Perdemos. E há derrotas que não cabem no placar: ficam rondando a madrugada como vitórias mal contadas, dessas que chegam vestidas de alívio mas deixam no chão a nudez da cobrança.
A eleição de um vereador investigado para comandar Ética e Meio Ambiente em Pelotas não é um paradoxo, mas a síntese brutal de um projeto de poder
Foto -Barbara Vencato
HORA DO SUL demonstrando presteza jornalística, noticia a morte , nesta manhã de sábado, às 8h30min de um motociclista na esquina da Floriano com a Deodoro.
No local existe uma sinaleira.
Segundo informação o motoclista teria avançado o sinal.
Dificil de entender este tipo de acidente com morte.
Presente a possibilidade da vítima se tratar de um dos inúmeros motociclistas que tem na motocicleta seu único meio de trabalho e de sustento de si próprios e da família, cruzando as ruas da cidade em todos os sentidos, em todos os horários.
E acidentes graves assim tem se tornado frequentes em Pelotas.
Momento de olhar a questão de perto considerando a gravidade que já vem tendo.
Após um tempo depois de iniciada por parte do governo norte-americano uma série de ações agressivas no plano econômico e politico sem que se pudesse chegar sequer a uma discussão da situação que se criou, finalmente Estados Unidos e Brasil puderam sentar numa reunião
A ocasião se propiciou pela presença ocasional dos presidentes num encontro de países asiáticos.
A reuniao teve a presença, além dos presidentes , de 6 asssessores ( 3 de cada país) e apresentou entre outros aspectos um particularmente saliente que a foto registra
Estamos nos referindo à postura durante toda a reunião dos dois presidentes.
A postura de Lula, com a perna cruzada, domina a cena tendo a bandeira brasileira ao fundo.
Já Trump, com as pernas encolhidas, mal sentado, mais parece ser um outro dos assessores estadunidenses
Uma foto para a história.
O presidente é eleito pelo povo indiretamente, através do Colégio Eleitoral para um mandato de quatro anos, com um limite de dois mandatos (consecutivos ou não) imposto pela Vigésima Segunda Emenda Constitucional, ratificada em 1951.
O primeiro presidente foi George Washington, o qual empossou o cargo em 1789 após uma votação unânime do Colégio Eleitoral.
Desde a adoção da Constituição, 45 indivíduos foram eleitos ou ascenderam ao cargo de Presidente por sucessão, servindo um total de 59 mandatos de quatro anos.
Eu tinha mais ou menos cerca de doze anos quando o fato aconteceu. Certa manhã minha mãe me chamou e disse que precisava que eu fosse até a casa da Lurdes. A Lurdes era uma amiga do tempo de sua juventude que tinha perdurado, talvez a única. Minha mãe tinha uma vida muito difícil e eu estava incluída, mesmo sem ter escolhido. Eram muitos irmãos, muita demanda.
O dia mal começava e já tínhamos que sair para dar conta de nossa sobrevivência. Naquele dia os “acontecimentos”, que era como chamávamos nossas dificuldades começaram cedo. O gás acabou um pouco depois das dez horas da manhã. Justo naquele dia em que minha mãe iria fazer um arroz com galinha. A galinha nos foi dada por um pai de santo amigo de minha mãe. Era uma sobra de um “trabalho” que lhe fora encomendado.
- vai lá na Lurdes e pede pra ela fazer uma comida.
Eu assenti com um gesto de baixar a cabeça. Minha mãe passou a mão em um balaio e botou a galinha ali dentro. Esqueci de mencionar que a galinha estava viva. Não era incomum que as pessoas matassem as galinhas em casa. Eu mesma já tinha visto muitas vezes minha mãe matar várias. Confesso que não era uma coisa boa de se ver. A pessoa pegava a galinha e começava a girar a bicha no ar até que o pescoço quebrava e pronto. Outras colocavam uma das mãos na base do pescoço da galinha enquanto colocavam a outra mão mais próxima à cabeça e puxavam as duas mãos ao mesmo tempo e em sentido contrário.
O balaio tinha duas tampas, minha mãe me advertiu para que não o abrisse.Fui andando na direção da casa da lurdes. A lurdes morava a cerca de dez quadras de nossa casa. Era ali no centro, bem pertinho. Fui andando distraída como era o meu costume, atenta a tudo que fosse curioso e desatenta com o restante. Ao chegar à rua almirante
barroso parei porque era uma rua muito movimentada e minha mãe sempre dizia para tomar cuidado.
Minha mãe não precisava nem sair de casa para tomar conta de mim, estava em minha cabeça como uma espécie de consciência. Sempre dizendo, faça isso, faça aquilo, com aquela sutileza de locomotiva, que ela não me ouça. Ao parar para olhar para os dois lados tive a curiosidade de conferir se estava tudo bem com a galinha.
Mal abri a tampa do balaio e a galinha num gesto abrupto a empurrou com a cabeça e saltou para a liberdade. A galinha devia estar com muito medo porque só o desespero nos faz tão corajosos, mas o que estou dizendo? Passado aquele primeiro momento de surpresa comecei a me desesperar, e agora? Minha mãe vai me matar.
Precisava fazer alguma coisa. Não conseguia pensar direito, a imagem de minha mãe ouvindo sobre a perda da galinha povoava a minha cabeça de uma tal maneira que sobrava pouco espaço para uma reação. Enquanto eu me debatia em lamentações a galinha já tinha atravessado a rua movimentada e estava parada bicando o chão em busca de algo para comer, pensava eu.
A imagem da galinha ali parada recobrou em mim alguma esperança, quem sabe eu a pudesse recuperar e apagar de minha mente aquelas cenas horríveis em que minha mãe me tirava o couro. Decidi ir atrás da galinha, atravessei a rua resoluta e com uma determinação que não julgava possuir, devia ser algum arroubo de coragem apreendido por mim de algum personagem daquelas fotonovelas intermináveis que eu lia com tanto gosto em um dos poucos intervalos que aquela vida miserável me permitia.
A galinha continuava lá impassível, parada ali como se quisesse me desafiar. A liberdade daquela galinha era como uma afronta dentro da minha forma de pensar naquele instante. Fui me aproximando devagar como quem tem uma estratégia definida. Quando cheguei perto o suficiente para dar o bote a galinha deu um salto e iniciou uma corrida entre os carros que estavam estacionados.
Depois que eu me cansei ela parou e ficou escondida embaixo do carro junto a uma roda. Fiquei parada e enquanto descansava um pouco pensei que aquele jogo de
gato e rato poderia durar horas e comecei a me desesperar. Agora só um milagre poderia me salvar. Foi aí que apareceu aquele anjo em minha vida. Não sei de onde vinha, pouco me importava, têm horas que só precisamos que as coisas aconteçam, não precisamos de explicação e nem significados.
O homem parou e sorriu para mim. Perguntou o que uma menina fazia ali espiando embaixo de um carro. Contei tudo a ele da forma mais resumida que consegui. Ele pediu que contasse de novo porque eu estava tão ansiosa para resolver aquilo tudo que atropelei as palavras e engoli sílabas. Voltei a contar tudo com mais calma e ele entendeu. Mal terminei e o homem se abaixou e deu uma boa olhada na galinha. Chegou perto de mim e quase cochichou no meu ouvido.
A estratégia era simples, enquanto eu atacava por um lado ele esperava do outro e procurava num só gesto conseguir êxito. Toda aquela confusão terminou de uma forma repentina. O homem capturou a galinha de uma forma tão eficaz que aquilo ficou cristalizado em minha memória, jamais esqueci. Depois de agradecer ao homem me dirigi à casa da lurdes e esperei que a galinha cumprisse seu destino. É claro que minha mãe nunca soube do acontecido.
Jina Mahsa Amini
As autoridades do regime fundamentalista do Irã intensificaram as patrulhas de rua que reprimem as mulheres que se recusam a seguir os rígidos códigos de vestimenta islâmicos. Sob uma nova campanha chamada nour (luz), endossada pelo líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, a "polícia da moralidade" vem assediando e prendendo mulheres que se recusam a usar o hijab, o lenço de cabeça.
Uma mulher de 25 anos, que falou à DW sob anonimato, disse ter sido abordada nas ruas de Teerã quando estava a caminho da universidade em 20 de abril. Ela relatou ter sido cercada por dezenas de policiais que exigiram que ela cobrisse o cabelo. Quando ela resistiu, eles rapidamente recorreram à violência, puxando seu cabelo e assediando-a verbalmente enquanto a arrastavam para uma van.
"Naquele momento, não entendia completamente o que estava acontecendo, só sabia que estavam me batendo. Mais tarde, vi que várias partes do meu corpo estavam machucadas", afirmou.
Enquanto estava sendo espancada e assediada pela polícia, a mulher disse que pensou no movimento Mulheres, Vida, Liberdade, iniciado em setembro de 2022, quando Jina Mahsa Amini, então com 22 anos, morreu após ser levada sob custódia pela "polícia de moralidade" em Teerã por supostamente usar indevidamente um hijab.
A morte de Amini foi seguida pelos maiores protestos que o Irã havia visto em décadas, com milhares de pessoas saindo às ruas em apoio aos direitos das mulheres. As autoridades usaram a força para reprimir os atos, e uma missão de apuração de fatos da ONU estima que 551 manifestantes foram mortos.
"Lembrei-me de Jina Mahsa Amini e de outras mulheres que sacrificaram suas vidas durante o levante das mulheres pela vida e pela liberdade, e disse a mim mesma que tinha de ser forte", disse a mulher.
"Gritei bem alto que meu código de vestimenta é problema meu. Assim que disse isso, começaram os insultos e a violência", disse ela. As policiais a chamaram de prostituta e lhe disseram que, enquanto vivesse no Irã, ela "deveria respeitar as leis do país derivadas dos mandamentos islâmicos".
A mulher disse ter sido levada detida pela polícia, junto com pelo menos outras cinco mulheres que também não usavam lenço de cabeça. Ela foi liberada após várias horas, mas foi forçada a assinar uma carta comprometendo-se a seguir os códigos de vestimenta islâmicos e pode enfrentar um processo judicial.
Dia desses, trombei com um cara que tinha um carro melhor que o meu. Fiquei olhando pro possante dele como quem olha pra um prato alheio no restaurante e pensa que fez o pedido errado. Ele, claro, não me notou. Devia estar ocupado desejando o carro de outro cara, que por sua vez invejava o helicóptero de um terceiro. E assim seguimos, numa fila invisível de gente sempre um degrau abaixo do que acha que deveria estar.
A real é que você nunca vai ter tudo. Nunca vai comprar tudo. Sempre vai existir um tênis mais caro, uma casa com um cômodo a mais, um relógio que faz até café. Mas se seu termômetro de felicidade estiver calibrado pelo que você tem e não pelo que você é, parabéns: você assinou um contrato vitalício com a frustração.
Afinal, felicidade atrelada a ter coisas é um cavalo encilhado que nunca para. Você sobe, pensa que chegou lá, mas sempre tem outro pasto mais verde logo adiante. Só que o problema não é o pasto. Nem o cavalo. O problema é a régua.
E se, em vez de medir a vida pelo saldo bancário, a gente medisse pelo tanto de dias que terminam com um suspiro satisfeito? Pela quantidade de histórias que rendem risada numa mesa de bar? Pelo tanto de gente que nos quer bem sem motivo aparente?
Porque no fim das contas, a felicidade mesmo não está em ter. Está em saber que, mesmo sem ter tudo, ainda assim se tem o suficiente.