No momento em que órgãos de comunicação como a Globo e a Veja demitem pessoal de imprensa, o jornalista Mário Marona escreve apontando os verdadeiros responsáveis pela crise e perda de credibilidade dos jornalões: os empresários e seus estrategistas.
O título remete à expressão J'Accuse, célebre artigo escrito por Émile Zola em 1898, em que o escritor cobrou do presidente da França a libertação do oficial Alfred Dreyfus, vítima de uma grande injustiça judicial.
EU ACUSO!
Por Mario Marona
"Aos donos dos jornais e seus estrategistas:
Na última década e meia vocês destruíram de maneira sistemática a credibilidade das empresas que dirigem e condenaram o jornalismo a um período de degradação só comparável aos tempos da "imprensa marrom" dos anos 50.
Na última década e meia vocês tentaram matar a reportagem e trabalharam de forma metódica contra seus próprios veículos, expondo-os ao ridículo perante os leitores e assinantes, muitos dos quais decidiram abdicar de hábitos antigos para procurar alternativas na internet.
Na última década e meia vocês interditaram seus veículos à presença de articulistas e colunistas moderados, isentos ou progressistas, optando por entregar praticamente todos os seus espaços de opinião a jornalistas e especialistas facciosos, grosseiros, deselegantes, manipuladores e mentirosos, quando não assumidamente golpistas.
Vocês - donos e estrategistas - estão enterrando o jornalismo.
Vocês são responsáveis pelo empobrecimento de suas empresas.
Vocês são os únicos culpados por demitir dezenas e dezenas de bons profissionais a cada passaralho.
Assumam sua responsabilidade perante a história do jornalismo brasileiro.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
domingo, 30 de agosto de 2015
Dança Húngara n. 5 de Brahms
SOUND......
True Sound.......:) Love
Posted by Memnon Uzan on Sexta, 21 de agosto de 2015
Espetáculos maniqueístas - Nei Alberto Pies
"Sei que em todas as multidões há quem sequer saiba por que esta lá e que o direito à manifestação é algo necessário e sagrado". (Sueli Ghelen Frosi)
Vivemos espetáculos e somos midiáticos. Sem escrúpulos e sem vergonha, exibimos, instintivamente, o melhor do que carregamos, do que somos ou do que temos. Vimos, assistimos e acessamos - pelas mídias e redes sociais - conteúdos que não agregam os brasileiros no combate à corrupção como um dever cívico, permanente e sóbrio, respeitando os poderes constituídos e os regramentos da nossa Constituição Federal. Nas mais recentes manifestações de rua pelo Brasil afora, em agosto de 2015, novamente assistimos alguns excessos e radicalismos dos que pretendem apontar mudanças para o país.
Ódio, raiva, estupidez, violência, despudor, arrogância e superioridade marcaram muitas manifestações públicas e midiáticas por este Brasil afora, mas sempre demarcando serem de "pessoas do Bem". "Que triste espetáculo proporcionamos para o mundo! Quero pelo menos alguns metros de distância das pessoas "de bem" que formam a massa crítica atual. Sei que em todas as multidões há quem sequer sabe porque esta lá e que o direito à manifestação é algo necessário e sagrado. Mas é preocupante convivermos com a maldade explicitada nas ruas, na medida em que se pede sangue, se legitima chacinas e enforcamentos. Estou muito mais assustada do que envergonhada. Você não?" (Sueli Ghelen Frosi)
Acredito que o bem e o mal não estão personificados em determinados grupos ou pessoas. Por isso, preciso indagar: a) Quem não quis, não concorda ou não se manifestou é uma pessoa do Mal? b) Pode o Bem estar "encarnado" em alguém ou num grupo de pessoas? c) Combater a corrupção passa, necessariamente, por afirmar um coletivo do Bem? d) Os brasileiros já decidiram que a corrupção é um problema suficientemente sério para ser levado a sério, até as últimas conseqüências e em todas as instâncias e instituições?
Estou lendo a obra "O Maniqueísmo em nossas vidas: a bondade dos maus e a maldade dos bons", do autor Jorge A. Salton, Editora Movimento, lançada no dia 15 de agosto de 2015, em Porto Alegre. O autor joga luzes ao momento histórico que vivemos no Brasil. Em sua introdução, o autor afirma: "o pensar maniqueísta, a divisão entre nós, os bons e eles os maus, é sinal patognomônico do surgimento da maldade – no sentido de sinal ou sintoma que por si só afirma a presença de algo. Ao dissecar o fenômeno, encontraremos, em sua base, o reducionismo, a generalização, a dogmatização, uma forma de pensar que, a partir de uma suspeita qualquer, já salta para a conclusão, a ausência de autocrítica, a inexistência de empatia e a necessidade de inimigos".
O livro sobre o maniqueísmo invoca em mim a revisão de conceitos, atitudes e pensamentos. Está mexendo nos meus modos de ser, pensar e agir no mundo. Estou convencido de que deverei eliminar as tentações maniqueístas de enquadrar, julgar ou condenar os outros, até alcançar um pensar empático e pluralista, para perceber a realidade e construir vivências positivas. Por outro lado, teimo no meu direito de dizer o que penso dos recentes fenômenos públicos que insistem em aplicar um golpe na democracia brasileira, através de um impedimento (impeachment). Pelo respeito à democracia e ao sagrado voto, deixemos a presidenta Dilma governar e respeitemos os princípios democráticos e de direito que a todos são estendidos pela Constituição.
Governar não é tarefa de anjos, é tarefa de pessoas que erram e acertam; que não são inteiramente boas nem inteiramente más. Estes que se denominam "Exército do Bem" e que afirmam carregar consigo os mais nobres desejos de mudança no Brasil valem-se de ideias maniqueístas. Estas ideias não colaboram com o pluralismo e o respeito, essências da democracia.
Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos.
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Espetáculos maniqueístas
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
PORQUE A DIREITA SAIU DO ARMÁRIO - Emir Sader
Quando se usa essa expressão, não se está querendo dizer que ela estivesse escondida até recentemente. A direita, na era neoliberal, no Brasil, é representada pelos tucanos e seus aliados e sempre esteve ocupando o campo político como alternativa aos governos do PT.
O que há de novo é a consolidação de um setor de extrema direita na classe média, que teria colocado recentemente as manguinhas pra fora, constituindo-se no fator novo no cenário politico nacional. E que parece que veio para ficar.
Sem discutir a tese da Marilena Chauí – que esse setor insiste em confirmar – de que a classe média seria fascista, é inegável que pelo menos um setor dela assume teses fascistas e o faz da maneira mais escancarada, quase como um clichê, pelos slogans que exibe, pela atitude agressiva e discriminatória, pelo racismo, pelo antiesquerdismo, pelo anticomunismo.
Mas por que agora, há 12 anos do começo dos governos do PT, essa ultra direita sai do armário? Onde estava ela? Por que resolveu sair agora do armário?
Essas manifestações são a prova mais eloquente que os governos do PT não amaciaram a luta de classes, mas a acirraram. Caso os governos do PT fossem apenas uma variante do neoliberalismo – como algumas atitudes sectárias, que não conhecem o país e não sabem das profundas transformações operadas no Brasil desde 2003 – a direita só poderia estar satisfeita, teria que estar comemorando a cooptação de um PT tão expressivo do campo popular – o mais importante de toda a trajetória da esquerda brasileira -, para o seu campo. Menos ainda teria por que se empenhar com todas suas forças para tirar o PT do governo e tentar desqualificar o Lula, para inviabilizar seu retorno à presidência.
Só mesmo porque sentiram que seus interesses estavam sendo afetados, que já não dispunham do governo a seu bel prazer e correm o risco de ver este período se estender muito mais, com uma eventual volta do Lula à presidência, é que a direita saiu do armário e passou a exibir sua cara de ultra direita.
De que forma esses interesses foram afetados? Em primeiro lugar, na prioridade das políticas sociais e na extensão do mercado interno de consumo de massas, com a distribuição de renda que acompanhou a retomada do desenvolvimento econômico. Se interrompeu a política econômica implantada por Collor e continuada por FHC. Seu fracasso abriu os espaços para governos que romperam com eixos fundamentais do neoliberalismo, em primeiro lugar, a prioridade dos ajustes fiscais e a centralidade do mercado.
Em segundo lugar, pela ruptura com o projeto da Área de Livre Comércio das Américas – ALCA -, levado a cabo pelos EUA, em complacência com o governo de FHC, que deu lugar ao fortalecimento dos processos de integração regional, do Mercosul à Celac, passando pela Unasul. Um processo que inclui os estratégicos projetos dos Brics, em que o Brasil tem papel chave, e que desenha um mundo multipolar na contramão dos projetos norteamericanos.
Em terceiro lugar, porque a centralidade do mercado deu lugar a espaços para a recuperação da capacidade de ação do Estado, tanto como indutor do crescimento econômico, como da afirmação dos direitos sociais e como ator nos processos de soberania externa.
A já clássica frase de que “os aeroportos estão virando rodoviárias” segue sendo a mais significativa da reação de setores da classe média à ascensão de amplos setores populares. Afora exacerbada, desde a Copa do Mundo, em que a vaia à Dilma foi como que a abertura da porteira da falta de qualquer respeito por parte de setores da direita.
A campanha eleitoral do ano passado foi um aquecimento em relação ao que se vive agora. Tanto Aécio quanto a mídia, exacerbaram sua linguagem e suas formas de atacar o governo, gerando a ideia de que tudo tinha se tornada insuportável, não apenas a situação das classes privilegiadas, mas o próprio país, pela corrupção e pela suposta incompetência do governo. Pela primeira vez na história do país um candidato a presidente triunfou nas eleições contra praticamente a totalidade do grande empresariado – confirmando como estes consideram que seus interesses fundamentais são afetados profundamente pelos govenos do PT.
Para os que nunca aceitaram que os governos do PT tenham sido qualitativamente diferentes dos governos neoliberais, tudo isso é incompreensível. Na sua incapacidade de apreender a realidade concreta, tem que culpar o PT por tudo. Até pela direita ter saído do armário, usado por alguns para atribuir também aí a culpa ao PT.
Por isso a ultra esquerda não conseguiu, ao longo destes 12 anos – nem no Brasil, nem nos países com governos posneoliberais na América Latina -, construir uma alternativa e esta está sempre situada à direita dos governos do PT. Porque acredita que o os governos do PT são neoliberais, a ultra esquerda não compreende a realidade do Brasil hoje e não consegue construir raízes no seio do povo.
O PT é responsável pela saída da direita – e da ultra direita – do armário, porque afetou profundamente os seus interesses.
Fonte: http://cartamaior.com.br/…
O que há de novo é a consolidação de um setor de extrema direita na classe média, que teria colocado recentemente as manguinhas pra fora, constituindo-se no fator novo no cenário politico nacional. E que parece que veio para ficar.
Sem discutir a tese da Marilena Chauí – que esse setor insiste em confirmar – de que a classe média seria fascista, é inegável que pelo menos um setor dela assume teses fascistas e o faz da maneira mais escancarada, quase como um clichê, pelos slogans que exibe, pela atitude agressiva e discriminatória, pelo racismo, pelo antiesquerdismo, pelo anticomunismo.
Mas por que agora, há 12 anos do começo dos governos do PT, essa ultra direita sai do armário? Onde estava ela? Por que resolveu sair agora do armário?
Essas manifestações são a prova mais eloquente que os governos do PT não amaciaram a luta de classes, mas a acirraram. Caso os governos do PT fossem apenas uma variante do neoliberalismo – como algumas atitudes sectárias, que não conhecem o país e não sabem das profundas transformações operadas no Brasil desde 2003 – a direita só poderia estar satisfeita, teria que estar comemorando a cooptação de um PT tão expressivo do campo popular – o mais importante de toda a trajetória da esquerda brasileira -, para o seu campo. Menos ainda teria por que se empenhar com todas suas forças para tirar o PT do governo e tentar desqualificar o Lula, para inviabilizar seu retorno à presidência.
Só mesmo porque sentiram que seus interesses estavam sendo afetados, que já não dispunham do governo a seu bel prazer e correm o risco de ver este período se estender muito mais, com uma eventual volta do Lula à presidência, é que a direita saiu do armário e passou a exibir sua cara de ultra direita.
De que forma esses interesses foram afetados? Em primeiro lugar, na prioridade das políticas sociais e na extensão do mercado interno de consumo de massas, com a distribuição de renda que acompanhou a retomada do desenvolvimento econômico. Se interrompeu a política econômica implantada por Collor e continuada por FHC. Seu fracasso abriu os espaços para governos que romperam com eixos fundamentais do neoliberalismo, em primeiro lugar, a prioridade dos ajustes fiscais e a centralidade do mercado.
Em segundo lugar, pela ruptura com o projeto da Área de Livre Comércio das Américas – ALCA -, levado a cabo pelos EUA, em complacência com o governo de FHC, que deu lugar ao fortalecimento dos processos de integração regional, do Mercosul à Celac, passando pela Unasul. Um processo que inclui os estratégicos projetos dos Brics, em que o Brasil tem papel chave, e que desenha um mundo multipolar na contramão dos projetos norteamericanos.
Em terceiro lugar, porque a centralidade do mercado deu lugar a espaços para a recuperação da capacidade de ação do Estado, tanto como indutor do crescimento econômico, como da afirmação dos direitos sociais e como ator nos processos de soberania externa.
A já clássica frase de que “os aeroportos estão virando rodoviárias” segue sendo a mais significativa da reação de setores da classe média à ascensão de amplos setores populares. Afora exacerbada, desde a Copa do Mundo, em que a vaia à Dilma foi como que a abertura da porteira da falta de qualquer respeito por parte de setores da direita.
A campanha eleitoral do ano passado foi um aquecimento em relação ao que se vive agora. Tanto Aécio quanto a mídia, exacerbaram sua linguagem e suas formas de atacar o governo, gerando a ideia de que tudo tinha se tornada insuportável, não apenas a situação das classes privilegiadas, mas o próprio país, pela corrupção e pela suposta incompetência do governo. Pela primeira vez na história do país um candidato a presidente triunfou nas eleições contra praticamente a totalidade do grande empresariado – confirmando como estes consideram que seus interesses fundamentais são afetados profundamente pelos govenos do PT.
Para os que nunca aceitaram que os governos do PT tenham sido qualitativamente diferentes dos governos neoliberais, tudo isso é incompreensível. Na sua incapacidade de apreender a realidade concreta, tem que culpar o PT por tudo. Até pela direita ter saído do armário, usado por alguns para atribuir também aí a culpa ao PT.
Por isso a ultra esquerda não conseguiu, ao longo destes 12 anos – nem no Brasil, nem nos países com governos posneoliberais na América Latina -, construir uma alternativa e esta está sempre situada à direita dos governos do PT. Porque acredita que o os governos do PT são neoliberais, a ultra esquerda não compreende a realidade do Brasil hoje e não consegue construir raízes no seio do povo.
O PT é responsável pela saída da direita – e da ultra direita – do armário, porque afetou profundamente os seus interesses.
Fonte: http://cartamaior.com.br/…
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POR QUE A DIREITA SAIU DO ARMÁRIO - Emir Sader
A Europa que não consta dos pacotes turísticos
Chaotic scenes as migrants clash with police on the Macedonia border.
Posted by The Telegraph on Sábado, 22 de agosto de 2015
Hundreds of migrants, many of them refugees from the war in Syria, succeeded in crossing the border.
Riot police set off stun grenades and hit migrants with batons but that did little to stop them passing into FYR Macedonia.
Skopje had declared a state of emergency on Thursday (August 20) and sealed its southern frontier to migrants pouring in at a rate of 2,000 per day en route to Serbia then Hungary and the Europe Union's borderless Schengen zone.
Outro video >>>https://www.youtube.com/watch?v=IfEtwpUxEDo
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A Europa que não consta dos pacotes turísticos
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Palmira e Dresden, Bárbarie e Civilização: onde está a fronteira?
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| Desden após o bombardeio |
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| Visto de Samira antes do controle pelo Estado Islâmico |
- O túmulo do profeta Jonas, de 700 anos;
- As ruínas da cidade de Hatra, de 2.300 anos;
- Relíquias da cidade de Nínive, de 2.700 anos;
- A cidade assíria de Nimrud, de 3 mil anos.
Nesta segunda-feira (24 de agosto), novas evidências mostraram a destruíção de mais um patrimônio arqueológico da humanidade: o templo de Baal-Shamin, na cidade antiga de Palmira.
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| Vista geral de Dresden após o bombardeio |
O temor de que o Estado Islâmico pudesse destruir as ruínas surgiu já com o cerco a Tadmur. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, grupo com sede em Londres que faz oposição ao EI e ao regime de Bashar al-Assad, inicialmente os militantes estavam preocupados em encontrar tesouros arqueológicos para venda. Na semana passada, no entanto, a ONG divulgou que o EI executou o arqueólogo Khaled al-Asaad, que cuidava do patrimônio de Palmira, o que indicava que o grupo poderia começar a destruição os templos.
O diretor-geral de antiguidades da Síria, Maamoun Abdulkarim, confirmou que o Estado Islâmico destruiu o templo. Abdulkarim trabalha em Damasco, Síria, e não tem acesso a Palmira. Ele soube da explosão por meio de fontes que estão na região. Ainda há dúvidas sobre quando ocorreu a detonação. Segundo Abdulkarim, isso ocorreu no domingo (23). O Observatório Sírio indica que o templo pode ter sido destruído no mês passado, e as informações só vieram a público agora.
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| Cadáver em meio às ruínas de Dresden |
Nesse momento da condenação justificada da qual esses atos são merecedores por parte do mundo que consideramos civilizado, cabe, no entanto, lembrar que a linha entre civilização e barbárie às vezes pode ser muito tênue ou, também, bastante contraditória.
Onde situaríamos, por exemplo, entre centenas de atos de igual barbárie, cometidos pelo mundo "civilizado", o bombardeio aéreo de Dresden? Ele foi efetuado durante a Segunda Guerra Mundial pelos aliados da Força Aérea Real (RAF) e a Força Aérea do Exército dos Estados Unidos entre 13 e 15 de fevereiro de 1945. Em quatro ataques-surpresa, 1 300 bombardeiros pesados lançaram mais de 3 900 toneladas de dispositivos incendiários e bombas altamente explosivas na cidade, a capital barroca do estado alemão de Saxônia. A tempestade de fogo resultante destruiu 39 quilômetros quadrados do centro da cidade.
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| Corpos amontoados de vítimas do bombardeio |
Nas primeiras décadas após a guerra, estimativas de mortos chegavam a 250 000, número atualmente considerado absurdo. Uma investigação independente encomendada pelo conselho municipal de Dresden em 2010 chegou a um total mínimo de 22 700 vítimas, com um número máximo de mortos em torno de 25 000 pessoas.
Em comparação direta com o bombardeio sobre a cidade alemã de Hamburgo em 1943, onde se registrou uma das maiores operações aéreas de bombardeio realizadas pela Força Aérea Real conjuntamente com a Força Aérea dos Estados Unidos, matando, aproximadamente, 50 000 civis e destruíndo praticamente toda a cidade, e ao bombardeio de Pforzheim em 1945, que matou aproximadamente 18 000 civis, os ataques aéreos em Dresden não podem ser considerados os mais graves da Segunda Guerra Mundial. No entanto, eles continuam conhecidos como um dos piores exemplos de sacrifício civil provocado por bombardeio estratégico, ocupando lugar de destaque entre as causas célebres morais da guerra. Discussões pós-guerra, lendas populares, revisionismo histórico e propagandismo da Guerra Fria levantaram debates entre comentaristas, oficiais e historiadores a respeito da fundamentação ou não do bombardeio, e se sua realização teria constituído um crime de guerra.
Apesar de nenhum dos envolvidos no bombardeio de Dresden jamais ter sido acusado de crime de guerra, muitos defendem que o bombardeio foi,sim, um crime de guerra.
Ou a guerra justifica atos como bombardeio de Dresden e outros tantos ocorridos?
Na Síria, há também uma guerra.
Fonte: pesquisa
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
A MARCHA DOS HIPÓCRITAS - Leandro Boavista Fortes

Primeiro, vamos combinar uma coisa: se você votou em Aécio Neves, nas eleições passadas, você não está preocupado com corrupção.
Você nem liga para isso, admita.
Aécio usou dinheiro público para construir um aeroporto nas terras da família dele e deu a chave do lugar, um patrimônio estadual, para um tio.
Aécio garantiu o repasse de dinheiro público do estado de Minas Gerais, cerca de 1,2 milhão reais, a três rádios e um jornal ligados à família dele.
Isso é corrupção.
Então, você que votou em Aécio, pare com essa hipocrisia de que foi às ruas se manifestar porque não aguenta mais corrupção.
É mentira.
Você foi à rua porque, derrotado nas eleições passadas, viu, outra vez, naufragar o modelo de país que 12 anos de governos do PT viraram de cabeça para baixo.
Você foi para a rua porque, classe média remediada, precisa absorver com volúpia o discurso das classes dominantes e, assim, ser aceito por elas.
Você foi para a rua porque você odeia cotas raciais, e não apenas porque elas modificaram a estrutura de entrada no ensino superior ou no serviço público.
Você odeia as cotas raciais porque elas expõem o seu racismo, esse que você só esconde porque tem medo de ser execrado em público ou nas redes sociais. Ou preso.
Você foi para a rua porque, apesar de viver e comer bem, é um analfabeto político nutrido à base de uma ração de ódio, intolerância e veneno editorial administrada por grupos de comunicação que contam com você para se perpetuar como oligopólios.
Foram eles, esses meios de comunicação, emprenhados de dinheiro público desde sempre, que encheram a sua alma de veneno, que tocaram você como gado para a rua, com direito a banda de música e selfies com atores e atrizes de corpo sarado e cabecinha miúda.
Não tem nada a ver com corrupção. Admita. Você nunca deu a mínima para corrupção.
Você votou em Fernando Collor, no PFL, no DEM, no PP, em Maluf, em deputados fisiológicos, em senadores vis, em governadores idem.
Você votou no PSDB a vida toda, mesmo sabendo que Fernando Henrique comprou a reeleição para, então, vender o patrimônio do país a preço de banana.
Ainda assim, você foi para a rua bradar contra a corrupção.
E, para isso, você nem ligou de estar, ombro a ombro, com dementes que defendem o golpe militar, a homofobia, o racismo, a violência contra crianças e animais.
Você foi para a rua com fascistas, nazistas e sociopatas das mais diversas cepas.
Você se lambuzou com eles porque quis, porque não suporta mais as cotas, as bolsas, a mistura social, os pobres nos aeroportos, os negros nas faculdades, as mulheres de cabeça erguida, os gays como pais naturais.
Você odeia esse mundo laico, plural, multigênero, democraticamente caótico, onde a gente invisível passou a ser vista – e vista como gente.
Você não foi para a rua pedir nada.
Você só foi fingir que odeia a corrupção para esconder o óbvio.
De que você foi para a rua porque, no fundo, você só sabe odiar.
Leandro Boavista Fortes é um jornalista, professor e escritor brasileiro.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Eliane Castanhede colunista do DIÁRIO POPULAR e a "massa cheirosa"
Surgiu uma discussão que estamos repercutindo em A METADE SUL a respeito do alinhamento político do jornal DIÁRIO POPULAR antigo meio de comunicação da cidade e região.O perfil editorial de um jornal costuma estar frequentemente de algum modo identificado com os interesses que abriga.
Não são tantos os jornais que conseguem manter uma linha independente e talvez fosse exigir demais que o Diário Popular a mantivesse.
Mas para tudo há limite.
Para reforçar a constante campanha anti-governista assinada por colunistas locais, o jornal contratou Eliane Castanhede que perdeu o emprego na Veja e conhecida por se comportar como cabo eleitoral do PSDB.
Entre suas intervenções frequentemente desprovidas de ética jornalística uma celebrizou-se, registrada no video a seguir, ao se manifestar sobre a convenção do partido.
Não surpreende, portanto, que muitos leitores do jornal estejam se dispondo, e vários já o fizeram, a cancelar suas assinaturas.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Desaparecimentos em Pelotas
O desaparecimento de uma professora universitária em Pelotas tem ocupado com destaque o noticiário recente e provocado manifestações de protesto, passeatas,com cartazes e apitos.
Mas há um aspecto que não tem merecido atenção e nem mereceria se não tivesse ocorrido o caso mencionado envolvendo pessoa de condição social na cidade.
Mas há um aspecto que não tem merecido atenção e nem mereceria se não tivesse ocorrido o caso mencionado envolvendo pessoa de condição social na cidade.
A cada um dia e meio uma pessoa desaparece em Pelotas, não temos a informação se também menores e crianças, estes últimos às vezes em razão de sequestros hediondos.
A conta é assustadora. O delegado local Félix Rafanhin disse que 83 pessoas desapareceram em Pelotas nos quatro primeiros meses deste ano - 120 dias. Isso dá um desaparecimento a cada um dia e meio.
Segundo a polícia a investigação é a mesma em todos os casos.
A conta é assustadora. O delegado local Félix Rafanhin disse que 83 pessoas desapareceram em Pelotas nos quatro primeiros meses deste ano - 120 dias. Isso dá um desaparecimento a cada um dia e meio.
Segundo a polícia a investigação é a mesma em todos os casos.
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| Protesto ao som de apitos em manifestação de rua COMENTÁRIOS NO FACEBOOK >>> |
Mas pelo volume de casos pendentes pode-se supor que faltam recursos para solucioná-los.
A METADE SUL
sábado, 8 de agosto de 2015
O JOGO MIDIÁTICO DA CRISE
O JOGO MIDIÁTICO DA CRISEA filósofa Viviane Mosé dá uma aula sobre o método da Grande Mídia em traçar um cenário isolado do Brasil na crise econômica mundial. Análise que merece aplausos pela didática em apontar com clareza a narrativa do "quanto pior, melhor" de nossa imprensa. Imperdível.
Posted by Jandira Feghali on Sábado, 8 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Noites paulistanas por Luiz Gonzaga Belluzzo
Três garotos negros parados por policiais... E a surpresa dos PMs ao descobrir que um deles era poliglota e morava em Estocolmo
"A trombada policial só confirmou a sensação de não se adequar a uma sociedade hipócrita"
Noite paulistana na Vila Ré. Noite gelada, regada pela garoa. Os primos Ygor, de 16 anos, Cayré, 17, e Yago, 13, saem do fast-food. Entre comentários sobre as vitórias do Palmeiras e brincadeiras, os garotos voltam para casa, a casa da avó, a corintiana Márcia.
No caminho são abordados por uma viatura da Polícia Militar. Brecada brusca, roda direita junto à guia. Portas fechadas ruidosamente. Os coturnos triscando o asfalto. Mãos nos coldres.
Gritos e safanões. “Mãos na parede, pernas abertas!”, berram os policiais. Giram os cassetetes para intimidar os meninos. Em seguida, batem no fígado da rapaziada, enquanto fazem a revista. Não encontram coisa alguma além dos celulares e dos tostões que sobraram dos burgers e batatas fritas.
Começa o interrogatório. Primeiro Cayré, aluno da Fatec, curso profissionalizante de Comércio Exterior. “Aonde vai, moleque?” “Pra casa da minha avó, logo ali, dois quarteirões pra frente.”
“E você, menino?” Yago responde que está na 7ª série.
“Também mora na casa da vovó, hein?” Yago responde com um meneio de cabeça. A voz quase não sai. O meganha insiste. Yago consegue emitir um quase inaudível sim.
Os policiais ainda rodam o cassetete. Chegam nos 16 anos de Ygor. O garoto observa os fardados da altura de 1,90 metro. “E você, grandão, também vai pra casa da vovó?” Ygor responde que sim, em um sotaque de erres e esses carregados. O meganha tem um esgar de estranhamento. Os três “investigados” sintonizaram a sensação de perplexidade da patrulha: um negro com sotaque. Os olhares e os sestros faciais dos policiais denunciavam febris imaginações. Tratar-se-ia de um haitiano, um desses negros imigrantes que roubam os empregos dos brasileiros, ou talvez um africano trapaceiro? Ainda, pior, um crioulo venezuelano empenhado em preparar a revolução bolivariana?
Ygor percebe os desencontros que atormentavam o cérebro do fardado, moreno escuro. Rapidamente, completa: “Eu ‘morro’ em Estocolmo”.
A desconfiança se converte à surpresa. “Estocolmo?”, pergunta o mais fortinho e mais simpático dos policiais.
“Estocolmo, na Suécia”, explica Ygor.
“Você fala inglês?” , atalha o outro, o mais carrancudo. Ygor confessa: “Falo sueco, inglês e espanhol, ‘esjtou’ aprendendo alemão. Quero ‘esjtudarr engenharria e trabalharr’ numa empresa alemã”.
Knock down. Abalroado pelo complexo de vira-lata, o policial apoia a retaguarda na viatura e, num murmúrio, anuncia: “Ah, então, bem, estão liberados”.
Yago, Cayré e Ygor chegam em casa. Contam a história. A avó pergunta a Yago, o menino de 13 anos: Você ficou assustado? “Não, vó. Meu pai já disse que isso sempre acontece com os negros.”
Ygor foi morar na Suécia aos 6 anos. A mãe, Viviane, passista da Nenê de Vila Matilde, trabalhava em um call center em São Paulo. Casou-se com um sueco, médico psiquiatra, hoje funcionário de um hospital em Estocolmo. Há dez anos na Suécia, o menino usufruiu todas as benesses do Estado de Bem-Estar. Saúde, educação, treinamento esportivo, atendimento psicológico. Adquiriu cidadania sueca. Só vem ao Brasil para visitar a avó e matar as saudades do Verdão, paixões que não abandonou e que não o abandonam.
Não quer voltar. A trombada policial só confirmou a sensação de não se adequar a uma sociedade hipócrita, violenta e racista. Os policiais que abordaram os meninos dificilmente seriam aceitos como brancos em uma inspeção ariana ou anglo-saxã. Nos anos de chumbo da ditadura, a professora exilada, tez mediterrânea, fazia inscrição em Oxford. A funcionária da universidade inglesa perguntou: “Cor?” A professora respondeu “branca”. Depois de registrar as respostas, a inglesa perguntou: “A senhora se considera realmente branca?”
Os policiais morenos assumem a “branquice” da alma. O “negro de alma branca”, expressão que trai a síndrome de Estocolmo. O submetido entrega-se às simpatias pelo opressor. A intimidação e o espezinhamento seculares escancaram sua verdade.
Os bem-intencionados, cultos e provavelmente brancos, os de cima, lamentam intelectualmente a exclusão como fenômeno socioeconômico. Mas suas boas intenções não alcançam compreender a dor profunda infligida aos negros brasileiros de carne e osso maltratados no calvário cotidiano da exclusão e da discriminação.
Jornais e comunidades - Nei Alberto Pies
O jornal impresso sempre cumpriu muitas funções, sobretudo nas pequenas comunidades gaúchas. Os imigrantes alemães e italianos sempre valorizaram os jornais que eram impressos nos idiomas deles. Os alemães assinavam o jornal St. Paulus-Blattt, impresso em alemão, lido e discutido entre – os letrados e interessados –, os quais, geralmente, eram lideranças das comunidades. Também assinavam o calendário, na forma de livro, denominado Ignatiuskalender. O mesmo era impresso em Porto Alegre e sob responsabilidade dos Padres Jesuítas. Os imigrantes italianos, por sua vez, recebiam em suas comunidades o Jornal Correio Rio-grandense, editado a partir de 1909. Depois das celebrações dominicais, os principais títulos eram lidos para todos. Havia também havia assinaturas que eram feitas pelas famílias, diríamos mais abastadas, ou interessadas.
Tais jornais eram uma das poucas fontes de informação que eram geradas de fora dos contextos das comunidades do interior. Quando apareceu o rádio, o veículo praticamente tomou o lugar das informações, antes restrita aos jornais e aos relatos dos viajantes. O fato é que todo o jornal que era entregue na forma de assinatura, ou distribuído gratuitamente pelas prefeituras, sindicatos ou outras organizações, sempre despertava uma grande curiosidade na comunidade, principalmente por ser uma informação palpável (ilustrada com fotos, charges, pinturas a nanquim e noutras linguagens, com informações gerais e locais, que vinham ao encontro dos desafios comunitários, da organização e da produção escrita das próprias comunidades). Tudo o que vinha escrito era aceito como verdadeiro, a exemplo de outros impressos como a Bíblia, dos folhetos da celebração dominical e do livro de cantos, geralmente folclóricos e religiosos.
O jornal também cumpria funções práticas como embrulhar produtos alimentícios e frágeis, sobretudos nos bolichos, casas de comércio ou supermercados. Ao chegar nas famílias, na forma de embrulhos, os jornais cumpriam a função de informar seus leitores. Particularmente, eu era obstinado por jornais, justamente porque continham informações novas e diferentes, nem sempre muito compreensíveis ao meu entendimento. Justamente por isso, eu fui assíduo leitor dos jornais amassados, antes dos mesmos cumprirem sua última missão: acender o fogo do fogão à lenha.
Até hoje, nas comunidades do interior, o destino final do jornal, após a leitura, vai à caixa de lenha. Nas cidades, destinam-se à reciclagem, ou para cães, gatos e aves preservarem a higiene da casa. Nos centros urbanos, entopem bueiros ou servem para proteger do frio quem mora na rua. Mas mesmo antes de seu destino derradeiro, o jornal impresso ainda está disponível para cumprir função de informar e instigar curiosidades pelo mundo desconhecido.
Avalio como mágico, poderoso e instigante o poder e a influência dos jornais impressos nas pequenas comunidades. Acreditando neste poder, dez anos atrás, ajudei a construir um jornal impresso de uma rede municipal de ensino de um município do norte gaúcho com predominância de comunidades no interior. Chamava-se "Criando para encantar". Era uma publicação da Secretaria Municipal de Educação. O objetivo era contar as práticas educativas de cada escola. Em pouco tempo, tornou-se o Jornal de toda comunidade, distribuído a todas as famílias daquele município, tornando-se logo referência de informação à comunidade. Deixou de ser impresso porque dava muito trabalho.
Hoje, associo-me a jornais e revistas, impressos e virtuais, que têm como missão integrar as comunidades pelo caminho da informação. Produzir informação e jornalismo com responsabilidade social é uma das características que justificam a existência de jornais impressos, contanto que as informações neles contidos não sejam instrumentos de dominação, mas que sirvam para democratizar o conhecimento nas comunidades.
Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015
O Picasso do INSS
Vídeo MAGNÍFICO!Esta história parece incrível, parece ficção, mas, para nosso desespero não é. Compartilho este pequeno trecho do (MARAVILHOSO, ASSISTAM!) documentário de 2014, dirigido pelo Jorge Furtado, chamado "Mercado de Notícias", para que vocês tenham uma pequena ideia de como nem tudo o que se publica, mesmo em grandes redações, é necessariamente verdade. E fica a reflexão: você faz sua crítica pessoal sobre a visão que tem do que lhe cerca? Consegue transcender a simples exposição de uma enxurrada de "notícias" que lhe é empurrada cotidiana e insistentemente? Ou por pressa e/ou preguiça de pensar aceita todo copo d'água que lhe é oferecido de bom grado?Cuidado: a realidade, somos nós quem inventamos.
Posted by Alexandre Valadão on Domingo, 2 de agosto de 2015
Os botos de Laguna
sábado, 1 de agosto de 2015
Muitos ideais, uma imagem - Nei A.Pies
As dependências da Câmara de Vereadores de Passo Fundo ficaram pequenas para acolher a diversidade de ideais, numa noite chuvosa deste inverno: dia 08 de julho de 2015. Acontecia mais uma audiência pública, desta vez para ouvir a comunidade, através de suas organizações, sobre a Proposta do Plano Municipal de Educação de Passo Fundo, enviada pelo Executivo Municipal e que ...
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Desinformação ou má fé´ ? Ou ambas?
Vivemos um momento em que se tornou difícil manter um nível de discussão política minimamente respeitoso, consequente, confiável. Despeja-se nos meios de comunicação e nas redes sociais informações sem fundamento, sem fontes confiáveis, de forma inteiramente irresponsável com o mero intuito de tumultuar e fazer valer os próprios objetivos políticos. Pelo menos esses setores, alguns bem próximos de nós, tornaram-se agora identificáveis, pela própria exposição à qual se submetem. Em muitos casos para surpresa nossa pois pertencem a uma classe social que não é desprovida de recursos, até pelo contrário, e tiveram a maioria condições de estudo. Aparentemente poderia trata-se da incapacidade de aceitar dividir a condição social e econômica que desfrutam com outros que apenas recentemente passaram a ter a mesma possibilidade.
A METADE SUL
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
Rousseff: "La corrupción en Petrobras costó 1% del PIB"
La presidenta brasileña, Dilma Rousseff, sostuvo que los escándalos de corrupción en Petrobras causaron un perjuicio equivalente al 1% del Producto Interno Bruto, lo que equivale a unos 18.000 millones de dólares.
"Para que ustedes tengan una idea el proceso Lava Jato (Lavado Rápido, así lo nombró la Policía) costó un punto porcentual del Producto Bruto Interno brasileño" planteó Dilma Rousseff.
"Para que ustedes tengan una idea el proceso Lava Jato (Lavado Rápido, así lo nombró la Policía) costó un punto porcentual del Producto Bruto Interno brasileño" planteó Dilma Rousseff.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Política & políticos
A Política realmente é cheia de surpresas...
No video presenças até óbvias como Ronaldo Caiado, Aécio Neves e Roberto Freire, mas outra de Beto Albuquerque ( PSB), até bem pouco líder do governo, que até levanta a dúvida se é ele mesmo.
No video presenças até óbvias como Ronaldo Caiado, Aécio Neves e Roberto Freire, mas outra de Beto Albuquerque ( PSB), até bem pouco líder do governo, que até levanta a dúvida se é ele mesmo.
Oposição e movimentos de combate à corrupção juntos. Vamos trabalhar de acordo com as regras democráticas, mas vamos fazer valer o peso das oposições e o sentimento da população brasileira. Inclusive discutir o impeachment e a possibilidade constitucional de investigação contra a presidente, citada 11 vezes na Lava Jato.
Posted by Ronaldo Caiado on Quarta, 15 de abril de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Documentário Carne Osso : a história do frango que você come
Documentário Carne Osso que revela a gestão análoga a da Era da Industrialização Clássica (1900) em pleno dias atuais!
Vídeo extremamente importante para quem tem interesse na área da saúde do trabalhador (saúde e segurança no trabalho).
Apresenta a realidade de muitos trabalhadores Brasileiros que é ignorada e desconhecida por uma parcela significativa da população.
domingo, 19 de julho de 2015
Friboi, uma carne salgada
No embate político bem vivo que está presente no Brasil nesse momento, parte dele, uma parte bem importante, ocorre através dos meios de comunicação e da propaganda.
Um exemplo bem interessante dessa última é o vídeo que os trabalhadores da Friboi fizeram ironizando o comercial da empresa sobre a carne e as péssimas condições de trabalho de seus funcionários e apontando questões que ficam fora do alcance das luzes.
Um exemplo bem interessante dessa última é o vídeo que os trabalhadores da Friboi fizeram ironizando o comercial da empresa sobre a carne e as péssimas condições de trabalho de seus funcionários e apontando questões que ficam fora do alcance das luzes.
A REAÇÃO DOS TRABALHADORES DA FRIBOI
Trabalhadores da Friboi fizeram um vídeo ironizando o comercial da empresa sobre a carne e as péssimas condições de trabalho de seus funcionários. Imperdível.
Posted by Jandira Feghali on Segunda, 8 de junho de 2015
domingo, 12 de julho de 2015
Waldir Azevedo - Pedacinhos do céu (chorinho - 1968)
Waldir Azevedo - Pedacinhos do céu (chorinho - 1968) , música brasileira em sua essência em três interpretações bem distintas.
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Esses são sobreviventes do enlatado musical,que a mídia empurra goela a baixo nessa geração atual,maravilha meninos, essa é a verdadeira música popular brasileira!!!!! o chorinho,poucos conhecem e muitos nunca ouviram na idade deles.
Posted by Jefferson Bezerra on Terça, 24 de março de 2015
sábado, 11 de julho de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
Adivinhe se puder
A instalação de novos semáforos em Pelotas se, aparentemente, trouxe benefícios para o trânsito de veículos e pedestres, apresentou também aspectos contraditórios que tornam questionável os investimentos feitos.
Um desses pontos é a dificuldade que foi criada, em pontos onde o problema não existia, para a orientação de pedestres.
Um deles é na esquina das ruas Félix da Cunha e Dom Pedro II.
Como se pode ver pela foto a disposição dos semáforos, no caso três, criou "pontos cegos" nos quais o pedestre que quer atravessar a rua fica sem referência.
Precisa recorrer, então, a um exercício de adivinhação que pode ser perigoso.
Talvez se recorra para solucionar o caso à antiga prática de tentativa e erro bastante utilizada na construção das rotatórias da avenida Ferreira Vianna.
Um dia a gente acerta.
Um desses pontos é a dificuldade que foi criada, em pontos onde o problema não existia, para a orientação de pedestres.
Um deles é na esquina das ruas Félix da Cunha e Dom Pedro II.
Como se pode ver pela foto a disposição dos semáforos, no caso três, criou "pontos cegos" nos quais o pedestre que quer atravessar a rua fica sem referência.
Precisa recorrer, então, a um exercício de adivinhação que pode ser perigoso.
Talvez se recorra para solucionar o caso à antiga prática de tentativa e erro bastante utilizada na construção das rotatórias da avenida Ferreira Vianna.
Um dia a gente acerta.
"Lar doce lar"
Refúgio de moradores de rua em zona central de Pelotas.
Isto em meio a dias de inverno de temperaturas bem baixas.
Retrata bem os desequilíbrios sociais com os quais convivemos e aos quais, frequentemente, nos mantemos alheios.
Isto em meio a dias de inverno de temperaturas bem baixas.
Retrata bem os desequilíbrios sociais com os quais convivemos e aos quais, frequentemente, nos mantemos alheios.
sábado, 4 de julho de 2015
O tempo no JN
Esta é face de um Brasil a um só tempo obscuro, medieval, escravocrata, racista e fascista, que veio à tona nos últimos meses, emergindo dos esgotos da humanidade e que tem feito da agressão, da violência e da irracionalidade suas bandeiras.Mistura-se e, diretamente ou indiretamente, é apoiado por movimentos que se intitulam democráticos quando, na realidade, estão servindo de plataforma, em muitos casos de forma consentida, em outros por falta de conhecimento, para o crescimento desse ódio.
Mas é providencial que mostrem, como uma doença que se mantinha sem sintomas, o que pensam.
E vamos aguardar que os que tem sido responsáveis e cúmplices em lhes dar guarida venham de público, ainda que em muitos casos cinicamente, condená-los.
Agora já se pode claramente distinguir, tanto uns quanto outros pois se expuseram à luz do dia, quem são.
P.R.Baptista
quinta-feira, 2 de julho de 2015
OPINIÃO - LUIZ ANTONIO SIMAS
Amizades, o fato é que 16 partidos da base votaram pela redução da maioridade penal.
O presidencialismo de coalizão deu nisso.
Outro fato, mais aterrorizante, é que a maioria esmagadora da população - pobres, ricos, urubus, tricolores, bacalhaus, cachorrada - quer a redução.
O povo libertário só existe nas nossas ilusões virtuais e estamos em minoria acachapante. A inclusão apenas pelo consumo deu nisso: a revolução é o carro na garagem comprado em 76 prestações. A redução aprovada ontem será barrada no senado ou, o que é mais provável, no STF.
Minha aposta: a proposta de Geraldo Alckmin vai surgir como solução para o dilema e o próximo passo é a privatização dos presídios brasileiros.
Virar dono de penitenciária vai ser um tremendo negócio.
E a gente faz o que?
Morre feito bandido em filme de faroeste - metendo bronca no salão.
Mas estamos em minoria evidente, a população é majoritariamente conservadora e achar que seremos vanguarda das massas, com nossas tochas iluminadas e discurso de grêmio estudantil, não vai adiantar nada.
O trabalho é miúdo, constante, longo, de enfrentamento e aprendizado e, sobretudo, tem a rua como cenário.
E viva Darcy Ribeiro!
LUIZ ANTONIO SIMAS
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