sexta-feira, 14 de setembro de 2018

“Quais são os riscos da sociedade conservadora vencer essa disputa?” - Ricardo Almeida (*)

“Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem.”
Jorge Ben Jor

Aprendi que certas ameaças políticas podem paralisar uma pessoa que tem medo da liberdade, mas que também servem para desafiar a sensibilidade e o raciocínio de quem tem uma inspiração revolucionária. Na maioria dos casos, o dilema está em ceder ou não ceder ao terror psicológico que a sociedade conservadora costuma patrocinar por meio das mídias sociais disponíveis.

No afã de interagir na internet, uma parte significativa da sociedade costuma compartilhar os seus fatalismos e medos, e assim acaba anestesiando a indignação de muitas pessoas. Elas não percebem que a sociedade conservadora utiliza os seus tentáculos para preservar e ampliar privilégios, e pra isso contrata os serviços de robôs, mercenários e jornalistas que multiplicam xingamentos, jargões e adjetivos nas mídias sociais.

No Brasil, a reação da sociedade conservadora ocorreu graças aos avanços que tivemos durante os governos Lula e Dilma. Com a crise de econômica e política de 2008 e de 2015, começou a propagar o medo, incentivar a demonização da política e a pregar um tipo de moralismo sem a mínima moral. Enquanto, a demonização buscava enfraquecer a atuação das lideranças que lhe faziam oposição, o moralismo unificou a sua base social reacionária e conservadora.

Por que apenas nestes últimos anos cresceram os discursos moralistas, acusações generalizadas, propagação de boatos e de fakenews? É preciso entender que por trás de todo esse simulacro nacional existe um forte poder econômico e de inteligência que se revela sutilmente por meio dos comerciais e programas de rádio e TV.

Quem são esses patrocinadores do caos e do medo? São as grandes empresas e bancos transnacionais, cujos lucros estavam sendo ameaçados pela nova ordem mundial, com o surgimento dos BRICs e com a perspectiva do Brasil ganhar autonomia na produção de energia (petróleo, gás, etc.), os quais estavam destinados aos investimentos nas áreas de saúde, educação, segurança, novas tecnologias etc.

Hoje, após cinco anos dos protestos de 2013, até uma criança é capaz de reconhecer que foi aproveitado um momento de descontentamento popular, provocado pela retração do consumo durante o segundo governo Dilma, para a Rede Globo iniciar uma campanha desenfreada “contra a corrupção generalizada dos governos do PT”, para bombardear os lares brasileiros com notícias negativas e para os porta-vozes da sociedade conservadora “ocupar” quase todos os principais veículos de comunicação do país. Também tomaram de assalto o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF para aprovar medidas contra o povo brasileiro e a soberania nacional, criaram um clima de guerra nas fronteiras nacionais e acabaram gerando um caos social que trouxe enormes sacrifícios para a maioria da população, como o aumento do preço do gás, dos combustíveis, a perda de direitos históricos e a falta de perspectivas para com o futuro.

Em função dessa sede desenfreada provocaram a indignação generalizada de milhões de brasileiros e de brasileiras, que agora se revela no imenso apoio ao ex-presidente Lula nas pesquisas eleitorais, nas rodas de conversas nas feiras, bares, padarias, universidades e redes sociais. Contraditoriamente, principalmente a partir da prisão da maior liderança popular, esse processo também acendeu um sinal de alerta para as forças democráticas e populares do Brasil e do mundo livre.

O fato novo é que as forças de esquerda estão muito mais unificadas do que antes. Apesar das enormes perdas, dos medos e das ameaças, esse processo está servindo para aproximar diversas pautas políticas, realizar uma autocrítica (por enquanto) na prática e uma volta às organizações de base. Uma mudança na consciência individual e coletiva já está em curso, e podemos afirmar que está se gestando uma nova cultura política, baseada na pluralidade e na radicalidade democrática.

Quais são os riscos da sociedade conservadora vencer essa disputa? Vai depender do tamanho do medo ou da esperança que conseguirmos compartilhar nas nossas relações, pois se trata de uma disputa contraditória, de caráter local, regional, nacional e internacional, e não de uma corrida de cavalos em cancha reta.

Neste novo período eleitoral a sociedade conservadora voltou a comprar políticos, juízes, jornalistas e militares para promover ações de terror psicológico, com o objetivo de evitar que as pessoas reflitam sobre o essencial dessa disputa nacional e internacional. Uma parte da sociedade brasileira seguirá calada e vai preferir não se envolver nas disputas políticas… Mas existem milhões e milhões de pessoas já assimilaram os golpes e estão se manifestando ao seu jeito. Estas procuram identificar guerreiros e guerreiras que queiram enfrentar os dragões e transformar essa dura e triste realidade.

Como a sonhada primavera já está chegando, entramos no período mais agudo da disputa política-eleitoral. Se de um lado está a sociedade conservadora como uma cadela no cio, do outro estamos nós e as nossas referências políticas, vestidos com as roupas e as armas da coragem, da serenidade e da consistência. Estamos certos de que seguiremos questionando os caminhos, as propostas e os métodos que não levam a lugar nenhum, mas sabemos que para isso ocorrer precisamos virar essa página da história.

Quem foi capaz de aprender com as experiências que o destino nos reservou, também será capaz de traduzir cada realidade local/regional concreta, abandonar as zonas de conforto e ir pra rua beber as tempestades. Finalmente chegamos na hora de medir o poder real de cada força política para vencer estas eleições e depois ainda ter disposição para dar um, dois ou três passos adelante.

(*) Consultor em Gestão Projetos TIC

terça-feira, 11 de setembro de 2018

OPINIÃO - P.R.Baptista

A poucos dias da eleição o quadro político começa a se conformar. 
Bolsonaro, quem diria, nesse momento sem sequer sair do lugar, parece garantir sua presença no segundo turno.
Algo que Lula nem imaginava quando, há algum tempo, em discurso triunfante, se jactava que não existia mais direita no Brasil. 
Pois a que surgiu defende a ditadura militar.
Além disto ele próprio está excluído de participação direta.
Para disputar com Bolsonaro 4 candidatos. Marina, incansável em suas tediosas pregações religiosas de uma hora de duração, Alckmin mantendo o lugar mais uma vez do PSDB e do próprio governo Temer do qual faz parte, e pelo campo da centro-esquerda, Ciro e Haddad ( Lula) .
Como Ciro e Haddad (Lula) tem apoio em campos que se sobrepõem obviamente dividem os votos.
É o que Ciro denominou de "dança à beira do abismo".
Para a esquerda, claro, para a direita é tudo que ela estava à espera.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

PRAIA DO BARRO DURO

E dizer esta paisagem está tão perto, a poucos quilômetros do centro de Pelotas 

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

domingo, 26 de agosto de 2018

AS PREGAÇÕES DE MARINA SILVA

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Uma das inúmeras pregações feitas por Marina Silva ao longo de sua vida. preleções longas de quem tem dedicado seu tempo a esse ministério.
Com o texto da Bíblia à sua frente, com inúmeras anotações, detém-se a buscar significados para a sua vida, a vida dos fiéis e, se eleita presidente, para a vida dos brasileiros. Amém.

O APOIO DE TARSO GENRO A BOULOS - Filipe Strazzer, O Estado de S.Paulo

Em debate público realizado segunda-feira, 16 de julho, em Porto Alegre, o ex-ministro e ex-governador gaúcho Tarso Genro defendeu o apoio do PT ao pré-candidato do PSOL à Presidência nas eleições 2018, Guilherme Boulos, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, não possa se candidatar.

“Nós vamos defender que o PT lidere uma nova frente política e convide o companheiro Boulos para ser nosso candidato à Presidência da República”, disse Tarso durante debate denominado “Os Caminhos da Esquerda”, realizado no teatro da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Tarso foi aplaudido por uma plateia composta principalmente por militantes de partidos e movimentos sociais de esquerda.

Tarso Genro disse que vem sinalizando desde outros debates seu apoio a Boulos. Para ele, o pré-candidato do PSOL representa “um espírito que a esquerda vinha perdendo” e que Boulos conseguiu constituir um “discurso de esperança”.

O ex-ministro também criticou o PT por não discutir alternativas conjuntas de esquerda caso Lula não seja candidato. “Vários quadros do Partido dos Trabalhadores vamos propor Boulos para a Presidência, se o PT ousar a fazer uma discussão, que até agora essa discussão não foi feita”, afirmou.

Em sua fala, Guilherme Boulos elogiou o que ele chamou de “generosidade e a coragem de Tarso Genro em construir pontes num momento que todo mundo está querendo dinamitá-las”. Da mesma forma, Boulos criticou a prisão do ex-presidente Lula e também pediu a unidade das esquerdas. “É necessário unidade. Unidade das forças democráticas, das forças de esquerda, em defesa da democracia e dos direitos sociais. Isso é um desafio histórico que está colocado para nós hoje”, disse.

FONTE 

DE COSTAS PARA NUESTRA AMÉRICA? - Ricardo Almeida

Cada vez que ouço alguém falar que vai reforçar a segurança nas fronteiras do Brasil, fico me perguntando se os países vizinhos não pensarão o mesmo... Aí eu também me questiono: será que o grosso do contrabando não se dá pelos portos e aeroportos? Por que ninguém fala nisso? Seria bem mais fácil vistoriar os containers que saem para os EUA e a Europa.

Vocês viram que o Departamento das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais publicou um relatório que aponta que, de 2015 a 2017, houve uma migração bem maior de brasileiros para a Venezuela do que de venezuelanos vindo para o Brasil? Segundo essa pesquisa, foram 6.119 imigrantes brasileiros contra 3.515 venezuelanos que vieram para cá.

É necessário destacar que esse fenômeno não ocorre somente em relação à Venezuela, pois há muito tempo levas de brasileiros tentam a sorte nos EUA, e sabemos que Portugal está vivendo algo muito semelhante. No entanto, o pior é ignorarmos que, em quase todas as fronteiras nacionais, alguns brasileiros sentem-se no direito de migrar para o país vizinho, mas reclamam quando os "estrangeiros" vem viver e/ou trabalhar na terra abençoada por Deus e bonita por natureza.

O caso contraditório e mais emblemático ocorre na fronteira com a Guiana Francesa, pois aquele é um território que pertence à França, onde pagam salários em euro e possui bons sistemas públicos de segurança, de saúde e de educação... Também oferecem a qualidade de vida que muitos gostariam de ter (inclusive, os brasileiros que cruzam o Rio Oiapoque).

Mas existem casos que exigem uma análise mais profunda, como nas fronteiras em que brasileiros compram terras do lado de lá e exportam a língua, os hábitos e costumes y otras cositas más. No Paraguai, por exemplo, ocorreram verdadeiras invasões que provocam o assassinato de lideranças indígenas, o tráfico de armas, de drogas, de automóveis e também a sonegação escancarada de impostos. Esses “desbravadores” influenciam as decisões políticas daquele país, tendo em vista a compra de mais terras e o pagamento de menos impostos.No entanto, quando precisam de serviços públicos, atravessam a fronteira para usufruir dos sistemas de saúde e de educação do país vizinho - o Brasil. 

Portanto, olhando mais atentamente, percebe-se que cada fronteira é singular e que as relações se dão de forma diferenciadas, sendo que as oscilações do câmbio e a diferença no valor dos impostos influenciam algumas pessoas a aceitar os estrangeiros, mas apenas em função da venda ou da compra de produtos, de terras etc. e tal. Não o fazem por solidariedade ou humanidade!

A fronteira mais fechada para os brasileiros é a da Argentina. Ali é possível perceber um controle maior da circulação de pessoas e de mercadorias, com uma forte presença do exército daquele país. Até dá pra desconfiar sobre os motivos de tal vigilância, mas apenas vejo pessoas responsabilizando "a rota dos paraguaios".

Apesar de a TV brasileira não noticiar, é fácil verificar que há uma falta de políticas públicas para melhorar a relação do Brasil com os estrangeiros. Analisem o caso da colônia boliviana em São Paulo, que foi levada por "gatos" (brasileiros e bolivianos) para trabalhar como escravos em confecções de algumas grifes famosas, ou dos vendedores haitianos espalhados por várias regiões do país ou, ainda, dos povos indígenas, cujas terras são invadidas pelo agronegócio. Ops, como assim? São os nossos povos indígenas!

Desculpem, pois eu me atrapalhei! Já estava ignorando que os povos indígenas são os verdadeiros donos desta Terra do Pau Brasil... Nós (outros) somos apenas os filhos e netos dos "viajantes" que vieram do além-mar, sendo que muitos foram trazidos à força, em navios manchados de sangue negro.

Se tudo isso não te faz pensar, e se os venezuelanos ainda serão tratados por ti como intrusos, é porque não entendeste quais são as disputas internacionais que estão por trás dessa bagunça criada em Roraima. Enfim, se formos honestos com a nossa consciência, vamos perceber que os brasileiros precisam mergulhar na sua memória mais profunda pra reconhecer o colonialismo que ainda existe por aqui.

Enquanto o gigante estiver de costas pra Nuestra América, nós não vamos reconhecer a nossa própria imagem no espelho. Eu acredito que lá de fora se enxerga melhor todas as nossas virtudes e também os nossos piores defeitos. Mas, para isso ocorrer, será necessário cantar em alto e bom som: hermano, dáme tu mano / vamos juntos a buscar / una cosa pequeñita / que se llama libertad...

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

terça-feira, 21 de agosto de 2018

O SAMBA DO JUDICIÁRIO DOIDO - Kiko Nogueira

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Cármen Lúcia, Raquel Dodge, Alcione e o samba do Judiciário doido.

A cena mais grotesca do últimos anos na República foi o encontro de Cármen Lúcia, Raquel Dodge e Alcione para cantar o clássico “Não deixe o samba morrer” num gabinete do STF.

As três participaram de um seminário chamado “Elas por elas – Mulher no Poder Estatal e na Sociedade”, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça no prédio do Supremo.

Estavam presentes também a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e a presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano.

Luiza, aliás, tem o hábito de tocar Raul Seixas no final de suas palestras para políticos, pedindo que a acompanhem batendo palminhas. Eles obedecem direitinho.

No vídeo que compartilhou nas redes, a “Marrom” grita “vai, Cárrrmi Lúcia”, no que é secundada por espasmos por parte da presidente do Supremo.

Raquel Dodge estala os dedinhos numa releitura do personagem de Steve Martin no filme “O Panaca”, sobre um branco criado por negros que não sabe que é caucasiano.

Alguém manda um “chora, cabrocha!” “Estou desempregada”, afirma Alcione, fechando a tampa.

Tudo tão falso como uma nota de 7 reais. Ou seja, mais verdadeiro impossível.

Era o samba do Judiciário doido, retrato acabado do Brasil. Mostre a qualquer gringo e o sujeito volta correndo — ou fica para sempre.

A ideia de “humanizar” figuras diretamente responsáveis pela insegurança jurídica nacional passou longe, a não ser para os suspeitos de sempre.

O padre Fábio de Mello, um mané pretensioso e botocado, gostou: “Tão bonito ver a desconstrução positiva dos que vivem sob a rigidez sisuda do poder. Em última instância, somos todos humanos, necessitados das mesmas alegrias, vítimas das mesmas agruras”.

De marketing ele entende. Pode trocar “desconstrução positiva” por vergonha alheia, padre.

No máximo, as imagens mostram que as virtudes delas como cantoras são proporcionais ao talento em suas áreas de expertise.

Faustão abriu vaga em seu corpo de bailarinas. Ainda dá tempo.

CHICO BUARQUE E LULA LIVRE

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Apresentação de Chico Buarque no Auditório Araújo Viana ( Porto Alegre) em 19/08/2018.
Ao final da interpretação da canção "Tua Cantiga" alguém grita "Lula Livre" no que é seguido pela platéia.
Uma platéia, considerando o custo do ingresso de 480 reais, economicamente muito seleta.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

SETE DE ABRIL, UM SÍMBOLO DO ABANDONO

                                                                                   Foto Amasete


No Dia do Patrimônio, em Pelotas, Bruna, artista da dança,fez sua manifestação solitária e silenciosa diante do Theatro Sete de Abril.  Limpando, incentivando os transeuntes a dar atenção ao abandono do prédio.
Por outro lado , em outros dias, não é incomum que o local sirva de pouso à noite para algum dos inúmeros moradores de rua que tem surgido pela cidade.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

DEUS SALVE A RAINHA - P.R.Baptista


Acima jantar no Castelo de Windsor local escolhido pela rainha Isabel II para assinalar um momento histórico com pompa e circunstância. Pela primeira vez, um chefe de Estado irlandês visita oficialmente o Reino Unido, retribuindo a viagem oficial que a soberana fez à Irlanda em 2011.

Acompanhados pelo príncipe Carlos e a mulher, Camilla Parker Bowles, Isabel II de Inglaterra e o marido, o príncipe Philip, brindaram aos seus convidados, especialmente ao casal presidencial irlandês, Michael D. e Sabina Higgins, num banquete que reuniu cerca de 160 pessoas.
Durante um breve discurso, a rainha sublinhou que o Reino Unido e a Irlanda estão a tornar-se “bons vizinhos” “melhores amigos”. “Apesar de ter demorado a acontecer, posso assegurar-lhe, SuaMajestade, que a primeira visita de um presidente da Irlanda ao Reino Unidodemonstra claramente que a relação entre os dois países está mais calorosa emadura. E isso é algo que merece ser comemorado”, respondeu Michael D.Higgins.
Na foto seguinte pessoas fazem fila para a partilha de um pouco de alimento

terça-feira, 7 de agosto de 2018

FAKE NEWS - Hélio Freitag Jr


Esses dias vi e ouvi a prefeita Paula reclamar das Fake News, aconselhando o pessoal a não acreditar em notícias falsas.

Um dos maiores portais de produção de notícias falsas é o site da Prefeitura de Pelotas. É bem possível que seja a maior fonte de Fake News! Tem coisa séria e verdadeira lá, mas também tem muita, mas muita mentira e promessas não cumpridas.

Pra ficar só em alguns exemplos, temos a notícia da UPA da Bento, que ficaria pronta há uns dois anos. Não ficou. É FAKE!

Tem a licitação do transporte coletivo para a Zona Rural. Outra FAKE NEWS!

Tem o projeto das bicicletas de aluguel, o BikePel... Você já viu alguma das 15 estações prometidas? BAITA FAKE NEWS!

Tem a UPA Zona Norte, e sobre essa outra, há um silêncio sepulcral. No site da prefeitura tem uma declaração impagável, pura ficção ou Fake News: “Com segurança a entrega desta unidade acontecerá no primeiro semestre de 2016, mas com otimismo, pensamos no final de 2015”, disse o prefeito Eduardo Leite.

domingo, 5 de agosto de 2018

FUNDAMENTANDO O DEBATE - CIRO GOMES


A política pode ser um jogo muito cruel e, por isso, desperta muitas paixões e ódios. É ela quem revela os extremos da alma humana: a extrema nobreza e, nestes tempos estranhos que vivemos no Brasil, mais ainda, a extrema indignidade.

Escrevo no início da tarde desta sexta-feira, dia 03 de agosto do corrente e crítico ano de 2018. Os fatos estão correndo de forma tão frenética e surpreendente que preciso datar e dizer a hora. Até o presente momento ninguém do PSB me informou que decisão tomaram ou tomarão acerca de sua posição na sucessão presidencial.

Diz a grande imprensa, com certa euforia, que o PSB teria acertado um acordo com a cúpula do PT. Não, como seria natural, para apoiar o candidato do PT, mas para me isolar na luta, tirando-me segundos de tempo de TV. Em troca, a burocracia do PT cortaria o pescoço de sua jovem candidata a governadora de Pernambuco, Marília Arraes, e o PSB faria o mesmo com o seu candidato a governador em Minas Gerais, Marcio Lacerda.

Minha palavra agora é para a militância da minha candidatura e para os brasileiros e brasileiras, todos e todas que tem simpatia pela questão nacional, se preocupam com a injustiça de nossa sociedade profundamente desigual e todas as expressões de preconceito e violência que humilham amplas maiorias de nosso povo, mas especialmente as mulheres, os negros e os pobres.

Minha palavra se dirige aos progressistas, todos e todas. Aos que trabalham, por primeiro, e a quem produz.

Muita calma nesta hora!

A violência e o grosseiro equívoco desta atitude da cúpula do PT não devem nos retirar a atenção do que realmente interessa: estas eleições são a última chance, como País, de salvarmos o Brasil da legitimação, pelo voto, desta agenda antipobre, antinacional e antidecência que nos governa desde que o golpe usurpou o poder através de Michel Temer e sua gangue.

Me comprometi, já em meus primeiros movimentos nesta caminhada, a montar um Projeto Nacional de Desenvolvimento. Já há duras consequências de minha posição e, é claro, os grandes interesses da cobiça internacional, mancomunada com o baronato escravista que nos domina, estão atuando. Não sejamos ingênuos nem muito menos paranoicos. É coisa prática. Alguns exemplos:

1. Desapropriarei, com as devidas indenizações, os campos de petróleo entregues a preço de banana a multinacionais e a estatais (!) estrangeiras a partir da revogação da Lei de Partilha pelos golpistas;

2. Desfarei, se consumada, a criminosa entrega da EMBRAER aos norte-americanos, conforme consequência de carta que enviei à BOEING e à EMBRAER pedindo que aguardassem a decisão popular que se aproxima;

3. Revogarei as aberrações impostas pela selvagem Reforma Trabalhista (fui vaiado por isso na Confederação Nacional da Indústria, cujo presidente fez muitos elogios a Jair Bolsonaro);

4. Revogarei a Emenda Constitucional 95, a chamada PEC da morte, que congela os investimentos em saúde, educação, segurança, ciência e tecnologia, cultura e infraestrutura POR 20 ANOS!

5. Desfarei o cartel dos bancos que, nos últimos 15 anos, concentraram, em apenas 5 deles, 85% de todas as operações financeiras do País, impondo ao nosso povo e à nossa economia a maior taxa de juros do mundo!

6. Suspenderei ou reverterei, se necessário, a privatização da Eletrobras, que transferiria para o capital estrangeiro o controle do REGIME DE ÁGUAS em nosso país;

São apenas um dos poucos exemplos do que está de verdade em jogo nesta hora terrivelmente ameaçadora de nosso próprio futuro como Nação. É ao redor deste conjunto de valores que devemos exercitar a nossa militância.

Compreendamos com humildade e paciência o péssimo momento que a burocracia do PT está vivendo. Já não é mais política, é religião, culto à personalidade, pragmatismo da cúpula de uma organização que parece não querer aprender mais nada. Calma! Falemos com o povo, acreditemos nele, compreendamos a justa gratidão que imensos contingentes de nossa população têm com Lula. Ele foi um presidente bom para muita gente.

Não aceitemos a armadilha de nos empurrarem para o conservadorismo ou para a violação de nossos valores, muito menos por alguns - ainda que preciosos - segundos de propaganda na TV. Em nenhuma hipótese é o PT o nosso inimigo!

A cúpula do PT terá de se haver perante a história com as consequências de seus atos de agora. Lamentemos, mas nossas baterias devem permanecer apontadas contra a reação nazi-fascista ou o neoliberalismo entreguista da turma TEMER, PSDB, PMDB. Estes são os inimigos da Pátria, estes os traidores da Nação, estes os comandantes da roubalheira de alto coturno que parte deslumbrada da cúpula petista quis imitar para dar no que deu. É contra estes que devemos manter nossa luta, nossas energias e nossos entusiasmo! É a favor de uma corrente encantadora de mudanças, que devolva a esperança perdida por nosso povo, que devemos nos emocionar!

A viagem lisérgica da burocracia do PT tem data para acabar: pretendem enganar a boa gente que adora o Lula, com muitas razões, volto a repetir, de que ele será candidato. Se fosse, muito provavelmente como fiz ao longo dos últimos 16 anos, sem faltar nenhum dia, estaríamos juntos. Aliás, uma pitadinha de ironia do destino: fui convidado a sair do PSB, onde mantenho grande carinho, respeito e camaradagem, porque discordei de meu saudoso amigo Eduardo Campos para ser correto com o PT...

Não deixarão Lula ser candidato! Até as pedras do caminho sabem disso! Pior, a burocracia do PT também sabe muito bem disso. Ou seja, é para bailar à beira do abismo que os burocratas do PT convidam a Nação Brasileira.

Então fiquemos assim. Se for verdade que Lula será candidato, conversemos; se não for, por favor, Brasil: muita calma nessa hora! Nosso país não aguentará outra aposta no escuro.

sábado, 4 de agosto de 2018

BOLSONARO E REDE GLOBO APOIADORES DA DITADURA


Bolsonaro, ridicularizado pelo primarismo de suas declarações, aproveita, no entanto, instado a falar de seu apoio à ditadura militar que é notório, para passar a bola para o entrevistador questionando a postura da Rede Globo neste período.
O que se segue e culmina com a nota da Rede Globo ao final da entrevista acaba sendo, provocado por um candidato da extrema-direita, um momento constrangedor para a emissora.
Bolsonaro decerto sentiu-se à vontade em sua resposta pois não é o candidato da Globo.
E até consegue, mesmo que pontualmente, apresentar-se como um inesperado crítico da rede o que desde Brizola, passando pelos governos FHC e Lula, pelos quais a Globo passou muito bem obrigado, tinha-se evitado. 

BOLSONARO E REDE GLOBO APOIADORES DA DITADURA


Bolsonaro, ridicularizado pelo primarismo de suas declarações, aproveita, no entanto, instado a falar de seu apoio à ditadura militar que é notório, para passar a bola para o entrevistador questionando a postura da Rede Globo neste período.
O que se segue e culmina com a nota da Rede Globo ao final da entrevista acaba sendo, provocado por um candidato da extrema-direita, um momento constrangedor para a emissora.
Bolsonaro decerto sentiu-se à vontade em sua resposta pois não é o candidato da Globo.
E até consegue, mesmo que pontualmente, apresentar-se como um inesperado crítico da rede o que depois de oisdesde Brizola, passando pelos governos FHC e Lula, pelos quais a Globo passou muito bem obrigado, tinha-se evitado. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

SOB OS ARCOS DA LAPA APOIO MUSICAL À LULA


Gilberto Gil e Chico Buarque, os ‘’monstros sagrados’ da música brasileira, se apresentaram sábado, no Festival Lula Livre organizado para reivindicar a liberação do ex-presidente preso desde abril por corrupção, e favorito nas intenções de voto para as eleições presidenciais de outubro. Para um público estimado em algumas dezenas de milhares de pessoas, de todas as idades – muitos, com máscaras de papelão com o rosto de Luis Inácio Lula da Silva – permaneceram durante cerca de 14 horas no Centro da cidade do Rio de Janeiro para ouvir quarenta artistas mobilizados para apoiar o líder da esquerda brasileira.

terça-feira, 31 de julho de 2018

RICARDO DARÍ, O ASSEDIADOR DA VEZ



Pasaron casi dos meses desde el día que Valeria Bertuccelli denunció públicamente que Ricardo Darín la había maltratado mientras compartían elenco en la obra Escenas de la vida conyugal. A pesar de que él ha salido a hablar en varias oportunidades, ella se llamó al silencio y no volvió a emitir ningún comentario al respecto. En el día de ayer, mientras ingresaba para grabar una entrevista junto a Iván Noble para su ciclo Proyecto Alma, la actriz fue abordada por la prensa que buscaba sumar su voz al debate.
Valeria Bertuccelli
"¿Te arrepentís de algo de lo que pasó?", indagó un notero de Intrusos. "No me arrepiento de nada", contestó ella contundente, mientras entraba rápidamente al estudio. A la salida, los medios seguían allí esperando obtener alguna declaración más.
Consultada por uno de los noteros de Los Ángeles de la Mañana, Valeria anticipó que ya dará más detalles de lo ocurrido. "No quiero hablar a las corridas en la calle, pero no te preocupes que sí voy a hablar", respondió fugazmente antes de subirse a un taxi.
"No estoy exactamente enojado. Estoy dolorido. No termino de entender", dijo el actor en varias oportunidades, asegurando que no sabe que pasó realmente. "Me llamó la atención que usara la palabra 'destrato' y no 'maltrato'. 'Destrato' parece que hubo abandono.
Darin, acusado de assédio
Tuvimos desinteligencias y discusiones que pensé que habían sido subsanadas".

Las declaraciones de Bertuccelli
"Me trató de una manera que no se trata a una compañera de trabajo. La pasé muy mal. Hubo un par de veces que me desmayé en bambalinas. Muchas veces pasan situaciones así, pero yo intenté resolverlo de la mejor manera: hablando con él. Sin embargo, lo que pasó después fue muy tremendo", reveló Bertuccelli, en relación a cómo se manejó su alejamiento de la obra.
Además de su denuncia, la actriz Érica Rivas sumó su propia experiencia personal con el actor, alegando que ella también se sintió maltratada por él. "Para mí fue muy triste. Cuando recibí maltratos de Ricardo tanto laborales como personales y decidí rescindir el contrato para ir a hacer la obra a España, lo primero que me acordé cuando estaba en el medio de toda esa mierda fue de Valeria, y lo que hice fue llamarla para pedirle disculpas por no haberla llamado antes. No me quiero imaginar el dolor que debió haber sentido al sentirse tan sola con respecto a otra mujer que la estaba reemplazando; me duele como feminista y como mujer", confesó la protagonista de Casados con hijos.
Ambas declararon que el actor las destrataba, les pedía disculpas y les volvía hacer lo mismo. Desde ese momento, fueron varios los que salieron a apoyar al actor y otros a criticarlo..

ANA AMÉLIA, EM BOA COMPANHIA


Visitei a sede do MBL- Movimento Brasil Livre, hoje, a convite do seu líder Kim Kataquiri, que será candidato a deputado federal pelo Democratas (SP), e Arthur Moledo do Val, pré-candidato a deputado estadual pelo mesmo partido.
O MBL nasceu do movimento de jovens de São Paulo, com representatividade em todos estados, inclusive no Rio Grande do Sul, e com disposição de ter protagonismo na atividade política para modernizar o país na atuação legislativa em todas as esferas (câmaras de vereadores, assembleias legislativas, Câmara Federal e Senado). 
Agradeci ao MBL pela edição de matérias com pronunciamentos meus, especialmente dos embates com a oposição no Senado, que sempre tem repercussão nas redes sociais, especialmente Youtube e Facebook.

Ana Amelia

segunda-feira, 30 de julho de 2018

MAURICIO DIETER ANALISANDO O PROCESSO DE LULA

                 Com Maurício Dieter, Voz Ativa debate a justiça.
Autor do livro “Política Criminal Atuarial – a criminologia do fim da história” e participante da obra coletiva “Comentários a uma sentença anunciada: O Caso Lula”, lançada ano passado, o advogado, professor de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Mauricio Stegemann Dieter é o convidado do programa Voz Ativa desta segunda-feira, dia 22, às 22h15, na Rede Minas.
Crítico das políticas de segurança e do sistema judicial brasileiro, Maurício fala sobre justiçamento nas redes sociais e espetacularização das prisões no Brasil.
 O jurista não acredita em ressocialização de presos, questiona a validade das chamadas delações premiadas, que segundo ele são todas ilícitas, assim como prisões preventivas e conduções coercitivas.
O programa foi ao ar dois dias antes do julgamento do ex-presidente Lula, marcado para o dia 24, e esse também foi um dos assuntos abordado pelos participantes.
 A bancada de entrevistadores é formada pelo apresentador, Florestan Fernandes Júnior, jornalista com ampla experiência em telejornalismo e passagens pelas principais redações e emissoras do país; Luis Nassif, jornalista e blogueiro do jornal eletrônico GGN; Alessandra Cézar Mello, jornalista e presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas; Marina Rossi, repórter do El País, sobre política, mobilidade, movimentos sociais, direitos humanos e sociedade; José Luiz Quadros, professor da PUC-MG e UFMG; Simone Pio, jornalista da Rede Minas com diversos prêmios por reportagens voltadas para a cidadania.
Para o professor Dieter, a sentença de Moro é incorreta do ponto de vista jurídico e excessiva na pena, em função do poder discricionário do juiz. “Trata-se de um julgamento político”, afirma. Além do julgamento do ex-presidente Lula e da atuação de Moro, Maurício Dieter analisa a ação do Judiciário no Brasil, critica as medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público Federal e avalia a situação do sistema carcerário brasileiro.
Para ele, a situação das prisões brasileiras configura o maior crime contra os direitos humanos no Brasil.
O programa também é transmitido ao vivo pela web, aqui no site da Rede Minas e na página do programa no Facebook, e também conta com cobertura no Twitter. Em edição especial para rádio, o Voz Ativa é apresentado às terças-feiras, às 21h, na Inconfidência FM. Aos domingos, o programa vai ao ar pela Inconfidência AM às 22h. O Voz Ativa oferece canais abertos com o público para poder comentar, sugerir temas e entrevistados via redes sociais, nos seguintes endereços: Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

CAETANO ENTREVISTA CIRO GOMES

Facebook exclui contas ligadas ao MBL por fake news - SUL 21

foto Maia Rubim/Sul21
Uma rede de páginas e contas do Movimento Brasil Livre (MBL) foi excluída pelo Facebook, nesta quarta-feira (25). De acordo com informações da Reuters, os perfis eram utilizados para propagar notícias falsas pelo grupo de extrema-direta.

Ainda segundo o site, foram desativados 196 páginas e 87 contas no Brasil por sua participação em “uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”. A rede social alega que tenta  evitar influência de mentiras nas eleições de outubro.
Através de comunicado, o Facebook afirma que retirou a rede do ar no Brasil após uma “rigorosa investigação” porque os perfis envolvidos eram falsos ou enganadores, violando sua política de autenticidade.
Mesmo sem identificar as páginas ou usuários envolvidos, a Reuters afirma que a rede era administrada por membros importantes do MBL. Até o fechamento desta matéria representantes da entidade ainda não haviam respondido de imediato a diversos pedidos por comentários.
As páginas desativadas tinham, ao todo, cerca de meio milhão de seguidores. Elas replicavam notícias sensacionalistas relacionadas à política, com uma abordagem conservadora, de sites como Jornalivre e O Diário Nacional, entre outros.

FONTE: Sul21

quarta-feira, 11 de julho de 2018

POLITICA DE AGROTÓXICOS NO BRASIL- Rosangela Rodrigues

Na duas grandes guerras (1914-1918) e (1939-1945) o agrotóxico já estava presente como arma bélica e para tal finalidade foi desenvolvido pela grande indústria química.
Mas com o fim da guerra fria os “produtos” que muitas vezes causam intoxicação crônica mas não matam passaram a ser fabricados para a agricultura.
Os nomes se sucederam: “remédios” “venenos” “agrotóxicos” “defensivos” e “pesticida” mais recentemente no pacote de mudanças na fiscalização e controle de agrotóxicos no Brasil, o Projeto de Lei 6299/02, carinhosamente chamado de "Pacote do Veneno" que pretende liberar substâncias comprovadamente cancerígenas diretamente no prato do brasileiro.
Nada mais do que colocar venenos, sem estudos que possam garantir seu uso seguro, na alimentação das pessoas, inclusive crianças, com sistema imunológico frágil.
Além disso retira a atribuição do Ministérios da Saúde e o do Meio Ambiente do processo de análise e registro dos produtos, ou seja, apenas a quem interessa o mercado de agrotóxicos? ao Ministério da Agricultura que ficaria com supremacia para liberar qualquer substância potencialmente cancerígena desde que se reverta em lucro a sua utilização.
 O câncer já se tornou uma epidemia de grandes proporções no Brasil. O Instituto do Câncer (Inca) se posicionou contra o pacote, afinal qual será a nova estimativa de casos de câncer no Brasil? Até então era de 1,2 milhões entre 2018 e 2019.
 Além de outras organizações que se posicionaram contra tais como Ministério Público Federal, Anvisa, Ibama e ONU são os últimos focos de resistência em meio à cultura desenfreada da liberação de venenos. A ONU chegou a enviar uma carta de alerta contra a PL do veneno: http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2018/06/onu-envia-carta-ao-governo-brasileiro-alertando-contra-o-pacote-do-veneno afinal é sempre necessário que alguém de fora nos diga o óbvio.
O argumento de que o processo para avaliação e liberação dos agrotóxicos é muito caro e demorado não corrobora com a ideia do país campeão do uso de subtâncias tóxicas na agricultura.
A votação no plenário da Câmara vai liberar geral o câncer na mesa dos brasileiros.
Isso é tudo?
Não. A cereja do bolo é a proibição da venda de orgânicos em supermercados com o projeto de lei no 4576/16 porque segundo a opinião do autor “um regramento mais rígido para a venda direta de produtos orgânicos vai trazer benefícios”.
Neste caso seria proteger o consumidor de quem diz que vende orgânico mas vende convencional...hora isso já existe e chama-se "certificação" Sr. Deputado.
Nada mais que uma ofensiva à quem produz com ética de quem não tem ética em liberar venenos proibidos no mundo todo.
Muitos países vem trabalhando na redução e até na proibição de agrotóxicos mas no Brasil cada vez mais somos depósito de venenos que contaminam a água o solo e se acumulam nos nossos corpos causando todo tipo de doenças.
Assistimos abestalhados as campanhas que arrecadam fundos para o tratamento do câncer mas ninguém fala das causas da doença, temos que nos envenenar, adoecer e depois fazer parte das estatísticas mas claro sempre vai existir uma peruca doada por uma alma caridosa para uma cabeça desprovida de proteção.
Ainda vão argumentar que é impossível produzir alimentos para acabar com a fome sem os agrotóxicos...mais um detalhe...o Brasil joga 40% do que produz no lixo.
Comida lixo envenenada vira problema ambiental...

(*) Rosangela Rodrigues, Dra, Área Ambiental,  professora do CAVG

sábado, 7 de julho de 2018

A MELANCÓLICA DESPEDIDA DA SELEÇÃO

Sexta-feira, 6 de julho, enquanto transcorre o jogo da seleção brasileira contra a Bélgica a cidade fica vazia. Em pontos esparsos em bares ou comércios que permanecem abertos grupos acompanham o jogo.
Mas há transeuntes que se mantêm alheios simplesmente caminhando ou parados em algum lugar conversando.
O Brasil já está perdendo por 2x0.
Aqui e ali, por onde passo, manifestações desses grupos.
Mas nenhuma mais forte, nenhuma correspondente a um gol.
O gol só surge mais tarde, perto do fim do jogo.
Mas a não ser isto a tarde é absolutamente distante de qualquer tipo de entusiasmo mais forte
Na esquina do Aquário um vendedor de bandeiras brasileiras conversa.
Seu negócio está próximo do fim.
Dentro do café um grupo se posta diante do televisor.
É uma tarde fria, aparentemente são frequentadores que decidiram ficar por ali.
De volta para casa ouço gritos mais fortes.
Era o gol do Brasil.
O único gol do Brasil no jogo, o último na Copa, o gol da despedida.
O vendedor de bandeiras

Frequentadores do Aquário

©P.R.Baptista

COXINHAS EM MOSCOU



A torcida brasileira na Rússia estava toda de verde-amarelo , as manifestações pareciam de coxinhas, nenhuma camiseta ou bandeira vermelhas. Mas os petralhas certamente estavam juntos, disfarçados, talvez até em maioria.

APRESENTAÇÃO DO GRUPO ILUMINURA NO CONSERVATÓRIO

No dia 06 de julho no Salão Milton de Lemos do Conservatório de Música (Rua Félix da Cunha, 651) apresentou-se o GRUPO ILUMINURA num recital denominado: “MÚSICA EM TEMPOS”. 
No repertório, música vocal e instrumental da Renascença. 
A apresentação foi em homenagem ao Centenário do Conservatório de Música/UFPel. 
O grupo dedica-se à pesquisa, aos arranjos e à execução musical de repertórios antigos e raros, usando instrumentos de época com suas sonoridades instigantes e cativantes. 
O grupo Iluminura é formado pelos músicos: Carlos Soares, violoncelo; João Straub, alaúde; Leonora Oxley, canto; Marcelo Borba, percussão; Werner Ewald, flautas; 
Todos os integrantes são professores dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Música do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas –UFPel- 
O recital contou ainda com a participação especial de Iára Müller como narradora.
O evento foi promovido pela Associação Amigos do Conservatório de Música com apoio do Conservatório de Música e do Centro de Artes da UFPel.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

CARTA DO EX-PRESIDENTE LULA

"Meus amigos e minhas amigas,
Chegou a hora de todos os democratas comprometidos com a defesa do Estado Democrático de Direito repudiarem as manobras de que estou sendo vítima, de modo que prevaleça a Constituição e não os artifícios daqueles que a desrespeitam por medo das notícias da Televisão.
A única coisa que quero é que a Força Tarefa da Lava Jato, integrada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pelo Moro e pelo TRF-4, mostrem à sociedade uma única prova material de que cometi algum crime. Não basta palavra de delator nem convicção de power point.
Se houvesse imparcialidade e seriedade no meu julgamento, o processo não precisaria ter milhares de páginas, pois era só mostrar um documento que provasse que sou o proprietário do tal imóvel no Guarujá.
Com base em uma mentira publicada pelo jornal O Globo, atribuindo-me a propriedade de um apartamento em Guarujá, a Polícia Federal, reproduzindo a mentira, deu início a um inquérito; o Ministério Público, acolhendo a mesma mentira, fez a acusação e, finalmente, sempre com fundamento na mentira nunca provada, o Juiz Moro me condenou. O TRF-4, seguindo o mesmo enredo iniciado com a mentira, confirmou a condenação.
Tudo isso me leva a crer que já não há razões para acreditar que terei Justiça, pois o que vejo agora, no comportamento público de alguns ministros da Suprema Corte, é a mera reprodução do que se passou na primeira e na segunda instâncias.
Primeiro, o Ministro Fachin retirou da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal o julgamento do habeas corpus que poderia impedir minha prisão e o remeteu para o Plenário.
Tal manobra evitou que a Segunda Turma, cujo posicionamento majoritário contra a prisão antes do trânsito em julgado já era de todos conhecido, concedesse o habeas corpus. Isso ficou demonstrado no julgamento do Plenário, em que quatro do cinco ministros da Segunda Turma votaram pela concessão da ordem.
Em seguida, na medida cautelar em que minha defesa postulou o efeito suspensivo ao recurso extraordinário, para me colocar em liberdade, o mesmo Ministro resolveu levar o processo diretamente para a Segunda Turma, tendo o julgamento sido pautado para o dia 26 de junho.
A questão posta nesta cautelar nunca foi apreciada pelo Plenário ou pela Turma, pois o que nela se discute é se as razões do meu recurso são capazes de justificar a suspensão dos efeitos do acordão do TRF-4, para que eu responda ao processo em liberdade.
No entanto, no apagar das luzes da sexta-feira, 22 de junho, poucos minutos depois de ter sido publicada a decisão do TRF-4 que negou seguimento ao meu recurso (o que ocorreu às 19h05m), como se estivesse armada uma tocaia, a medida cautelar foi dada por prejudicada e o processo extinto, artifício que, mais uma vez, evitou que o meu caso fosse julgado pelo órgão judicial competente (decisão divulgada às 19h40m).
Minha defesa recorreu da decisão do TRF-4 e também da decisão que extinguiu o processo da cautelar. Contudo, surpreendentemente, mais uma vez o relator remeteu o julgamento deste recurso diretamente ao Plenário. Com mais esta manobra, foi subtraída, outra vez, a competência natural do órgão a que cabia o julgamento do meu caso.
Como ficou demonstrado na sessão do dia 26 de junho, em que minha cautelar seria julgada, a Segunda Turma tem o firme entendimento de que é possível a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário interposto em situação semelhante à do meu. As manobras atingiram seu objetivo: meu pedido de liberdade não foi julgado.
Cabe perguntar: por que o relator, num primeiro momento, remeteu o julgamento da cautelar diretamente para a Segunda Turma e, logo a seguir, enviou para o Plenário o julgamento do agravo regimental, que pela lei deve ser apreciado pelo mesmo colegiado competente para julgar o recurso?
As decisões monocráticas têm sido usadas para a escolha do colegiado que momentaneamente parece ser mais conveniente, como se houvesse algum compromisso com o resultado do julgamento. São concebidas como estratégia processual e não como instrumento de Justiça.
Tal comportamento, além de me privar da garantia do Juiz natural, é concebível somente para acusadores e defensores, mas totalmente inapropriado para um magistrado, cuja função exige imparcialidade e distanciamento da arena política.
Não estou pedindo favor; estou exigindo respeito.
Ao longo da minha vida, e já conto 72 anos, acreditei e preguei que mais cedo ou mais tarde sempre prevalece a Justiça para pessoas vítimas da irresponsabilidade de falsas acusações.
Com maior razão no meu caso, em que as falsas acusações são corroboradas apenas por delatores que confessaram ter roubado, que estão condenados a dezenas de anos de prisão e em desesperada busca do beneplácito das delações, por meio das quais obtêm a liberdade, a posse e conservação de parte do dinheiro roubado. Pessoas que seriam capazes de acusar a própria mãe para obter benefícios.
É dramática e cruel a dúvida entre continuar acreditando que possa haver Justiça e a recusa de participar de uma farsa.
Se não querem que eu seja Presidente, a forma mais simples de o conseguir é ter a coragem de praticar a democracia e me derrotar nas urnas.
Não cometi nenhum crime. Repito: não cometi nenhum crime. Por isso, até que apresentem pelo menos uma prova material que macule minha inocência, sou candidato a Presidente da República. Desafio meus acusadores a apresentar esta prova até o dia 15 de agosto deste ano, quando minha candidatura será registrada na Justiça Eleitoral."
Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 3 de julho de 2018

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Novidades do Nei A. Pies

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“Sua opinião” mata

“Sua opinião” mata

Categorias: Ingra Costa e Silva
Lutar pelos direitos humanos é uma luta constante e isso engloba a luta por um mundo onde ninguém possa ousar querer nos dizer como amar. 
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segunda-feira, 2 de julho de 2018

PROCESSO DO EX-PRESIDENTE LULA

Uma grande parte dos processos aos quais foi submetido o ex-presidente Lula tem sido um ponto central da discussão política recente entre outras questões pela possibilidade ou não dele candidatar-se na eleição presidencial próxima.
Como pesquisas tem revelado que ele mantém em grande parte um potencial de voto que poderia elegê-lo a questão, sem dúvida, do ponto de vista político-eleitoral, reveste-se de uma importância da maior relevância.
Basicamente há uma disputa entre as teses dele ser inocente e estar sendo submetido a um processo de natureza política ( nesse caso teria se convertido por força da condenação em um preso político) ou, ao contrário, dele ser culpado e o processo ter seguido todas as normas judiciais cabíveis e legais.
A quase totalidade das posições que são manifestadas, especialmente nas redes sociais, costumam estar baseadas não numa análise e exame dos elementos que constam do processo ou, ao menos , simples leitura, mas, basicamente, em tendências políticas defendidas por cada um.
Ou seja, opiniões superficiais, pessoais e, infelizmente sem nenhuma fundamentação.
Este quadro não deve mudar mas, de qualquer modo, àqueles que tiverem tempo e disposição para conhecerem um pouco melhor os autos, encaminhamos cópia de um documento pertinente ao caso emitido pelo Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 13ª Vara Federal de Curitiba.

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/sites/41/2017/07/LULA-CONDENADO.pdf 

OUTROS DOCUMENTOS
1)  Carta de Lula

2) Pode ser de interesse, também, rever o depoimento do ex-presidente Lula na audiência feita na presença do juiz Moro

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