jovens e repletos de possibilidades. Ainda há pouco estávamos em sala de aula, lemos o poema de Bertold Brecht, "Perguntas de um trabalhador que lê", e assistimos aos vinte minutos iniciais do filme "Nós que aqui estamos por vós esperamos". Foi emocionante! A música de Wim Mertens embalou o debate. Falamos de Freud, de Hobsbawm, de Picasso, do alfaiate que sonhava voar, do bailarino Nijinski, da telefonista Martha Vertovska, que também empacotou milhões de cigarros. E só foi possível falarmos destas pessoas e do tempo que embalaram em seus medos, porque era uma aula de História. Daí o orgulho, porque a gente aprendeu que um Instituto de Educação Tecnológica não é centro de treinamento, mas território de potência criativa, de construção de cidadania, e também lugar de pensar profissões. Afinal, quem tem profissão professa algo, e eu prefiro professar a humanidade. Esta mesma humanidade que o governo federal tenta agora arrancar da educação pública a fim de devolver os jovens potentes à condição de desvalidos, não da sorte, mas dos interesses mesquinhos e individualistas de um mercado sem rosto, sem corpo e sem sonhos.
A razão pela qual caminhamos angustiados e envergonhados diz respeito a esta proposta que mutila nossa educação e aprofunda a ignorância das multidões, máquinas e buchas de canhão. Esta proposta que arranca a dimensão da poesia e da utopia das nossas escolas, tornando-as espaços de treinamento que formatarão humanos a operar como máquinas desalmadas e repletas de dor. Importante não esquecermos que Picasso, Freud e Lênin ladeiam Einstein nos pilares deste breve século XX, assim professa Marcelo Masagão depois de ler "A Era dos Extremos". Não haveria a física sem a filosofia, não haveria famílias sem memória, tampouco ciência sem arte.
Por isso é hora de nos levantarmos e dizermos não. Este governo que envia soldados para revistar crianças pobres como se fossem elas as responsáveis pela violência urbana, tenta agora assaltar o futuro, perpetuando a miséria entre aqueles que não dispõem de dinheiro para financiar seus estudos. A reforma do ensino médio agora imposta se apropria de conceitos caros ao debate pedagógico, como interdisciplinaridade, protagonismo e democracia, para esvaziá-los no pragmatismo de uma educação utilitarista e que atenda aos interesses de mercado, formando regimentos dóceis de homens e mulheres lama, bala e tela.
Não dá para aceitar. Não dá!
Viegas Fernandes da Costa
Prof. de História do IFSC
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
CRISTIANE BRASIL CRITICA O MACHISMO
Cristiane Brasil, a "ministra" do Trabalho que seria empossada por Temer em acerto com Roberto Jefferson, pai da candidata, foi finalmente levada a desistir da indicação.
Mas não antes de muita insistência e uma sucessão de "barracos" dos quais o vídeo gravado numa lancha alcançou o auge do burlesco.
Em sua carta de desistência escreve que "sigo agora pronta para restabelecer e esclarecer todas as questões que foram levantadas a meu respeito, sem que eu tivesse direito ao devido contraditório, com a mesma amplitude, virulência e machismo com que muitas vezes fui atacada".
O termo machismo, como se vê, É empregado indiscriminadamente perdendo o sentido que lhe deve ser dado em interpretações sérias.
O que está longe de ser o caso da "ministra".
P.R.Baptista
Mas não antes de muita insistência e uma sucessão de "barracos" dos quais o vídeo gravado numa lancha alcançou o auge do burlesco.
Em sua carta de desistência escreve que "sigo agora pronta para restabelecer e esclarecer todas as questões que foram levantadas a meu respeito, sem que eu tivesse direito ao devido contraditório, com a mesma amplitude, virulência e machismo com que muitas vezes fui atacada".
O termo machismo, como se vê, É empregado indiscriminadamente perdendo o sentido que lhe deve ser dado em interpretações sérias.
O que está longe de ser o caso da "ministra".
P.R.Baptista
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
O PRESENTE
.A informação sobre essa foto ( não há menção ao autor), declara que registra o momento em que um menino recebe um novo par de sapatos num orfanato na Áustria em 1946.
Os que tem naquele momento pode-se ver estão muito velhos.
Impressionante e tocante como através da imagem é expresso não só o sentimento de grande contentamento do menino, mas , ao mesmo tempo, permite-nos nos darmos conta das condições em que ele vive.
P.R.Baptista
Os que tem naquele momento pode-se ver estão muito velhos.
Impressionante e tocante como através da imagem é expresso não só o sentimento de grande contentamento do menino, mas , ao mesmo tempo, permite-nos nos darmos conta das condições em que ele vive.
P.R.Baptista
sábado, 17 de fevereiro de 2018
A INTERVENÇÃO FEDERAL NO RIO - Pedro Moacyr Pérez da Silveira
A intervenção federal na área da segurança pública do Rio de Janeiro, na medida em que, por força de regramento constitucional, inviabiliza a PEC da Previdência, certamente traz consigo algo que ainda não sabemos exatamente o que é. Penso que se trata de um auxílio a cariocas claramente desesperados, o que pode aumentar a legitimidade do governo central, permitindo-lhe maiores facilidades para futuramente aprovar a reforma previdenciária, que até ontem era o seu principal, e quase único, desiderato. Em seu discurso sobre a intervenção, o Presidente fez explícita menção à possibilidade de suspendê-la para o fim específico de votar a dita reforma e logo a seguir retomá-la.
Não confio minimamente em Temer, e não descarto a possibilidade de um planejamento maquiavélico travado entre o governo federal e o estadual, cujos dirigentes (Presidente da República e Governador) são do mesmo partido, o PMDB. Por que não se fez o mesmo em relação ao Espírito Santo em 2017, que enfrentou crise análoga?
Há algo talvez ainda mais estranho no ar, e não sei se podemos excluir uma combinação política ainda mais ampla, envolvendo as Forças Armadas, uma vez que o interventor é um General, com o qual certas combinações - caso existam - podem implicar um aumento expressivo da repressão em geral, que poderia se justificar na forma asséptica de mero combate ao crime organizado. Tanto vai, tanto vai, que daqui a pouco não será impossível termos um governo periclitante e notoriamente capaz de quaisquer negociações subterrâneas sendo garantido por armas que se apresentarão como sendo de militares patriotas, cumpridores de nobres missões e voltados a garantir o Estado Democrático de Direito, quando tudo poderá significar precisamente o oposto. Dois riscos se mostram no horizonte, a meu ver: a) legitimação justificada da intervenção com o fim oculto de aumentar a aceitação de Temer, facilitando a aprovação da PEC da Previdência, e b) fortalecimento da repressão mediante o discurso da sua necessidade, mas ultrapassando sem critérios os limites de reposição da ordem em face da criminalidade comum, fazendo com que a mesma garanta "outras ordens", onde pode se encontrar o combate a manifestações sociais justas e democráticas. Enfim, há alguma coisa no ar que, parecendo ser, contudo não o é, revelando uma esperteza um tanto diabólica, voltada à salvação de um governo que a cada dia que passa se mostra mais distante do povo e das pretensões mais nitidamente coletivas. A gendarmeria, como instrumento garantidor da paz, é sempre um barril de pólvora com o pavio exposto às chamas que podem advir de qualquer distúrbio, mesmo aqueles socialmente benéficos e historicamente justificados, como seria a paralisação geral aprazada para o dia 19 de fevereiro. Na próxima segunda-feira, ocorressem os protestos e as oposições de rua contra a PEC da Previdência, o governo sofreria um expressivo abalo político. Agora, tendo sido tomada a deliberação aqui comentada, é possível que o dia de lutas se enfraqueça e até mesmo se inviabilize, dando fôlego a Temer. Sob quais condições, ainda não sabemos, mas imaginar faz bem ao mundo do pensamento...
COMENTÁRIOS NO FACE <<<;
Não confio minimamente em Temer, e não descarto a possibilidade de um planejamento maquiavélico travado entre o governo federal e o estadual, cujos dirigentes (Presidente da República e Governador) são do mesmo partido, o PMDB. Por que não se fez o mesmo em relação ao Espírito Santo em 2017, que enfrentou crise análoga?
Há algo talvez ainda mais estranho no ar, e não sei se podemos excluir uma combinação política ainda mais ampla, envolvendo as Forças Armadas, uma vez que o interventor é um General, com o qual certas combinações - caso existam - podem implicar um aumento expressivo da repressão em geral, que poderia se justificar na forma asséptica de mero combate ao crime organizado. Tanto vai, tanto vai, que daqui a pouco não será impossível termos um governo periclitante e notoriamente capaz de quaisquer negociações subterrâneas sendo garantido por armas que se apresentarão como sendo de militares patriotas, cumpridores de nobres missões e voltados a garantir o Estado Democrático de Direito, quando tudo poderá significar precisamente o oposto. Dois riscos se mostram no horizonte, a meu ver: a) legitimação justificada da intervenção com o fim oculto de aumentar a aceitação de Temer, facilitando a aprovação da PEC da Previdência, e b) fortalecimento da repressão mediante o discurso da sua necessidade, mas ultrapassando sem critérios os limites de reposição da ordem em face da criminalidade comum, fazendo com que a mesma garanta "outras ordens", onde pode se encontrar o combate a manifestações sociais justas e democráticas. Enfim, há alguma coisa no ar que, parecendo ser, contudo não o é, revelando uma esperteza um tanto diabólica, voltada à salvação de um governo que a cada dia que passa se mostra mais distante do povo e das pretensões mais nitidamente coletivas. A gendarmeria, como instrumento garantidor da paz, é sempre um barril de pólvora com o pavio exposto às chamas que podem advir de qualquer distúrbio, mesmo aqueles socialmente benéficos e historicamente justificados, como seria a paralisação geral aprazada para o dia 19 de fevereiro. Na próxima segunda-feira, ocorressem os protestos e as oposições de rua contra a PEC da Previdência, o governo sofreria um expressivo abalo político. Agora, tendo sido tomada a deliberação aqui comentada, é possível que o dia de lutas se enfraqueça e até mesmo se inviabilize, dando fôlego a Temer. Sob quais condições, ainda não sabemos, mas imaginar faz bem ao mundo do pensamento...
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
REDE GLOBO DE SAIA JUSTA ESCONDE O DESFILE DA TUIUTI
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Alçada ao grupo de elite das escolas de samba do Rio em 2017, após vencer a segunda divisão em 2016, o Paraíso do Tuiuti foi a quarta escola a desfilar na primeira noite de apresentações no Rio de Janeiro, já na madrugada desta segunda-feira. A escola discorreu sobre a escravidão no Brasil e defendeu a ideia de que ela ainda não acabou, apenas mudou de forma. A apresentação da agremiação da comunidade do Morro do Tuiuti, no bairro de São Cristóvão, emocionou o público no Sambódromo e movimentou as redes sociais.
A escola levou para a Marquês de Sapucaí o enredo "Meu Deus meu Deus está extinta a escravidão?" Assinado pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, o enredo denunciou nossa tradição escravocrata. Nas alegorias e fantasias, denúncia contra a manipulação das manifestações que levaram ao golpe que derrubou a presidenta Dilma. Manifestantes aparecem como fantoches com camisas amarelas atrás de patos amarelos. Uma ala criticou a reforma trabalhista que retira direitos do povo, nova forma de escravidão vestida de regressão de direitos sociais. Ao final, Temer aparece como um vampiro do neoliberalismo. Uma das marcas do desfile foi a TV Globo, que tem exclusividade para televisionar o desfile, ter escondido o que se passava. Talvez pela vergonha de ver exposta na avenida e cantada pela arquibancada, uma triste história que a Globo apoiou e continua apoiando.
COMENTÁRIOS NO FACEBOOK ---https://www.facebook.com/groups/890827434266040/permalink/1971833816165391/
A escola levou para a Marquês de Sapucaí o enredo "Meu Deus meu Deus está extinta a escravidão?" Assinado pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, o enredo denunciou nossa tradição escravocrata. Nas alegorias e fantasias, denúncia contra a manipulação das manifestações que levaram ao golpe que derrubou a presidenta Dilma. Manifestantes aparecem como fantoches com camisas amarelas atrás de patos amarelos. Uma ala criticou a reforma trabalhista que retira direitos do povo, nova forma de escravidão vestida de regressão de direitos sociais. Ao final, Temer aparece como um vampiro do neoliberalismo. Uma das marcas do desfile foi a TV Globo, que tem exclusividade para televisionar o desfile, ter escondido o que se passava. Talvez pela vergonha de ver exposta na avenida e cantada pela arquibancada, uma triste história que a Globo apoiou e continua apoiando.
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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Posso fazer uma declaração aqui? Eu, como empresário...
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Sabe-se que os políticos costumam ser alvo dos humoristas constituindo-se, com frequência, um prato cheio.
Mas em alguns casos a piada já está pronta.
O vídeo gravado por Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, e que Temer comprometeu-se a indicar ministra do Trabalho, para contar com os votos do PTB na reforma da Previdência, entra para a história do humor brasileiro.
Os humoristas se resumem, tão perfeito é o quadro, a dar uns toques pessoais.
Não precisa mudar quase nada.
É é o retrato não do Brasil, mas de um Brasil , que o governo Temer e aliados, querem à força que os brasileiros se submetam.
Um Brasil da infâmia e da exploração.
Afinal, como diz o humorista, quem é que nunca levou fio terra?
P.R.Baptista
Sabe-se que os políticos costumam ser alvo dos humoristas constituindo-se, com frequência, um prato cheio.
Mas em alguns casos a piada já está pronta.
O vídeo gravado por Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, e que Temer comprometeu-se a indicar ministra do Trabalho, para contar com os votos do PTB na reforma da Previdência, entra para a história do humor brasileiro.
Os humoristas se resumem, tão perfeito é o quadro, a dar uns toques pessoais.
Não precisa mudar quase nada.
É é o retrato não do Brasil, mas de um Brasil , que o governo Temer e aliados, querem à força que os brasileiros se submetam.
Um Brasil da infâmia e da exploração.
Afinal, como diz o humorista, quem é que nunca levou fio terra?
P.R.Baptista
PDT REALIZA CONGRESSO E ELEGE EXECUTIVA DA JUVENTUDE SOCIALISTA
No último sábado, dia 3 de fevereiro, ocorreu o Congresso Municipal da Juventude Socialista do PDT de Pelotas, que abordou o tema “O Trabalhismo e a necessidade de reinventar o Brasil”.
No encontro participaram lideranças, filiados e simpatizantes da JS na região sul e capital do estado.
O congresso também contou com a nomeação da nova executiva da JSPDT/Pelotas para os anos de 2018/20, período em que Lucas Boa Nova estará à frente da presidência da juventude.
O evento mostrou vitalidade do PDT em Pelotas que procura se colocar em todas as frentes e em todas as instâncias atualizado com as demandas da sociedade.
No encontro participaram lideranças, filiados e simpatizantes da JS na região sul e capital do estado.
O congresso também contou com a nomeação da nova executiva da JSPDT/Pelotas para os anos de 2018/20, período em que Lucas Boa Nova estará à frente da presidência da juventude.
O evento mostrou vitalidade do PDT em Pelotas que procura se colocar em todas as frentes e em todas as instâncias atualizado com as demandas da sociedade.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
TODOS LIGADOS, A PREMIAÇÃO DO OSCAR ESTÁ PRÓXIMA - P.R.Baptista
Aproxima-se a farsa da premiação do Oscar.
Momento no qual a poderosa indústria cinematográfica norte-americana monta um cenário para impor ao mundo sua produção de filmes caros, cheios de efeitos especiais, clichês e atores criados pelo marketing de Hollywood.
Enquanto isso a importante produção de filmes produzidos em vários países, como Brasil, Argentina, Europa Central, França, Inglaterra , Itália, etc., sem esquecer a própria produção norte-americana paralela, excluída do círculo fechado de Hollywood, segue sem distribuição, sem chegar ao grande público.
Resta saber agora se na premiação as mulheres estarão todas vestidas de preto , em protesto pelas alegações de assédio, ou se algumas rebeldes seguirão o modelito tradicional do evento com bastante exposição do corpo e cores vibrantes.
Na foto a atriz Blanca Blanco uma das que furou o protesto promovido no Globo de Ouro e roubou as atenções.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Convicção de que forma de auxilio compensa reposições salariais - Daniel Cardoso
Uma pessoa que tem convicção que uma forma de auxilio compensa reposições salariais, pode prender alguém por suas convicções?
Os auxílios previstos na legislação, independente do regime, estatutário ou celetista, de forma geral são indenizatórios e tem direito aqueles que de fato os utilizarão, a exemplo dos auxílios transporte, saúde e até mesmo o moradia. O auxilio moradia, para maioria dos servidores, é para aqueles “afastados de sua localidade no interesse da administração”. Nesta semana, tornou-se claro um desvio da regra em benefício do Judiciário.
Não querendo lançar juízo sobre o desvio da regra, por tratar-se de mais uma diferença entre os três poderes, legislada, como a exemplo do auxilio alimentação, vamos discutir brevemente a justificativa de que o auxilio moradia compensa as reposições salariais.
Não é aconselhável ao trabalhador aceitar auxílios de forma compensatório pela ausência de reposições salariais, pois vejam que as reposições ao incorporarem aos seus vencimentos, aumentam sua contribuição para nação através do imposto de renda, conforme faixa salarial, e também contribuem para sua aposentadoria ao passo que aumenta sua contribuição ao INSS, principalmente para os Juízes que receberão aposentadoria correspondente a integralidade de seus vencimentos. Portanto, o trabalhador que troca auxilio por salário, contribuí menos para a nação e diminui sua aposentadoria, logo não é lógico nem sensato.
Em outra palavras, nenhuma forma de auxílio irá incorporar aos vencimentos ou aposentadorias de trabalhadores ou Juízes, tornando-se descabida e insensata a justificativa apresentada para o recebimento do auxilio moradia.
Talvez, seja interessante dizer, que são coisas completamente diferentes!
Os auxílios previstos na legislação, independente do regime, estatutário ou celetista, de forma geral são indenizatórios e tem direito aqueles que de fato os utilizarão, a exemplo dos auxílios transporte, saúde e até mesmo o moradia. O auxilio moradia, para maioria dos servidores, é para aqueles “afastados de sua localidade no interesse da administração”. Nesta semana, tornou-se claro um desvio da regra em benefício do Judiciário.
Não querendo lançar juízo sobre o desvio da regra, por tratar-se de mais uma diferença entre os três poderes, legislada, como a exemplo do auxilio alimentação, vamos discutir brevemente a justificativa de que o auxilio moradia compensa as reposições salariais.
Não é aconselhável ao trabalhador aceitar auxílios de forma compensatório pela ausência de reposições salariais, pois vejam que as reposições ao incorporarem aos seus vencimentos, aumentam sua contribuição para nação através do imposto de renda, conforme faixa salarial, e também contribuem para sua aposentadoria ao passo que aumenta sua contribuição ao INSS, principalmente para os Juízes que receberão aposentadoria correspondente a integralidade de seus vencimentos. Portanto, o trabalhador que troca auxilio por salário, contribuí menos para a nação e diminui sua aposentadoria, logo não é lógico nem sensato.
Em outra palavras, nenhuma forma de auxílio irá incorporar aos vencimentos ou aposentadorias de trabalhadores ou Juízes, tornando-se descabida e insensata a justificativa apresentada para o recebimento do auxilio moradia.
Talvez, seja interessante dizer, que são coisas completamente diferentes!
Daniel Cardoso - Prof. do CAVG
GOLIAS, UM GÊNIO BRASILEIRO DO HUMOR
.
Golias, um dos maiores humoristas brasileiros, fazia um tipo de humor puro, sem apelação, ao estilo dos grandes artistas do gênero, em que a risada dos espectadores surgia fácil, sem esforço.
Um gênio..
Golias, um dos maiores humoristas brasileiros, fazia um tipo de humor puro, sem apelação, ao estilo dos grandes artistas do gênero, em que a risada dos espectadores surgia fácil, sem esforço.
Um gênio..
Imbecilidade, imbecis e imbecilizadores
Marcia Tiburi, que recentemente foi notícia por recusar-se a debater com Kim Kataguiri, agora na condição de comentarista da Mídia Ninja, discorre sobre os imbecilizadores profissionais. Interessante para acompanhar a discussão acessar o LINK
Brasil 1x0 Internacional - embate dentro e fora de campo
O mais difícil e apreensivo no jogo do Xavante diante do Internacional , vencido por 1x0, não ocorreu dentro de campo mas fora dele com a indefinição, até poucas horas antes do início , da liberação das arquibancadas móveis.
Considerando que não houve tempo, desde o jogo com o Veranópolis, quando houve a interdição, para efetuar as alterações que estavam sendo determinadas, supõe-se que acabaram não sendo feitas.
O que significa, também, que acabou prevalecendo o bom senso.
E isto permitiu a realização de um belo espetáculo produzindo todos os efeitos que uma afluência tão grande de torcedores, envolvendo inúmeros setores e inumeráveis pessoas, tem a capacidade de produzir na cidade.
Nossa expectativa pela importância do empreendimento que significa ter um time de futebol disputando torneios de alcance inclusive nacional, deve ser, portanto, não só de satisfação para os torcedores mas de perspectivas para a cidade de Pelotas e região como um todo.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
RECURSOS PARA SINDICATOS - CUT repudia má-fé da Folha de S. Paulo
Central não negocia retirada de direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, muito menos com um governo golpista, ilegítimo e corrupto.
A CUT repudia a má-fé da Folha de S. Paulo que distorce e manipula informações com o claro objetivo de enfraquecer a luta do movimento sindical contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Uma nota do Painel da Folha insinua que o governo irá liberar recursos em troca de apoio a nova proposta de reforma da Previdência que praticamente acaba com a aposentadoria.
Em minutos a nota virou manchete do UOL, como se fosse uma verdade incontestável.
É mais uma mentira da Folha de S. Paulo!
O governo não está liberando nada. Esse dinheiro pertence a CUT e demais centrais e foi bloqueado indevidamente pela Caixa Econômica Federal.
Temer não faz mais do que a obrigação ao liberar um dinheiro que pertence à classe trabalhadora e vai ser usado na luta contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas patrocinado por esse governo usurpador e corrupto, como afirmou o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.
A Folha de S. Paulo repete o que já se tornou tradição no jornal, manipula as informações para induzir o leitor a acreditar que a CUT e demais centrais estão negociando recursos em troca de apoio ao desmonte da Previdência.
A CUT, a maior e mais combativa central sindical do país, reafirma que não negocia direitos dos trabalhadores.
A CUT reafirma também que não negocia nada com o governo ilegítimo e golpista de Temer.
A CUT denuncia a manipulação e a má-fé deste jornal golpista que tem interesse em defender o fim das aposentadorias.
Um aviso a Folha e ao governo: se botar para votar, o Brasil vai parar!
Vagner Freitas
Presidente Nacional da CUT
A CUT repudia a má-fé da Folha de S. Paulo que distorce e manipula informações com o claro objetivo de enfraquecer a luta do movimento sindical contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Uma nota do Painel da Folha insinua que o governo irá liberar recursos em troca de apoio a nova proposta de reforma da Previdência que praticamente acaba com a aposentadoria.
Em minutos a nota virou manchete do UOL, como se fosse uma verdade incontestável.
É mais uma mentira da Folha de S. Paulo!
O governo não está liberando nada. Esse dinheiro pertence a CUT e demais centrais e foi bloqueado indevidamente pela Caixa Econômica Federal.
Temer não faz mais do que a obrigação ao liberar um dinheiro que pertence à classe trabalhadora e vai ser usado na luta contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas patrocinado por esse governo usurpador e corrupto, como afirmou o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.
A Folha de S. Paulo repete o que já se tornou tradição no jornal, manipula as informações para induzir o leitor a acreditar que a CUT e demais centrais estão negociando recursos em troca de apoio ao desmonte da Previdência.
A CUT, a maior e mais combativa central sindical do país, reafirma que não negocia direitos dos trabalhadores.
A CUT reafirma também que não negocia nada com o governo ilegítimo e golpista de Temer.
A CUT denuncia a manipulação e a má-fé deste jornal golpista que tem interesse em defender o fim das aposentadorias.
Um aviso a Folha e ao governo: se botar para votar, o Brasil vai parar!
Vagner Freitas
Presidente Nacional da CUT
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Na Primeira Noite
Na primeira noite eles se aproximam
e pousam numa flor
do nosso jardim.
e não fazemos nada.
Na segunda noite
já não se escondem;
invadem as flores,
mordem nosso cão,
e não dizemos nada
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa
aguarda que apaguemos a luz
e aproveitando de nosso sono,
pica-nos com seu bico perfurante
nos suga o sangue
que é o sinal para que uma multidão deles
de outros mosquitos
venha em nosso ataque
E já não podemos fazer nada
(*) baseado em excerto do livro "No Caminho com Maiakóvski"
de Eduardo Alves da Costa.
P.R,Baptista
e pousam numa flor
do nosso jardim.
e não fazemos nada.
Na segunda noite
já não se escondem;
invadem as flores,
mordem nosso cão,
e não dizemos nada
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa
aguarda que apaguemos a luz
e aproveitando de nosso sono,
pica-nos com seu bico perfurante
nos suga o sangue
que é o sinal para que uma multidão deles
de outros mosquitos
venha em nosso ataque
E já não podemos fazer nada
(*) baseado em excerto do livro "No Caminho com Maiakóvski"
de Eduardo Alves da Costa.
P.R,Baptista
Marcelo Caetano, secretário da Previdência Social, infiltrado da Brasilprev
Pouco há o que dizer, o fato é escandalosamente irregular mas bem retrata os interesses que estão presentes da parte do governo no projeto de reforma da Previdência.
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