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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Novidades do Nei A. Pies
domingo, 14 de fevereiro de 2016
SAMARCO, VALE DO RIO DOCE E PRIVATAÇÃO: 3 NOTAS
A recente investida da Samarco, no horário nobre de domingo à noite na Rede Globo, inspirou-me a buscar rapidamente 3 elementos de consideração.
Como se percebe pelas atitudes e posicionamentos da empresa a luta pelo ressarcimento dos danos causados será dura e longa.
Como em casos semelhantes envolvendo grandes empresas a primeira coisa que procuram preservar são seus interesses -
P.R.Baptista
GETULIO VARGAS SUSTOU A INTENÇÃO NORTE-AMERICANA DE EXPLORAR NOSSO MINÉRIO
Vários grupos de investidores internacionais adquiriram extensas glebas de terra próximas a Itabira e, em 1909, se reuniram fundando o Brazilian Hematite Syndicate, um sindicato que visava a explorá-las.
Em 1911, o empresário estadunidense Percival Farquhar adquiriu todas as ações do Brazilian Hematite Syndicate e mudou seu nome para Itabira Iron Ore Company. Percival Farquhar fez planos para que a Itabira Iron Ore Co. exportasse 10 milhões de toneladas/ano de minério de ferro para os Estados Unidos, usando navios pertencentes a seu sindicato, que trariam carvão dos EUA ao Brasil, tornando assim o frete mais econômico. Esse plano antecipava em mais de 40 anos um conceito que, modificado e atualizado, viria a se tornar realidade, sob a direção de Eliezer Batista, na década de 1960, quando da inauguração do Porto de Tubarão.
Percival Farquhar não logrou sucesso. Embora pudesse contar com a simpatia do presidente Epitácio Pessoa, que lhe deu uma concessão conhecida como Contrato de Itabira de 1920, Farquhar encontrou ferozes opositores a seu projeto, dentre eles o governador do estado de Minas Gerais (então quase autônomo), Artur Bernardes, que depois se elegeria presidente da República.[17]
Décadas de debates acalorados se seguiram, com o país praticamente dividido entre os adeptos das duas posições, sem que o projeto de Farquhar saísse da prancheta.
Esse plano foi inviabilizado quando Getúlio Vargas assumiu o poder, à frente da Revolução de 1930, e encampou as reservas de ferro que pertenciam a Farquhar, criando com elas, em 1942, a Companhia Vale do Rio Doce, como uma empresa estatal, para o que obteve o beneplácito dos Estados Unidos e da Inglaterra nos Acordos de Washington.[18]
PRIVATIZAÇÃO NO GOVERNO FHC ENTREGA O CONTROLE AO CAPITAL INTERNACIONAL. EMPRESA PERDE O INTERESSE PÚBLICO E SOCIAL
Em janeiro de 2012 foi eleita como a pior empresa do mundo, no que refere-se a direitos humanos e meio ambiente, pelo “Public Eye People´s”, premiação realizada desde o ano 2000 pelas ONG's Greenpeace e Declaração de Berna. Dessa forma a Vale tornou-se a primeira empresa brasileira a "vencer" tal eleição, também conhecida como "Oscar da Vergonha". A escolha foi realizada por meio de votação pública, tendo a Vale recebido 25 mil votos. Em segundo lugar na eleição ficou a japonesa Tepco, responsável pela operação das usinas nucleares de Fukushima, atingidas por um tsunami em março de 2011.
SARMACO INVESTE PESADO EM PROPAGANDA
O investimemnto em propaganda é alto e pesado. A empresa procura vender uma imagem de absoluto sucesso e comprometimento economico e social com os interesses nacionais.
Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=cXmB6dIw6RY
Como se percebe pelas atitudes e posicionamentos da empresa a luta pelo ressarcimento dos danos causados será dura e longa.
Como em casos semelhantes envolvendo grandes empresas a primeira coisa que procuram preservar são seus interesses -
P.R.Baptista
GETULIO VARGAS SUSTOU A INTENÇÃO NORTE-AMERICANA DE EXPLORAR NOSSO MINÉRIO
Vários grupos de investidores internacionais adquiriram extensas glebas de terra próximas a Itabira e, em 1909, se reuniram fundando o Brazilian Hematite Syndicate, um sindicato que visava a explorá-las.
Em 1911, o empresário estadunidense Percival Farquhar adquiriu todas as ações do Brazilian Hematite Syndicate e mudou seu nome para Itabira Iron Ore Company. Percival Farquhar fez planos para que a Itabira Iron Ore Co. exportasse 10 milhões de toneladas/ano de minério de ferro para os Estados Unidos, usando navios pertencentes a seu sindicato, que trariam carvão dos EUA ao Brasil, tornando assim o frete mais econômico. Esse plano antecipava em mais de 40 anos um conceito que, modificado e atualizado, viria a se tornar realidade, sob a direção de Eliezer Batista, na década de 1960, quando da inauguração do Porto de Tubarão.
Percival Farquhar não logrou sucesso. Embora pudesse contar com a simpatia do presidente Epitácio Pessoa, que lhe deu uma concessão conhecida como Contrato de Itabira de 1920, Farquhar encontrou ferozes opositores a seu projeto, dentre eles o governador do estado de Minas Gerais (então quase autônomo), Artur Bernardes, que depois se elegeria presidente da República.[17]
Décadas de debates acalorados se seguiram, com o país praticamente dividido entre os adeptos das duas posições, sem que o projeto de Farquhar saísse da prancheta.
Esse plano foi inviabilizado quando Getúlio Vargas assumiu o poder, à frente da Revolução de 1930, e encampou as reservas de ferro que pertenciam a Farquhar, criando com elas, em 1942, a Companhia Vale do Rio Doce, como uma empresa estatal, para o que obteve o beneplácito dos Estados Unidos e da Inglaterra nos Acordos de Washington.[18]
PRIVATIZAÇÃO NO GOVERNO FHC ENTREGA O CONTROLE AO CAPITAL INTERNACIONAL. EMPRESA PERDE O INTERESSE PÚBLICO E SOCIAL
Em janeiro de 2012 foi eleita como a pior empresa do mundo, no que refere-se a direitos humanos e meio ambiente, pelo “Public Eye People´s”, premiação realizada desde o ano 2000 pelas ONG's Greenpeace e Declaração de Berna. Dessa forma a Vale tornou-se a primeira empresa brasileira a "vencer" tal eleição, também conhecida como "Oscar da Vergonha". A escolha foi realizada por meio de votação pública, tendo a Vale recebido 25 mil votos. Em segundo lugar na eleição ficou a japonesa Tepco, responsável pela operação das usinas nucleares de Fukushima, atingidas por um tsunami em março de 2011.
SARMACO INVESTE PESADO EM PROPAGANDA
O investimemnto em propaganda é alto e pesado. A empresa procura vender uma imagem de absoluto sucesso e comprometimento economico e social com os interesses nacionais.
Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=cXmB6dIw6RY
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Bra-Pel, um patrimônio de Pelotas - P.R.Baptista
Recentemente tivemos um momento em que os dois clubes , já afastados dentro do campo por disputarem categorias diferentes, parecem ter se afastado ainda mais fora do campo.
Quando teremos novamente o espetáculo do Bra-Pel ?
O clássico é a meu ver o mais rico do futebol gaúcho.
A combinação das cores é de rara beleza e a história do confronto reúne páginas muito ricas e significativas do futebol pelotense e gaúcho.
Fico imaginando, a título de celebrar um acordo entre os dois clubes como poderia ter ocorrido recentemente no episódio do aluguel do estádio do E.C.Pelotas, um Bra-Pel simbólico, em disputa de um troféu.
Seria um jogo de casa cheia.
Mas é algo que parece, pelo menos por enquanto, ainda não muito próximo.
Novidades do Nei A. Pies
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Indústria do factoide e o Carnaval de Pelotas - Luiz Carlos Freitas
Em Pelotas, o Executivo desistiu -- em cima da hora --- de bancar a festa de Momo, rasgando promessa feita anteriormente.
A justificativa -- nobre -- é irrefutável, recheada de razões: os recursos do Carnaval seriam aplicados na saúde.
Muito bem, aplausos. Salva de fogos. Banda de música.
Foi gerado um factoide, sem tirar nem por.
O efeito, porém, não foi o desejado.
Fazia-se necessário, além de ganhar a simpatia dos que aplaudiam a iniciativa de priorizar a saúde em detrimento da folia, não criar antipatia entre os carnavalescos.
Solução: criar novo factoide:"Em Pelotas tem Carnaval, sim senhor!"
E a frase, em variadas versões, foi repetida à exaustão, postada e compartilhada na internet, destacada na mídia, notas da prefeitura falavam em milhares de foliões "recuperando a magia e a alegria dos carnavais populares de outrora".
Puro factoide.
Na Princesa do Sul há arremedo de Carnaval.
E pior: o pretexto de canalizar verbas da festa à saúde também não passou de um factoide.
Senão como explicar que desde novembro do ano passado a prefeitura não repassa recursos à Santa Casa, acumulando dívida de quase de R$ 1,5 milhão ?
Diário Popular- 9/ 02/2016
A justificativa -- nobre -- é irrefutável, recheada de razões: os recursos do Carnaval seriam aplicados na saúde.
Muito bem, aplausos. Salva de fogos. Banda de música.
Foi gerado um factoide, sem tirar nem por.
O efeito, porém, não foi o desejado.
Fazia-se necessário, além de ganhar a simpatia dos que aplaudiam a iniciativa de priorizar a saúde em detrimento da folia, não criar antipatia entre os carnavalescos.
Solução: criar novo factoide:"Em Pelotas tem Carnaval, sim senhor!"
E a frase, em variadas versões, foi repetida à exaustão, postada e compartilhada na internet, destacada na mídia, notas da prefeitura falavam em milhares de foliões "recuperando a magia e a alegria dos carnavais populares de outrora".
Puro factoide.
Na Princesa do Sul há arremedo de Carnaval.
E pior: o pretexto de canalizar verbas da festa à saúde também não passou de um factoide.
Senão como explicar que desde novembro do ano passado a prefeitura não repassa recursos à Santa Casa, acumulando dívida de quase de R$ 1,5 milhão ?
Diário Popular- 9/ 02/2016
Rede Globo, vergonha nacional
A Rede Globo acumula uma série de atropelos procurando interferir e influenciar nos acontecimentos políticos e econômicos do país. Um dos episódios mais marcantes a assinalar esta postura jornalística ficou registrado para a história quando viu-se compelida, por força de mandado judicial, a conceder direito de resposta a Lionel Brizola.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
FHC no samba: assessoria prestativa - P.R.Baptista
FHC confuso, mas alegre
Tucano molhando o bico :)
Publicado por Rodrigo Cavalcante em Segunda, 8 de fevereiro de 2016
Nesse momento sua assessoria se encarrega de tirar o copo de refrigerante de sua mão.
Poderiam interpretar mal, comentar que é bebida alcoólica.
Mas ficou pior, agora ninguém vai acreditar que não era.
Até porque ele nem percebe...
Depoimento de um brasileiro
Manifestante sendo revistado pelos soldados da Tropa de Choque e no final da blitz dá uma entrevista incrível, lição de cidadania que deveria chegar aos ouvidos e olhos de nossos governantes. | Ato Fora Cabral | 29/07 | Posto 12 | Imagens: #marcosluzdesordi
Publicado por Marcos Luz De Sordi em Domingo, 28 de julho de 2013
A democracia que as potências exportam
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Carnavais de Pelotas, o corso que faltou - P.R.Baptista
A Administração Municipal e apoiadores saúdam o Carnaval desse ano, concentrado no Mercado e imediações, familiar, isolado de grandes massas de populares, direcionado a um público selecionado.
Entre os comentários referências aos carnavais antigos, realizados na Quinze de Novembro.
A se lamentar que não se tenha previsto ou havido tempo para se promover outros aspectos característicos desses carnavais de antanho.
Os elegantes corsos, por exemplo, nos quais senhoritas da sociedade desfilavam de carro aberto e eram saudadas, com confete e rolos de serpentina, pelos espectadores postados na calçada.
Fica para os próximos.
Entre os comentários referências aos carnavais antigos, realizados na Quinze de Novembro.
A se lamentar que não se tenha previsto ou havido tempo para se promover outros aspectos característicos desses carnavais de antanho.
Os elegantes corsos, por exemplo, nos quais senhoritas da sociedade desfilavam de carro aberto e eram saudadas, com confete e rolos de serpentina, pelos espectadores postados na calçada.
Fica para os próximos.
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Carnavais de Pelotas,
o corso que faltou
domingo, 7 de fevereiro de 2016
"A Boca é do Lobo" - Conselho do E.C.Pelotas decide não alugar o estádio - P.R.Baptista
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| Conselheiros reunidos |
Após muitas conjeturas e especulações que vinham se prolongando, o Conselho Deliberativo do Esporte Clube Pelotas, reuniu-se para decidir sobre o aluguel do estádio para jogos do Gremio Esporte Brasil.
Segundo consta a proposta basicamente foi de 600 mil reais para os jogos desse ano agregada a outras vantagens.
A presença teria sido de 60 conselheiros e a reunião perdurou durante 3 horas.
A decisão, aguardada inclusive por torcedores que se postaram à frente do estádio, e anunciada sob o título "A Boca é do Lobo" , foi de negar o aluguel.
Os argumentos favoráveis ao aluguel podem ser facilmente deduzíveis.
O Pelotas tem pela frente uma difícil incumbência de voltar à série A do campeonato gaúcho, disputando uma única vaga e, além disso, como tem sido divulgado, enfrenta dificuldades financeiras.
Este aluguel, em princípio, não traria prejuízos materiais ao clube nem interferiria em suas atividades.
Além disso, como o próprio clube reconheceu em nota emitida quando de aluguel feito recentemente, "em outras ocasiões, por razões diversas, jogos com mando do Esporte Clube Pelotas já ocorreram no estádio do Grêmio Esportivo Brasil e vice-versa. Faz parte da convivência esportiva, em caso de interdição, um clube emprestar o seu estádio para o outro".
Não foi divulgada a votação mas a decisão parece ter sido bem irredutível pois também decidiu-se não enviar contraproposta.
De qualquer forma talvez tenha desagradado alguns conselheiros e poderia estar provocando o pedido de demissão do presidente que sempre se mostrou inclinado à transação.
O que fica sem resposta são os motivos para não aprovar o aluguel.
Não pode ser apenas a rivalidade.
Deve haver outros mais sérios, porque esse não seria sério,.
Tampouco pode ser a pressão de segmentos da torcida.
As torcidas não tem a responsabilidade de dirigir os clubes e, frequentemente, tem causado sérios prejuízos por punições que acarretam.
Noutro momento a direção do E.C.Pelotas mencionou um tratamento desrespeitoso por parte de dirigente xavante. Este episódio não foi superado e ainda estaria pesando na decisão?
Diria que temos um ponto a merecer melhor esclarecimento pois, embora a decisão seja do âmbito interno do clube, tem implicações que envolvem e interessam à própria cidade e a todos indistintamente.
Para citar apenas uma situação o E.C.Pelotas, assim como os outros times, recebeu recentemente uma quantia da Prefeitura a título de verba publicitária.
Vamos aguardar, portanto, para ver se os reais motivos são expostos ou se será mantido segredo a respeito deles.
Nesse caso teremos mais um mistério, dentre outros que assombram a cidade, sem respostas.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Carnaval agora só em Jaguarão - P.R.Baptista
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| Desfile memorável da Portela no desfile de 2015 no Rio |
Um capítulo triste para a nossa cultura popular.
Resta-nos consolar assistindo o memorável desfile da Portela no carnaval carioca de 2015.
Essa cultura não vão matar, o povo vai seguir cantando cantando até o sol raiar.
Na voz da multidão concentrada no sambódromo do Rio, inspiração do grande líder Leonel Brizola, o canto entoado em uníssono dá o recado
Sou carioca, sou de Madureira
A tabajara levanta poeira
Pra essa festa maneira meu bem me chamou
Lá vem portela malandro, o samba chegou
Cultura popular não se dá fim com decreto mesmo que a caneta seja de ouro.
P.R.Baptista
sábado, 30 de janeiro de 2016
O PiG é a nova guilhotina - Nilo Batista
Imprensa e Justiça
Corte Europeia de Direitos Humanos já decidiu que a condenação de jornalistas por publicidade opressiva não viola a liberdade de comunicação
A centralidade que a questão criminal assumiu, visível nas altas taxas de encarceramento ou na criminalização do cotidiano privado e da vida pública, responde às transformações econômicas das últimas décadas. Interessa-nos um aspecto dessa centralidade: a espetacularização do processo penal e os sérios danos que causa a direitos fundamentais e ao estado de direito.
A espetacularização do processo penal não é novidade. Na Inquisição, a colheita de provas e o julgamento eram sigilosos. Falsas delações e torturas são eficientes na obscuridade; a festa era a execução da pena de morte. Com a adoção da pena de prisão, a execução numa cela tornou-se uma rotina sem apelo jornalístico. O espetáculo deslocou-se para a investigação e o julgamento.
Basta ligar a TV à tarde: deploráveis reality shows policiais, nos quais suspeitos são exibidos e achincalhados por âncoras “policizados”. Diz a Constituição inutilmente que “é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral”, garantia repetida pelo Código Penal e pela Lei de Execução Penal. Mas é no noticiário “sério” sobre inquéritos e ações penais que reside um grave problema, opondo a liberdade de comunicação à presunção de inocência e ao direito ao julgamento justo. A liberdade de imprensa geralmente prevalece sobre o direito à privacidade. Contudo, quando o confronto se dá com a presunção de inocência e o direito ao julgamento justo, a solução é distinta, como se constata em países democráticos.
A Corte Suprema dos EUA manifestou desconforto por ter identificado “julgamento pela imprensa” e anulou condenações. Numa delas, registrou que “o julgamento não passou de uma cerimônia legal para averbar um veredicto já ditado pela imprensa e pela opinião pública que ela gerou”. Alertou que o noticiário intenso sobre um caso judicial pode tornar nula a sentença e que a publicidade dos julgamentos constitui uma garantia constitucional do acusado e não um direito do público.
Na Europa, o assunto preocupa legisladores e tribunais. França e Áustria criminalizaram a publicação de comentários sobre prováveis resultados do processo ou sobre o valor das provas. Em Portugal, a publicação de conversas interceptadas em investigação é criminalizada, salvo se, não havendo sigilo de Justiça, os intervenientes consentirem na divulgação: o sigilo de Justiça vincula todos aqueles que o acessarem a qualquer título. A Corte Europeia de Direitos Humanos já decidiu que a condenação de jornalistas por publicidade opressiva não viola a liberdade de comunicação.
Não será por meio da criminalização da publicidade opressiva que se poderá reverter o lastimável quadro que vivemos, onde relações entre agentes do sistema penal e alguns jornalistas produzem vazamentos escandalosos, editados e descontextualizados, com capacidade de criar opiniões tão arraigadas que substituem a garantia constitucional por autêntica “presunção de culpa” e tornam impossível um julgamento justo.
Entre nós, existem casos em que todo o processo se desenvolve na mídia. Nesse cenário, pelo menos deveria ser exigido dos meios de comunicação aquilo que é exigido dos tribunais e das repartições públicas: obedecer ao contraditório. Hoje, após a longa veiculação da versão acusatória, segue-se breve menção a um comentário do acusado ou de seu defensor, que frequentemente desconhece a prova já divulgada para milhões de telespectadores. Se vamos persistir neste caminho perigoso — afinal, o sistema penal é historicamente um lugar de expansão do fascismo — pelo menos o contraditório obedecido pelos tribunais deveria ocorrer na mídia. Se a autoridade policial ou o Ministério Público divulgar sua acusação por três minutos, o acusado ou seu defensor deveria desfrutar do mesmo tempo para falar o que quisesse em sua defesa. Já que o processo se desenrola na mídia, que haja pelo menos paridade de armas. A prática atual é abertamente antidemocrática.
Nilo Batista é professor de Direito Penal da UFRJ e da Uerj
Corte Europeia de Direitos Humanos já decidiu que a condenação de jornalistas por publicidade opressiva não viola a liberdade de comunicação
A centralidade que a questão criminal assumiu, visível nas altas taxas de encarceramento ou na criminalização do cotidiano privado e da vida pública, responde às transformações econômicas das últimas décadas. Interessa-nos um aspecto dessa centralidade: a espetacularização do processo penal e os sérios danos que causa a direitos fundamentais e ao estado de direito.
A espetacularização do processo penal não é novidade. Na Inquisição, a colheita de provas e o julgamento eram sigilosos. Falsas delações e torturas são eficientes na obscuridade; a festa era a execução da pena de morte. Com a adoção da pena de prisão, a execução numa cela tornou-se uma rotina sem apelo jornalístico. O espetáculo deslocou-se para a investigação e o julgamento.
Basta ligar a TV à tarde: deploráveis reality shows policiais, nos quais suspeitos são exibidos e achincalhados por âncoras “policizados”. Diz a Constituição inutilmente que “é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral”, garantia repetida pelo Código Penal e pela Lei de Execução Penal. Mas é no noticiário “sério” sobre inquéritos e ações penais que reside um grave problema, opondo a liberdade de comunicação à presunção de inocência e ao direito ao julgamento justo. A liberdade de imprensa geralmente prevalece sobre o direito à privacidade. Contudo, quando o confronto se dá com a presunção de inocência e o direito ao julgamento justo, a solução é distinta, como se constata em países democráticos.
A Corte Suprema dos EUA manifestou desconforto por ter identificado “julgamento pela imprensa” e anulou condenações. Numa delas, registrou que “o julgamento não passou de uma cerimônia legal para averbar um veredicto já ditado pela imprensa e pela opinião pública que ela gerou”. Alertou que o noticiário intenso sobre um caso judicial pode tornar nula a sentença e que a publicidade dos julgamentos constitui uma garantia constitucional do acusado e não um direito do público.
Na Europa, o assunto preocupa legisladores e tribunais. França e Áustria criminalizaram a publicação de comentários sobre prováveis resultados do processo ou sobre o valor das provas. Em Portugal, a publicação de conversas interceptadas em investigação é criminalizada, salvo se, não havendo sigilo de Justiça, os intervenientes consentirem na divulgação: o sigilo de Justiça vincula todos aqueles que o acessarem a qualquer título. A Corte Europeia de Direitos Humanos já decidiu que a condenação de jornalistas por publicidade opressiva não viola a liberdade de comunicação.
Não será por meio da criminalização da publicidade opressiva que se poderá reverter o lastimável quadro que vivemos, onde relações entre agentes do sistema penal e alguns jornalistas produzem vazamentos escandalosos, editados e descontextualizados, com capacidade de criar opiniões tão arraigadas que substituem a garantia constitucional por autêntica “presunção de culpa” e tornam impossível um julgamento justo.
Entre nós, existem casos em que todo o processo se desenvolve na mídia. Nesse cenário, pelo menos deveria ser exigido dos meios de comunicação aquilo que é exigido dos tribunais e das repartições públicas: obedecer ao contraditório. Hoje, após a longa veiculação da versão acusatória, segue-se breve menção a um comentário do acusado ou de seu defensor, que frequentemente desconhece a prova já divulgada para milhões de telespectadores. Se vamos persistir neste caminho perigoso — afinal, o sistema penal é historicamente um lugar de expansão do fascismo — pelo menos o contraditório obedecido pelos tribunais deveria ocorrer na mídia. Se a autoridade policial ou o Ministério Público divulgar sua acusação por três minutos, o acusado ou seu defensor deveria desfrutar do mesmo tempo para falar o que quisesse em sua defesa. Já que o processo se desenrola na mídia, que haja pelo menos paridade de armas. A prática atual é abertamente antidemocrática.
Nilo Batista é professor de Direito Penal da UFRJ e da Uerj
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
De nossa esperança ativa - Nei Alberto Pies
"É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não sairmos de nós". (José Saramago, 1922-2010)
Desesperança é a palavra da hora. Editoriais de muitos jornais e revistas, artigos em sites e blogs, diferentes manifestações e compartilhamentos nas redes sociais disseminam desesperança como virtude, como imposição de uma realidade vivida em nosso país, como sintoma da atual situação política, econômica e social. No sagrado direito de perguntar, minhas indagações: a) quem está disseminando estas ideias?; b) a quem interessa a desesperança?; c) com que propósitos pregar desesperança?; d) a esperança é mesmo danosa às pessoas, às coletividades?
Nunca vi esperança como um mal do povo, ou uma ilusão pessoal ou coletiva. Muito antes pelo contrário, acredito que esperança é que nos move, é o que move a história coletiva e individual de nossa gente. Para formular considerações sobre o assunto, fui pesquisar e ler sobre esperança. Descobri que ela carrega duplo sentido. O sentido da palavra que vem do latim spes, cujo significado é "confiança em algo positivo", um dos sentidos que a palavra carrega em português. Este sentido mais genuíno, mais original, perpetuado ao longo da história e das civilizações. Na cultura patrimonialista do Brasil, também adquiriu o sentido de expectativa, de espera. Muitas vezes, esta última concepção deturpa o que é uma virtude (confiar em algo positivo), tornando-a uma inércia, uma simples espera passiva.
Minha formação humanística e cristã sempre apontou a esperança como sentido da existência. Não consigo conceber pessoas ou grupos desprovidos de esperança. Para mim, esperança é possibilidade, é projeção, é ação para concretizar o que ainda não existe. Esperança é horizonte das lutas e das conquistas humanas. Esperança é sair de si, é sair da ilha, como propõe Saramago, justamente para melhor compreender a si mesmo e o mundo.
No caso do Brasil das últimas décadas, a esperança foi alicerçando avanços e conquistas sociais, traduzidos por mais liberdade, mais acesso à terra, saúde, cultura e educação, maiores condições de vida e dignidade, mais oportunidades de viver e experimentar cidadania, mais direitos. A esperança da maioria dos brasileiros não é passiva; é ativa porque projeta mudanças e organiza as lutas individuais e coletivas para concretizá-las. A esperança não é um slogan, mas é possibilidade concreta de mudanças projetadas na luta cotidiana, na organização, nas manifestações públicas da fé, das crenças e da cidadania.
A disseminação da desesperança, no atual momento histórico, explica-se porque há no Brasil um grupo de pessoas que nunca precisou alicerçar sua vida na "esperança ativa" que se traduz em lutas, em conquistas e em organização coletiva por melhores condições de vida e dignidade. Para estes, o Brasil sempre ofereceu "abundância" e privilégios. Na medida em que se descortinam os entendimentos e a compreensão sobre o funcionamento do próprio país, ficam mais claros os mecanismos de exploração, exclusão e alienação a que são submetidos a maioria dos brasileiros. Aí, a esperança (da mudança) da maioria passa a ser um problema.
A esperança, no seu sentido mais genuíno, provoca mudanças a partir da organização, das lutas e das conquistas sociais. A esperança não é, para a maioria, um otimismo vazio e sem sentido. Concordo com Saramago: "não sou pessimista. O mundo é que é péssimo". Com esperança, somo-me a outros tantos para que continuemos mudando o mundo, para mudar-nos a nós mesmos. Com esperança, combato desesperança!
Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
6º Festival Internacional Sesc de Música de Pelotas
Concerto da Orquestra Sinfônica de
Carazinho (Osinca) realizada na Catedral de Pelotas no dia 21-01-16 , com os músicos convidados, Fernando Cordella e solista Emmanuele Baldini.
Fotos oficiais divulgadas pela organização do evento.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
domingo, 24 de janeiro de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
sábado, 16 de janeiro de 2016
Deputado Marcel van Hatten, a voz da direita política
Marcel van Hatten, é filiado ao Partido Progressista (PP).
Foi vereador do município de Dois Irmãos aos 18 anos, eleito em 2004.
Começou a peregrinação para ser deputado estadual em 2006, pleito no qual não se elegeu.
Em 2010 uma nova tentativa, também sem êxito.
Enfim, nas eleições de 2014, em 5 de outubro, recebeu 35.345 votos para deputado estadual à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na 54ª legislatura (2015 — 2019), ficando como suplente.
Assumiu o cargo em 10 de fevereiro de 2015[4] ocupando a cadeira vaga do secretário estadual de Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Argentino esquece da mulher num posto de gasolina ... mas não foi de propósito
Posto de combustíveis onde argentina foi esquecida em Passo Fundo (Foto: Patricia Oliveira/Divulgação)
Daniel Favero
G1 RS
Uma mulher de nacionalidade argentina foi esquecida pelo marido em um Posto de combustíveis na BR-285, em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul. O caso ocorreu quando a família retornava de férias no Brasil, na quarta-feira (13).
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a mulher dormia no banco traseiro do veículo no momento em que a família chegou ao posto de combustíveis. Durante o abastecimento, ela desceu para ir até a loja de conveniência, sem que o marido percebesse que ela não estava mais no carro.
“Fui eu que abasteci o carro deles, ela desceu e foi na loja de conveniência, e ele foi no banheiro e não viu que ela tinha descido. A criança, que estava no banco da frente também não viu, e eles foram embora”, conta o gerente do posto, Edgar Marques.
Ele afirma que a mulher ficou desesperada ao descobrir que o marido tinha ido embora. Os funcionários tentaram contato telefônico com o homem, mas não sabiam como completar a ligação.
“Foi quando me deu o estalo de ligar para o pessoal da PRF”, relatou Edgar.
Os funcionários do posto entraram em contato com o posto policial da PRF em Passo Fundo, que acionaram as equipes de Ijuí. O marido já havia rodado aproximadamente 160 quilômetros sem perceber que tinha esquecido a mulher.
Ele voltou para buscar a esposa. A família, a partir de então completa, seguiu viagem de volta para a Argentina.
Fonte G1
Fonte G1
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Muhammad Ali, quando um campeão foi proibido de comer um cachorro quente nos EUA
QUANDO UM CAMPEÃO OLÍMPICO FOI PROIBIDO DE COMER UM CACHORRO-QUENTE NOS EUA Entenda o caso: Muhammad Ali, legendário boxeador fala sobre o racismo.Assista e compartilhe
Publicado por Nossa Época em Quinta, 7 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Partido da Mulher Brasileira não corresponde às expectativas de sua criação
JESSICA MOTA, publicado sob o título "Partido da Mulher Brasileira não levanta a bandeira feminista"
Para presidente do PMB, Suêd Haidar, missão do partido é aumentar a participação da mulher na política; dirigente é contra o aborto e condena debate sobre a violência contra a mulher nas escolas
Apesar de o momento político ter levado diversas mulheres a se manifestarem pela garantia dos seus direitos nas ruas e nas redes sociais – com as campanhas #primeiroassédio e #meuamigosecreto –, o recém-criado Partido da Mulher Brasileira (PMB) não é feminista. “Ele é um partido feminino”, explica Suêd Haidar, presidente da legenda que surgiu há quase três meses, em 29 de setembro, em entrevista à Agência Pública.
(....)
O PMB é um partido feminista?
Não… Ele é um partido feminino. Hoje é outro momento da política, um pouco mais moderno, a mulher está participando mais. Tivemos essa grande oportunidade na nossa vida de todos os movimentos feministas, de todos os segmentos feministas, que abriram todas essas portas para que hoje nós tenhamos essa oportunidade de falar aqui de política partidária e da inserção da mulher dentro das instituições partidárias até de uma forma um pouco diferenciada.
Como a senhora se posiciona em relação ao PL 5069/2013, do deputado Eduardo Cunha, que altera a forma de atendimento da mulher que sofre violência ou abuso sexual? [O projeto criminaliza, por exemplo, o profissional da saúde que indicar processos abortivos à mulher que sofreu estupro]
Em relação ao presidente da Câmara estar encaminhando hoje esse projeto em relação ao aborto… Eu sou contra o aborto. A diretriz do partido sempre será essa, contra o aborto. Nós não podemos sair afirmando que a mulher tem qualquer encaminhamento ou esteja matando vidas. Não é isso que nós queremos para nossas mulheres. O que nós queremos é um projeto afirmativo que venha dar o preventivo para a mulher. A mulher tem que estar preparada para se prevenir para que não chegue a necessidade dela matar vidas, que é chegando a fazer o aborto.
(...)
A presidente explica que usará o Fundo Partidário do PMB para a criação de escolas políticas e formação de militância. Haidar esclarece que a legalização do aborto e a inclusão das discussões de gênero nos planos educacionais não são pautas do PMB. “Essa questão da violência contra mulher não pode ser, nesse momento, e em nenhum momento, discutida numa sala de aula com crianças de 10 anos de idade”, declara Haidar. “Isso não existe.”
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Para presidente do PMB, Suêd Haidar, missão do partido é aumentar a participação da mulher na política; dirigente é contra o aborto e condena debate sobre a violência contra a mulher nas escolas
Apesar de o momento político ter levado diversas mulheres a se manifestarem pela garantia dos seus direitos nas ruas e nas redes sociais – com as campanhas #primeiroassédio e #meuamigosecreto –, o recém-criado Partido da Mulher Brasileira (PMB) não é feminista. “Ele é um partido feminino”, explica Suêd Haidar, presidente da legenda que surgiu há quase três meses, em 29 de setembro, em entrevista à Agência Pública.
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O PMB é um partido feminista?
Não… Ele é um partido feminino. Hoje é outro momento da política, um pouco mais moderno, a mulher está participando mais. Tivemos essa grande oportunidade na nossa vida de todos os movimentos feministas, de todos os segmentos feministas, que abriram todas essas portas para que hoje nós tenhamos essa oportunidade de falar aqui de política partidária e da inserção da mulher dentro das instituições partidárias até de uma forma um pouco diferenciada.
Como a senhora se posiciona em relação ao PL 5069/2013, do deputado Eduardo Cunha, que altera a forma de atendimento da mulher que sofre violência ou abuso sexual? [O projeto criminaliza, por exemplo, o profissional da saúde que indicar processos abortivos à mulher que sofreu estupro]
Em relação ao presidente da Câmara estar encaminhando hoje esse projeto em relação ao aborto… Eu sou contra o aborto. A diretriz do partido sempre será essa, contra o aborto. Nós não podemos sair afirmando que a mulher tem qualquer encaminhamento ou esteja matando vidas. Não é isso que nós queremos para nossas mulheres. O que nós queremos é um projeto afirmativo que venha dar o preventivo para a mulher. A mulher tem que estar preparada para se prevenir para que não chegue a necessidade dela matar vidas, que é chegando a fazer o aborto.
(...)
A presidente explica que usará o Fundo Partidário do PMB para a criação de escolas políticas e formação de militância. Haidar esclarece que a legalização do aborto e a inclusão das discussões de gênero nos planos educacionais não são pautas do PMB. “Essa questão da violência contra mulher não pode ser, nesse momento, e em nenhum momento, discutida numa sala de aula com crianças de 10 anos de idade”, declara Haidar. “Isso não existe.”
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Abaixo o tabu redutor que confina os mais pobres à música brega - Tárik de Souza
Especial para o UOL
06/01/2016
"O povo sabe o que quer
Mas o povo também quer o que não sabe"
Infelizmente, as sagazes palavras de nosso ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, em "Rep" (composição gravada no disco "Sol de Oslo", de 1998) andam esquecidas pela mídia principal do país. Quase só se transmite e propaga o já sabido, mastigado, clonado, copiado e colado. Andamos "mascando clichê", como cantaria o grupo paulistano Premeditando o Breque –o Premê–, em "Quase lindo", de 1983.
Desde o BRock –e lá se vão mais de três décadas– não surge um movimento de baixo para cima, revelando artistas (Cazuza, Renato Russo, Lobão, Leo Jaime), grupos (Blitz, Titãs, Paralamas, Legião, Barão, Kid Abelha, Engenheiros, Capital Inicial, Ira!, Ultraje) e tendências ou linguagens com tão ampla repercussão popular. O movimento mangue beat e suas consequências (Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre s/a, Mestre Ambrósio, Siba, Otto, Cordel do Fogo Encantado e Lira) já bateu no guichê do mercadão fechado a inovações, tal como acontecera um pouco antes com a chamada vanguarda paulista, do próprio Premê, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Grupo Rumo, Língua de Trapo, Eliete Negreiros, entre outros.
O reconhecimento desses artistas deu-se –quando aconteceu– a conta-gotas. As exceções nessa transversal do tempo se confirmam, como tal: Skank, Sepultura, Cássia Eller, Los Hermanos, Marisa Monte, Lenine, Mônica Salmaso, Chico César, Zeca Baleiro, Vanessa da Mata, Seu Jorge, Planet Hemp, Zélia Duncan, Racionais MC's, Moska, O Rappa, Ana Carolina, Carlinhos Brown. Todas à custa de muita ralação -e, em alguns casos, a concessões ao banal.
Vedar o acesso do experimentalismo à mídia principal equivale a fechar os laboratórios que impulsionam o avanço das descobertas científicas e tecnológicas. O grande público precisa entrar em contato com propostas diferentes, aptas a abrir horizontes estéticos. Abaixo o tabu redutor que confina as classes menos favorecidas economicamente ao brega acachapante!
SEGUE >>>
06/01/2016
"O povo sabe o que quer
Mas o povo também quer o que não sabe"
Infelizmente, as sagazes palavras de nosso ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, em "Rep" (composição gravada no disco "Sol de Oslo", de 1998) andam esquecidas pela mídia principal do país. Quase só se transmite e propaga o já sabido, mastigado, clonado, copiado e colado. Andamos "mascando clichê", como cantaria o grupo paulistano Premeditando o Breque –o Premê–, em "Quase lindo", de 1983.
Desde o BRock –e lá se vão mais de três décadas– não surge um movimento de baixo para cima, revelando artistas (Cazuza, Renato Russo, Lobão, Leo Jaime), grupos (Blitz, Titãs, Paralamas, Legião, Barão, Kid Abelha, Engenheiros, Capital Inicial, Ira!, Ultraje) e tendências ou linguagens com tão ampla repercussão popular. O movimento mangue beat e suas consequências (Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre s/a, Mestre Ambrósio, Siba, Otto, Cordel do Fogo Encantado e Lira) já bateu no guichê do mercadão fechado a inovações, tal como acontecera um pouco antes com a chamada vanguarda paulista, do próprio Premê, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Grupo Rumo, Língua de Trapo, Eliete Negreiros, entre outros.
O reconhecimento desses artistas deu-se –quando aconteceu– a conta-gotas. As exceções nessa transversal do tempo se confirmam, como tal: Skank, Sepultura, Cássia Eller, Los Hermanos, Marisa Monte, Lenine, Mônica Salmaso, Chico César, Zeca Baleiro, Vanessa da Mata, Seu Jorge, Planet Hemp, Zélia Duncan, Racionais MC's, Moska, O Rappa, Ana Carolina, Carlinhos Brown. Todas à custa de muita ralação -e, em alguns casos, a concessões ao banal.
Vedar o acesso do experimentalismo à mídia principal equivale a fechar os laboratórios que impulsionam o avanço das descobertas científicas e tecnológicas. O grande público precisa entrar em contato com propostas diferentes, aptas a abrir horizontes estéticos. Abaixo o tabu redutor que confina as classes menos favorecidas economicamente ao brega acachapante!
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Novidades do Nei A. Pies
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Prefeito Leite, populismo e elitismo - Reginaldo Bacci
RESPOSTA QUE ENVIEI AO SITE AMIGOS DE PELOTAS PARA CONTRAPOR A MATÉRIA PUBLICADA SOB O TÍTULO: “Corajoso, Leite Evita Populismo ao Cortar Fogos e Verba do Carnaval”.
Reginaldo Bacci
O Prefeito Eduardo Leite pode não ser um populista, mas é, com certeza, um elitista. Joga para a torcida como se todos fossem ingênuos e não percebessem em seus movimentos e onde quer chegar. Ao mesmo tempo que retira 1,8 milhões do carnaval e 100 ou 200 mil da festa de reveillon, sob a alegação que as alocará na saúde, mantém a verba de publiciadade em mais de 2 milhões em ano de eleição e aumenta de 4,8 milhões para cerca de 18 milhões as de projetos (vide orçamento 2016 de Pelotas), ou seja, economiza de um lado, sob alegação que aplicará na saúde, e gasta em outros para defender seu projeto eleitoral (precisará garantir sue projeto com muita publicidade e dezenas de novos projetos, já que o que fez até agora foi asfaltar, como todos que o antecederam) Esta atitude pode não ser populista, mas certamente é elitista e oportunista. Afinal, onde passaram as festas de final de ano a elite de Pelotas? E o povo pelotense pode ir a Punta del Este, Florianópolis ou Rio de Janeiro??? E o carnaval de 2016, onde passará a elite de Pelotas? Em Pelotas? Bem, o povo que se vire, afinal de contas quem não tem grana para ir a Porto Alegre, Rio, Punta, ou seja lá onde for, que fique em Pelotas, sem festa. Eduardo Leite é um elitista e não compreende o povo. Sua gestão é mais do mesmo. E ainda tem gente, certamente, da elite que aplaude suas decisões. O mesmo prefeito que acaba com o carnaval é o que dá isenção de tributos ao CDL (Centro de Eventos) e à Associação Rural de Pelotas, núcleos das elites pelotenses. Por que não cobrar tributos das elites e alocar na saúde? Lamentável, meu caro e querido amigo Rubens Amador, que a análise que fazes das atitudes do Sr. Prefeito seja superficial e rasteira, torpe e interesseira. Por isto, nem acredito que este comentário vá para o site, como o outro que já fiz e também não foi, mas não posso deixar passar mais esta apologia falsa e enganadora, sem me manifestar. O governo de Eduardo Leite é elitista e da pior forma possível, é um governo medíocre que não consegue buscar soluções que atendam, acima de tudo, os reais interesses das pessoas. Go vernar é mais do que jogar para a torcida, é um ato de amor, de compreensão da alma humana, é um ato de coragem a favor daqueles que menos têm e mais precisam, governar é acima de tudo cuidar das pessoas em todas as suas dimensões e necessidades físicas e culturais. Aliás, Martin Luther King já o sabia e assim vaticinou: “Eu tenho a audácia de acreditar que todas as pessoas de todos os lugares têm o direito a três refeições diárias para os seus corpos, EDUCAÇÃO E CULTURA PARA SUAS MENTES, dignidade, igualdade e liberdade para seus espíritos.” Lamento somente pela pobreza de espírito do Sr. Prefeito e sua equipe, incapazes de apresentar uma solução, onde a cultura popular pudesse ser preservada e festejada. Nada pode ser pior a um gestor público que sua incapacidade de compreensão da alma humana e sua inépcia na construção de soluções que atendam a todos. Leite, consegue apenas atender a elite, que se regozija na desgraça dos menos favorecidos.
Somente aos gestores medíocres é dado pensar que o carnaval e o reveillon somente possam ser realizados com verbas públicas.
Reginaldo Bacci
O Prefeito Eduardo Leite pode não ser um populista, mas é, com certeza, um elitista. Joga para a torcida como se todos fossem ingênuos e não percebessem em seus movimentos e onde quer chegar. Ao mesmo tempo que retira 1,8 milhões do carnaval e 100 ou 200 mil da festa de reveillon, sob a alegação que as alocará na saúde, mantém a verba de publiciadade em mais de 2 milhões em ano de eleição e aumenta de 4,8 milhões para cerca de 18 milhões as de projetos (vide orçamento 2016 de Pelotas), ou seja, economiza de um lado, sob alegação que aplicará na saúde, e gasta em outros para defender seu projeto eleitoral (precisará garantir sue projeto com muita publicidade e dezenas de novos projetos, já que o que fez até agora foi asfaltar, como todos que o antecederam) Esta atitude pode não ser populista, mas certamente é elitista e oportunista. Afinal, onde passaram as festas de final de ano a elite de Pelotas? E o povo pelotense pode ir a Punta del Este, Florianópolis ou Rio de Janeiro??? E o carnaval de 2016, onde passará a elite de Pelotas? Em Pelotas? Bem, o povo que se vire, afinal de contas quem não tem grana para ir a Porto Alegre, Rio, Punta, ou seja lá onde for, que fique em Pelotas, sem festa. Eduardo Leite é um elitista e não compreende o povo. Sua gestão é mais do mesmo. E ainda tem gente, certamente, da elite que aplaude suas decisões. O mesmo prefeito que acaba com o carnaval é o que dá isenção de tributos ao CDL (Centro de Eventos) e à Associação Rural de Pelotas, núcleos das elites pelotenses. Por que não cobrar tributos das elites e alocar na saúde? Lamentável, meu caro e querido amigo Rubens Amador, que a análise que fazes das atitudes do Sr. Prefeito seja superficial e rasteira, torpe e interesseira. Por isto, nem acredito que este comentário vá para o site, como o outro que já fiz e também não foi, mas não posso deixar passar mais esta apologia falsa e enganadora, sem me manifestar. O governo de Eduardo Leite é elitista e da pior forma possível, é um governo medíocre que não consegue buscar soluções que atendam, acima de tudo, os reais interesses das pessoas. Go vernar é mais do que jogar para a torcida, é um ato de amor, de compreensão da alma humana, é um ato de coragem a favor daqueles que menos têm e mais precisam, governar é acima de tudo cuidar das pessoas em todas as suas dimensões e necessidades físicas e culturais. Aliás, Martin Luther King já o sabia e assim vaticinou: “Eu tenho a audácia de acreditar que todas as pessoas de todos os lugares têm o direito a três refeições diárias para os seus corpos, EDUCAÇÃO E CULTURA PARA SUAS MENTES, dignidade, igualdade e liberdade para seus espíritos.” Lamento somente pela pobreza de espírito do Sr. Prefeito e sua equipe, incapazes de apresentar uma solução, onde a cultura popular pudesse ser preservada e festejada. Nada pode ser pior a um gestor público que sua incapacidade de compreensão da alma humana e sua inépcia na construção de soluções que atendam a todos. Leite, consegue apenas atender a elite, que se regozija na desgraça dos menos favorecidos.
Somente aos gestores medíocres é dado pensar que o carnaval e o reveillon somente possam ser realizados com verbas públicas.
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Prefeito Leite
REFORMA AGRÁRIA NO FANTÁSTICO - Eduardo Londero
O Fantástico faz uma matéria sobre fraudes no Incra e na Reforma Agrária.
Como investigação não é com eles, todo o trabalho se baseia em relatório da CGU, sobre o qual apõem imagens e entrevistas.
Como investigação não é com eles, todo o trabalho se baseia em relatório da CGU, sobre o qual apõem imagens e entrevistas.
Em 1850 foi criada a Lei de Terras que engessou o assunto, definiu que os posseiros de então viravam proprietários, e para o futuro só se adquiriria terra por meio de compra.
A lei de 1850 foi um arranjo que agradou a todos na época, ferrou o imigrante que veio depois, e diferiu o conflito para nossa época. Típico.
A lei de 1850 foi um arranjo que agradou a todos na época, ferrou o imigrante que veio depois, e diferiu o conflito para nossa época. Típico.
Em 1937 foi criada possibilidade de desapropriar terras mediante indenização e inicia uma Reforma Agrária conduzida no mesmo espírito da elite brasileira: burocratas da alta e políticos de direita se servem dela para dar terra a quem não precisa, comprar caro terras que não prestam dos amigos, e desmoralizar a própria ideia da necessidade de construir uma classe média rural instruída e poderosa para o bem do próprio capitalismo. Lentamente a matéria do Fantástico vai se afastando da origem dos fatos, do mérito da investigação do CGU e da importância das suas conclusões. E vai se encaminhado para reafirmar a desmoralização da Reforma Agrária, ao invés de recuperar a necessidade de ser bem conduzida.
A fruta não vai longe da árvore.
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